quinta-feira, 19 de outubro de 2017

E no entanto é preciso ganhar

Acabou a rodada e, pelos desígnios dos deuses do futebol, continuamos na liderança e com nove pontos na frente. A diferença é que agora temos não mais um, mas três times nos perseguindo com 50 pontos: Grêmio, Palmeiras e Santos. E, apesar da diferença, se não retomarmos as vitórias, corremos o sério risco de sermos ultrapassados. Nossa performance no segundo turno não é nada animadora e está exigindo providências urgentes da comissão técnica e uma nova postura do time. É preciso buscar as causas dessa queda brusca de rendimento para poder saná-las. E parar de passar a mão na cabeça dos jogadores, justificando suas falhas. Ninguém desaprende jogar bola de uma hora para a outra e é preciso descobrir os motivos do mau desempenho dos jogadores nessa fase do campeonato. 
No último jogo, contra o vice líder, enquanto a defesa apresentou uma boa atuação, o setor ofensivo ficou devendo, e muito. Faltou criatividade no meio campo, Jadson e Rodriguinho pouco criaram, a bola não chegou para o Jô, que teve apenas uma oportunidade de gol e não aproveitou. Fagner pouco chegou ao ataque e Arana, apesar de ligeira melhora, continua devendo e muito. Parece avoado, desconcentrado... Está com a cabeça na Europa ou nas aventuras noturnas? Maycon é outro que caiu de rendimento. Será que o seu bebê anda atrapalhando seu sono? Onde está o jogador que brilhou na Ponte Preta e no início da temporada? Arana e Maycon são dois garotos. Será que não estão sabendo lidar com o sucesso precoce? Deslumbramento também atrapalha. 
Fagner, Arana, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero tiveram queda de rendimento e estão muito longe dos jogadores que foram no primeiro turno. Jô, mesmo prejudicado pela falta de criação, também está abaixo do patamar anteriormente apresentado. Seria problema físico ou algo mais? 
Quaisquer que sejam os motivos dessa queda no desempenho do time, precisam, urgentemente, ser diagnosticados e corrigidos. Não dá ficar nessa mesmice, perdendo ponto em casa e fora de casa e continuar apresentando no segundo turno um rendimento de time rebaixado. 
Por que não ousar um pouco e buscar alternativas para, pelo menos,  tentar melhorar o time, dando oportunidade para outros jogadores. Jadson e Romero precisam ser substituídos em todos os jogos, Rodriguinho não consegue sair da marcação e pouco tem produzido, Clayson e Marquinhos Gabriel têm entrado bem, Danilo está recuperado e fazendo golaços nos treinos, Pedrinho, também recuperado, já mostrou ser capaz de mudar um jogo. Alternativas existem. Qual é o medo de Carille? Perder o vestiário? Prefere morrer abraçado com seus protegidos e não mexer no time, colocando no banco quem não está bem? Versão 2017 do pastor e suas ovelhas?
Um time que jogando em casa, finaliza apenas cinco vezes, e todas erradas, sinaliza que não está bem, que o esquema tático não está funcionando, que há algo errado e que precisa ser corrigido com a máxima urgência. Estratégias de jogo, condições físicas, técnicas e psicológicas precisam ser avaliadas. A própria comissão técnica precisa fazer uma auto avaliação, uma auto crítica e buscar alternativas para o time, pois, como já afirmei no post anterior, se continuarmos nessa mesmice perderemos o título, não para os adversários, mas para nós mesmos. 

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propmark.com.br 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Corinthians, cadê você?

O que está acontecendo? Cadê o Corinthians? Fugiu? Desapareceu? Foi sequestrado? 
Por onde anda aquele time guerreiro, altaneiro, valente, limitado, mas cheio de brio e de vontade, superando suas limitações com muita garra e comprometimento? 
Por onde andam aqueles jogadores que suavam a camisa, que jogavam com raça, concentrados e atentos? Que não perdiam o foco, que honravam a camisa alvinegra, que se doavam em campo? Desertaram? Foram abduzidos? 
Há tempos o time perdeu o foco e a força. Está avoado, desconcentrado, e desequilibrado. Perdeu seu futebol, que se não era nenhuma maravilha, dava para o gasto e, com ele, ganhamos o Campeonato Paulista e assumimos a liderança do Brasileiro. Infelizmente, após o início do segundo turno, o time perdeu-se na falta de atenção e na queda do rendimento de jogadores até então fundamentais, deixando os bons resultados pelo caminho. Amargamos no segundo turno um rendimento de time na zona de rebaixamento, estamos queimando as gorduras acumuladas e corremos o risco de perdermos o campeonato, não para os adversários, mas para nós mesmos. 
O último jogo, que perdemos para o Bahia um time que luta para não cair, foi um festival de horrores, um verdadeiro filme de terror, com erros juvenis e muita afobação e desespero após levarmos o gol. Foi uma péssima partida com falhas na marcação, perdas de bola, passes errados, ausência de criação, displicência, nervosismo e descontrole emocional. 
Se os gols do Bahia decorreram de falhas individuais, o coletivo não possibilitou condições de reverter o mau resultado. Faltou entrosamento entre os setores do campo, faltou criatividade e Jô, novamente, ficou isolado e precisou buscar a bola no meio campo. Arana, Maycon, Jadson e Rodriguinho continuam jogando muito abaixo do que podem atuar. Romero continua apenas esforçado. Camacho não marca ninguém e se esconde no mito do bom passe. Fagner quis enfeitar a jogada e ferrou o time. Cássio quis ser herói, abandonou o gol e lacrou a tampa do caixão. Marquinhos Gabriel marcou bobeira e perdeu a bola quando não poderia perder. O talismã dessa vez não funcionou e, mesmo tendo no banco Pedrinho e Danilo, Carille insistiu com Giovanni Augusto, que mais uma vez mostrou que não serve nem para ser gandula. 
Com algumas exceções, em nossos jogadores estão sobrando tiriça, preocupação com o visual e participação nas mídias sociais e faltando foco e comprometimento. 
Carille, que foi bem no Paulista e no primeiro turno do Brasileirão, parece que perdeu a mão. O time não está rendendo, o esquema tático está mais que manjado, tem jogadores com péssima atuação, mas com cadeira cativa no time titular, e ele não apresenta nenhuma alternativa para melhorar o desempenho corinthiano. Parece ter um pacto de sangue com alguns jogadores. Ou seria falta de confiança nos reservas? Ou pressão da diretoria para vender jogadores? Ou medo de mexer e perder o grupo? O futebol é dinâmico, é momento e tem atletas que precisam de um chá de banco para saírem da zona de conforto. Carille e sua comissão técnica precisam ser mais ousados e, além da correção dos erros recorrentes dos fundamentos básicos, precisam buscar alternativas para melhorar o desempenho de seus comandados. Sem mudanças táticas e sem coragem de dar oportunidade para quem está em melhor momento, corremos o sério risco de perdermos o campeonato, não para os adversários, mas para nós mesmos. 

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blogdojoaodesousa.com 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

UFA! Vencemos

Parece que o Corinthians me atendeu e está voltando a jogar bola. Se ainda não apresentou o futebol do primeiro turno, pelo menos voltou a vencer. O time até que começou bem, mas, após abrir o placar, parou de jogar bola e, numa bobeada conjunta da nossa defesa, o Coritiba empatou, passamos o maior sufoco e se não fossem as boas defesas do Cássio teríamos levado a virada. Na etapa final, a entrada de Clayson mudou o jogo e conseguimos vencer por 3 a 1. 
Se valeu o resultado, o mesmo não podemos dizer do desempenho. Os reservas sentiram a falta de ritmo de jogo, Balbuena sentiu a viagem de volta ao Brasil e a desclassificação do Paraguai, Arana disse que sentiu a lesão, e Jadson, apesar da assistência para o gol do Jô, assim como o Rodriguinho, continua devendo futebol. 
Faltou entrosamento, faltou jogo coletivo e a vitória resultou mais da raça do que da técnica e da tática. 
Há de se ressaltar as defesas do Cássio, o Jô de volta e fazendo gol e o surgimento do novo Talismã. Clayson, autor de dois gols (quatro nos três últimos jogos) e responsável direto pelos últimos cinco pontos conquistados, já está merecendo uma oportunidade no time titular. 
Apesar das falhas, a vitória foi importante para a retomada da confiança do time, além de manter o Corinthians com folga na liderança do campeonato, com dez pontos à frente do Santos, o segundo colocado.

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globoesporte.globo.com-Djalma Vassão/gazetaesportiva.com 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Porque hoje é preciso vencer

Hoje, contra o Coritiba, não há outra opção. É preciso vencer para retomar a confiança e reentrar no Brasileirão. A conquista do heptacampeonato exige uma reação imediata e a retomada do bom futebol perdido no segundo turno. A defesa precisa parar de tomar gols decorrentes da sua má atenção e falta de concentração. O meio campo precisa voltar a criar e o ataque voltar a ser eficiente. E o time, como um todo precisa retomar a atenção, a garra e a atuar com mais responsabilidade. 
Para isso, é fundamental que alguns jogadores retomem a eficiência perdida e voltem a jogar bola, especialmente Arana, Jadson e Rodriguinho. O primeiro marcou bobeira no gol do Cruzeiro, Rodriguinho parece que esqueceu seu futebol na seleção e Jadson anda na maior tiriça. Se esse trio não voltar a jogar, a bola não vai chegar ao ataque e Jô pouco poderá fazer, pois a atuação do atacante depende da criação do meio campo e da chegada dos laterais. 
O Corinthians vai precisar, também, superar as ausências dos Fagner, Gabriel e Romero. Para substituí-los Carille mandará a campo Léo Príncipe, Camacho e Marquinhos Gabriel. Não vejo Camacho com habilidade na marcação. Considero Paulo Roberto (recuperando-se de contusão) e Marciel, muito melhores. A entrada de reservas poderá, também, comprometer o entrosamento e os jogadores sentirem  a falta de ritmo de jogo.
Mas, mesmo com o time remendado, precisamos da vitória e não podemos nem pensar na possibilidade de outro resultado. O Coritiba, penúltimo colocado na tabela de classificação, virá desesperado e almejando somar ponto em Itaquera. Possivelmente, atuará retrancado e tentará dificultar as investidas alvinegras. Neste segundo turno, não tivemos bons resultados contra times da parte inferior da tabela. Perdemos do Vitória e do Goiás e empatamos com o time do Jardim Leonor. Não podemos mais titubear. Chega de bancar o Robin Hood e de ressuscitar defunto. Para hoje só existe um caminho, o da vitória. 
Hoje é vencer ou vencer. 

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loucoporticorinthians.com/MAON 

domingo, 1 de outubro de 2017

É preciso sair da zona de conforto

O Corinthians está muito manjado. Não tem uma variação de jogada, não faz nada diferente para surpreender o adversário, não tem um jogador que chame a responsabilidade para si e decida a partida. E para piorar a situação, jogadores que já foram decisivos estão numa péssima fase, andando em campo, errando os fundamentos elementares do futebol e comprometendo o rendimento do time. A dupla Jadriguinho, que nos encantou no primeiro turno, não se entende em campo, deixou de criar e parece desmotivada. Consequentemente, a bola chega quadrada para os atacantes, obrigando-os a buscá-la no meio campo. Romero, cada vez mais afobado e descontrolado, mais reclama do que joga. Briga mais com a bola do que pela bola, erra passes e finalizações e pouco produz. Arana anda desatento, parece estar desconcentrado e não é nem sombra do jogador que brilhou no primeiro turno. Fagner não acerta um cruzamento, além de estar nervosinho e estabanado. Maycon é outro que teve queda de produtividade. Do time considerado titular, salva-se a zaga, o goleiro, o volante Gabriel e Jô, cujo rendimento tem sido prejudicado pela inoperância do setor de criação. A queda de rendimento do time é nítida e os resultados colocam em risco tudo o que foi feito no primeiro turno do Brasileirão.
Nessa situação caótica, Carille parece estar perdido e amedrontado. Parece um bichinho acuado, sem coragem de mudar. Contra a evidência da melhora do time com as entradas de Marquinhos Gabriel e Clayson, insiste em iniciar o jogo com Jadson e Romero. Na ausência de Jô, não tem coragem de mudar o esquema tático e coloca o Kazim em campo. Somente com o resultado adverso promove as mudanças necessárias, como ocorreu nos últimos jogos. Deve ter alguma cláusula no contrato do Camacho exigindo sua entrada em todos os jogos, mesmo que ele não consiga acrescentar nada ao rendimento do time. Nas entrevistas, o treinador parece estar sempre satisfeito com o desempenho dos seus atletas, mesmo com os resultados desfavoráveis. Até parece que está tudo bem, que está tranquilo, que está favorável. 
A gordura acumulada no primeiro turno está derretendo e muita coisa tem que ser mudada, a partir dos treinamentos. Que se aproveite a experiência do Osmar Loss com a base para treinar os fundamentos. Já que nesse aspecto, os erros tem sido juvenis, talvez um técnico com experiência na formação de jogadores consiga dar um jeito naqueles que desaprenderam  dar um passe, fazer um cruzamento e finalizar para o gol. Taticamente, que mude o esquema tático, variando jogadas e introduzindo algo que possa surpreender o adversário. E no aspecto psicológico, que se desça do salto, que se restabeleça a humildade e que se recupere a concentração perdida. Que se volte a jogar como um time de operários, conscientes de que ninguém é craque e que não tem nada ganho. Que se retome a postura do início do campeonato, que se abandone a soberba e que todos saiam da zona de conforto criada pelos resultados do primeiro turno. 
Hoje a situação mudou e, consequentemente, é preciso mudar a postura. O Corinthians não é mais o time a ser batido, pelo contrário, é o time que precisa voltar a vencer. Se só depende de si mesmo para ser campeão, tem que fazer a sua parte e assumir a responsabilidade diante dos desafios do campeonato. Mas, para isso, precisa sair da mesmice, precisa ter coragem para mudar o que deve ser mudado e, principalmente, recuperar o foco perdido, mudar de atitude e voltar a jogar com a mesma postura que surpreendeu a todos no Campeonato Paulista e no primeiro turno do Brasileirão.  

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Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com/MAON 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Coragem para mudar

É evidente a queda de rendimento do Corinthians. Após um início de temporada surpreendente, a partir do mês de agosto, o Timão teve desempenho de timinho, acendendo o alerta e sinalizando que se não forem tomadas as devidas providências, o título brasileiro, que parecia estar garantido, poderá escapar. Se ainda temos a gordura do primeiro turno, ela derreterá se o desempenho não melhorar e o time não voltar a vencer com regularidade. 
Atualmente, o Corinthians vem apresentando deficiências físicas, técnicas, táticas e psicológicas, que se não forem corrigidas a tempo, continuarão interferindo negativamente no desempenho da equipe e nos resultados dos jogos. No aspecto físico tem sido comum observarmos jogadores andando em campo e/ou totalmente exaustos na etapa final. Fisicamente, perdemos a força e a velocidade na movimentação. Nos contra ataques somos lentos e quando chegamos na área, a defesa adversária já teve tempo suficiente para se recompor. Tecnicamente, a boleirada vem, sistematicamente, errando os fundamentos mais elementares e desperdiçando oportunidades de gol até quando o goleiro adversário já está rendido. Errando passes, cruzamentos e lançamentos, o time não consegue criar, dá a bola para o adversário e, comprometendo o padrão tático, se perde em campo. Jogadores chaves na área de criação estão tecnicamente muito mal, prejudicando todo o setor ofensivo. Além disso, taticamente, o time está muito manjado. Nessa altura do campeonato, os times já foram analisados e estudados pelos adversários. Sem variações de jogada e sem craques capazes de desestabilizar seus oponentes, o esquema tático corinthiano tem sido facilmente anulado, inclusive por times da parte inferior da tabela. Faz-se necessário buscar alternativas para a criação e o ataque através de substituição de jogadores improdutivos e de variação de jogadas, saindo da mesmice que o time vem apresentando. Parece que, talvez por fadiga de material ou por acomodação, o time perdeu o foco e a concentração. E os maus resultados estão influenciando negativamente o psicológico da equipe. O comportamento em campo está deixando a desejar. Uns parecem apáticos e fora de sintonia. Outros afobados, estabanados e descontrolados e, quase todos, aéreos e desconcentrados, manifestando pouco poder de reação, quando em situação adversa. Psicologicamente, parece que perderam a confiança, que não mais acreditam, que perderam a fé. Urge uma nova postura e uma atitude mais propositiva a partir da retomada do foco perdido e da auto confiança. 
A comissão técnica precisa ter coragem para restabelecer a ordem das coisas, mudando o que precisa ser mudado, corrigindo as falhas detectadas nos diferentes aspectos: físico, técnico, tático e psicológico. Mudanças que implicam não apenas na troca de jogadores, mas de postura do time como um todo. Que exige um aprimoramento físico, treino dos fundamentos, implementação de novas estratégias, variação de jogadas, mas sobretudo numa nova postura diante dos desafios restantes. Que se recupere a força, o foco e a fé, que se recupere a garra e a raça alvinegra e que o Corinthians volte a jogar como Corinthians. 
Ou a comissão técnica muda o que precisa ser mudado ou amargaremos derrotas e decepções. 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mais dois pontos perdidos

Após um primeiro tempo pífio, em que foi encurralado pelo São Paulo, o Corinthians voltou para a etapa final modificado, com novo ânimo e o seu futebol começou a fluir. Perdendo de 1 a 0, Carille substituiu Jadson, cuja atuação foi nula, por Marquinhos Gabriel, melhorando o meio campo. Até então a dupla Jadson e Rodriguinho apresentava um futebol omisso e de péssima qualidade. A entrada de Marquinhos Gabriel, mais participativo, melhorou o desempenho do Rodriguinho que, em bela jogada, "entortou" Júnior Tavares, roubou a bola dentro da área, cruzou para Romero, Sidão defendeu e no rebote Clayson, que havia substituído o Gabriel, marcou um golaço, empatou a partida e calou o Morumbi. 
Embora o time tenha voltado para o segundo tempo com uma atitude mais propositiva, seu desempenho como um todo, ainda deixou a desejar, com muitos erros de passes (35 passes errados), de finalizações (3 certas e 8 erradas), de cruzamentos (18 errados) e de lançamentos (13 errados). Além desses erros nos principais fundamentos, a falta de criação do meio campo deixou Jô isolado e encaixotado entre os zagueiros adversários. Se o resultado não foi dos piores, o desempenho, diante de um time de pouca qualidade, foi muito aquém do apresentado no primeiro turno e do que o time pode render. Como ninguém desaprende a jogar futebol, somente a tiriça de jogadores, pode explicar o que está acontecendo no futebol alvinegro. Com raríssimas exceções, o time tem se mostrado desconcentrado, desatento e desmotivado. Falta adrenalina, falta vontade e acima de tudo, falta profissionalismo e amor à camisa. E, graças a essa postura indolente, apesar da gordura acumulada, se não houver uma reação imediata, corremos o risco de perder um título que temos tudo para conquistar. 
Fora do gramado, dois fatos lamentáveis: a agressão ao ônibus do Corinthians pela torcida são paulina e a comemoração cafajeste de Gabriel no gol corinthiano.  

Crédito e fonte de imagens 
Marcello Fim/Raw Image/Gazeta Press 
Daniel Vorley/Agif/Gazeta Press