quinta-feira, 21 de junho de 2018

Minha seleção é o Corinthians

Não consigo me empolgar com Copa do Mundo nem com jogos da seleção. Posso até ver alguma partida, principalmente nos mata mata, para assistir um bom jogo de futebol, mas sem o entusiasmo que sinto ao ver um jogo do Timão. Falta algo fundamental, falta emoção. O mesmo acontece nas partidas da seleção brasileira. Não me identifico com o time e não me sinto representada por esse catadão de "estrangeiros" que atuam na seleção da cbf (com minúscula mesmo). Não consigo senti-la como representante do meu país, mas sim de uma empresa corrupta e corruptora. E para piorar, diferente do que acontece em outros continentes, por conta de um calendário esdrúxulo, ela ainda desfalca os times durante o campeonato nacional. Os clubes mantém os jogadores, pagam seus salários, cuidam de sua saúde, treinam e investem neles e em momentos importantes, muitas vezes decisivos, são alijados pela cbf dos seus melhores representantes. Não acho justo. 
Mas não é só isso. Não percebo na seleção uma unidade nacional, um espírito de grupo e uma coesão interna que a caracterize como uma equipe, como um time de futebol. Há inclusive uma certa dose de individualismo em prejuízo do coletivo. Sob certo aspecto, falta espírito de grupo e sobra vaidade. Para muitos, ela não passa de uma vitrine para valorizar jogadores, objetivando grandes negócios futuros. Isso explica, em parte, o predomínio do individual sobre o coletivo. 
Mesmo que nos clubes o futebol também seja encarado como business, a história do clube e suas tradições, bem como a relação entre seus participantes e a torcida possibilitam a construção de uma unidade, de um sentimento de grupo e do espírito de equipe. Seja pela convivência diária em períodos mais longos ou pela necessidade competitiva de buscar conquistas na temporada, os laços tornam-se mais fortes e duradouros e, geralmente, jogadores e suas famílias mantém os laços de amizade fora do clube. Mesmo o futebol sendo business, a mística da camisa e o apoio da torcida acabam envolvendo o elenco e unindo o grupo. 
Como torcedora eu me envolvo com o Corinthians de forma umbilical. Não só torço, jogo junto. Apoio, sofro e choro, de tristeza nas derrotas e de alegria nas vitórias. E como eu, mais de 30 milhões de loucos. Acompanho o clube em todas as suas modalidades e se, no mesmo horário, ocorrer um jogo de qualquer modalidade do Corinthians e outro Copa do Mundo da seleção, vou assistir o jogo do Timão. Sinto pelo Corinthians algo especial, uma ligação forte e intransferível que, mesmo nos momentos de crise, é inabalável. É algo inexplicável pela razão e incompreendido por quem não foi contemplado pela mesma paixão. Algo que já me fez chorar e perder noites de sono, mas que também me proporcionou alegrias imensas e muita felicidade. 
Não sinto nada disso pela seleção. Ela não me proporciona nenhuma emoção. Não consigo torcer, não consigo vibrar e não me sinto por ela representada. E durante esse período de Copa do Mundo, sou acometida de uma tremenda crise de abstinência pela ausência do Timão. Só consigo torcer para que passe rápido e que tudo volte à normalidade para que eu possa ver meu Corinthians jogar. 
Por isso, afirmo de coração: Corinthians, minha única seleção. 

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Antonio Carvalho do Nascimento 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Caindo pelas tabelas

Os últimos jogos evidenciaram um momento crucial para o Corinthians. Parece que estamos chegando ao fundo do poço com um time desorganizado, com atletas desligados, desconcentrados e displicentes e com a comissão técnica sem conseguir mudar tão nefasta situação. O time está desmotivado e parece que os jogadores ligaram o piloto automático, (para não dizer algo mais pesado e deselegante), deixando-nos atônitos e assustados. Perplexos, não queremos acreditar nessa queda que começou a se delinear no segundo turno do Brasileirão/2017, que só vencemos devido a gordura acumulada no início do campeonato. O novo técnico não está sabendo o que fazer diante da situação calamitosa e em que pese o atenuante de desfalques (de jogadores e da comissão técnica) e elenco limitado, nada tem contribuído para estancar os maus resultados. Não vou responsabilizá-lo totalmente pelo que vem acontecendo, mas, como novo comandante, cabe-lhe a tarefa de conduzir a equipe e de melhorar o desempenho.

O último jogo foi um festival de horrores, um verdadeiro filme de terror. Com erros em todos os fundamentos, o time conseguiu perder para uma equipe que briga para não cair. Com 55% de posse de bola, mas desorganizado taticamente, errou 36 passes, 15 cruzamentos dos 18 tentados, acertou apenas uma finalização e errou 8 (contra 11 certas e 7 erradas do Bahia) e sofreu 18 desarmes. 

Como já afirmei em outro post, parece que a saída do Carille abalou o time. Mas, tudo indica que existem outros fatores desestabilizadores. Acredito que a mudança do técnico não seria a única nem a principal causa da queda de rendimento, pois o time já vinha oscilando com o Carille e Osmar Loss já fazia parte da comissão técnica. Os desfalques, na comissão e no elenco, influíram, mas não ao ponto de se chegar ao fundo do poço. 

Considero que o fator preponderante para uma queda tão acentuada decorre da postura e da atitude do time em campo. A desconcentração e a displicência durante os jogos têm sido uma constante. Os jogadores parecem avoados e desmotivados, atuam sem entusiasmo e parecem estar com o pensamento em outro lugar. O problema é descobrir as razões dessas atitudes. Algumas hipóteses têm sido levantadas com possíveis explicações para essa postura indigna de um time com a grandeza do Corinthians. 

  • Os jogadores estão fazendo corpo mole porque estariam com dívidas não quitadas pelo clube (bichos, direito de imagem e outras).
  • Osmar Loss teria problemas de relacionamento com alguns jogadores e eles estariam tentando derrubar o técnico.
  • Muitos jogadores estariam mais preocupados com possíveis transferência para o exterior e, por isso, perderam o foco. 
  • A situação financeira e os problemas administrativos do clube estariam refletindo no campo. 
  • O elenco é limitado e sem peças de reposição para os desfalques. 
  • Osmar Loss ainda não estaria maduro para dirigir o Corinthians. 
Essas têm sido as hipóteses mais frequentes na mídia esportiva, incluindo a imprensa e as redes sociais. É preciso que as mesmas sejam avaliadas com responsabilidade e isenção pelos responsáveis pelos destinos do clube (diretoria, comissão técnica, jogadores e torcedores). E que se tomem as medidas necessárias para reconduzir o Corinthians ao caminho da vitória e das conquistas. 

Se durante a parada da Copa, Loss terá o tempo necessário e todo o elenco disponível, corremos o risco de perder jogadores na janela de transferências. Sem dinheiro, o clube terá dificuldades para repor as possíveis perdas e o elenco, já limitado, só poderá ser complementado com garotos promissores e com veteranos que voltaram ao país para se aposentar. Em ambos os casos, uma incógnita. 

Embora os prognósticos não sejam os melhores, não podemos desesperar. Cabe à torcida cobrar soluções e apoiar o time. Cabe à diretoria buscar soluções para os problemas existentes e à comissão técnica criar um padrão tático compatível com as características do elenco e aprimorar as condições físicas e técnicas dos jogadores para diminuir os recorrentes erros de fundamentos. E aos jogadores, cabe entender a responsabilidade de jogar no Corinthians e honrar a camisa, jogando com garra, raça e determinação. Infelizmente, em que pesem as deficiências físicas, técnicas e táticas, também está faltando raça e comprometimento por parte de muitos jogadores que atuaram nos últimos jogos. Pois, somente com uma nova postura e com atitudes propositivas será possível superar os graves problemas e vencer os desafios que temos pela frente. 

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Empate com sabor de derrota

Empatar em casa com um time que briga para não cair tem o sabor de uma derrota. Eu sei que o time está desfalcado, que o calendário está apertado, que desde que Osmar Loss assumiu como técnico foram 6 jogos em 18 dias sem tempo de treinar, mas sei também que, embora bem postado defensivamente, o adversário é tecnicamente fraco, estávamos jogando em casa com o apoio da torcida e, mesmo sem jogadores fundamentais, nosso time ainda é muito superior ao Vitória. 
Na realidade, o Corinthians entrou em campo sem concentração e, afobado e desorganizado, não conseguiu fazer nem um mísero golzinho para conseguir os três pontos e subir na tabela. Sem intensidade nas jogadas, com dificuldades na criação e ao finalizar, sem objetividade e sem determinação deu muito espaço ao adversário. 
Com 57% de posse de bola, não soube aproveitá-la, utilizando-se de jogadas pouco objetivas e toques de lado. Foi mal em todos os fundamentos. Errou muitos passes (42), lançamentos (25) e cruzamentos (23). Sofreu 21 desarmes e de 17 finalizações, errou 14. 
Com jogadas lentas e imprecisas, perdeu gols imperdíveis, permitindo a antecipação da defesa do Vitória. Sem variação de jogadas, Pedrinho foi sobrecarregado, tornando nosso ataque muito previsível. Se a bola pouco chegou ao Roger, quando chegou faltou-lhe agilidade e objetividade no arremate. Rodriguinho, omisso e ausente, pouco contribuiu na criação, fazendo uma péssima partida. De positivo salientamos a atuação segura e precisa da dupla de zaga e o esforço e a movimentação do Pedrinho. Novamente as substituições foram tardias e não surtiram o efeito desejado. 
Em mais um jogo, Osmar Loss não conseguiu sair com a vitória. Mas não considero ser ele o maior responsável pelo resultado, embora também tenha sua parcela de responsabilidade por não ter conseguido motivar a equipe e mudar a postura dos jogadores em campo e pelas substituições tardias. Atribuo o resultado mais aos jogadores pela falta de concentração e de intensidade na partida. 
E continuo com o propósito de aguardar a inter temporada da Copa do Mundo para avaliar o trabalho do Osmar Loss. Creio que somente após ter a comissão técnica completa, todo o elenco à sua disposição e tempo para treinar será possível uma avaliação objetiva e sem paixão de seu trabalho. 
Com o resultado, o Corinthians com 16 pontos, está na 9ª colocação no Campeonato Brasileiro, com 10 pontos a menos do líder Flamengo. O próximo compromisso alvinegro será contra o Bahia na próxima quarta feira, 13/06, às 21:45 horas (de Brasília) na arena Fonte Nova em Salvador. 

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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Está complicado

Mais uma vez o Corinthians não conseguiu segurar o resultado e levou o empate em mais um vacilo da nossa defesa. Precisávamos da vitória, não só para subir na tabela de classificação, mas também para acalmar os ânimos da torcida e resgatar a confiança do time. Ela não veio, não apenas por erros nossos. O jogo teve clara influência da arbitragem que, além de não assinalar várias faltas a nosso favor, deixou de marcar um pênalti claro, quando Renato desviou com a mão uma bola dentro da área. Aliás, esse juiz é aquele que, no ano passado anulou um gol legítimo do Jô. 
No entanto, não podemos atribuir o nosso insucesso, apenas aos erros de arbitragem. Após fazer o gol, como tem sido frequente, o Corinthians recuou demais e deu muito espaço ao adversário. E Osmar Loss errou ao tirar o Pedrinho e deixar em campo o apagado Rodriguinho. Parece que a não ida para a Copa mexeu com o meia, que piorou muito seu desempenho em campo. 
Nossa defesa não mais apresenta a solidez anterior. Sem Cássio e sem Fagner perdemos a segurança e, talvez, a confiança. 
E, falando em confiança, parece que a saída do Carille abalou o time que, subitamente precisa se adaptar a um novo técnico, sem que para isso tenha o tempo necessário para treinar. Além disso, os desfalques, por convocação e por contusões, também interferem negativamente, acarretando desentrosamento e insegurança, situação que se torna ainda mais complicada pela mudança do esquema tático. O time está reaprendendo a jogar com um centro avante e com um jogador que não tem as mesmas características e movimentação do Jô. Nesse aspecto, o gol do Roger foi importante para dar confiança ao jogador e à própria equipe.
Não dá para creditar exclusivamente ao técnico, essa má fase do Corinthians. Ela é resultado de um conjunto de fatores: desfalques de jogadores, elenco limitado e insuficiência de peças qualificadas para reposição dos ausentes, calendário apertado e falta de tempo para treinos, comissão técnica desfalcada e em reformulação. Obviamente, todos esses fatores contribuem para a insegurança do conjunto e interferem negativamente no desempenho e no resultado. É uma situação semelhante a ter que trocar o pneu ou ajustar o motor com o carro em movimento. 
Apesar das dificuldades e dos resultados adversos, considero que o trabalho do técnico só poderá ser devidamente avaliado após a parada da Copa do Mundo e da inter temporada. Somente após ter o tempo para se recompor e poder treinar o time sem os desfalques atuais, haverá condições de cobrar a nova comissão técnica. 
Isso não significa satisfação com o momento presente nem que o time não deva se esforçar, dando o máximo possível em campo, mas sim que temos que manter a serenidade. O time do Corinthians, no presente, não precisa nem merece maior pressão do que a que já vem sofrendo pelas suas próprias condições de trabalho. Até porque os maiores responsáveis pela situação não atuam nos gramados. São as diretorias das últimas gestões que, por incompetência e omissão, permitiram desmanches sucessivos nos seus diversos setores e colocaram o time numa situação financeira que o torna refém dos empresários e sem condições de manter e adquirir bons jogadores. No momento, a pressão deve ser sobre a diretoria, para evitar o desmanche do elenco e prover a reposição de profissionais com o mesmo nível dos que perdemos ou viemos a perder na janela de transferências.

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domingo, 3 de junho de 2018

Nem desempenho nem resultado

Sabia que o jogo não seria fácil, mas não esperava uma derrota. Acreditava que, no mínimo, arrancaríamos um empate. O resultado foi o pior possível e o desempenho deixou a desejar. Com exceção da vacilada no gol que tomamos, a defesa até que foi bem, só que bobeou num lance crucial. Aos 34 minutos da etapa final, Diego abriu para Lucas Paquetá, que chutou para o gol, Walter defendeu, mas deu rebote, e Felipe Viseu entrou livre na área, abrindo o placar para os rubro negros, resultado que se manteve até o final da partida. 
Com 45% de posse de bola, o Corinthians teve problemas na transição, na criação e na finalização. Errou passes (26), cruzamentos (1 certo e 20 errados), lançamentos (17), finalizações (3 certas e 8 erradas) e sofreu 29 desarmes. Não conseguiu aproveitar os contra ataques, foi desarmado com facilidade e faltou poder de definição das jogadas. 
Com a contusão do Jadson e a entrada do Roger, o time mudou o esquema tático. No entanto, sem poder de criação, a bola quase não chegou ao centro avante. Com a saída de Pedrinho e a entrada de Marquinhos Gabriel, a situação ficou ainda mais complicada, pois perdemos o jogador ofensivamente mais participativo. E sem uma transição efetiva, de nada adiantou a entrada de mais um atacante (Kazim) no lugar de um volante (Gabriel). 
Aliás, as substituições têm sido o calcanhar de Aquiles de Osmar Loss. Sempre as mesmas e sempre sem nada a acrescentar. Não entendo porque insistir com Marquinhos Gabriel, que mesmo com tempo e oportunidades para se firmar no Corinthians, não conseguiu justificar sua contratação. E Kazim já mostrou que como jogador é um excelente animador de vestiário. 
Infelizmente, com tantos desfalques, por contusões e por convocação para a seleção, nosso banco está defasado e são poucas as opções. No jogo de hoje, queimamos uma substituição por lesão (Jadson), mas Loss errou ao tirar o Pedrinho e não o Matheus Vital ou o Rodriguinho.
Sobressaíram no jogo, a dupla de zaga, Pedrinho e Jadson. As piores atuações foram de Gabriel, Rodriguinho, Marquinhos Gabriel e Kazim. Roger também não foi bem, mas a bola não chegou para ele. Como é um jogador pesado, teve dificuldade para buscá-la fora da área. 
Preocupa-me a insistência com jogadores que já mostraram falta de condições para jogar no Corinthians e a falta de oportunidade aos novos contratados. Será que Matheus Matias é pior que o Kazim? Por que até hoje não jogou? 
Preocupa-me, igualmente, a queda de rendimento do Maycon e do Rodriguinho. Será que o volante já está com a cabeça na Ucrânia e o meia ficou abalado com a não ida para a seleção? Ou já está pensando numa possível chamada do Carille para a Arábia Saudita? 
Outro dado preocupante é a declaração do Osmar Loss que a equipe teve um bom desempenho. Acho que vimos jogos diferentes, pois o time quase nada criou, errou muito, desperdiçou contra ataques, foi desarmado com facilidade e foi mal na conclusão das jogadas. 
Nesse início conturbado de um novo comando, considero ser precipitado pedir a cabeça de um técnico que mal começou a trabalhar. Mas, também, não dá para tapar o sol com a peneira. É preciso enxergar os erros e admitir sua existência, para que os mesmos possam ser corrigidos. Confio que a volta dos lesionados e dos convocados será fundamental para um melhor desempenho, mas temo a perda de jogadores na janela de transferências. De qualquer forma, o descanso e a inter temporada durante a Copa do Mundo, bem como a recomposição da comissão técnica, serão importantes para o trabalho da equipe. 
Com o resultado, o Corinthians, permanece com 14 pontos, 6 a menos que o líder Flamengo, e caiu para a oitava posição na tabela de classificação, podendo cair mais uma posição se o Fluminense vencer o Paraná nesta segunda feira. 
Na próxima rodada, o Corinthians enfrentará o Santos na quarta-feira, 06/06. às 21:00 horas (de Brasília) na Arena Corinthians, em Itaquera, e o Flamengo visitará o Fluminense, às 20:00 horas de quinta feira, 07/06, no estádio Mané Garrincha. 

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Mau desempenho e bom resultado - Valeram os três pontos

Não foi um jogo bonito. Pelo contrário. Teve momentos que foram um horror. O Corinthians começou bem, atacando e nos deixou otimistas, mas o América-MG equilibrou o jogo e até chegou a assustar, fazendo o Walter trabalhar. Mas, aos poucos o Timão retomou o controle, sem, no entanto, ameaçar. No primeiro tempo chegou a ter 68% de posse de bola, mas, sem criatividade, não conseguiu furar a compacta e bem postada defesa americana. Um verdadeiro latifúndio improdutivo. 
Gol
Na etapa final, logo aos quatro minutos, numa jogada que envolveu Matheus Vital, Gabriel e Jadson, saiu o gol Corinthiano, para o alívio da Fiel, dos jogadores e, principalmente do técnico Osmar Loss. Mas, a partir do gol, o Timão recuou, dando espaço para o adversário, e só fomos salvos do empate e de uma possível virada pela excelente atuação do Walter, o melhor jogador em campo. E quando o goleiro é o melhor, é sinal que fomos muito ameaçados.
Apesar da vitória, foi um jogo muito sofrido. Com dois volantes de marcação, tivemos problemas na transição. A ausência do Maycon foi muito sentida pela equipe e prejudicou todo o processo criativo. Paulo Roberto poderia ter sido sacado do time para a entrada de um jogador mais ofensivo. 
Além de Walter, Jadson e Pedrinho foram bem e Mantuan teve uma atuação segura e mostrou ter superado sua falha diante do Internacional. Paulo Roberto foi mal e Rodriguinho, muito marcado, pouco produziu e continua devendo. As substituições, feitas pelo técnico, nada acrescentaram ao desempenho do time. 
A vitória foi importante não só pela volta ao pelotão de frente do Campeonato Brasileiro, mas, principalmente, por dar mais segurança e tranquilidade à equipe. Por incrível que pareça, já tinha gente pedindo a cabeça do Loss, mesmo sem ele ter tido tempo de trabalhar e imprimir sua marca no time. Com apenas uma semana como técnico não dá para exigir milagres. É importante lembrar que o time vem oscilando desde o segundo turno do Brasileiro de 2017, que com a saída do Jô a equipe teve que se reinventar taticamente e que com o Carille, em 2018, tivemos várias derrotas, inclusive em casa, e chegamos a amargar quatro jogos sem ganhar. E ainda temos vários desfalques de titulares por lesão e por convocação da seleção. 
Manda o bom senso que tenhamos paciência nesse momento de transição e que não tumultuemos o trabalho do novo técnico com cobranças e cornetagens prematuras. Deixem o homem trabalhar. 
Com o resultado, o Corinthians com 14 pontos, subiu para a terceira posição no Campeonato Brasileiro, 3 pontos atrás do líder Flamengo, 2 atrás do vice líder São Paulo e com a mesma pontuação do Fluminense, Internacional e Sport. O América-MG, com 10 pontos, está na décima segunda posição. 
Na próxima rodada, o Timão enfrentará o Flamengo no próximo domingo, 03/06, às 16:00 horas (de Brasília) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e o América-MG, no mesmo dia e horário, receberá o Atlético-PR, no estádio Independência, em Belo Horizonte. 

Créditos e fontes de imagens 
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Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 
youtube.com/Bruno32-Odinei Ribeiro: 0:00 / Ulisses Costa: 0:49 / Marcelo do Ó: 2:13 / Gabriel Dias: 3:23 / Guilherme Lage: 4:38 / Guilherme Silva: 5:54 / Ricardo Melo: 7:10 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians/goal.com 

domingo, 27 de maio de 2018

Sem desespero

Um gol logo aos quatro minutos numa jogada bem trabalhada deu a impressão de que voltaríamos de Porto Alegre com a vitória e os três pontos na bagagem. Mas não tivemos fôlego para manter o resultado, levamos o empate numa bobeada da zaga e tomamos a virada num lance infeliz decorrente de uma escorregada do Mantuan, que perdeu a bola na área do Internacional e Rossi mandou para o gol vazio, pois Walter já havia saído. Mantuan, desolado, foi consolado até pelos adversários. 

Diante do resultado adverso e inesperado, já tem gente crucificando o Mantuan e pedindo a cabeça do Osmar Loss. Creio que não há razão para isso. Jogadores mais experientes já cometeram erros que resultaram em derrotas, inclusive Fagner e Balbuena, jogadores de seleção. Mantuan é jovem, jogador ainda em formação e é volante, jogando improvisado na lateral. Apesar de não ser seu primeiro erro, tem feito bons jogos na ausência do Fagner. Erro maior é a diretoria não ter contratado um lateral direito, obrigando a comissão técnica a improvisar jogador para a posição. Quanto ao Osmar Loss, ele é técnico há apenas cinco dias e, devido ao jogo de quinta feira à noite, nem conseguiu treinar direito o time para esse jogo. Há de se considerar que o adversário teve um tempo maior de preparação, enquanto o Corinthians teve o desgaste da viagem ao Sul do país e de um jogo intenso contra o Millonarios no meio da semana, além de desfalques importantes.

Tais fatos explicam a baixa intensidade do time em Porto Alegre e sua baixa produtividade ofensiva. Com jogadores desgastados e desfalcado de peças fundamentais, o time acomodou-se após o gol e achou que seguraria o resultado, o que acabou não acontecendo. Obviamente, também contribuíram para isso o desentrosamento e a falta de ritmo de jogo daqueles que substituíram os titulares. Além disso, acostumado a jogar no 4-4-2, o time não se encontrou no 4-2-3-1, pouco criou e a bola não chegou para o Roger. Se é para atuar com centro avante, é necessário treinar o novo esquema tático. 

Em que pesem os atenuantes supra citados, não podemos nem devemos esconder os erros individuais e coletivos, que foram muitos. O Corinthians não perdeu o jogo apenas devido a falha do Mantuan. Perdeu por várias razões: recuou após fazer o gol, deixou um buraco entre a zaga e os volantes, faltou apoio dos laterais, pouco criou após fazer o gol, errou muitos passes, abdicou de atacar, demorou para substituir e substituiu mal, além de cometer falhas individuais. 

Além do erro de Mantuan, Sidcley pouco foi para o ataque, Henrique falhou no gol do Damião, Paulo Roberto foi inseguro na marcação e errou muitos passes, Jadson e Maycon estiveram apagados e pouco efetivos, Roger pouco produziu, Júnior Dutra e Marquinhos Gabriel quase não tocaram na bola, e Pedrinho, que entrou para puxar contra ataques, teve pouco tempo para tentar mudar o jogo. Walter fez boas defesas, mas não entendi a razão dele não estar no gol quando o Mantuan perdeu a bola. Matheus Vital foi o melhor jogador ofensivo e Balbuena o melhor na defesa. 

Com o resultado adverso, o Corinthians permaneceu com 11 pontos e caiu para a 6ª colocação, com três pontos a menos do líder Flamengo, atrás do Fluminense, Atlético-MG e São Paulo, com 13 pontos, do Grêmio com 12 e com o mesmo número de pontos do Palmeiras, Internacional e Sport. 

Apesar das derrotas em Porto Alegre e contra o Millonarios, a situação não é de desespero. Contra o time colombiano, jogamos bem e perdemos com um gol legítimo indevidamente anulado, e contra o Internacional jogamos desfalcados, num outro esquema tático e com jogadores desgastados. Osmar Loss está apenas iniciando seu trabalho, a comissão técnica está defasada, temos jogadores importantes lesionados e precisamos reaprender a jogar com centro avante. 

Neste momento de mudança é preciso manter a calma e a serenidade, bem como o apoio ao time e ao novo comandante. Loss precisa de tempo para trabalhar e imprimir sua marca ao time e a inter temporada durante a parada da Copa do Mundo será fundamental para isso e para recompor a desfalcada comissão técnica. Portanto, sem caça às "bruxas" e sem julgamentos precipitados. Agora é hora de serenidade e de paciência, sem, no entanto abrir mão de cobrar da diretoria a reposição dos desfalques e reforço para as posições carentes.

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