quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bahia X Corinthians - Pré jogo


Ainda com o barulho dos rojões e com os gritos de olé ecoando em nossos ouvidos, partimos para uma nova batalha, desta vez, lá na terra da água de coco e do acarajé. 
Apesar de não ser fácil, é hora de esquecer as comemorações e concentrar no próximo jogo. Vamos enfrentar o Bahia que, apesar dos desfalques, vem embalado por vitórias fora de casa e terão todo o apoio da sua torcida.
Mas, nosso time é superior, está invicto e acabou de golear o ainda líder do campeonato. O time está entrosado, motivado pela boa campanha e contará apenas com um desfalque. Paulinho suspenso será substituído pelo Edenilson. Ah! Eu até esqueci que o Welder é reserva... E por falar em reserva, nosso banco, com a liberação do Alex pela CBF, terá mais um reforço top de linha. 
Minhas expectativas para o jogo são as melhores, pois, o time já provou que pode vencer jogando bem. Assim, espero que:
1 - tendo sentido o doce sabor de uma goleada, o Tite tenha destruído todo o estoque de retrancol;

2 - todos continuem com a postura de vencedor, buscando o jogo e os gols do primeiro ao último minuto;
3 - o Edenilson seja mesmo um misto de Elias e Jucilei;
4 - o ZIDANilo repita a excepcional performance do último jogo, sepultando, de vez, o Danilozzzzzzzzzzzz;
5 – a bola continue chegando aos atacantes;
6 - a bipolaridade do time seja coisa do passado e que tenhamos um time aguerrido e arrasador nas duas etapas;
7 – a raça e a garra dos jogadores seja a mesma do último jogo.

Em síntese, espero apenas que o time jogue como Corinthians. Pois, para ser campeão,  não só “é preciso  manter o sonho..." Também, como diz a canção do Milton, “... é preciso ter gana, é preciso ter raça, sempre...”


Por isso, apesar das críticas contundentes que, às vezes, faço, apesar das cornetadas frequentes, eu também tenho “... a estranha mania de ter fé na vida...”

E, principalmente, no Corinthians...
Afinal, eu também sou Maria...

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

O freguês voltou...

Considerando-se que freguês bom volta sempre, preparamos nossa casa com esmero para recepcionar, devidamente, a volta do filho pródigo. Para isso contávamos com dois jogadores bem íntimos do nosso visitante e que, já haviam até sido hospedados por ele, Danilo e Fábio Santos. 
Pena que a visita não pode vir completa, pois, parte da família estava em viagem e alguns doentes. Da nossa parte, também tínhamos algumas ausências, Alessandro e Adriano contundidos e Alex, com o passaporte ainda preso na "Alfândega da CBF". Mas, para não fazer feio diante das visitas, eles foram muito bem representados pelos garotos Welder e William, que se juntaram aos mais velhos de casa para a grande festa.
E assim, capitaneados pelo Xerife Chicão, teve início o espetáculo, com uma agradável surpresa. 
Danilozzzzzzzzzzzzzzz,  não apareceu, mas, como é um moço de fino trato, fez-se representar por seu clone Zidanilo que, com muito traquejo e elegância, foi logo se responsabilizando pela abertura do espetáculo. 
E a festa continuou com o artista luso brasileiro LiedSHOW, que agradou tanto o público presente, que foi chamado a repetir sua apresentação, tendo que voltar ao palco por mais duas vezes. Para finalizar, Jorge Henrique, não deixou por menos, encerrando a festa.
Mas, apesar da calorosa recepção parece que os visitantes não saíram muito satisfeitos. Ainda na primeira parte do espetáculo, um dos visitantes, apelou para a violência e foi convidado pelo segurança a deixar a festa mais cedo. 
Aí o chefe deles se estressou, brigou com o segurança e foi duramente repreendido.
Como bons anfitriões, nós mantivemos a calma e o equilíbrio, mesmo quando um deles não foi muito elegante e derrubou o William, dentro do nosso palco. Mas, pra que reclamar, se o freguês tem sempre razão? Afinal, freguês bom a gente não pode perder...
Nós nos esforçamos bastante no atendimento, esmeramo-nos no espetáculo, que foi intensamente aplaudido com gritos de olé e oferecemos-lhes vários brindes. Além de se deleitarem com um show de bola, tomaram um belo chocolate, levaram cinco gols e não precisaram voltar a pé para casa. Além disso, receberam alguns presentinhos, entre eles uns chapéus do William, umas canetas do Émerson e um belo frango, providenciado pelo Jorge Henrique. 

Por isso não entendo o porquê do comandante deles ter reclamado tanto.




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sábado, 25 de junho de 2011

Corinthians X São Paulo - Pré jogo

Mais um clássico, mais um desafio. No último jogo contra esse time vacilamos e não conseguimos vencer. Permitimos que o adversário quebrasse um tabu de mais de três anos. E, apesar dos erros da arbitragem contra nós, fomos o maior responsável pela derrota. Só perdemos porque cometemos erros grosseiros. Tite errou ao escalar o Dentinho em má fase e sem ritmo de jogo, deixando o William no banco, em colocar o Jorge Henrique fora de sua posição e em demorar para fazer as substituições. Nosso meio campo nada criou e os atacantes ficaram encaixotados pelos zagueiros brucutus, que muito bateram e o árbitro fingiu que não viu. O gol do adversário provocou um descontrole total. Técnico e jogadores desequilibraram-se, os estressadinhos foram expulsos e perdemos o jogo por responsabilidade nossa.
Esperamos que o time e, principalmente o técnico, tenham aprendido com os próprios erros e entrem em campo com outra atitude, com uma nova postura, com a cabeça fria, mas com vontade e determinação. Afinal, houve tempo suficiente para treinar e corrigir as falhas no posicionamento, nos passes, cruzamentos, bolas paradas e finalizações. Hoje o time parece estar mais entrosado, JH e William têm se saído bem pelas pontas ajudando os laterais, com Liedson centralizado e, agora, descansado. Se um deles pifar tem o Émerson no banco esperando para entrar. Chicão volta e pelos treinos que fez deve estar com o pé mais calibrado. Danilo tem ido bem e só espero que ele só se canse depois de termos feito o resultado, pois, ainda não vamos poder contar com o Alex. Na marcação é preciso muito cuidado para não fazer falta perto da área adversária, senão é capaz de pintar um novo gol 100 e aí complica muito. E, pênalti nem pensar.
Vamos jogar em nossa casa. Sim, por usucapião o Pacaembu é nosso... E com a nossa torcida apoiando. Apesar de estarem na ponta da tabela, o time deles não é nenhum bicho papão. Perderam do Avaí e só não perderam do Ceará porque o goleiro deles estava num dia inspirado e os atacantes cearenses erraram muito. Além disso, virão com alguns desfalques.
Este é um jogo para vencer. O time tem que entrar concentrado, determinado, com postura de vencedor... Empate nem pensar, viu Tite. Tem que jogar com raça, com gana, com sangue nos zóios... Tem que jogar como um time que quer ser campeão, que quer ser o primeiro sempre e não, apenas como um time que quer ficar entre os seis primeiros. 



Tem que jogar como Corinthians. Afinal, hoje é o dia de trazer de volta um velho freguês.





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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Era feliz e não sabia...


Roberto Carlos, atualmente jogando no futebol russo, foi mais uma vítima de racismo, prática recorrente no futebol europeu. Tal comportamento de torcedores evidencia que o desenvolvimento científico e tecnológico dos países europeus não foram acompanhados de um desenvolvimento social e moral compatível com os princípios democráticos e com os ideais de igualdade e fraternidade entre os povos. 
A violência sofrida pelo jogador brasileiro transcende a esfera pessoal e atinge todos os afrodescendentes do planeta. E, como tal, deve ser repudiado por todos. Roberto Carlos, com toda a razão, ficou bastante indignado e chegou a declarar que não tem mais vontade de voltar a jogar. É compreensível esta indignação do jogador que, neste momento, se faz merecedor de toda a nossa solidariedade.
Este episódio levou-me a refletir sobre a trajetória futebolística do Roberto Carlos e a indagar sobre o significado do mesmo na vida do jogador. De origem humilde, Roberto Carlos, pelos seus méritos, foi um dos melhores jogadores do mundo e o melhor em sua posição. Foi destaque nos grandes clubes da Europa e na Seleção Brasileira. Em final de carreira, quando não mais garantia a titularidade no futebol turco, voltou para o Brasil e foi jogar no Corinthians. 
Chegou animado, declarando-se mais um louco do bando, prometendo não só gols e títulos, mas, também, encerrar sua carreira no Corinthians. Simpático, alegre e sorridente, cativou a Fiel, embora não mais demonstrasse em campo as mesmas qualidades de antes. Mesmo assim, com sua boa forma física e com suas palavras otimista nos encheu de esperanças. 
No entanto, errava muitos passes, ficava mais na marcação, pouco chegava à linha de fundo e em suas cobranças de falta, a bola ia parar nas arquibancadas e raramente atingia o gol. Fez alguns bons jogos, outros nem tanto e, como falava demais, acabou se indispondo com parte da torcida ao desmerecer nosso título de Campeão Mundial de Clubes, para ele apenas um mundialito. Na eliminação do Corinthians na Libertadores 2010, uma falha sua deu início à jogada que resultou no pênalti, mas a culpa caiu toda nas costas do Moacir. 
Na eliminação da Pré Libertadores ele pensou que o Tolima fosse o Barcelona, que o Medina fosse o Messi e pipocou feio. Somatizou o medo numa lesão, sentiu-se inseguro e não foi para o jogo. Obviamente, a torcida não ficou feliz e uma minoria excedeu-se nos protestos. No dia seguinte às manifestações dessa minoria ele chegou a declarar numa entrevista ao Estadão que ele e o Ronaldo iriam resgatar a alegria da torcida. Mas, eis que, alguns dias depois ele mudou de ideia e declarou que, sentindo-se ameaçado pela torcida, iria deixar o Corinthians. 
E, antes mesmo da tinta da assinatura do distrato com o Corinthians ter secado, ele assinou um contrato milionário com um clube russo. 
Ele não saiu do Corinthians por medo da torcida, mas sim devido a uma proposta financeira mais vantajosa. Apenas usou como desculpa para sair a ação tresloucada de alguns vândalos travestidos de torcedores.
Roberto Carlos deixou o Corinthians com medo de uma ameaça da torcida, que não se concretizou na prática com nenhum ato de violência contra os jogadores que naquele momento permaneceram no clube e sofreu uma violência no país para o qual fugiu por conta daquela ameaça. Deu a desculpa de uma pretensa violência e acabou sendo vítima de uma violência real.
O que será que este episódio lamentável pode ensinar para nós e, principalmente para o jogador. Será mera coincidência ou haverá alguma lição embutida nos dois atos de racismo que ele sofreu na Rússia.
Como afirmou Albert Einstein, “Deus não joga dados”. Portanto, não existe acaso.  O Universo é regido por leis naturais, entre elas as leis de ação e reação e a lei de atração. Além disso, estamos encarnados neste planeta para aprender, para evoluir. A reflexão que faço é que as soberanas leis do Universo estão tentando ensinar ao Roberto Carlos que existem bens mais importantes que o dinheiro e que a verdade e a transparência são virtudes que não podem ser negligenciadas. Usando uma possível violência para justificar um contrato mais vantajoso, ele acabou sofrendo uma violência real. Não havia necessidade de usar a torcida como desculpa, até porque foi uma pequena minoria, e não a torcida que o ameaçou. Aqui ele era querido e respeitado pela maioria da Fiel. Deixar o Corinthians era um direito seu, mas não precisava sair pela porta dos fundos e colocando a Fiel no mesmo patamar da minoria de vândalos que não a representa. Ele poderia ter assumido que saiu para ganhar mais, como fez o Jucilei, pois, qualquer trabalhador tem o direito de buscar o que considera ser mais vantajoso para a sua carreira, embora mais dinheiro não seja, necessariamente garantia de felicidade. 
Ao trocar o Corinthians e o Brasil pelos euros dos russos, Roberto Carlos trocou também o carinho e o respeito dos brasileiros pela intolerância e pela violência do racismo. Será que valeu a pena?



Diante da violência racista por ele sofrida, que o fez até pensar em largar o futebol, ouso afirmar que, no Corinthians, ele era feliz e não sabia...





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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pelo desenvolvimento de Itaquera

Pessoalmente, eu era a favor de construir o estádio do Corinthians para o Corinthians e não para a abertura da Copa do Mundo. Teríamos um estádio compatível com as nossas necessidades e possibilidades e de manutenção menos onerosa. No entanto, ao compreender o significado e a importância para Itaquera e para a Zona Leste do nosso estádio sediar a Copa, revi minha posição inicial e passei a defender a construção de um estádio que atendesse às exigências da FIFA para a realização do campeonato mundial.
Considerando-se que a população da Zona Leste é maior que a população do Uruguai, que o extremo leste da cidade é carente de empregos e de uma infraestrutura capaz de prover seus habitantes das condições necessárias a uma vida digna, a região foi beneficiada com a Lei de Incentivos Seletivos para a Zona Leste da cidade de São Paulo. Leis de incentivos têm por objetivo fomentar o desenvolvimento de setores e áreas carentes e viabilizar investimentos em áreas pouco atraentes. Não se trata de aporte de dinheiro público, mas sim do aporte de dinheiro particular, com benefícios fiscais.


Em decorrência da visibilidade nacional e internacional que a região de Itaquera poderá vir a ter como uma das sedes da Copa do Mundo e dos benefícios econômicos e sociais decorrentes desse evento, a ampliação do projeto inicial do estádio do Corinthians deixa de ser uma mera paixão clubista para tornar-se um fator de desenvolvimento regional. É uma oportunidade para essa região, tão carente de recursos e de empregos, defasada na sua infraestrutura e desprestigiada econômica e socialmente pelo poder público, alavancar o seu desenvolvimento. Por isso, não se justificam as críticas e as mentiras que vêm sendo divulgadas contra a construção do estádio do Corinthians, motivadas por paixões clubistas de anti corinthianos, por preconceitos e/ou por interesses políticos partidários.

Os críticos mais veementes querem fazer acreditar que o estádio será construído com dinheiro público. Suas críticas são frutos de má fé e/ou desconhecimento do que significam financiamento e leis de incentivo fiscal e financeiro. Para quem ainda não entendeu, vou explicar.
O financiamento do BNDES que está sendo pleiteado para a construção do estádio é um empréstimo que será pago até o último centavo e com os juros correspondentes. Não é um privilégio para o Corinthians, pois há uma linha de crédito acessível a todos os estádios da Copa. O BNDES financia empresas públicas e privadas, cujos empreendimentos propiciem o desenvolvimento econômico e social.
O Projeto de Lei do Executivo de São Paulo ('PL') a ser votado nesta semana contempla dois incentivos distintos, o fiscal e o financeiro.
O incentivo fiscal consiste em isentar do ISS os serviços de construção do estádio. Esta isenção é concedida aos serviços de construção (ou reforma) pelas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, inclusive Porto Alegre e Curitiba, nas quais os titulares dos estádios são privados (Internacional e Atlético Paranaense, respectivamente).

Isentar do ISS os serviços de construção foi um compromisso assumido pelas 12 cidades-sede perante a FIFA, em documento chamado 'Matriz de Responsabilidades', que conjuga uma série de obrigações impostas pela FIFA, em todas as Copas do Mundo, como condição a todas as cidades e Estados que pretendem sediar o evento. Portanto, ao isentar a construção do estádio de ISS, São Paulo está apenas cumprindo a obrigação assumida pelo município perante a FIFA. Aliás, quando a Matriz de Responsabilidades foi assinada por São Paulo, em 13 de janeiro de 2010, o estádio paulistano que gozaria da isenção de ISS em sua reforma era outro, por coincidência, também particular.
Por sua vez, os 420 milhões previstos no PL constituem um incentivo financeiro, e não fiscal, ao desenvolvimento da Zona Leste, a menos desenvolvida da cidade de São Paulo, e não apenas ao estádio do Corinthians. Os Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) existem na legislação de São Paulo desde 2005 (Lei nº14096/2005 alterada pela Lei nº14256/2006). Os CIDs são certificados emitidos pela Prefeitura em favor do investidor, no valor de até 60% dos investimentos, desde que comprovadamente realizados e auditados pela Prefeitura. Eles podem ser cedidos pelo investidor a terceiros, que por sua vez os utilizarão para pagamento de ISS e IPTU por eles devidos ao Município. 
Qualquer empresa disposta a investir na Zona Leste fará jus aos CIDs. Nos termos da legislação em vigor, o Corinthians já faz jus aos CIDs, mesmo sem a aprovação do PL pela Câmara Municipal.
Embora os CIDs estejam previstos na legislação, no caso do novo estádio, a Prefeitura criou requisitos ainda mais rígidos dos que os já existentes, impondo-os como condição para a concessão dos CIDs.
Se o PL vier a ser aprovado, não bastará ao Corinthians realizar um investimento na Zona Leste (como está previsto na Lei de 2007) e nem mesmo construir um estádio apto a sediar partidas da Copa do Mundo. Para o Corinthians a Lei será mais rígida, e exigirá que o Clube construa, antes da Copa, um estádio que atenda a todas as exigências da FIFA para sediar a sua abertura. E as exigências da FIFA para a abertura são maiores, inclusive, que aquelas dirigidas ao Maracanã, que será palco da final da Copa.

Sob o ponto de vista urbanístico e econômico, a localização do novo estádio na Zona Leste - região carente de investimentos na qual residem cerca de 37% dos paulistanos - coloca São Paulo em evidente vantagem comparativa em relação às demais cidades-sede.
Os CIDs são de suma importância para a viabilização do futuro estádio do Corinthians como local de abertura da Copa do Mundo. Como é de conhecimento público, o Corinthians dispunha de um projeto de estádio para 48.000 expectadores, que atendia ao padrão FIFA, porém que não dispunha da capacidade de público exigida para sediar a abertura da Copa. O custo desse projeto podia ser suportado pelo Corinthians, independentemente dos CIDs.
Para sediar a abertura, é necessário um estádio com capacidade para 65.000 pessoas e, mais que isso, um estádio que atenda a inúmeras e severíssimas exigências da FIFA.
Portanto, a concessão dos CIDs permitirá ao Corinthians absorver o aumento de custos derivado da modificação do projeto originalmente previsto, necessário a que São Paulo possa sediar a abertura da Copa e, com isso, obter enormes incrementos de receita tributária, ganhos urbanísticos à Zona Leste e projeção internacional.
O incentivo financeiro previsto na legislação é, portanto, um valioso instrumento voltado para a distribuição de renda, tendo como objetivo fomentar o desenvolvimento de setores e áreas carentes e de incentivar o investimento em regiões pouco atraentes, como é a região do extremo leste da cidade de São Paulo. Tal investimento é acessível a qualquer empresa, clube ou pessoa que queira investir nas áreas abrangidas pela lei de incentivo. Como já afirmei, não há o aporte de dinheiro público, mas sim de dinheiro particular, com benefícios fiscais para o investidor. Assim, o dinheiro que deixa de entrar devido aos incentivos financeiros e fiscais, também não entraria sem o devido investimento. São benefícios de mão dupla, vantajosos para o investidor e para o setor ou região beneficiados.
No caso analisado, tanto o Corinthians quanto a população da região de Itaquera serão beneficiados. A construção do Estádio não só tornará a região mais atrativa para outros investidores, mas propiciará novos empregos diretos e indiretos, aumento da arrecadação de impostos, numa proporção muito maior do que se deixou de arrecadar com os incentivos, melhoria da infraestrutura regional, como a ampliação da malha viária, dos serviços de transporte, saneamento básico, etc.

Sediando a Copa do Mundo, São Paulo poderá lucrar de um bilhão a um bilhão e meio de reais, quantia muito superior aos incentivos concedidos para a construção do estádio do Corinthians. Segundo afirmação do prefeito da capital, teremos uma situação muito semelhante à organização da Fórmula 1, onde há um investimento anual de trinta milhões de reais e a geração de cento e dez milhões de reais para a economia da cidade, com um lucro de oitenta milhões de reais para a economia local.
Como corinthiana quero um estádio para o Corinthians mandar os seus jogos e acomodar devidamente nossa Fiel torcida. Como cidadã paulistana, residente no bairro do Tatuapé, Zona Leste, e como testemunha das dificuldades e carências da laboriosa população do extremo leste da nossa cidade, quero o estádio do Corinthians na abertura da Copa do Mundo de Futebol, com todos os incentivos que Itaquera merece e que lhe cabem por direito legalmente assegurado.

Quanto aos que se opõe ao futuro estádio do Corinthians por oposição clubista, por anticorinthianismo doente ou por preconceito de classe, por preferirem que os investimentos e os incentivos entrem para um cofre central e sejam aplicados em regiões mais nobres do município, tais argumentos e dados pouco influirão, porque, como afirmou Albert Einstein, "é mais fácil desintegrar um átomo do que destruir um preconceito”.

Créditos de imagens
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Rodrigo Vessoni
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domingo, 19 de junho de 2011

Domingo vazio e sem emoção

Domingo vazio, domingo sem graça, as horas não passam, o dia se arrasta na maior solidão.
Nada me anima, ando às tontas pela casa procurando o que fazer.
Ligo a TV, faço busca na internet, procuro um bom livro pra ler...
Mas, não tem jeito. Há um vazio no peito, uma triste sensação...
Uma sensação de ausência que invade todo meu ser.
E que, numa crise de abstinência, me faz perder a paciência, por não ter para assistir, um bom jogo do Coringão.

Uma saudade me invade e procuro afogar as mágoas nas mais doces lembranças...
Lembranças das divididas do Chicão, da precisão do Ralf na marcação...
Do menino Welder chegando e arrebentando...
Do Jorge Henrique, de ânimos e contrato renovados, do Liedson artilheiro, da raça do William, nosso mais novo Xodó...
Lembranças dos gritos da torcida, da dança das arquibancadas, da alegria e da euforia de cada bola recuperada, de cada bela jogada...
Da emoção sufocada em cada bola perdida e da alegria em ganhar cada dividida...
Da magia e do torpor de cada grito de gol.



Somente essas lembranças aquietam meu coração e me fazem suportar tanto tempo, sem um jogo doTimão.



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Júnior Lago
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sábado, 18 de junho de 2011

A nova safra brilhando para o mundo


Em jogo válido pela final do VII Mundial de Clubes, categoria Sub-17, a equipe comandada pelo técnico José Augusto mostrou muita raça dentro de campo e conquistou o bicampeonato após vencer o Barcelona por 2 a 1, na Espanha. Os gols do Alvinegro foram marcados por Juninho e Giovani.


No jogo de estreia contra o Atlético de Madrid, o Timão venceu por 4 a 1. Em seguida, venceu o Ajax por 1 a 0, empatou em 1 a 1 com Barcelona e se classificou para semifinal após vencer o Olympique de Marselha por 5 a 4 nos pênaltis.
Parabéns aos jogadores Ravi, Cris, Lucas, Paulo Cesar, Ayrton, Fernando, Abner, PC, Douglas, Giovani, Washington, Matheus, Edson, Kevin, Léo, Rivelino, Leandro, Juninho, Matheus Câmara, ao técnico José Augusto, ao preparador físico Luiz Fernando, ao preparador de goleiros Leandro Idalino, ao médico Dr. Eures Soncini e ao mordomo Francisco Carlos Pereira por essa importante conquista.

Ano passado, o Timão, também comandado pelo técnico José Augusto, conquistou o Mundial após vencer o Chivas por 1 a 0.


Tais conquistas enchem-nos de esperança e, com elas, vislumbramos um futuro promissor com a molecada brilhando no time principal. Temos a possibilidade de, no futuro, reabastecer o elenco com jogadores oriundos da própria base, mesclando-os com outros mais experientes. E assim, tal como o time principal do adversário que vencemos, poderemos ter, por um custo menor, um time de qualidade e plenamente identificado com o clube, um time capaz de aliar técnica e raça. 
Não precisando gastar tanto para trazer medalhões famosos, que nem sempre deram certo, tal como vimos em passado recente, os garotos promovidos para o time principal poderão ser melhor remunerados e, com bons salários, terem estímulo para permanecerem mais tempo no Timão. 
Obviamente, isso implica numa nova política do clube, não só para as categorias de base, mas também para a contratação de jogadores, eliminando, ou pelo menos diminuindo a influência de empresários e de grupos na montagem do elenco. Implica também numa nova postura da comissão técnica, que tem sido extremamente cautelosa, e até medrosa, em não colocar a meninada promovida para jogar. Nos últimos anos, mesmo aqueles que mostraram bom desempenho, só ficaram treinando ou foram emprestados para times inferiores, sem terem as devidas oportunidades no time principal. Eis alguns exemplos: William Morais, (de saudosa memória), Taubaté, Elias de Oliveira, Dodô... 
Se alguns times, do Brasil e da Europa, não tivessem colocado seus promissores talentos para jogar no time principal, não estaríamos hoje vendo-os brilhar em seus clubes e na seleção de seus países.
Em nosso clube, temos hoje apenas um titular que veio da base, e mesmo assim com a posição ameaçada por um jovem talento que foi revelado pela base de outro time. Dos campeões da Copa São Paulo de 2009, não aproveitamos ninguém no time principal. Tem jogadores revelados por nós atuando, e bem, em outros times. Este ano contratamos alguns jogadores jovens que vem correspondendo.  Por que não dar a mesma oportunidade para aqueles que formamos? Falta de confiança e de articulação do time principal com as categorias de base? Influência de empresários e grupos? Ou questões mais graves, como alguém lucrando nas transações milionárias com jogadores de outros times, empresariados por “seus amiguinhos”?

Não estou acusando ninguém. Apenas levantando algumas hipóteses para a busca de soluções para este grave problema que é a incapacidade demonstrada em não se conseguir transformar nossos jovens em vencedores também no time principal. 


Eis o desafio que se coloca para os responsáveis pelo futebol do Corinthians, para esta e para a próxima gestão. 



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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Não queremos um time bipolar

Duas semanas só de treino. Tempo suficiente para corrigir as falhas, aprimorar os fundamentos, integrar os recém chegados, melhorar as condições técnicas, aperfeiçoar a tática e melhorar o rendimento em campo. 
Afinal, para isso temos um CT de 1º mundo com equipamentos ultramodernos e uma equipe de profissionais experientes. Este é o momento oportuno para resolver os problemas que o time vem apresentando.
Um dos maiores problemas do Corinthians em campo tem sido a perda de qualidade no desempenho do time na etapa final.  Assistimos um 1º tempo vibrante, com um início arrasador, com um time aguerrido, movimentando-se bem e buscando o jogo. A torcida se anima e vislumbra uma possível goleada. Mas, o time volta arriado, desanimado, recuado e retrancado. Alguns jogadores “morrem” e se arrastam em campo, mais parecendo uns zumbis.
O que acontece no vestiário para o time voltar tão apagado, correndo, o risco de levar uma virada? Será que tomam algum calmante? Será uma orientação técnica para segurar o resultado? Ou serão problemas na preparação física?
Sinceramente, não aguentamos mais esse comportamento bipolar que põe em risco o resultado e, neste ano, já nos fez perder pontos preciosos. 
Jogar apenas uma vez por semana e treinar apenas em um período está fazendo a boleirada cansar muito cedo e perder o fôlego antes da hora. 
Será muito sacrifício treinar em dois períodos? Se for pela ausência de restaurante no CT, para quem não quiser almoçar no Bar da Linguiça é só pegar o carro e ir até Guarulhos que encontrará bons restaurantes. Por que não malhar num período e treinar com bola no outro? O que não pode é o time continuar “morrendo” no 2º tempo.


Atenção preparadores físicos! Vamos utilizar melhor o tempo e os recursos que vocês têm à disposição?
Mas, se o problema não estiver só na preparação física? E se for, também, um recuo tático para segurar o resultado, que nem sempre conseguimos segurar?
Eu me arrepio só de pensar que o apagão da etapa final possa não ser um apagão, mas, sim fruto de uma orientação... Que no vestiário o time, ao invés de água, toma uma boa dose de retrancol e volta orientado para segurar o resultado...
Essa postura é de tão de alto risco que não quero admiti-la nem por hipótese. Ela não condiz com a nossa tradição mosqueteira, além de revelar uma covardia tática inadmissível para um time com a nossa grandeza. Mas, infelizmente, há momentos em que parece que o time não quer mais fazer gol.
Os intervalos tem sido um divisor de águas nos jogos do Timão. A volta para o 2º tempo é sempre um momento de apreensão e, até de um certo temor. Temor de vermos o time se encolher, murchar, “morrer” e se apequenar. Do gigante virar anão, do Timão voltar um timinho e do Gavião virar um frágil passarinho...
Esperamos e desejamos que a comissão técnica seja capaz de reverter essa situação, pois nós não queremos um time bipolar.
Queremos o Timão aguerrido e valente nos dois tempos e não só na etapa inicial. Queremos sempre aquele  Timão raçudo, cheio de garra, com muita gana, com sangue nos zóios... Queremos de volta aquele Timão que não para de lutar.


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