sexta-feira, 15 de junho de 2018

Caindo pelas tabelas

Os últimos jogos evidenciaram um momento crucial para o Corinthians. Parece que estamos chegando ao fundo do poço com um time desorganizado, com atletas desligados, desconcentrados e displicentes e com a comissão técnica sem conseguir mudar tão nefasta situação. O time está desmotivado e parece que os jogadores ligaram o piloto automático, (para não dizer algo mais pesado e deselegante), deixando-nos atônitos e assustados. Perplexos, não queremos acreditar nessa queda que começou a se delinear no segundo turno do Brasileirão/2017, que só vencemos devido a gordura acumulada no início do campeonato. O novo técnico não está sabendo o que fazer diante da situação calamitosa e em que pese o atenuante de desfalques (de jogadores e da comissão técnica) e elenco limitado, nada tem contribuído para estancar os maus resultados. Não vou responsabilizá-lo totalmente pelo que vem acontecendo, mas, como novo comandante, cabe-lhe a tarefa de conduzir a equipe e de melhorar o desempenho.

O último jogo foi um festival de horrores, um verdadeiro filme de terror. Com erros em todos os fundamentos, o time conseguiu perder para uma equipe que briga para não cair. Com 55% de posse de bola, mas desorganizado taticamente, errou 36 passes, 15 cruzamentos dos 18 tentados, acertou apenas uma finalização e errou 8 (contra 11 certas e 7 erradas do Bahia) e sofreu 18 desarmes. 

Como já afirmei em outro post, parece que a saída do Carille abalou o time. Mas, tudo indica que existem outros fatores desestabilizadores. Acredito que a mudança do técnico não seria a única nem a principal causa da queda de rendimento, pois o time já vinha oscilando com o Carille e Osmar Loss já fazia parte da comissão técnica. Os desfalques, na comissão e no elenco, influíram, mas não ao ponto de se chegar ao fundo do poço. 

Considero que o fator preponderante para uma queda tão acentuada decorre da postura e da atitude do time em campo. A desconcentração e a displicência durante os jogos têm sido uma constante. Os jogadores parecem avoados e desmotivados, atuam sem entusiasmo e parecem estar com o pensamento em outro lugar. O problema é descobrir as razões dessas atitudes. Algumas hipóteses têm sido levantadas com possíveis explicações para essa postura indigna de um time com a grandeza do Corinthians. 

  • Os jogadores estão fazendo corpo mole porque estariam com dívidas não quitadas pelo clube (bichos, direito de imagem e outras).
  • Osmar Loss teria problemas de relacionamento com alguns jogadores e eles estariam tentando derrubar o técnico.
  • Muitos jogadores estariam mais preocupados com possíveis transferência para o exterior e, por isso, perderam o foco. 
  • A situação financeira e os problemas administrativos do clube estariam refletindo no campo. 
  • O elenco é limitado e sem peças de reposição para os desfalques. 
  • Osmar Loss ainda não estaria maduro para dirigir o Corinthians. 
Essas têm sido as hipóteses mais frequentes na mídia esportiva, incluindo a imprensa e as redes sociais. É preciso que as mesmas sejam avaliadas com responsabilidade e isenção pelos responsáveis pelos destinos do clube (diretoria, comissão técnica, jogadores e torcedores). E que se tomem as medidas necessárias para reconduzir o Corinthians ao caminho da vitória e das conquistas. 

Se durante a parada da Copa, Loss terá o tempo necessário e todo o elenco disponível, corremos o risco de perder jogadores na janela de transferências. Sem dinheiro, o clube terá dificuldades para repor as possíveis perdas e o elenco, já limitado, só poderá ser complementado com garotos promissores e com veteranos que voltaram ao país para se aposentar. Em ambos os casos, uma incógnita. 

Embora os prognósticos não sejam os melhores, não podemos desesperar. Cabe à torcida cobrar soluções e apoiar o time. Cabe à diretoria buscar soluções para os problemas existentes e à comissão técnica criar um padrão tático compatível com as características do elenco e aprimorar as condições físicas e técnicas dos jogadores para diminuir os recorrentes erros de fundamentos. E aos jogadores, cabe entender a responsabilidade de jogar no Corinthians e honrar a camisa, jogando com garra, raça e determinação. Infelizmente, em que pesem as deficiências físicas, técnicas e táticas, também está faltando raça e comprometimento por parte de muitos jogadores que atuaram nos últimos jogos. Pois, somente com uma nova postura e com atitudes propositivas será possível superar os graves problemas e vencer os desafios que temos pela frente. 

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Empate com sabor de derrota

Empatar em casa com um time que briga para não cair tem o sabor de uma derrota. Eu sei que o time está desfalcado, que o calendário está apertado, que desde que Osmar Loss assumiu como técnico foram 6 jogos em 18 dias sem tempo de treinar, mas sei também que, embora bem postado defensivamente, o adversário é tecnicamente fraco, estávamos jogando em casa com o apoio da torcida e, mesmo sem jogadores fundamentais, nosso time ainda é muito superior ao Vitória. 
Na realidade, o Corinthians entrou em campo sem concentração e, afobado e desorganizado, não conseguiu fazer nem um mísero golzinho para conseguir os três pontos e subir na tabela. Sem intensidade nas jogadas, com dificuldades na criação e ao finalizar, sem objetividade e sem determinação deu muito espaço ao adversário. 
Com 57% de posse de bola, não soube aproveitá-la, utilizando-se de jogadas pouco objetivas e toques de lado. Foi mal em todos os fundamentos. Errou muitos passes (42), lançamentos (25) e cruzamentos (23). Sofreu 21 desarmes e de 17 finalizações, errou 14. 
Com jogadas lentas e imprecisas, perdeu gols imperdíveis, permitindo a antecipação da defesa do Vitória. Sem variação de jogadas, Pedrinho foi sobrecarregado, tornando nosso ataque muito previsível. Se a bola pouco chegou ao Roger, quando chegou faltou-lhe agilidade e objetividade no arremate. Rodriguinho, omisso e ausente, pouco contribuiu na criação, fazendo uma péssima partida. De positivo salientamos a atuação segura e precisa da dupla de zaga e o esforço e a movimentação do Pedrinho. Novamente as substituições foram tardias e não surtiram o efeito desejado. 
Em mais um jogo, Osmar Loss não conseguiu sair com a vitória. Mas não considero ser ele o maior responsável pelo resultado, embora também tenha sua parcela de responsabilidade por não ter conseguido motivar a equipe e mudar a postura dos jogadores em campo e pelas substituições tardias. Atribuo o resultado mais aos jogadores pela falta de concentração e de intensidade na partida. 
E continuo com o propósito de aguardar a inter temporada da Copa do Mundo para avaliar o trabalho do Osmar Loss. Creio que somente após ter a comissão técnica completa, todo o elenco à sua disposição e tempo para treinar será possível uma avaliação objetiva e sem paixão de seu trabalho. 
Com o resultado, o Corinthians com 16 pontos, está na 9ª colocação no Campeonato Brasileiro, com 10 pontos a menos do líder Flamengo. O próximo compromisso alvinegro será contra o Bahia na próxima quarta feira, 13/06, às 21:45 horas (de Brasília) na arena Fonte Nova em Salvador. 

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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Está complicado

Mais uma vez o Corinthians não conseguiu segurar o resultado e levou o empate em mais um vacilo da nossa defesa. Precisávamos da vitória, não só para subir na tabela de classificação, mas também para acalmar os ânimos da torcida e resgatar a confiança do time. Ela não veio, não apenas por erros nossos. O jogo teve clara influência da arbitragem que, além de não assinalar várias faltas a nosso favor, deixou de marcar um pênalti claro, quando Renato desviou com a mão uma bola dentro da área. Aliás, esse juiz é aquele que, no ano passado anulou um gol legítimo do Jô. 
No entanto, não podemos atribuir o nosso insucesso, apenas aos erros de arbitragem. Após fazer o gol, como tem sido frequente, o Corinthians recuou demais e deu muito espaço ao adversário. E Osmar Loss errou ao tirar o Pedrinho e deixar em campo o apagado Rodriguinho. Parece que a não ida para a Copa mexeu com o meia, que piorou muito seu desempenho em campo. 
Nossa defesa não mais apresenta a solidez anterior. Sem Cássio e sem Fagner perdemos a segurança e, talvez, a confiança. 
E, falando em confiança, parece que a saída do Carille abalou o time que, subitamente precisa se adaptar a um novo técnico, sem que para isso tenha o tempo necessário para treinar. Além disso, os desfalques, por convocação e por contusões, também interferem negativamente, acarretando desentrosamento e insegurança, situação que se torna ainda mais complicada pela mudança do esquema tático. O time está reaprendendo a jogar com um centro avante e com um jogador que não tem as mesmas características e movimentação do Jô. Nesse aspecto, o gol do Roger foi importante para dar confiança ao jogador e à própria equipe.
Não dá para creditar exclusivamente ao técnico, essa má fase do Corinthians. Ela é resultado de um conjunto de fatores: desfalques de jogadores, elenco limitado e insuficiência de peças qualificadas para reposição dos ausentes, calendário apertado e falta de tempo para treinos, comissão técnica desfalcada e em reformulação. Obviamente, todos esses fatores contribuem para a insegurança do conjunto e interferem negativamente no desempenho e no resultado. É uma situação semelhante a ter que trocar o pneu ou ajustar o motor com o carro em movimento. 
Apesar das dificuldades e dos resultados adversos, considero que o trabalho do técnico só poderá ser devidamente avaliado após a parada da Copa do Mundo e da inter temporada. Somente após ter o tempo para se recompor e poder treinar o time sem os desfalques atuais, haverá condições de cobrar a nova comissão técnica. 
Isso não significa satisfação com o momento presente nem que o time não deva se esforçar, dando o máximo possível em campo, mas sim que temos que manter a serenidade. O time do Corinthians, no presente, não precisa nem merece maior pressão do que a que já vem sofrendo pelas suas próprias condições de trabalho. Até porque os maiores responsáveis pela situação não atuam nos gramados. São as diretorias das últimas gestões que, por incompetência e omissão, permitiram desmanches sucessivos nos seus diversos setores e colocaram o time numa situação financeira que o torna refém dos empresários e sem condições de manter e adquirir bons jogadores. No momento, a pressão deve ser sobre a diretoria, para evitar o desmanche do elenco e prover a reposição de profissionais com o mesmo nível dos que perdemos ou viemos a perder na janela de transferências.

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domingo, 3 de junho de 2018

Nem desempenho nem resultado

Sabia que o jogo não seria fácil, mas não esperava uma derrota. Acreditava que, no mínimo, arrancaríamos um empate. O resultado foi o pior possível e o desempenho deixou a desejar. Com exceção da vacilada no gol que tomamos, a defesa até que foi bem, só que bobeou num lance crucial. Aos 34 minutos da etapa final, Diego abriu para Lucas Paquetá, que chutou para o gol, Walter defendeu, mas deu rebote, e Felipe Viseu entrou livre na área, abrindo o placar para os rubro negros, resultado que se manteve até o final da partida. 
Com 45% de posse de bola, o Corinthians teve problemas na transição, na criação e na finalização. Errou passes (26), cruzamentos (1 certo e 20 errados), lançamentos (17), finalizações (3 certas e 8 erradas) e sofreu 29 desarmes. Não conseguiu aproveitar os contra ataques, foi desarmado com facilidade e faltou poder de definição das jogadas. 
Com a contusão do Jadson e a entrada do Roger, o time mudou o esquema tático. No entanto, sem poder de criação, a bola quase não chegou ao centro avante. Com a saída de Pedrinho e a entrada de Marquinhos Gabriel, a situação ficou ainda mais complicada, pois perdemos o jogador ofensivamente mais participativo. E sem uma transição efetiva, de nada adiantou a entrada de mais um atacante (Kazim) no lugar de um volante (Gabriel). 
Aliás, as substituições têm sido o calcanhar de Aquiles de Osmar Loss. Sempre as mesmas e sempre sem nada a acrescentar. Não entendo porque insistir com Marquinhos Gabriel, que mesmo com tempo e oportunidades para se firmar no Corinthians, não conseguiu justificar sua contratação. E Kazim já mostrou que como jogador é um excelente animador de vestiário. 
Infelizmente, com tantos desfalques, por contusões e por convocação para a seleção, nosso banco está defasado e são poucas as opções. No jogo de hoje, queimamos uma substituição por lesão (Jadson), mas Loss errou ao tirar o Pedrinho e não o Matheus Vital ou o Rodriguinho.
Sobressaíram no jogo, a dupla de zaga, Pedrinho e Jadson. As piores atuações foram de Gabriel, Rodriguinho, Marquinhos Gabriel e Kazim. Roger também não foi bem, mas a bola não chegou para ele. Como é um jogador pesado, teve dificuldade para buscá-la fora da área. 
Preocupa-me a insistência com jogadores que já mostraram falta de condições para jogar no Corinthians e a falta de oportunidade aos novos contratados. Será que Matheus Matias é pior que o Kazim? Por que até hoje não jogou? 
Preocupa-me, igualmente, a queda de rendimento do Maycon e do Rodriguinho. Será que o volante já está com a cabeça na Ucrânia e o meia ficou abalado com a não ida para a seleção? Ou já está pensando numa possível chamada do Carille para a Arábia Saudita? 
Outro dado preocupante é a declaração do Osmar Loss que a equipe teve um bom desempenho. Acho que vimos jogos diferentes, pois o time quase nada criou, errou muito, desperdiçou contra ataques, foi desarmado com facilidade e foi mal na conclusão das jogadas. 
Nesse início conturbado de um novo comando, considero ser precipitado pedir a cabeça de um técnico que mal começou a trabalhar. Mas, também, não dá para tapar o sol com a peneira. É preciso enxergar os erros e admitir sua existência, para que os mesmos possam ser corrigidos. Confio que a volta dos lesionados e dos convocados será fundamental para um melhor desempenho, mas temo a perda de jogadores na janela de transferências. De qualquer forma, o descanso e a inter temporada durante a Copa do Mundo, bem como a recomposição da comissão técnica, serão importantes para o trabalho da equipe. 
Com o resultado, o Corinthians, permanece com 14 pontos, 6 a menos que o líder Flamengo, e caiu para a oitava posição na tabela de classificação, podendo cair mais uma posição se o Fluminense vencer o Paraná nesta segunda feira. 
Na próxima rodada, o Corinthians enfrentará o Santos na quarta-feira, 06/06. às 21:00 horas (de Brasília) na Arena Corinthians, em Itaquera, e o Flamengo visitará o Fluminense, às 20:00 horas de quinta feira, 07/06, no estádio Mané Garrincha. 

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Mau desempenho e bom resultado - Valeram os três pontos

Não foi um jogo bonito. Pelo contrário. Teve momentos que foram um horror. O Corinthians começou bem, atacando e nos deixou otimistas, mas o América-MG equilibrou o jogo e até chegou a assustar, fazendo o Walter trabalhar. Mas, aos poucos o Timão retomou o controle, sem, no entanto, ameaçar. No primeiro tempo chegou a ter 68% de posse de bola, mas, sem criatividade, não conseguiu furar a compacta e bem postada defesa americana. Um verdadeiro latifúndio improdutivo. 
Gol
Na etapa final, logo aos quatro minutos, numa jogada que envolveu Matheus Vital, Gabriel e Jadson, saiu o gol Corinthiano, para o alívio da Fiel, dos jogadores e, principalmente do técnico Osmar Loss. Mas, a partir do gol, o Timão recuou, dando espaço para o adversário, e só fomos salvos do empate e de uma possível virada pela excelente atuação do Walter, o melhor jogador em campo. E quando o goleiro é o melhor, é sinal que fomos muito ameaçados.
Apesar da vitória, foi um jogo muito sofrido. Com dois volantes de marcação, tivemos problemas na transição. A ausência do Maycon foi muito sentida pela equipe e prejudicou todo o processo criativo. Paulo Roberto poderia ter sido sacado do time para a entrada de um jogador mais ofensivo. 
Além de Walter, Jadson e Pedrinho foram bem e Mantuan teve uma atuação segura e mostrou ter superado sua falha diante do Internacional. Paulo Roberto foi mal e Rodriguinho, muito marcado, pouco produziu e continua devendo. As substituições, feitas pelo técnico, nada acrescentaram ao desempenho do time. 
A vitória foi importante não só pela volta ao pelotão de frente do Campeonato Brasileiro, mas, principalmente, por dar mais segurança e tranquilidade à equipe. Por incrível que pareça, já tinha gente pedindo a cabeça do Loss, mesmo sem ele ter tido tempo de trabalhar e imprimir sua marca no time. Com apenas uma semana como técnico não dá para exigir milagres. É importante lembrar que o time vem oscilando desde o segundo turno do Brasileiro de 2017, que com a saída do Jô a equipe teve que se reinventar taticamente e que com o Carille, em 2018, tivemos várias derrotas, inclusive em casa, e chegamos a amargar quatro jogos sem ganhar. E ainda temos vários desfalques de titulares por lesão e por convocação da seleção. 
Manda o bom senso que tenhamos paciência nesse momento de transição e que não tumultuemos o trabalho do novo técnico com cobranças e cornetagens prematuras. Deixem o homem trabalhar. 
Com o resultado, o Corinthians com 14 pontos, subiu para a terceira posição no Campeonato Brasileiro, 3 pontos atrás do líder Flamengo, 2 atrás do vice líder São Paulo e com a mesma pontuação do Fluminense, Internacional e Sport. O América-MG, com 10 pontos, está na décima segunda posição. 
Na próxima rodada, o Timão enfrentará o Flamengo no próximo domingo, 03/06, às 16:00 horas (de Brasília) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, e o América-MG, no mesmo dia e horário, receberá o Atlético-PR, no estádio Independência, em Belo Horizonte. 

Créditos e fontes de imagens 
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Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 
youtube.com/Bruno32-Odinei Ribeiro: 0:00 / Ulisses Costa: 0:49 / Marcelo do Ó: 2:13 / Gabriel Dias: 3:23 / Guilherme Lage: 4:38 / Guilherme Silva: 5:54 / Ricardo Melo: 7:10 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians/goal.com 

domingo, 27 de maio de 2018

Sem desespero

Um gol logo aos quatro minutos numa jogada bem trabalhada deu a impressão de que voltaríamos de Porto Alegre com a vitória e os três pontos na bagagem. Mas não tivemos fôlego para manter o resultado, levamos o empate numa bobeada da zaga e tomamos a virada num lance infeliz decorrente de uma escorregada do Mantuan, que perdeu a bola na área do Internacional e Rossi mandou para o gol vazio, pois Walter já havia saído. Mantuan, desolado, foi consolado até pelos adversários. 

Diante do resultado adverso e inesperado, já tem gente crucificando o Mantuan e pedindo a cabeça do Osmar Loss. Creio que não há razão para isso. Jogadores mais experientes já cometeram erros que resultaram em derrotas, inclusive Fagner e Balbuena, jogadores de seleção. Mantuan é jovem, jogador ainda em formação e é volante, jogando improvisado na lateral. Apesar de não ser seu primeiro erro, tem feito bons jogos na ausência do Fagner. Erro maior é a diretoria não ter contratado um lateral direito, obrigando a comissão técnica a improvisar jogador para a posição. Quanto ao Osmar Loss, ele é técnico há apenas cinco dias e, devido ao jogo de quinta feira à noite, nem conseguiu treinar direito o time para esse jogo. Há de se considerar que o adversário teve um tempo maior de preparação, enquanto o Corinthians teve o desgaste da viagem ao Sul do país e de um jogo intenso contra o Millonarios no meio da semana, além de desfalques importantes.

Tais fatos explicam a baixa intensidade do time em Porto Alegre e sua baixa produtividade ofensiva. Com jogadores desgastados e desfalcado de peças fundamentais, o time acomodou-se após o gol e achou que seguraria o resultado, o que acabou não acontecendo. Obviamente, também contribuíram para isso o desentrosamento e a falta de ritmo de jogo daqueles que substituíram os titulares. Além disso, acostumado a jogar no 4-4-2, o time não se encontrou no 4-2-3-1, pouco criou e a bola não chegou para o Roger. Se é para atuar com centro avante, é necessário treinar o novo esquema tático. 

Em que pesem os atenuantes supra citados, não podemos nem devemos esconder os erros individuais e coletivos, que foram muitos. O Corinthians não perdeu o jogo apenas devido a falha do Mantuan. Perdeu por várias razões: recuou após fazer o gol, deixou um buraco entre a zaga e os volantes, faltou apoio dos laterais, pouco criou após fazer o gol, errou muitos passes, abdicou de atacar, demorou para substituir e substituiu mal, além de cometer falhas individuais. 

Além do erro de Mantuan, Sidcley pouco foi para o ataque, Henrique falhou no gol do Damião, Paulo Roberto foi inseguro na marcação e errou muitos passes, Jadson e Maycon estiveram apagados e pouco efetivos, Roger pouco produziu, Júnior Dutra e Marquinhos Gabriel quase não tocaram na bola, e Pedrinho, que entrou para puxar contra ataques, teve pouco tempo para tentar mudar o jogo. Walter fez boas defesas, mas não entendi a razão dele não estar no gol quando o Mantuan perdeu a bola. Matheus Vital foi o melhor jogador ofensivo e Balbuena o melhor na defesa. 

Com o resultado adverso, o Corinthians permaneceu com 11 pontos e caiu para a 6ª colocação, com três pontos a menos do líder Flamengo, atrás do Fluminense, Atlético-MG e São Paulo, com 13 pontos, do Grêmio com 12 e com o mesmo número de pontos do Palmeiras, Internacional e Sport. 

Apesar das derrotas em Porto Alegre e contra o Millonarios, a situação não é de desespero. Contra o time colombiano, jogamos bem e perdemos com um gol legítimo indevidamente anulado, e contra o Internacional jogamos desfalcados, num outro esquema tático e com jogadores desgastados. Osmar Loss está apenas iniciando seu trabalho, a comissão técnica está defasada, temos jogadores importantes lesionados e precisamos reaprender a jogar com centro avante. 

Neste momento de mudança é preciso manter a calma e a serenidade, bem como o apoio ao time e ao novo comandante. Loss precisa de tempo para trabalhar e imprimir sua marca ao time e a inter temporada durante a parada da Copa do Mundo será fundamental para isso e para recompor a desfalcada comissão técnica. Portanto, sem caça às "bruxas" e sem julgamentos precipitados. Agora é hora de serenidade e de paciência, sem, no entanto abrir mão de cobrar da diretoria a reposição dos desfalques e reforço para as posições carentes.

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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Bom desempenho - Mau resultado

O jogo não foi o que esperávamos. Não pelo desempenho, mas pelo resultado. O Millonarios jogou por uma bola e a achou. Finalizou 5 vezes, apenas duas certas, e fez o gol, num chute de longa distância de Carrillo, indefensável para o Walter. O Corinthians finalizou 20 vezes, 7 certas, mas parou nas boas defesas do goleiro colombiano e na falta de efetividade no arremate final. 
O resultado não mostra o que foi o jogo. Com 60% de posse de bola, o Timão, com maior volume de jogo, teve o controle técnico e tático da partida, mas faltou efetividade nas finalizações e, quando acertava o alvo, parava nas defesas do goleiro Farinez, que estava numa noite inspirada. E ainda teve um gol legítimo anulado por um falso impedimento de Sidcley. 
Mesmo sufocando o adversário e criando boas oportunidades de gol, o Corinthians errou muitos passes (60), cruzamentos (16), lançamentos (16) e sofreu 24 desarmes. Com lentidão na composição defensiva e até com alguns buracos entre a zaga e os volantes, deixou espaços que favoreceram os contra ataques colombianos. 
Ficou nítida a falta que faz um centro avante para empurrar a bola para o gol. Com a possibilidade de até cinco mudanças na fase de mata mata, Roger deverá ser relacionado e é a esperança de gols. Tomara que corresponda às expectativas. 
Maycon, Pedrinho, Jadson e Henrique foram os melhores em campo. Balbuena vacilou na hora de afastar a bola que resultou no gol colombiano e Rodriguinho esteve muito aquém do esperado, perdendo gols que não costuma perder. 
Por apenas um jogo e com um único treino, não dá para avaliar a influência de Osmar Loss no desempenho do time. A certeza é que ele não foi o responsável pelo mau resultado. Mas fica um alerta para o novo comandante: É preciso treinar finalizações à exaustão para parar de perder tanto gol. 
Considero ser ele a melhor opção para comandar o Corinthians, não só pelo que já demonstrou na base, mas, principalmente, por conhecer o time, os jogadores, a filosofia de jogo e saber o que é Corinthians 
Apesar do resultado, o Timão manteve-se na primeira posição do Grupo 7, com um saldo  de gols superior ao do Independiente, dono dos mesmos 10 pontos, (6 a 2) e ficou na sexta posição da competição, diminuindo a chance de decidir em casa os mata-matas. O sorteio para saber o próximo adversário será no dia 4 de junho, na sede da Conmebol.
Na outra partida do grupo, o Independiente venceu o Deportivo Lara da Venezuela por 2 a 0  e chegou aos dez pontos, também classificando-se para a próxima fase. 
Os times classificados darão um tempo na disputa da Libertadores da América, que só será reiniciada após o término da Copa do Mundo. Antes disso, o Timão disputará seis rodadas do Campeonato Brasileiro, sendo a primeira delas contra o Internacional, às 16:00 horas (de Brasília) no próximo domingo, 27/06, no estádio Beira-Rio em Porto Alegre. 

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