quinta-feira, 12 de junho de 2014

ITAQUERA: o mundo se rende à favela

Nunca fomos sem teto. Habitamos os campos do Lenheiro, da Ponte Grande e a Fazendinha. E como a família alvinegra não parava de crescer, precisamos alugar uma casa maior e nos mudamos pro Pacaembu. E, por alguns anos, até usamos e ajudamos manter um salão de festas, onde comemoramos muitos títulos, até mesmo vencendo o anfitrião. Mas, chegou o momento que cansamos de pagar aluguel. A família cresceu tanto e tornou-se uma Nação. Uma Nação muito grande, espalhada pelo mundo. Nosso povo precisava de uma casa maior, moderna, confortável e imponente, à altura da grandeza da Nação. Uma casa somente sua. 
Muitos planos e projetos foram apresentados, debatidos, refutados até que o sonho de uma nova casa se concretizasse. E hoje, depois de muita luta, de exorcizar tantos fantasmas, de furar o olho gordo da anticorinthianada, de vencer muitos preconceitos, obstáculos e desafios, de não escorregar nas cascas de banana atiradas pela mídia multicolorida, através de mentiras e factoides, não só temos concluída a nossa nova casa, mas ainda vamos emprestá-la para a FIFA fazer a abertura da Copa do Mundo.
E para nossa maior alegria, além de linda e confortável, sua construção alavancou o progresso de uma região desprovida de infra estrutura, obrigando o poder público promover uma série de melhorias para a população. E tais benefícios foram tantos, que os setores mais reacionários da mídia, foram obrigados a reconhecer que eles aconteceram.
Assim, contra tudo e contra todos, hoje, em nossa casa, na Arena Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, tem início o maior evento futebolístico do mundo. Hoje, a Arena Corinthians é a Meca do Futebol e para ela dirigem-se os fiéis da bola de todo o mundo. 
Além dos mais de 60 mil torcedores e dos 4 mil jornalistas que terão o privilégio de acompanhar a histórica partida in loco, mais de um bilhão de pessoas de 204 países acompanharão, pelos veículos de comunicação que farão a transmissão, o jogo disputado na Arena Corinthians.
A Arena está linda, mas ficará ainda mais bela e imponente, quando tirarem os puxadinhos da FIFA. E ainda mais animada quando o Bando de Loucos, seu legítimo proprietário, ocupar o lugar dos atuais inquilinos.
Muito teríamos a falar da Arena, do bairro, da região e do seu significado econômico, esportivo, social e cultural para seus moradores. Mas, nem precisa. Logo mais, a imprensa de todo o mundo estará focada na Arena Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste, mostrando ao mundo que nenhum chefe de Estado precisou usar carro de bombeiros para ver a abertura da Copa do Mundo.




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terça-feira, 3 de junho de 2014

Vacilo da defesa, inoperância do ataque e mais um empate

Melhores momentos
Mais um empate, agora na casa nova. Não foi um vexame como na derrota para o lanterna na inauguração, mas não deixou de ser amargo. Tínhamos o jogo na mão, não recuamos após o gol do Jadson, mas erramos muito ao finalizar, chutamos pra fora, chutamos fraco e o goleiro deles pegou. Não conseguimos tirar vantagem do fator casa, do apoio da torcida e da inferioridade do adversário, que além de suas deficiências técnicas, estava sem seu principal jogador do momento, um velho conhecido nosso, que tem por hábito começar bem no time e depois sair pela porta dos fundos.
Embora com menos posse de bola, (47% contra 53% do Botafogo), o Corinthians foi superior ao adversário. Errou menos passes, 31 contra 39, fez menos faltas, 14 contra 19, roubou mais bolas, 15 contra 11 e atacou mais, tendo chutado 12 bolas a mais (19 a 7 no total). E ainda obrigou o Renan a trabalhar bem mais que o Walter. Das 19 finalizações corinthianas, uma foi gol, (Jadson), 6 foram para fora, (Guerrero, duas, Fábio Santos, Jadson, Ralf e Bruno Henrique, uma cada), uma foi na trave, (Ralf), quatro foram bloqueadas, (Bruno Henrique, duas, Guerrero e Petros, uma cada) e 7 defendidas, (Petros, duas e Renato Augusto, Bruno Henrique, Guerrero, Luciano e Zé Paulo, uma cada). Das 7 finalizações do Botafogo, uma foi gol, (Edilson), duas foram para fora, (Jorge Vagner e Edilson), uma foi bloqueada, (Edilson) e 3 foram defendidas, (Wallison, Ferreyra e Daniel). (Fonte: globoesporte.globo.com).
Desta vez, o mau resultado ocorreu por falhas individuais e não por tática equivocada. O meio campo funcionou bem, na marcação e na criação, o que pode ser comprovado pelas oportunidades de gol. Mas, falhas nas finalizações e boas defesas do Renan, impediram que os gols fossem marcados. 
Gols
Fizemos o gol aos 24 minutos da etapa inicial, aliás um golaço do Jadson, mas, por erros ao finalizar, não conseguimos matar o jogo e levamos o empate, num erro de marcação do Fábio Santos e com o Cléber empurrando pro gol uma bola que ia pra fora. 
O empate só aconteceu por falhas da defesa. Aos 41 minutos da etapa final, Edilson passou fácil por Fábio Santos, invadiu a área pela direita e bateu cruzado. A bola não tinha a direção do gol, mas a tentativa estabanada de corte de Cleber acabou colocando-a no fundo da rede, sem chance para Walter. E com pouco tempo para o desempate.
Se não errou no esquema tático, Mano errou nas substituições, principalmente ao tirar os dois melhores jogadores do time, Petros e Jadson. Não tem cabimento, colocar o garoto Zé Paulo com a responsabilidade de resolver o jogo, principalmente pelo fato dele ser recém promovido da base e pouco ter atuado nos jogos. 
Apesar da superioridade do Corinthians, o time apresentou as mesmas dificuldades, com falhas gritantes nas laterais e na zaga. Apesar de ter a melhor defesa, Gil e Ralf têm trabalho dobrado para cobrir as falhas do Cleber, que tem tido os maiores vacilos e responsabilidade nos gols que temos tomado. No setor ofensivo, as falhas de finalizações são frequentes. Oportunidades tem sido criadas, mas temos uma média de 5 a 6 bolas fora por partida. De 19 finalizações, marcar apenas um gol é preocupante. Será que não treinam finalizações? Outro problema é a irregularidade do Romarinho, que arrebenta em um jogo, depois some em outros. É muita bipolaridade para as nossas necessidades.
Individualmente merecem destaques Gil, Bruno Henrique, Petros, Jadson e Guerrero. Romarinho e Luciano ficaram devendo, Walter esteve seguro e não teve culpa no gol, Fagner apenas sofrível, Fábio Santos vacilou e permitiu Edilson avançar, Cléber, estabanado pôs pra dentro uma bola que ia fora, Zé Paulo caiu na fogueira e Ralf ainda longe do que jogou até 2012.
Que cheguem os reforços necessários, pelo menos um zagueiro mais técnico e que tenha bom passe, pois de zagueiro de força estamos bem servido, (Gil), e uns dois atacantes, que saibam finalizar. E que os que já estão no time, consigam aproveitar o recesso da Copa para, pelo menos, aprenderem finalizar. 
Ficha técnica - Corinthians X Botafogo
Local: Arena Corinthians, São Paulo
Data: 1º de junho de 2014, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS)
Público: 37.119 pagantes
Renda: R$ 2.616.819,50
Cartões amarelos: Ferreyra, Aírton e Edilson (Botafogo)
Gols: Corinthians: Jadson, aos 24 minutos do primeiro tempo; Botafogo: Edilson, aos 41 minutos do segundo tempo
Corinthians: Walter; Fagner, Cleber, Gil e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique, Petros (Zé Paulo) e Jadson (Renato Augusto); Romarinho (Luciano) e Guerrero; Técnico: Mano Menezes
Botafogo: Renan; Lucas (Daniel), Bolívar, André Bahia e Júnior César; Aírton (Jorge Wagner) e Bolatti; Edilson, Zeballos e Wallyson (Gegê); Ferreyra; Técnico: Vagner Mancini

Créditos e fontes de imagens e vídeos
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