quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Um tropeço e um mau começo

Um tropeço no Pacaembu e já começam as desculpas. "É início de temporada; a temporada é curta e os jogadores ainda não estão em suas melhores condições físicas; a Ponte só se defendeu e achou um gol; a viagem para os estados Unidos atrapalhou a preparação". Essas e outras justificativas foram dadas após a derrota do Corinthians em sua estreia no Campeonato Paulista. Acontece que é início de temporada para todos os times, que a preparação também foi curta para o adversário e eles também não devem estar em suas melhores condições físicas. De fato, a Ponte Preta mais se defendeu que atacou, mas foi efetiva no ataque que marcou o gol e o Corinthians, embora tivesse criado mais, errou tudo quando atacou, inclusive o pênalti mal cobrado, quando Jadson apenas atrasou a bola para o goleiro. Que a viagem caça níquel para os Estados Unidos iria atrapalhar a preparação e desgastar o elenco foi bola cantada por essa que vos escreve e, mesmo podendo ser evitada, foi mantida. Portando, as desculpas não se justificam e espero que as mesmas não venham a ser usadas para encobrir as reais dificuldades da equipe, principalmente no setor ofensivo. 
Embora com 68% de posse de bola, o time não conseguiu traduzir essa posse em resultado favorável. Das 14 finalizações, errou 8, contra 5 finalizações do adversário com um acerto de 3. Ainda erramos 36 cruzamentos, 32 passes e dos 18 lançamentos realizados, só acertamos 4. O ataque foi o setor mais deficitário, evidenciando o que todos já sabíamos, a necessidade urgente de um centro avante capaz de fazer gols. Kazim pode até acertar o gol de vez em quando, mas deve ser mais por acaso do que por capacidade. Seria mais útil improvisar Lucca, Júnior Dutra ou Danilo na posição, ou dar uma chance para o Carlinhos, do que continuar insistindo com ele. No meio campo, Gabriel foi preciso na marcação e ainda arriscou no ataque, Rodriguinho não estava em seu melhor momento, Jadson foi bem até errar o pênalti e cair de produção. No ataque, Clayson e Romero forem bem enquanto tiveram fôlego, Lucca e Marquinhos Gabriel entraram bem, Júnior Dutra quase não pegou na bola e Kazim foi péssimo. Na defesa os zagueiros não comprometeram, Guilherme Romão sentiu o peso da estreia, foi driblado no gol da Ponte e acabou sendo expulso pelo 2º cartão amarelo. Não dá para crucificá-lo por um jogo, mas precisa ser mais atento e cuidadoso na marcação. Cássio não teve culpa do gol sofrido e Fagner, seguro na defesa e participativo no ataque, foi o melhor em campo. 
Espero que a fala de Carille, minimizando os erros e a péssima atuação do Kazim, tenha sido apenas para não queimar os jogadores e que as falhas já comecem a ser corrigidas de imediato, inclusive com outro jogador atuando como centro avante. E que o time como um todo, a começar pelo Carille, aprenda com os erros cometidos e já melhorem na próxima partida. 

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globoesporte.globo.com-Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O voo da galinha

O jogo contra a Ferroviária me iludiu e me encheu de esperanças. Apesar dos percalços, achei que o time iria engrenar. Ledo engano. Foi apenas o voo da galinha, a melhora do moribundo antes do suspiro final, antes do vexame da eliminação precoce. O time do Avaí mereceu a classificação. O Corinthians, desorganizado e sem padrão de jogo, não entrou na partida. Nada funcionou, nem o conjunto nem as jogadas individuais. Os garotos nervosos e descontrolados erraram tudo o que tentaram e, após o pênalti que possibilitou a abertura do placar pelo Avaí, perderam-se totalmente e nada mais produziram. Sem repertório, de nada adiantaram as mexidas do Dyego Coelho. Tomamos o segundo gol, que sacramentou a nossa eliminação. E o jogo acabou com a choradeira da garotada e com as desculpas do técnico, encerrando uma invencibilidade de quatro anos e mostrando a necessidade urgente de reestruturação do sub 20 corinthiano. 
Coelho, com a má performance do Timãozinho em 2017/2018, mostrou que não tem a mínima condição de exercer a função de técnico da base alvinegra. Os resultados indicam que sua única "qualidade" para o cargo deve ser sua amizade com o Yamada, o gerente da base corinthiana. Ao contrário do que tínhamos com o Osmar Loss, sob o comando do Coelho temos um catadão de jogadores, totalmente desorganizado, sem o mínimo padrão de jogo, em que a bagunça do coletivo impede que as qualidades individuais possam emergir. Seus comandados na temporada, com raríssimas exceções, tiveram um mau desempenho e o time obteve maus resultados. 
É preciso aprender com os erros e reestruturar a equipe, a começar pela substituição do comando, que se revelou despreparado para o ofício. E ser mais atento e cuidadoso na seleção dos jogadores, afastando de vez possíveis influências externas. Infelizmente, foi destruído o bom trabalho realizado por Osmar Loss, tornando-se necessário recomeçar quase do zero. Que haja bom senso e coragem para tal recomeço, cortando na carne e tomando as medidas necessárias para a recuperação do verdadeiro DNA corinthiano. 

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Recuperando o DNA

Em seu melhor jogo na Copinha, o Corinthians venceu a Ferroviária de Araraquara na casa do adversário, classificou-se para as oitavas de final e enfrentará o Avaí, que eliminou o Red Bull Brasil nos pênaltis depois de empatar por 1 a 1 no tempo normal. 
Foi um jogo eletrizante, com muita entrega de ambas as equipes, onde a superioridade alvinegra fez a diferença do placar. Muito melhor que na partida que encerrou a fase de grupos, quando só conseguiu empatar com a Ferroviária nos acréscimos, e com grande atuação do meia Fabrício Oya, o Timãozinho abriu o placar aos 4 minutos do jogo, com gol de Lucas Minele, batendo colocado na entrada da área, após receber o passe de Fabrício Oya. O segundo gol saiu aos 24 minutos, com Rafael Bilu, em nova assistência de Fabrício Oya. Aos 12 minutos da etapa final, a Ferroviária diminuiu a diferença com o gol de Luiz Henrique, mas, aos 14 minutos, João Pedro, que havia acabado de substituir William, fez o terceiro gol corinthiano. A partir daí, o Corinthians só administrou o resultado. 
Fabrício Oya foi o destaque do jogo. Apesar de não ter feito nenhum gol, deu duas assistências e foi o maestro da partida, distribuindo o jogo e participando ativamente das principais jogadas. 
Melhor organizado e mais equilibrado, o time comandado pelo técnico Dyego Coelho fez o seu melhor jogo, resgatando o DNA corinthiano na Copa São Paulo de Futebol Júnior e superando o adversário. 
Com o resultado, o Corinthians está classificado para as oitavas de final do campeonato, tendo por adversário o Avaí. O confronto será realizado na Arena Fonte Luminosa em Araraquara na próxima terça feira, 16/01 às 19:15 horas. 
GOLS


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Rodrigo Gazzanel/ corinthians.com.br-Célio Messias/Estadão./globoesporte.globo.com-Rodrigo Gazzanel/corinthians.com.br
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sábado, 13 de janeiro de 2018

Dois tempos, dois times, dois jogos diferentes

Após um bom primeiro tempo, com uma boa apresentação e gols do Rodriguinho e do Kazim, o Corinthians voltou do vestiário com 10 substituições e algumas improvisações. Com três volantes improvisados na zaga e nas laterais, a defesa desandou e tomamos quatro gols na etapa final. Guilherme Mantuan atuou na lateral direita, no lugar de Fagner, Warian foi o zagueiro pelo lado direito, no lugar de Pedro Henrique, e Maycon, que é canhoto e volante, atuou no lugar de Guilherme Romão na lateral esquerda. Apenas o zagueiro Léo Santos, que substituiu Balbuena, atuou na sua posição. Com tanta improvisação, o time ficou bastante desfigurado, o conjunto foi prejudicado e a virada ficou fácil para o time escocês. E ao Corinthians só sobrou choro e RANGERS de dentes. 
Compreendo que a pré-temporada é o momento de testes e de observações, mas não precisava exagerar. Se Carille tinha à disposição jogadores da posição não era necessário improvisar. Seria preferível alguns jogadores não entrarem em campo do que entrarem só para passarem vergonha e prejudicarem o desempenho do time. Fazer testes e observar jogadores não pode ser confundido com improvisações que desfiguram o time e impedem que as qualidades individuais apareçam. Observar e testar jogadores não significa improvisar. Fazer teste em situação de jogo treino é válido. Improvisar apenas para o jogador participar, como aconteceu hoje, é infrutífero e desgastante, para o jogador e para o time. Além de atrapalhar o conjunto e o jogo coletivo, improvisar num jogo televisionado para vários países desgasta o jogador, frustra o torcedor e expõe o time, sem ganhos no desempenho e no resultado. Afinal, não era uma brincadeirinha de final de semana após o churrasco regado de cerveja e caipirinha, mas a participação num torneio internacional em que o nome, a marca e a camisa do Corinthians estavam em jogo. 
Considerando que o primeiro compromisso oficial do Corinthians será na próxima quarta feira, 17/01, teria sido mais produtivo manter por mais tempo os titulares e fazer substituições pontuais no decorrer da partida para observar e testar possíveis reservas. O time que atuou no segundo tempo, com seus improvisos, não deu condições para que jogadores que precisam ser melhor observados e testados pudessem ser analisados numa situação mais próxima à realidade de um jogo de campeonato. Com todo o respeito que tenho pelo Carille, considero que, para dar oportunidade de jogo a todos, ele bancou o Professor Pardal. Se o objetivo foi nobre, o desempenho e o resultado foram péssimos. Pagamos o preço do improviso e da falta de objetividade. 
A partida evidenciou que, apesar da curta preparação, já temos um time titular com um padrão definido, necessitando alguns ajustes e maior ritmo de jogo. Como todos os times brasileiros estão em situação semelhante, não teremos grandes dificuldades no início do Paulistão. Quanto aos reservas, o jogo de hoje não permitiu nenhuma conclusão. Precisamos ver como os que estão chegando e os que estão voltando se encaixam no time titular, mais organizado e estruturado que o catadão que atuou  hoje na etapa final. 
Com o resultado, o Corinthians, com apenas dois pontos, não tem mais chances de conquistar o título da Flórida Cup. A delegação alvinegra retorna ao Brasil neste sábado e chegará ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos na manhã de domingo. A reapresentação do elenco no CT Joaquim Grava acontece na segunda-feira e na noite de quarta-feira, 17/01, ás 21:45 horas, o time estreará no Campeonato Paulista contra a Ponte Preta, no estádio do Pacaembu. 

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globoesporte.globo.com-Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians/corinthians.com.br-twitter.com/@SporTV 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Vitória nos pênaltis

Com um desempenho apenas sofrível, o Corinthians, após empatar no tempo regulamentar por 1 a 1, conseguiu classificar-se para a próxima fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior ao vencer o Sport  por 4 a 1 nos pênaltis, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara. Embora tenha iniciado a partida com um desempenho melhor do apresentado no empate com a Ferroviária e aberto o placar aos 13 minutos da etapa inicial numa bela cobrança de falta do Fabrício Oya, o time não conseguiu manter o mesmo ritmo do início, errando muitos passes e finalizando mal. Por sorte, o Sport também errou muito e só conseguiu o empate numa cobrança de pênalti convertida por João Erick, aos 32 minutos da etapa final. 
Com o empate, o jogo foi decidido nos pênaltis. Pelo Corinthians, Fabrício Oya, Ramonzinho, Samuel e Guilherme Borges converteram suas cobranças. Pelo Sport, Pedro Vitor converteu, enquanto João Erik parou em Diego e Chico bateu para fora. 
Mesmo ligeiramente superior ao adversário, o desempenho do Timãozinho deixou a desejar e, se não melhorar muito, a equipe comandada por Dyego Coelho terá muita dificuldade quando enfrentar equipes melhor qualificadas. Se sofreu para empatar com a Ferroviária e só conseguiu vencer o Sport nos pênaltis, o que esperar quando se deparar com times mais organizados e melhor estruturados? Infelizmente, a cada jogo que passa, evidenciam-se as dificuldades e as limitações técnicas e táticas da equipe. Com jogos seguidos e com pouco tempo para descanso e treinamento, os jogadores terão que superar na raça os desafios que terão pela frente. 
Fabrício Oya e o goleiro Diego foram os melhores em campo. Destaque negativo para os atacantes Nathan e Wilson e para o zagueiro João Vitor, que cometeu o pênalti ao encostar o braço na bola. 
Com o resultado, o Corinthians classificou-se para a terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior e vai enfrentar a Ferroviária, que venceu o São Carlos por 3 a 2, no próximo domingo, 14/01, às 20:10 horas.

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globoesporte.globo.com-Rodrigo Gazzanel/corinthians.com.br 

Aprovado no primeiro teste

Em sua estreia na Flórida Cup, o Corinthians foi aprovado em seu primeiro teste, com destaque ao time que iniciou o jogo e à brilhante atuação do goleiro Caíque na etapa final. Com apenas uma semana de treinamento, o time comandado pelo Carille deu trabalho ao primeiro colocado holandês e após o empate com o PSV Eindhoven, ganhou o ponto extra ao vencer a disputa de pênaltis, com direito à grande defesa do Caíque. 
O jogo teve dois times corinthianos, um em cada tempo. Na etapa inicial, com os jogadores considerados titulares, o Corinthians abriu o placar, com gol de Rodriguinho, após perfeita cobrança de falta do Jadson. Mesmo em desvantagem física em relação ao adversário, que está no meio da temporada, o Timão não se intimidou e foi superior à equipe titular do time da Holanda. O estreante Juninho Capixaba teve uma boa atuação e mostrou que poderá substituir o Arana com qualidade. Quanto a atuação do Kazim, embora ele tenha se movimentado e tentado buscar o jogo, suas deficiências técnicas evidenciaram a necessidade urgente de contratar um centro avante. Apesar da falta de ritmo de jogo, o esquadrão que atuou na etapa inicial apresentou um bom desempenho, embora precise ainda de alguns ajustes, o que é normal em início de temporada. 
Na etapa final, para não desgastar os jogadores em início de temporada, Carille mandou ao campo o time considerado reserva, recheado de garotos e com algumas improvisações. O volante Warian atuou como zagueiro e Júnior Dutra, atacante que atua pelos lados do campo, foi improvisado como centro avante. O time do segundo tempo não conseguiu manter o bom desempenho do que o antecedeu e se não fosse a atuação brilhante do goleiro reserva, teríamos perdido o jogo. Além da natural falta de ritmo de jogo, faltou entrosamento e qualidade técnica a alguns jogadores, com destaque negativo para Felipe Bastos e Giovanni Augusto, os piores em campo. Faltou tranquilidade e segurança aos corinthianos e o PSV dominou o jogo. Apesar dos erros de finalizações e das defesas milagrosas do Caíque, os holandeses conseguiram empatar a partida. Com o empate, a partida foi para a disputa de pênaltis para decidir que equipe levaria o ponto extra previsto no regulamento do torneio. 
Nos pênaltis, Júnior Dutra, Fellipe Bastos, Maycon, Camacho e Giovanni Augusto converteram os seus chutes pelo Corinthians. Lammers, o responsável pelo empate do PSV, teve seu chute defendido pelo Caíque. 
O Corinthians terá mais um compromisso pela Copa Flórida antes de retornar ao Brasil. No sábado, 13/01, enfrentará o Rangers, da Escócia, no Spectrum Stadium, em Orlando, às 16:00 horas. Um dia antes, o PSV, que lidera o Campeonato Holandês e utiliza o seu time principal nos Estados Unidos, jogará contra o Fluminense no mesmo local. 
Ficha Técnica - Corinthians  1(5) X (4) 1 PSV
Local: Orlando City Stadium, em Orlando (Estados Unidos)
Data: 10 de janeiro de 2018, quarta-feira
Horário: 22:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Jonathan Bilinski (Estados Unidos)
Assistentes: Matthew Miscannon e Miguel Martes (ambos dos Estados Unidos)
Cartões amarelos: Léo Príncipe e Guilherme Romão (Corinthians); Rosario (PSV)
Gols: Corinthians: Rodriguinho, aos 22 minutos do primeiro tempo; PSV: Lammers, aos 48 minutos do segundo tempo
Corinthians: Cássio (Caíque); Fagner (Léo Príncipe), Balbuena (Warian), Pedro Henrique (Léo Santos) e Juninho Capixaba (Guilherme Romão); Gabriel (Fellipe Bastos), Romero (Marquinhos Gabriel), Jadson (Camacho), Rodriguinho (Maycon) e Clayson (Giovanni Augusto); Kazim (Júnior Dutra); Técnico: Fábio Carille
PSV: Zoet; Arias, Schwaab, Isimat-Mirin e Brenet; Hendrix (Mauro Júnior), Van Ginkel (Rosario) e Pereiro (Malen); Bergwijn (Maher), De Jong (Lammers) e Lozano (Gapko); Técnico: Phillip Cocu 

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Liderança no sufoco

E bota sufoco nisso. Dominado pela Ferroviária durante todo o jogo, o Timãozinho só conseguiu empatar a partida nos acréscimos, numa jogada em que Ramonzinho recebeu um lançamento de Fabrício Oya e, de longa distância, acertou o gol e garantiu a primeira colocação do Corinthians no Grupo 17. 
Foi o pior jogo do Corinthians no torneio. Desorganizado, sem padrão tático e com os jogadores muito nervosos, a equipe não conseguiu sair da forte marcação da Ferroviária, sendo dominada durante toda a partida. Em desvantagem no placar desde os 16 minutos do primeiro tempo, com dificuldades de chegar na área adversária, o time apelou para os chutões e cruzamentos infrutíferos para o improdutivo centro avante Nathan. 
Apesar de ter o domínio do jogo, o time de Araraquara perdeu várias oportunidades de ampliar o placar. E os comandados de Dyego Coelho, apesar das muitas mexidas no time, nas poucas vezes que conseguiram chegar na área adversária, desperdiçaram as oportunidades. Somente no último lance do jogo, Ramonzinho conseguiu o empate que garantiu a liderança do Grupo 17. 
Muito diferente dos times treinados por Osmar Loss, o time de Coelho parece perder-se em campo quando enfrenta uma equipe mais organizada. Precisa melhorar muito para obter bons resultados nas fases de mata mata. Embora tenha à disposição alguns jogadores de grande potencial, o atual técnico não está conseguindo tirar o melhor de cada um. Temo pelos resultados quando esse time enfrentar equipes melhor organizadas e estruturadas. 
No empate com a Ferroviária a maioria dos jogadores foi mal e poucos tiveram uma atuação, pelo menos, regular. Fabrício Oya, Carlos Augusto, Samuel, Renan Areias foram os menos piores e Ramonzinho, pelo gol e pelo empenho foi o melhor em campo. Como nos jogos anteriores, Nathan foi o pior do time. Aliás, não entendo a insistência do técnico em escalá-lo como titular, nem mesmo o fato dele estar no sub 20 do Corinthians. 
Com o resultado, o Corinthians, primeiro colocado do Grupo 17, permanecerá em Araraquara para jogar a próxima fase, contra o Sport, segundo colocado do Grupo 18, nessa sexta feira, 12/01, às 17:15 horas, na Arena Fonte Luminosa. Já a Ferroviária, terá de se deslocar até São Carlos para disputar o mata-mata contra o time da casa, que venceu o Rubro-Negro pernambucano por 1 a 0. 

Créditos e fontes de imagens 
globoesporte.globo.com-Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians/gazetaesportiva.com