Linda festa pro Doutor - Faixa carimbada - Espinho no bacalhau - Ora pois...
Parafraseando o Chico Buarque, rendo minhas homenagens ao Sócrates, campeão no futebol e na luta pela democracia. A festa no Pacaembu foi bonita, emocionante, digna da grandeza do Doutor. Até a natureza chorava, e a chuva que caia, não era senão as lágrimas de saudades pela ausência física do Magrão. Ausência física, porque, espiritualmente ele continua vivo e se encontrava na festa, presente na memória de todos nós que aprendemos a admirá-lo.
Hino Nacional magnificamente interpretado pelo Ernesto Teixeira, da Rádio Coringão e com toda a vibração da Gaviões, troca de faixas e orações iniciaram o espetáculo do Jogo dos Campeões.
Hino Nacional magnificamente interpretado pelo Ernesto Teixeira, da Rádio Coringão e com toda a vibração da Gaviões, troca de faixas e orações iniciaram o espetáculo do Jogo dos Campeões.
Mas, quem disse que no futebol a lógica predomina? Quem pensa que as equipes são estáticas e não evoluem? E a Lusa mostrou que está chegando pra disputar a Série A, jogando de igual pra igual, não só pra disputar, mas, também para ganhar.
Mas, não precisava começar a ganhar justo em cima do meu Coringão.
Sem complexo de vira lata, a Lusa jogou com raça e mereceu a vitória. Apesar da chuva e do campo pesado, não se poupou e veio pra cima. Não fosse nossa boa marcação, poderíamos ter um resultado ainda pior. Num jogo com um time em cada tempo, não fomos capazes de superar o Campeão da Série B. Nos engasgamos com o espinho do bacalhau e o troféu deixamos escapar. Foi para o Canindé.
Embora melhor do que os reservas, os titulares não foram tão bem quanto no jogo anterior. Faltou criatividade e armação, prejudicando muito o desempenho do ataque. Alex e Liedson, poupados, fizeram falta no time. No 2º tempo, Vitor Júnior mostrou qualidade e facilidade de entrosamento. Mas, se os setores carentes não forem reforçados poderemos nos complicar nos próximos campeonatos.
Para nós, o final da festa foi melancólico. O jogo não era oficial, mas, no Corinthians, não gosto de perder nem no par ou ímpar. Além disso, estava em jogo o troféu Sócrates, muito significativo para a Nação Corinthiana, por tudo o que o Sócrates fez e representa para o Corinthians.
Mas, deixando de lado a paixão clubística, acho que a Lusa mereceu esse troféu. Dono de um toque de bola refinado e perfeito nos passes, o Magrão deve ter gostado do troféu que leva seu nome ter ido parar no clube que valoriza a posse de bola, consegue tocá-la com qualidade, erra poucos passes e que, pela campanha que fez na Série B, até foi chamada de BarceLusa.
Méritos para Jorginho, seu treinador, que se esforça para resgatar a arte no futebol brasileiro, hoje caracterizado por chutões, chuveiradas na área e trombadas com os zagueiros. E como ninguém mais que o Doutor, representa o saudoso futebol arte, não foi por acaso que o Troféu Sócrates foi parar no Canindé.
Mas, deixando de lado a paixão clubística, acho que a Lusa mereceu esse troféu. Dono de um toque de bola refinado e perfeito nos passes, o Magrão deve ter gostado do troféu que leva seu nome ter ido parar no clube que valoriza a posse de bola, consegue tocá-la com qualidade, erra poucos passes e que, pela campanha que fez na Série B, até foi chamada de BarceLusa.
Méritos para Jorginho, seu treinador, que se esforça para resgatar a arte no futebol brasileiro, hoje caracterizado por chutões, chuveiradas na área e trombadas com os zagueiros. E como ninguém mais que o Doutor, representa o saudoso futebol arte, não foi por acaso que o Troféu Sócrates foi parar no Canindé.
Só não quero que o meu querido Corinthians, em 2012, entre na disputa pelo Troféu "Chuveirada"
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placa oferecida à viúva de Sócrates |
Créditos e fontes de imagens
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Rubens Cavallari/Folha Press/esporte.uol.com.br
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