quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Cumprindo tabela

O que o Corinthians foi fazer na Argentina? Pelo futebol apresentado, pelos jogadores poupados e pela displicência dos que entraram em campo parece que desistiram da Sul Americana e o time foi apenas cumprir tabela e livrar-se da competição internacional para ficar apenas com o Brasileirão. Com raríssimas exceções, o time não se empenhou. Jogadores errando os fundamentos mais elementares, outros andando em campo e dando toques para o lado, ausência total de criação, falta de iniciativa, erros juvenis, desequilíbrio emocional e ausência de futebol. Eis o resumo do jogo do Timão, que na Argentina jogou como timinho. O Corinthians jogou tão mal, que nem tem moral para reclamar da péssima arbitragem.
Ninguém desaprende a jogar de um dia para o outro. Mas a falta de comprometimento produz mau desempenho e maus resultados. Até parecia que ninguém queria ganhar, pois, precisando fazer gols, tivemos apenas 4 finalizações, e todas erradas. Se a defesa não comprometeu, o setor de criação foi nulo e, consequentemente, o ataque inexistente. 
Se não foi uma atitude deliberada, livrar-se da Sul Americana para focar no Campeonato Brasileiro, vamos sofrer neste final de campeonato. Com esse futebol pífio que o Corinthians vem apresentando nos últimos jogos, adeus heptacampeonato. Algo terá que ser feito para não perdermos um título que até o final do primeiro turno parecia estar garantido. Uma coisa é certa: o Corinthians perdeu o foco e a força. E nós, torcedores estamos perdendo a fé. 
Chega de desculpismos, de conversa mole e de justificativas vans. Voltem a jogar futebol ou peçam para sair. Pedrinho, Carlinhos, Mantuan, Léo Santos, Warian e Rodrigo Figueiredo estão a espera de uma oportunidade. Chega de insistir com quem não tem vontade nem condições técnicas de vestir a camisa do Timão. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

INDIGNAÇÃO SELETIVA

Seria cômico se não fosse trágico. Bastou um erro de arbitragem a favor do Corinthians para as senhoras de Santana do futebol emergirem de suas tumbas e pousarem de moralistas indignadas. Onde estava esse bando de fariseus quando o Corinthians sofreu um gol de mão do Luiz Fabiano no jogo de ida contra o Vasco no primeiro turno do Brasileirão? E quando o Timão foi prejudicado contra o Flamengo e contra o Coritiba, com gols mau anulados? E quando, no jogo de domingo, dois pênaltis a favor do Corinthians não foram assinalados? 
Todos sabemos que a arbitragem brasileira é horrível, despreparada e que tem árbitros caseiros e clubistas. Mas isso não justifica a indignação seletiva nem a má fé de pseudos jornalistas mau intencionados, clubistas e anticorinthianos. Querer julgar o caráter de um jogador quando não se tem ética nem isenção profissional ou quando se pratica a indignação seletiva é o mesmo que colocar Fernandinho Beira Mar para combater o crime organizado. Ou se desconhece as regras do futebol ou as ignora quando lhes é conveniente. E por falar em regras do futebol, ela é bem clara quando declara que o que determina bola no braço ou braço na bola é a intenção do jogador. Gostemos ou não, a regra é interpretativa e não objetiva. E quem pode provar que Jô teve a intenção de empurrar a bola com o braço? À aqueles que acham que Jô deveria se acusar, lembramos um princípio básico do direito que afirma que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. 
Mas, para encerrar a polêmica, anule-se o gol do Jô contra o Vasco e nos devolva os do mesmo Jô contra o Flamengo e o Coritiba. Se é para fazer justiça, que se faça plenamente e não parcialmente. O que não é lícito é a indignação seletiva e o clamor de justiça apenas quando esta está de acordo com os interesses pessoais de anticorinthianos e de maus profissionais.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

VOLTA CORINTHIANS

Se tem algo que não entendi na partida contra o Racing, é a razão do Corinthians não ter voltado do vestiário para o segundo tempo do jogo. Da mesma forma que não compreendo os motivos do time não ter voltado a jogar após o primeiro turno do Brasileirão. 
Depois de um bom primeiro tempo, em que o time parecia ter voltado a jogar futebol e até reencontrou o caminho do gol, o Corinthians ficou no vestiário e mandou a campo um bando de zumbis. Errando passos mais do que o razoável, tropeçando na bola e nos próprios pés, sem força, desconcentrado e sem foco, tomou o empate, e pelo mau desempenho apresentado, até poderia ter tomado a virada. Até o Cássio, tomado pela maldição da seleção, deu o rebote nos pés do jogador adversário. 
Sem criação no meio campo, com a dupla JadSONO e RUIMdriguinho inoperante, salvou-se apenas a atuação do Maycon, o melhor em campo, seguido do bom desempenho do Marciel, enquanto seu físico aguentou. Óbvio que lhe falta ritmo de jogo e condições físicas, em decorrência do tempo em que esteve sem jogar. Jô, isolado, sem que a bola chegasse, pouco conseguiu produzir. 
Com atuações opostas nos dois tempos, vimos um Corinthians murchar na etapa final, tropeçando nas próprias pernas e deixando muito a desejar. Mas o que assusta é a falta de perspectivas e o discurso de jogadores e técnico de que está tudo sob controle. Como sob controle se o time morre na etapa final, não mais consegue vencer e os jogadores não acertam os fundamentos básicos? Falta padrão tático, falta foco, falta garra, falta força e já estamos perdendo a fé que tínhamos anteriormente. E falta, no banco, peças de reposição. Não dá nem para criticar o Carille pelas improdutivas mudanças promovidas. Com Giovanni Augusto, Camacho, Felipe Bastos e Kazin de reservas, pouco adianta mexer no time. Que Arana, Pedrinho e Marquinhos Gabriel fiquem logo disponíveis para que possamos, pelo menos, tentar mudar o jogo quando necessário. Além disso, já passou da hora de buscar novas alternativas, variar as jogadas e recuperar o padrão tático. Nesta altura do campeonato, o time, que pouco muda, já está mais que manjado e facilmente anulado e anulável pelos adversários. É preciso reinventar o time e buscar alternativas para um futebol que está perdendo o que teve de bom sem conseguir se recuperar. 
Já passou da hora do Corinthians voltar a jogar futebol. 
VOLTA CORINTHIANS

Crédito e fonte de imagem 
Marcos Ribolli, globoesporte.globo.com-MAON

domingo, 10 de setembro de 2017

Alerta vermelho

Campeão invicto do primeiro turno, o time a ser batido, confetes e loas de montão. Alegria, confiança e esperança no heptacampeonato. Mas bastou duas inter temporadas forçadas para tudo desmoronar. E o desastre só não é total devido à gordura acumulada e pelos adversários não saberem aproveitar a situação constrangedora do Corinthians no 2º turno desse Brasileirão. Um segundo turno que está sendo o avesso do 1º, com apenas 25% de aproveitamento, com derrotas e rendimentos inexplicáveis. 
O que está acontecendo? Ao contrário do declarado por alguns jogadores. NÃO ESTÁ TRANQUILO, NÃO ESTÁ FAVORÁVEL. Está ligado o alerta vermelho. Ou reagimos agora ou entregamos o campeonato de bandeja para quem souber aproveitar nossos vacilos. 
Urge que se faça um diagnóstico minucioso para entender o que está nos atrapalhando. 
Salto alto, soberba e falta de humildade? 
Jogadas manjadas e facilmente anuláveis pelos adversários que estudaram nossa atuação? 
Falta de objetividade e de atenção?
Fatores extra campo, salários atrasados e consequente corpo mole? 
Fadiga de "material"?
Fatores psicológicos com falta ou excesso de confiança? 
Treinamentos inadequados? 
Muitas outras hipóteses poderiam ser enumeradas, mas somente quem acompanha o dia a dia corinthiano poderá desvendar esse mistério do sumiço do bom desempenho do time. 
Reitero que apenas um diagnóstico objetivo, minucioso e sincero poderá nos devolver o rendimento perdido, as vitórias e nos colocar, novamente no Campeonato Brasileiro. Sem passar a mão na cabeça, sem desculpismo, sem caça às bruxas, mas com a identificação dos pontos falhos e suas devidas correções. E sem ficar deitado eternamente na diferença de pontos, ainda vantajosa, na tabela de classificação. 
Com o alerta vermelho já disparado, ou se tomam as medidas necessárias ou vamos amargar uma grande decepção. Já passou da hora de deixarmos de atuar como timinho e de voltarmos a ser o poderoso Timão. 

Crédito e fonte de imagem 
rtp.pt/acores 

domingo, 3 de setembro de 2017

Que falta você me faz

Mesmo com o Sol brilhando e com a volta do calor, este fim de semana foi triste. 
Nada é capaz de preencher o vazio provocado pela sua ausência, nada me alegra nem me anima. 
Um frio percorre o meu ser e uma tristeza me invade. 
Falta algo essencial para fazer-me sorrir, para fazer-me feliz. 
Falta a sua presença pujante, alegre e vibrante. 
As horas não passam, o tempo se arrasta e sinto o vazio da sua ausência. 
Procuro algo para fazer e nada satisfaz minha alma solitária. 
Solidão causada pela sua ausência, pela falta que você me faz. 
Porque só você, Corinthians, é capaz de preencher este vazio que invade meu ser quando não o vejo em campo correndo, driblando e lutando por mais uma vitória. 
Somente você faz meu fim de semana ser completo.
Somente você ilumina meus dias e sua ausência é capaz de ofuscar até o Sol que resplandece no horizonte. 

Crédito e fonte de imagem 
imikimi.com-facebook.com/Graça Correia

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

PARABÉNS CORINTHIANS

Corinthians, o aniversário é teu, mas quem recebe presente somos nós, torcedores fiéis. O presente da tua existência, das tuas conquistas e das tuas lutas. O presente de podermos estar ao teu lado nos bons e maus momentos, celebrando as vitórias e te amparando nas derrotas. Te amamos infinitamente e jamais te abandonaremos. Te amamos quando te criticamos, apontando teus erros para que possas corrigi-los e voltar a vencer, te amamos quando vacilas e as lágrimas de tristeza escorrem pelas faces de todos os que te amam com fidelidade, pois fidelidade é a palavra que define esse imenso amor que te devotamos. 
Corinthians, tu és parte de nossa vida, tal como o ar que respiramos e o alimento que nutre o nosso corpo, porque tu oxigena-nos a alma e nos alimenta o espírito. Celebrando teu aniversário, celebramos igualmente a oportunidade de estarmos juntos e irmanados, de compartilharmos tantos momentos importantes e a certeza de que o amor que nos une é infinito. Celebramos a paixão, o amor e a sintonia que nos faz parceiros e companheiros, agradecidos pelo privilégio de sermos corinthianos.
Feliz aniversário Corinthians e obrigada pela tua existência

Crédito e fonte de imagens 
Marcos Bikudo
lojaarenacorinthians 

domingo, 27 de agosto de 2017

Sinal de Alerta

Aconteceu o imprevisível, o impensável e o indesejado pela Nação Corinthiana. O Corinthians amargou sua segunda derrota no Campeonato Brasileiro para um time na zona de rebaixamento. O que está acontecendo? Depois de um primeiro turno impecável, no segundo turno, de nove pontos, obteve apenas três e na bacia das almas. Mesmo com os desfalques, é uma queda brusca e surpreendente para um time que fechou o primeiro turno sem nenhuma derrota. 
Sobre o jogo, embora com mais posse de bola, (62%), o Corinthians não soube aproveitá-la e foi incapaz de furar a retranca goianense. Quando não falhou ao finalizar, (22 finalizações erradas segundo dados do Footstats), a bola foi defendida pelo goleiro Marcos. Na tentativa de fazer chegar a bola na área pelo alto foram 15 cruzamentos certos e 38 errados. O gol do Atlético, numa cobrança de escanteio em que o Kazim falhou, desestabilizou os jogadores alvinegros que, afobados e atrapalhados partiram sem objetividade em busca do empate. Faltou concentração, sobrou desorganização e, assim, amargamos mais uma derrota, com o agravante de ser em casa e para o lanterna do campeonato. 
A defesa quase não teve trabalho, Cássio não teve culpa do gol, Fagner e Jadson (enquanto aguentou) foram os mais lúcidos em campo. Moisés e principalmente Kazim foram os piores da partida, (o atacante errou tudo o que tentou), provando que não estão capacitados para atuar num time de primeira divisão. Kazim pode ser carismático, boa praça, divertido, gringo da favela, bom de grupo, mas não é jogador de futebol. Ansioso e estabanado, ele nada produziu. Talvez pudesse ser aproveitado como animador de torcida. 
Embora com um banco limitado, o grande erro do Carille foi não ter substituído o Kazim durante o jogo. Qualquer um que entrasse teria sido uma opção melhor do que a permanência do atacante,
Na tentativa de entender o motivo dessa queda de produção do time, percebo que a equipe parece ter perdido o foco e a concentração. Talvez tenha trocado as sandálias da humildade pelo salto alto, subestimando os adversários da parte inferior da tabela. Arana a Jô não têm substitutos pelo menos medianos. A possível volta do Marciel e um melhor aproveitamento do Carlinhos constituem uma esperança de melhora na lateral esquerda e no ataque. Mas, enquanto isso não se concretizar vamos continuar sofrendo com as ausências dos titulares, pois temos um time, mas, para algumas posições, não temos reservas de qualidade. 
Se quiser salvar o campeonato, é urgente voltar a levá-lo a sério, retomando o foco, a concentração e a humildade. Sem desculpismos, sem passar pano para o time, Carille precisa usar sua autoridade, chamando os jogadores na chincha para que assumam suas responsabilidades e voltem a jogar o futebol apresentado no primeiro turno. 

Créditos e fontes de imagens
vozdooeste.com.br-globoesporte.globo.com