sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Título do Carille

Visto com desconfiança pela torcida e desacreditado pela mídia, Fábio Carille, contrariando os mais terríveis prognósticos, levou o Corinthians à conquista dos campeonatos Paulista e Brasileiro, dando o maior cala boca nos "entendidos" do futebol. Jornalistas, inclusive corinthianos, duvidaram de sua capacidade de gerir um time com a grandeza do Corinthians e, numa análise superficial, decretaram sua falência como técnico de futebol, sem ao menos dar-lhe o tempo necessário para mostrar seu trabalho. 
Obviamente que ninguém poderia cravar seu sucesso, mas foi bastante leviana a postura daqueles que, prematuramente e sem nenhum dado objetivo, lhe atiraram pedras, mesmo antes do início do seu trabalho. 
Aqueles que desdenharam a efetivação do Carille ignoraram indícios importantes a favor do técnico: o fato de ter trabalhado como auxiliar do Mano e do Tite, o que lhe proporcionou uma grande aprendizagem, e seu conhecimento do Corinthians e do corinthianismo. Sabemos que sua contratação não se deu por esses fatores, mas eles foram fundamentais para o seu êxito no comando alvinegro. Outro fator decisivo foi sua capacidade de gerir o grupo, fazendo dos jogadores mais experientes seus colaboradores no direcionamento dos mais jovens. 
Com um elenco limitado, com jogadores jovens, sem nenhuma grande estrela, Carille teve a capacidade de montar um time taticamente disciplinado e definir um padrão de jogo que, mesmo manjado, tornou-se difícil de ser batido. E assim o time conquistou o Paulistão e o Brasileirão para a alegria da Fiel e o desespero dos antis. 
Obviamente que nem tudo foi perfeito. Carille não é Deus e, como todo ser humano, tem suas qualidades e seus defeitos. Mostrou uma certa dose de teimosia ao demorar para mexer no time, mas os maus resultados do segundo turno obrigaram-no a fazer as mudanças necessárias à oxigenação da equipe quando os titulares perderam o gás. Em dado momento mostrou excesso de confiança, mesmo diante dos resultados desfavoráveis. No entanto, suas qualidades de gestão, seu conhecimento tático e sua capacidade de gestão do grupo predominaram e foram determinantes para o sucesso alvinegro e para a recuperação de jogadores desacreditados. Mesclando a experiência dos mais velhos com o entusiasmo dos mais jovens ele conseguiu montar um time organizado, equilibrado e aguerrido, onde o coletivo potencializou as qualidades individuais. Cercando-se de auxiliares competentes e dedicados, conseguiu, com muito trabalho, fazer do Corinthians de 2017 a primeira e maior força do futebol paulista e brasileiro. 
Por isso, sem medo de errar e sem menosprezar os jogadores e demais membros da comissão técnica, afirmo que esse título que acabamos de conquistar é um título do Carille

Créditos e fontes de imagens e vídeo 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
youtube.com/You Timão 
twitter.com/@canalpremiere 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Que JÔgo!!!

Pintando o 7 em Itaquera, o Corinthians se sagrou o maior campeão dos pontos corridos do Brasileirão com dois gols do camisa 7, numa virada espetacular, após estar perdendo de 1 a 0 para o Fluminense. Na bola e sem fax, liderando o campeonato desde a quinta rodada, mesmo com uma recaída no segundo turno, manteve a liderança e conquistou o título. Um título que veio coroar o bom trabalho da comissão técnica e a raça de um elenco que foi capaz de superar seus próprios limites e vencer os desafios de um campeonato longo em que a regularidade é essencial para a conquista. 
Hepta na bola, hepta na raça, hepta sem fax, assim a chamada quarta força calou a boca da anticorinthianada e dos abutres da imprensa. Num jogo eletrizante, em que o adversário abriu o placar no primeiro minuto de jogo numa cobrança de escanteio, o Corinthians não se apavorou e continuou lutando até que nos três primeiros minutos da etapa final, Jô, com a assistência de Clayson, marcou os gols do empate e da virada. Aos 38 minutos, Jadson, que havia entrado no intervalo, ampliou o placar, fazendo ecoar na Arena o grito de campeão. 
Embora Jô seja o nome do jogo, também merecem destaques as atuações do Clayson, Jadson, cuja entrada deu outra dinâmica ao meio campo, e do incansável Romero. Mas, todo o time está de parabéns pela entrega e pela disciplina tática, pela raça demonstrada e pelo comprometimento. Aliás, comprometimento e disciplina tática foram as características do time no campeonato e responsáveis pela conquista do título. 
Méritos do time, méritos da comissão técnica capitaneada por Fábio Carille, o grande comandante dessa esquadra aguerrida e vitoriosa. De promessa, desacreditado por muitos, mostrou capacidade tática e habilidade na gestão do grupo e hoje já não é mais uma promessa, mas um vencedor. 
Méritos da torcida, que no momento mais difícil do campeonato, apontou as falhas, sugeriu mudanças sem deixar de abraçar o time, de apoiar e de incentivar. A presença de 32 mil torcedores no treino que antecedeu o derby foi fundamental para a retomada da confiança e do bom futebol do Corinthians. 
Sabemos que nem tudo foi perfeito, que ainda existem problemas a serem superados, que o time precisa reforçar algumas posições e que perderemos alguns jogadores no próximo ano. Mas hoje é dia de comemorar e de parabenizar esse Corinthians guerreiro e aguerrido que pôs o coração no bico da chuteira, nas luvas dos goleiros, no peito e na cabeça dos jogadores para nos brindar com os títulos paulista e brasileiro.  Hoje é dia de gritar HEPTA CAMPEÃO! 


Créditos e fontes de imagens 
globoesporte.globo.com-marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com-Daniel Augusto Jr./corinthians.com.br 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
Fernando Dantas/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 

domingo, 12 de novembro de 2017

A alma de um time não tem preço, tem valor

Nem o mais apaixonado corinthiano apostava em títulos no início da temporada. Time sem dinheiro, contratações de pouco impacto, garotos da base para compor o time titular, técnico novo e sem muita confiança da torcida e diretoria totalmente desprestigiada devido aos seus erros e omissões. Se o ambiente não era de terra arrasada, também não era favorável, havendo, inclusive entre torcedores, o receio de que no Campeonato Brasileiro, lutaríamos para não cair. Alguns temerosos, muitos ressabiados, alguns esperançosos, mas poucos cravando que seria um ano de vitórias e conquistas. E assim, entre desconfianças e esperanças, teve início uma temporada que desafiou a pretensa lógica de que altos investimentos financeiros sempre garantem títulos aos times endinheirados. 
Com um elenco enxuto e limitado, sem jogadores badalados e com um técnico visto com desconfiança, o Corinthians desafiou a lógica do mercado bem como o pessimismo dos que o classificaram como a quarta força do Estado, sagrando-se campeão paulista. E fez um primeiro turno brilhante no Brasileirão. Mas quando todos já cravavam uma conquista fácil, o time parecia sucumbir e despencar. Acabou o gás, baixou a adrenalina, esgotaram-se as forças diziam, os mais pessimistas e os anticorinthianos de carteirinha. Parecia que o time estava estourado, jogadores chaves caíram de rendimento e o banco de reservas parecia não ser suficiente para a retomada das vitórias.
Alguns times foram subindo na tabela, a diferença para os concorrentes foi diminuindo, os adversários foram se animando, a torcida foi ficando preocupada... Mas quando já nos chamavam de cavalo paraguaio, devolvemos o esculacho com gols dos corinthianos paraguaios, o Jô recuperou-se como rei dos clássicos, Carille, mesmo tardiamente, mexeu no time substituindo peças desgastadas, os jogadores que entraram deram conta do recado e o time voltou para o campeonato, estando muito próximo de mais um título brasileiro. 
Fazendo valer a mística corinthiana, "se não dá na técnica, vai na raça", o time buscou em si mesmo e no apoio da torcida a energia necessária para a retomada das vitórias. 
Desafiando a lógica e os mais pessimistas prognósticos, jogadores desacreditados fizeram os gols nos últimos jogos. Confiantes, provaram o mantra do Carille que disse não desistir de jogador e que quem entrasse daria conta. Empurrados pela torcida, a adrenalina voltou e os atletas, demonstrando a raça corinthiana, estão calando a boca daqueles que deles duvidaram. E nessa retomada, os jogadores do banco têm sido fundamentais e feito gols importantes: Clayson, Giovanni Augusto e Kazim. 
Sobre o jogo contra o Avaí, jogamos para o gasto, vencemos o jogo e faturamos os três pontos. Com mais posse de bola (59%), o Corinthians foi pouco criativo no meio campo, suas principais jogadas foram pelas beiradas e das suas 16 finalizações errou 11. Mesmo assim, sem ser brilhante, o time se doou em campo. O jovem goleiro Caique não se apavorou com a responsabilidade e, quando exigido, deu conta do recado. Kazim, após uma gestação de nove meses, marcou o gol da vitória e, assim como Giovanni Augusto, queimou minha língua e de muitos outros. 
O gringo da favela comemorou muito seu gol, arrancando a bandeira de escanteio e com ela saudando a torcida. Foi, segundo ele, o gol mais importante de sua carreira. Rodriguinho destoou do time e foi o pior em campo, sendo substituído pelo Maycon. 
Com o resultado e com o empate do Grêmio, a diferença de 10 pontos para o segundo colocado aproximou ainda mais o Corinthians do título, bastando uma vitória para sagrar-se campeão. Contra os pessimistas prognósticos do início da temporada, o Corinthians superou-se na raça e mostrou que, também no futebol, existem valores mais poderosos do que o dinheiro. Se este consegue comprar craques, não consegue comprar profissionalismo, amor à camisa, espírito de grupo e raça. Um time barato e limitado, mas aplicado e determinado, sob o comando de um técnico focado e competente, é capaz de superar pela garra e pela vontade obstáculos aparentemente insuperáveis. Pouco adianta gastar milhões, ter um elenco caro  e recheado de estrelas, se falta o essencial: a vontade, a união do grupo e o coletivo acima do personalismo. Um bom elenco se compra com dinheiro, mas um bom time se forma com um bom comando, com comprometimento, com espírito de grupo e jogo coletivo. Todo elenco tem seu preço, mas a alma de um time não tem preço, tem valor. 

Créditos e fontes de imagens 
globoesporte.globo.com-Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
twitter.com/@Corinthians 
twitter.com/@MeuTimao 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

No olho do Furacão

O atual momento do Corinthians e a retomada das vitórias renovam nossas esperanças na conquista do título. Concordamos que no Paraná o time não foi brilhante, que Clayson e Maycon ficaram devendo, que cornetamos a entrada de Giovanni Augusto e queimamos a língua, que sofremos com o pênalti marcado, que vibramos com a defesa do Walter, que ficamos tensos durante cada escanteio do time paranaense, que sentimos a contusão do Walter e que só relaxamos após o apito final. Por isso, comemoramos muito os três pontos e uma rodada quase perfeita em que abrimos oito pontos à frente do Grêmio, o novo vice líder do campeonato. E assim, de olho no futuro, voltamos ao passado, com a mesma diferença que encerramos o primeiro turno do Brasileirão. 
Eu estou entre os(as) que reclamaram da entrada do Giovanni Augusto, mas, ao queimar a língua, comemorei muito e espero que ele tenha voltado definitivamente para o mundo do futebol. 
Após um derby eletrizante, era previsível uma queda da adrenalina, potencializada pelo cansaço, pelo pouco tempo entre os dois jogos, pela viagem, pelos desfalques e pelo gramado sintético. Previa um jogo difícil, pegado, com o time adversário vindo pra cima, um verdadeiro teste para cardíaco. E assim aconteceu. Felizmente, o Corinthians, mesmo com dificuldades e sem ser brilhante, conseguiu vencer o jogo e manter-se firme na liderança. 
Quanto ao jogo, merecem destaque a atuação da dupla de zaga, a defesa do pênalti do Walter, a atuação do Giovanni Augusto, não só pelo gol, mas pelo conjunto da obra, e a entrada de Paulo Roberto, melhorando a marcação.  De negativo, as atuações do Clayson e do Maycon, que erraram tudo o que tentaram. 
Com a retomada da confiança e da garra, com a volta do espírito da "quarta força", o Timão continua numa boa situação na busca do hepta. Dependendo somente de si próprio, se mantiver a pegada, teremos em breve, mais uma taça no Memorial. Nessa reta final, a atuação da torcida, apoiando e jogando junto, será fundamental. E, com certeza, apoio não vai faltar. 

Créditos e fontes de imagens 
globoesporte.globo.com-twitter.com/@GioAugusto10 
Daniel Augusto Jr./corinthians.com.br 
Albari Rosa/Gazeta do Povo/globoesporte.globo.com 
Kariny Bollani 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O Coringão voltou

Voltou o futebol, voltou a garra, voltou a raça. Voltou a ser Corinthians. 
E para isso, muito contribuiu a ação da torcida que, no momento decisivo, participou ativamente desse processo de ressurreição, fazendo renascer o futebol do Todo Poderoso Timão. Dessa torcida dona do time que, como mãe zelosa, não ignora os problemas, mas os aponta para serem resolvidos. Dessa torcida que é enérgica quando se faz necessário, mas que sabe exatamente distinguir o momento de criticar do momento de afagar, Dessa torcida que não passa pano, mas que não abandona, que enxerga os erros, que dá sugestões e que pede coragem para mudar. Dessa torcida que, mesmo tardiamente, foi atendida e que viu as mudanças que pedia produzirem o efeito desejado, com um time mais antenado, com boa movimentação, com um bom desempenho e um bom resultado. Dessa torcida que colocou num treino mais torcedores do que o público de muitos clássicos. Torcedores que foram à Arena Corinthians dar o seu apoio e pedir garra no derby decisivo. E o time entendeu o recado, atendeu aos pedidos e voltou a atuar como o Corinthians do Paulistão e do primeiro turno do Brasileirão. E com uma atuação efetiva voltou ao campeonato, renovando as esperanças e as possibilidades de mais uma vez soltar o grito de campeão. 
Sobre o jogo, após um primeiro tempo brilhante, o Corinthians teve um certo recuo na etapa final e, ao administrar o resultado, correu o risco de levar o empate. Com menos posse de bola, (43%), com boa movimentação, errando menos passes, foi efetivo nos desarmes e nas finalizações (8 certas e 3 erradas). Se não fossem as defesas do Prass, poderíamos ter vencido de goleada. 
Merecem destaque as atuações de Romero (o melhor em campo), Balbuena (preciso na defesa e efetivo no ataque), Jô, que com a melhora decorrente das mudanças no time, conseguiu ser mais efetivo, e Clayson, que proporcionou ao time uma nova e melhor dinâmica. Também foi importante a decisiva participação do Rodriguinho, que esperamos que tenha, definitivamente, recuperado o seu futebol. Destaque negativo ao lance em que Pablo espanou a bola para traz, propiciando o segundo gol do time da Turiaçu. 
Superior no jogo, o Corinthians mereceu a vitória. E para o mi mi mi referente aos possíveis erros de arbitragem, se de fato eles nos favoreceram, foi a ação dos deuses do futebol fazendo cumprir a lei de causa e efeito. Foram apenas o reembolso, a devolução de tudo o que já nos roubaram nesta e em outras temporadas. 

Créditos e fontes de imagens 
twitter.com/@Ronaldo601 
twitter.com/@Corinthians/Daniel Augusto Jr.-Daniel Augusto Jr./gazetaesportiva.com

domingo, 29 de outubro de 2017

Coragem para mudar

Se em time que está ganhando não se mexe, quando o time está perdendo, é hora de mudar. De mudar o esquema tático, mudar jogadores e mudar a postura em campo. Não adianta continuar na mesmice nem tentar recuperar jogador que já desistiu de recuperar seu futebol. E o segundo turno está mostrando que alguns jogadores estão apresentando comportamentos análogos àquele que em engenharia é conhecido como fadiga de material. Será que adianta insistir com eles ou está na hora de ter coragem para mudar. 
Nos últimos jogos o time tem apresentado falhas em todos os fundamentos, sofrido com a marcação e perdido até para times da parte de baixo da tabela, além de, com raras exceções, ter se mostrado desconcentrado e displicente. Nos aspectos físico e técnico, o time continua devendo e muito, errando todos os fundamentos, perdendo nas divididas, sem conseguir acompanhar o pique do adversário, sem explosão e com pouca movimentação. Tem jogadores que andam em campo e se escondem da bola. Taticamente não vemos uma variação de jogada. Não existe alternativa para o futebol mais que manjado. 
Mas o que mais me preocupa é ver nosso técnico acuado, perdidinho e fazendo o jogo do contente, vendo sempre um bom desempenho inexistente. Com raríssimas exceções, bom desempenho se traduz em bons resultados, mas Carille sempre acha que o time foi bem e continua apostando nas mesmas jogadas, nos mesmos jogadores e nas mesmas substituições. Jadson, Rodriguinho, Maycon, Romero e Arana, apesar do mau rendimento, têm lugar cativo no time. Gabriel, o que mais tem mostrado vontade e garra em campo, é sempre sacado no intervalo, e Maycon permanece na equipe. Clayson já decidiu jogos e está em melhor fase, mas continua na reserva. Pedrinho é pouco utilizado e a experiência de Danilo, que vem treinando bem, tem sido menosprezada. E Kazim continua sendo tratado como se fosse alternativa para melhorar o time. 
Nesse time está sobrando covardia e faltando ousadia. A comissão técnica e a diretoria de futebol não estão conseguindo motivar os jogadores. Parece que têm medo de chamá-los na chincha e exigir uma postura mais aguerrida em campo. Além de não conseguir mudar o esquema tático manjado e não ter coragem de colocar no banco os jogadores que estão mal, Carille também não consegue mudar a postura do time e sua própria postura diante dos resultados desfavoráveis. Falta energia no grupo, falta sangue nos olhos e falta ao técnico coragem e autoridade para promover as mudanças necessárias. Com medo de perder o grupo, Carille vai nos fazer perder o título. 
Sei que meus posts estão ficando repetitivos. Mas o que escrever se o comportamento do time não muda, impedindo-me assim, de apresentar algo novo? A mesmice do que tenho escrito reflete, exatamente, a mesmice do futebol apresentado pelo time do Corinthians. 

Crédito e fonte de imagem 
paulojorgevieira.wordpress.com 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

E no entanto é preciso cobrar

Nesta quarta feira, 25/10, oito integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel, estiveram no CT Dr Joaquim Grava para uma reunião com representantes da diretoria e dos jogadores do Timão. Participaram da reunião o presidente Roberto de Andrade, o diretor de futebol, Flávio Adauto, o gerente de futebol, Alessandro e os jogadores Cássio, Balbuena, Jô e Gabriel. Na ocasião os torcedores questionaram o mau momento do time, pediram explicações para a queda de rendimento e prometeram apoio nessa reta final do Brasileirão. Segundo informações do presidente e do Jô, em entrevista coletiva após o treino, a reunião ocorreu num clima pacífico e cordial. 
Como dona do time, a torcida tem o dever de apoiar, mas também o direito de cobrar. Neste momento de queda de produção os torcedores, organizados e não organizados, precisam mostrar seu descontentamento com o fraco desempenho, bem como exigir dos jogadores maior comprometimento e mais profissionalismo. Se eles não estão preocupados com o Corinthians, que pelo menos façam jus aos seus altos salários. Até por uma questão de inteligência e de interesse pessoal, tais como premiações, valorização profissional e prestígio, eles deveriam ser os maiores interessados em vencer esse campeonato. 
Apoio da torcida nunca faltou e nunca faltará. Mas apoiar não significa passar a mão na cabeça dos jogadores nem ignorar os problemas existentes, mas sim explicitá-los para que possam ser corrigidos. E que fique bem claro que a cobrança é necessária, principalmente por termos um presidente omisso e uma diretoria de futebol inoperante. Alguém tem que chamar na chincha essa boleirada folgada que, com algumas exceções, vem fazendo corpo mole e atuando displicentemente. 
Quem depende primordialmente de boas condições físicas para trabalhar, precisa ter mais cuidado com seu corpo, evitando excessos. Muitas baladas, bebidas e falta de sono prejudicam o desempenho em campo, bem como a falta de concentração e de foco no jogo podem ser consequência de excessos extra campo. 
A cobrança até demorou para acontecer. Não entendi o porquê do Carille não ter participado da reunião e lamento a ausência dos jogadores que mais devem explicações e precisam ser cobrados. Cássio, Jô, Balbuena e Gabriel têm sido os mais efetivos do time e os que menos devem explicações. Infelizmente, os tiriças, que precisam ser cobrados e devem explicações, não participaram do encontro. Espero que chegue a eles o descontentamento da torcida com seus péssimos desempenhos. 
VAMOS JOGAR BOLA

Crédito e fonte de imagem 
Vinicius Souza/meutimao.com.br