terça-feira, 29 de outubro de 2013

Nem pacto nem Pato - Somente empate

Trinta e um jogos, 41 pontos, 9 vitórias e 14 empates. Décimo segundo (12º) lugar no campeonato, há 8 pontos do 1º colocado da zona de rebaixamento e há 11 do último colocado do G4.
O pacto pela dignidade e pelo respeito às tradições do clube e de 8 vitórias foi quebrado e num jogo que, com um pouco mais de ousadia, poderia ter sido ganho. Sim, porque no intervalo, os jogadores foram orientados para jogar no contra ataque, diminuíram o ritmo em campo e levaram o empate. 
Se Diego Macedo entregou a recuabilidade do técnico, (Tite pediu para que o time se preservasse do forte calor, jogando apenas no contra-ataque), Douglas lamentou a falta de agressividade após o gol e o fato do time ter ficado esperando o adversário. Para o meia, era para ter sido diferente.
“(...) naquela hora, a gente tinha oportunidade de crescer na partida. Infelizmente, acabamos recuando e tomamos um gol que não poderia ter acontecido. Chamamos o Santos para o jogo quando estávamos bem, dominando. Dava para ter vencido”, lamentou Douglas.
Também contribuíram para o resultado, o fato de não terem sido corrigidos nas substituições, os erros da escalação. Mesmo com a má performance do Edenílson contra o Grêmio, Tite não só insistiu em escalá-lo, como o deixou o jogo todo em campo, apesar das principais investidas do Santos, ocorrerem pela direita. Colocar o Danilo no lugar do Renato Augusto, tendo o Rodriguinho no banco, beira o ridículo. Danilo, hoje, não é nem sombra do jogador decisivo de outros tempos.
Com uma postura diferente dos jogos anteriores, com mais volume de jogo, em especial no primeiro tempo, o Timão criou oportunidades suficientes para conquistar a vitória, mas deixou dois pontos escaparem pelo recuo no 2º tempo e por um vacilo defensivo, que resultou no gol de Gustavo Henrique.
Mas, o treinador não admitiu nem assumiu os erros e preferiu destacar a superioridade corintiana na maior parte do tempo e elogiar a criatividade do time, além de se declarar muito feliz e minimizar a luta do adversário.
“Hoje, eu fui muito feliz!”, exclamou o técnico, incomodado apenas com o fato de o Corinthians não ter vencido. “Era importante ter conquistado o resultado pelo momento que estamos atravessando. Fomos bem estrategicamente, mas não deu.” (...) “A ideia era diminuir o nosso poder de finalização, mas aumentar a capacidade de criação de jogadas. Fizemos isso, com Douglas e com dois jogadores de velocidade. Tivemos dois terços da partida de domínio, mas não traduzimos em gol. É natural que o adversário também cresça em algum momento do clássico”, analisou Tite.
"Às vezes você é melhor, cria as melhores oportunidades, domina durante dois terços do jogo, e ainda assim não fica com o resultado. A intenção era aumentar a criação com o Renato (Augusto), e isso aconteceu. Não traduzimos. Em termos reais, o Santos teve uma boa chance e aproveitou", declarou o treinador.
Sobre o desempenho em campo merecem destaque a mudança de postura do time e o desempenho do Douglas, do Renato Augusto e do Walter. 
O principal ponto negativo da partida foi a ordem de recuar o time dada pelo técnico no vestiário, acrescida dos erros de escalação e das substituições e o vacilo da defesa no gol do Santos. 
Também temos que lamentar a ação dos vândalos travestidos de torcedores que apedrejaram os ônibus do Santos e do Corinthians e a declaração insolente do Émerson que usou os títulos conquistados para contestar as cobranças dos torcedores. Jogador indisciplinado, fominha, com apenas dois míseros gols no campeonato, que tem calçado mais o chinelinho que as chuteiras, o Sheik de araque, que depois dos gols do final da Libertadores nada mais produziu, não tem moral para contestar nada e ninguém. O Corinthians, não só pode, mas deve ser cobrado pelos fiascos recentes, assim como foi elogiado e louvado pelas conquistas do passado.
Praticamente sem chances de vaga na Libertadores, mais próximo da zona da degola do que do G4, restou ao Corinthians, lutar para não cair para série B e terminar o campeonato sem muito susto.
Se a diretoria tiver um mínimo de bom senso, vai acelerar a reformulação do elenco e da comissão técnica, promovendo a faxina que se faz necessária e apalavrando novas contratações. Mas, que sejam contratações guiadas por critérios técnicos e não pelo marketing, de operários e não de estrelas deslumbradas e de jogadores sem graves históricos de lesão. Afinal, CT Dr Joaquim Grava, significa Centro de Treinamento e não Centro de Tratamento.
Ficha Técnica - Corinthians 1 X 1 Santos
Local: Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP)
Data: 27 de outubro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Fábio Rogério Baesteiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Público: 17.949 pagantes
Renda: R$ 587.694,00
Gols: Corinthians: Douglas, aos 26 minutos do primeiro tempo; Santos: Gustavo Henrique, aos 16 minutos do segundo tempo
Corinthians: Walter; Edenílson, Gil, Paulo André e Alessandro; Ralf, Guilherme (Rodriguinho), Diego Macedo (Alexandre Pato), Renato Augusto (Danilo) e Douglas; Emerson Sheik; Técnico: Tite
Santos: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena (Emerson); Alison, Arouca, Cícero e Montillo (Alan Santos); Willian José (Victor Andrade) e Everton Costa; Técnico: Claudinei Oliveira

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domingo, 27 de outubro de 2013

Corinthians X Santos

Pela 31ª rodada do campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentará hoje, às 16 horas, o Santos, no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara. Após a eliminação vexaminosa da Copa do Brasil, o time fala em lutar pela "dignidade" e respeitar as "tradições do Clube", conforme a exigência do presidente do clube, Mário Gobbi. Tais exigências, a essa altura do campeonato, revela algo extremamente grave.
Exigir lutar pela "dignidade" e respeitar as "tradições do clube" denota que ambas, até agora, não foram devidamente consideradas pelo time, o que é lamentável para um clube que iniciou a temporada com o compromisso de defender os títulos continental e mundial.
Mas, isso já abordamos em posts anteriores, assim, voltemos ao jogo de hoje. Embora cada vez mais longe, pelo menos no discurso, o Corinthians afirma que vai buscar a vaga na Libertadores. Tendo iniciado a rodada  dez pontos atrás da zona de classificação, precisa da vitória para se manter vivo na disputa. 
Numa situação melhor, com três pontos a mais que o Corinthians, o Santos tem o mesmo objetivo e vai lutar para vencer o clássico e se aproximar do G4.
Se no 1º turno o Timão disputou o clássico em vantagem na tabela e enfrentou um Santos em baixa, após ser goleado pelo Barcelona, hoje a situação é diferente. Somos nós que estamos em baixa pela eliminação na Copa do Brasil e pela posição no Brasileirão, enquanto nosso adversário vem embalado pela goleada por 5 a 1 sobre o Náutico, no Recife e está a nossa frente na classificação.
Ficha Técnica - Corinthians X Santos
Local: Fonte Luminosa, em Araraquara (SP)
Data: 27 de outubro de 2013, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Fábio Rogério Baesteiro (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Corinthians: Walter; Edenílson, Gil, Paulo André e Alessandro; Ralf, Guilherme, Diego Macedo, Renato Augusto e Douglas; Emerson Sheik; Técnico: Tite
Santos: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Eugênio Mena; Álisson, Arouca, Cícero e Montillo; Willian José e Everton Costa; Técnico: Claudinei Oliveira
No banco do Corinthians estarão Danilo Fernandes, Igor, Cléber, Felipe, Ibson, Jocinei, Danilo, Rodriguinho, Alexandre Pato e Douglas Tanque.
Com os desfalques de Fábio Santos (dores no púbis), Cássio (lesão muscular na coxa direita), Paolo Guerrero (recuperando-se de cirurgia no pé esquerdo) e Romarinho (suspenso pelo terceiro cartão amarelo), o Corinthians terá uma formação diferente dos dois últimos jogos. 
O meia Renato Augusto e o lateral Diego Macedo,ambos na função de meia, são as principais novidades.
Mesmo tendo dois laterais direito de ofício no elenco (Alessandro e Diego Macedo), Edenílson atuará pelo setor.
Sem Guerrero, lesionado, e também sem Romarinho, que está suspenso, o técnico Tite optou pelo atacante Emerson Sheik, que não deve jogar centralizado na área, como homem de referência.
Durante a atividade de sábado, em Araraquara, Tite cobrou mais movimentação pelas laterais por parte dos quatro homens de frente, Diego Macedo, Douglas, Renato Augusto e Emerson Sheik.
O Santos não contará com o atacante Thiago Ribeiro (edema na coxa), o zagueiro Neto (tendinite no joelho esquerdo), os volantes Renê Júnior (estiramento na coxa direita) e Marcos Assunção (em recuperação de uma aplicação de lubrificante no joelho direito), o meia Léo (operação no joelho direito) e os atacantes Giva (incômodo no músculo adutor da coxa esquerda) e Neilton (lesão no tornozelo direito).
Estão pendurados com dois cartões:
No Corinthians, Alessandro, Edenílson, Felipe e Gil.
No Santos, Arouca, Durval, Edu Dracena, Everton Costa, Gustavo Henrique, Montillo e Rafael Galhardo
No jogo de hoje só interessa um resultado. É ganhar ou ganhar. Temos time para isso. Como foi reconhecido pelo presidenta Gobbi, que se busque a dignidade e o respeito às tradições do clube. E o gol, ainda essencial na obtenção do resultado.

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Eliminabilidade: uma tragédia anunciada

Somente o amor ao Corinthians fez a torcida manter a esperança na classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, uma esperança que era mais um desejo do que uma confiança. Quem acompanhou o time neste ano pressentia que somente um milagre poderia levar ao sucesso, mas como milagres não existem, seria necessário muita raça e uma postura aguerrida para superar  as dificuldades e conseguir fazer um mísero golzinho para se classificar.
Mas, não foi isso que vimos em campo em Porto Alegre e sim um time medroso, retrancado, sem criatividade, com jogadores perdidos e com um ataque inoperante. Um time mal escalado, mal treinado, mal comandado e acomodado. E mal substituído.
Se a defesa deu conta da tarefa, a criação e o ataque foram um desastre. Ninguém chamou a responsabilidade de colocar o time para a frente e imperou a mesmice de sempre.
Edenílson, com crise de identidade, não sabe se é volante, meia ou lateral. Mas, nós sabemos bem que seu futebol é meia boca. Na tentativa de fazer dele um coringa, Tite conseguiu destruir um volante. Se a criação com Douglas não funcionava, com Danilo ficou pior ainda. Danilo não acertou um passe e nada acrescentou na criação. Saldo do seu desempenho no jogo, dois passes errados e um pênalti perdido. Por que Tite não repetiu a dupla Douglas/Renato Augusto que funcionou no jogo anterior? Ao trocar um volante por um atacante, o jogo começou a mudar de cara, mas o estressadinho, novamente, perdeu a cabeça e foi expulso... A terceira expulsão do Émerson no ano e a 2ª na Copa do Brasil.
Sem conseguir sair do zero a zero, a decisão foi para os pênaltis. E a irracionalidade continuou. Com a substituição de Douglas, bom cobrador e de Guilherme, ex cobrador de pênaltis na Portuguesa e com a expulsão de Émerson, perdemos três bons cobradores.
E o resultado foi desastroso. Danilo, que estava frio, jamais poderia abrir as cobranças com um chute fraquinho. Edenílson, que não acertou nenhum passe, como iria acertar o pênalti? E o Pato, quarenta milhões jogados no lixo, não cobrou o pênalti. Preferiu recuar a bola para o Dida, seu colega dos tempos do Milan. Pato conhece bem o Dida e sua fama de pegador de pênalti, por isso, não poderia ter feito uma cobrança tão displicente, dando uma cavadinha ridícula e eliminando o Corinthians da Copa do Brasil. E livrando a cara do Tite que armou mal o time e substituiu pior ainda, dos jogadores que se acomodaram e não jogaram nada, do piti fora de hora do Émerson, do Danilo e do Edenílson que também perderam pênalti. E da diretoria que vendo o time descendo ladeira a baixo não cobrou com veemência nem enquadrou os responsáveis, que deixou o barco correr e nada fez para resolver a situação catastrófica.
Apesar da raiva que sentimos do Pato naquele momento, ele não é o único nem o principal responsável pelo desastre. A eliminação foi uma tragédia anunciada e somente aqueles que ainda continuavam deslumbrados pelas conquistas da Libertadores e do Mundial e se deixaram levar pelo canto da sereia dos títulos do Paulista e da Recopa, surpreenderam-se com ela. O time de 2013, apesar de manter a base de 2012, perdeu jogadores técnica e taticamente importantes, que jogavam com raça e respeitavam a camisa que vestiam. Mas foram preteridos pelo técnico. Além disso, o esquema tático ultra manjado foi conservado, nada de novo foi acrescentado, suspensões e problemas físicos recorrentes se avolumaram, os mais velhinhos cansaram, o time perdeu a motivação, perdeu a garra e se acomodou. E quase nunca mais um jogo ele ganhou. Encerrou-se um ciclo, a renovação necessária foi tímida e ineficaz, jogadores chegaram com problemas físicos e deficiências técnicas, outros tiveram dificuldades em relação ao esquema tático, o time se desorganizou, o técnico se enrolou e em outubro, já no fim da temporada confessou que o time ainda não tinha encontrado o ponto de equilíbrio.
Após a eliminação, as mesmas desculpas, as mesmas lamentações. Para o técnico os dois jogos foram equilibrados e nenhuma equipe foi superior a outra. Os jogadores lamentaram a eliminação e não souberam explicar o porquê da má performance do time e fizeram um pacto de vencer os 8 jogos que restam no Brasileirão e o presidente Mário Gobbi pediu que o time termine o ano com dignidade.
Espero e desejo que essa eliminação seja a gota d'água que entornou o copo e que sirva para acordar aqueles que estavam dormindo sobre os louros das conquistas do passado. E que sejam tomadas as providências necessárias para se recolocar ordem na casa e retomar o caminho do sucesso. 
Como já afirmei várias vezes, ganhar e perder fazem parte do jogo. Mas, jogar sem garra e sem vontade, atuar com displicência e não tentar nada para melhorar o desempenho revela uma postura acomodada, displicente e até certo ponto mercenária. Mesmo com o elenco mais caro do país, com os salários em dia e com excelentes condições de trabalho, não foram capazes de fazer um mísero golzinho e erramos três pênaltis. Faltou vontade, faltou seriedade, faltou compromisso. Faltou faca nos dentes e sangue nos olhos. Faltou respeito ao clube que paga os salários. Faltou dignidade. Faltou corinthianismo.
Obviamente que estamos tristes, inconformados e, até mesmo revoltados. Mas, não podemos jogar a toalha como fez o técnico no Brasileirão. Temos que cobrar e exigir uma faxina, uma reformulação, pois, diretoria, comissão técnica e jogadores passam, mas o Corinthians fica e sobrevive à incompetência e à displicência da sua diretoria e de seus funcionários. 
Apesar da tristeza pelo que fizeram com o nosso Corinthians, procuro encontrar algo que me faça retomar o equilíbrio e racionalidade. E, neste momento de angústia, vislumbro uma esperança, ao recordar que minha mãe, em sua sabedoria e simplicidade, nos momentos de tristeza, nos ensinava que "há males que vêm para o bem". Tentando achar um bem que poderia vir desse mal, que foi a eliminação do Corinthians pelo Grêmio, nas quartas de final da Copa do Brasil, percebi que essa eliminação deixou claro nossas deficiências, mascaradas sobre a conquista de dois títulos contra times que estavam numa pior e que a mesma, agregada aos maus resultados do Brasileirão, pode provocar uma reação capaz de promover a faxina que estamos necessitando para recuperarmos o Corinthians que estamos perdendo pela incompetência de seus dirigentes, pela mesmice e covardia de sua comissão técnica e pela acomodação e displicência de muitos jogadores. Que ela sirva para separar o joio do trigo e revitalizar o futebol perdido na vaidade de alguns e na incompetência de muitos. Que essa eliminação possa ser a chave capaz de fechar um ciclo já esgotado e o início da reformulação que há muito já deveria ter acontecido.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Copa do Brasil - Grêmio X Corinthians

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Pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, o Corinthians enfrentará hoje, quarta feira, 23/10, o time do Grêmio, na Arena Grêmio, em Porto Alegre. Quase sem chances de se classificar para a Libertadores no Campeonato Brasileiro, o Corinthians têm no jogo de hoje, sua última chance de disputar esse torneio em 2014, além de tentar salvar o semestre. Avançar às semifinais é manter viva a chance de participar do torneio continental pela quinta vez seguida e cair é se despedir de 2013 sem alcançar a meta estabelecida pela diretoria e pela comissão técnica.
Como o Timão empatou por 0 a 0 no jogo de ida,  o empate sem gols leva a decisão para pênaltis e empate com gols dá vaga ao Corinthians. E o time vencedor vai para a semi final.
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Ficha Técnica - Grêmio X Corinthians
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 23 de outubro de 2013, quarta-feira
Horário: 21:50 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Grêmio: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro e Riveros; Kleber, Barcos e Vargas; Técnico: Renato Gaúcho
Corinthians: Walter; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Guilherme, Edenílson (Renato Augusto), Douglas e Romarinho; Alexandre Pato; Técnico: Tite
O banco de reservas do Corinthians será formado por Danilo Fernandes, Igor, Felipe, Ibson, Jocinei, Renato Augusto, (ou Edenílson), Danilo, Émerson e Douglas Tanque.
Cléber, Diego Macedo e Rodriguinho, por terem defendido seus times anteriores na competição, estão impedidos de jogar pelo Corinthians. 
Com problema de contusão no elenco, Tite teve dificuldades para escalar o time, 
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O goleiro Cássio lesionado na coxa direita na vitória por 1 a 0 sobre o Criciúma, cederá lugar para o Walter, que venceu a disputa com Danilo Fernandes em decorrência da boa atuação contra o Criciúma e de um bom retrospecto em cobranças de pênalti. 
No ataque, a principal baixa é a do peruano Paolo Guerrero e Tite comporá o setor com Romarinho e Alexandre Pato, com Emerson no banco de reservas. 
A única dúvida está no meio-campo, devido as condições físicas de Renato Augusto. O meia só iniciará jogando se houver segurança em suas condições físicas. Em caso negativo Edenílson atuará no meio campo.
Entrevista do Tite
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Tite usará um esquema mais precavido. Alexandre Pato jogará com Romarinho na frente. Douglas será o armador, com Renato Augusto ou Edenílson a seu lado. 
Segundo o técnico, a meta é explorar os espaços deixados pelo Grêmio para manter o ano vivo. "O jogo tem caráter de decisivo pela importância para a classificação da Libertadores, mas não na reconstrução de campanha, na continuação de trabalho," disse Tite.
Ciente de que igualdade com gols é o suficiente, Tite até brinca sobre repetir a fórmula do "empatite". "(O empate serve) desde que seja com gols. Temos de fazer gol, é bom. Vou inchar a perna dos jogadores para fazer ao menos um gol, para acertarem naquele negocinho (o espaço entre as traves)", afirmou o treinador.
Tite acredita que, caso o Corinthians faça um gol, dificilmente sua defesa será vazada duas vezes. "Temos a defesa que melhor se defende no Brasileiro. Se repetir esse padrão e pudermos transformar as oportunidades em gols, temos chance de passar de fase".
Necessitando da vitória para se classificar, o Grêmio atuará com três atacantes, Kleber, Vargas e Barcos. Na defesa, Renato terá o reforço do zagueiro Rhodolfo, que não atuou no Gre-Nal do último domingo por sentir dores musculares e Werley, que, sofreu uma lesão no decorrer do clássico, tem chances remotas de começar o confronto com o Corinthians. Bressan deverá ser o seu substituto.
É inegável a importância do jogo para o Corinthians, não só pela classificação para a Copa Libertadores, torneio queridinho da mídia e dos clubes, principalmente pelos ganhos financeiros agregados. Mas, também, são inegáveis as dificuldades que enfrentaremos em Porto Alegre. No entanto, o Corinthians já superou dificuldades maiores e tem condições de superar mais essa. Garra, determinação, concentração são as armas para vencer este embate. Portanto, vamos acreditar e torcer, mandando nossas melhores energias e vibrações para aqueles que estarão em campo defendendo o nosso Timão.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

UFA! Vencemos

Melhores momentos
Comentários
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Depois de quatro partidas sem vencer, 469 minutos sem fazer gol e de estar beirando a zona de rebaixamento do campeonato brasileiro, o Corinthians venceu o Criciúma por 1 a 0 e voltou a respirar no Brasileirão. Num jogo em que se faltou técnica e tática, não faltou vontade, tomando um sufoco no final, conseguiu voltar de Itu com os três pontos e com mais confiança.
Embora ainda bastante desorganizado taticamente e com jogadores falhando nos fundamentos, o time adiantou a marcação e foi pra cima até conseguir fazer o gol. Depois, cansou e administrou o perigoso resultado.
Gol do Pato
Não entendo porque Pato, um atacante de área tem que voltar pra marcar, cobrar faltas e escanteios, fazer cruzamentos, quando deveria estar na área para receber a bola e fazer gols. Quando Douglas encontrou o Pato na área numa cobrança de escanteio, saiu o gol. 
Também não entendo porque ele, com 8 gols, mesmo com menor número de jogos, pode ser reserva de Émerson (2 gols) e de Romarinho (1 gol). E, na tentativa de decifrar a charada, só encontro uma explicação. Estes dois voltam muito para marcar e cobrir as deficiências dos laterais. Por isso, fazem menos gol. E como Pato não tem tanto poder de marcação e o esquema tático prioriza a defesa, ele fica no banco. Mas, se os laterais não dão conta do recado, pelo menos do lado direito, temos o Diego Macedo, que ou fica no banco ou joga no meio. Outro enigma para ser decifrado.
Voltando ao jogo, mas ainda falando dos laterais, Diego Macedo, pelas suas características mais ofensivas,  poderia ter dado maior movimentação na transição da defesa para o ataque.
A entrada do Renato Augusto deu outro gás ao time. Mesmo sem ritmo de jogo, ajudou na criação e dinamizou o meio campo. 
Muito mais ofensivo do que nos jogos anteriores, o Corinthians finalizou 18 vezes, uma foi gol, 5 foram defendidas pelo goleiro adversário, 7 foram bloqueadas e 5 para fora. O Criciúma finalizou 12 vezes, duas foram defendidas, 6 foram bloqueadas e 4 para fora.
Embora mais ofensivo, o time teve dificuldades na transição da bola da defesa para o ataque, com os jogadores um tanto atrapalhados nas jogadas. Walter entrou bem no jogo, mostrou segurança e apesar da falta de ritmo de jogo, deu conta do recado.
Ralf e Guilherme tiveram boa atuação na marcação e ainda se arriscaram no ataque.
Se o jogo não foi brilhante, se no final levamos um sufoco e uns sustos, o importante foi o resultado e a confiança que a vitória proporcionou ao time, bem como o distanciamento da zona da degola. 
Com a vitória, o Corinthians ficou em 12º lugar na tabela de classificação, com 40 pontos, com 9 vitórias, 13 empates e 8 derrotas e distante 7 pontos do 1º colocado da zona de rebaixamento e 10 pontos do 4º colocado do G4.
Entrevistas de Tite
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Jogadores, torcida e técnico sentiram-se aliviados com a vitória. depois de uma semana conturbada, em que seu cargo esteve em jogo, Tite admitiu que a vitória trouxe confiança, que em termos pessoais foi um alívio e foi mais importante pelos três pontos na tabela do que pelo desempenho apresentado pela equipe. Mas, enfatizou que "quando se vence, vence-se em conjunto. É o diretor, que sustenta o seu trabalho ou não, é a torcida, que passa o carinho durante o jogo, e a equipe, que está contente. A comissão técnica se vê pressionada por resultados, e o atleta tem a dimensão da coisa. É o conjunto da obra, mas claro que tem um cunho pessoal também.”
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E por falar em torcida, não faltou apoio nem confiança. Os torcedores lotaram o estádio, apoiaram o tempo todo e vibraram muito com a vitória.
O grande susto e a grande perda da partida foi a contusão do Cássio. Mas, Walter entrou bem, mostrou segurança e passou confiança. Pelo bom desempenho, merece atuar contra o Grêmio na próxima quarta feira.
A boa notícia foi o retorno de Renato Augusto. Pelas suas qualidades na criação e nas finalizações deverá ajudar muito a equipe nos próximos jogos.
Diante dos próximos compromissos, na Copa do Brasil e no Brasileirão, esperamos que permaneça a vontade e o empenho manifestado em Itu e que o time se apresente mais organizado e menos afobado. E que os jogadores mantenham o pacto de jogar pela vitória, compromisso por eles assumido para a manutenção do treinador.
E que nós, torcedores, nos mantenhamos firmes na corrente positiva, vibrando, torcendo e apoiando, pois, se não gostamos do desempenho de alguns ou de muitos jogadores, é com eles que contamos e será com eles que esperamos terminar com um mínimo de dignidade a temporada de 2013. 
Ficha Técnica - Corinthians 1 X 0 Criciúma
Local: Estádio Novelli Júnior, em Itu (SP)
Data: 19 de outubro de 2013, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Paulo César Silva Faria (MT)
Cartões amarelos: Romarinho (Corinthians); Fábio Ferreira, João Vitor e Henik (Criciúma)
Gol: Alexandre Pato, aos 14 minutos do segundo tempo
Corinthians: Cássio (Walter); Alessandro (Renato Augusto), Paulo André, Gil e Fábio Santos (Igor); Ralf e Guilherme; Edenílson, Douglas e Romarinho; Alexandre Pato; Técnico: Tite
Criciúma: Galatto; Sueliton, Matheus Ferraz, Fábio Ferreira e Marlon; Henik, Ricardinho (Elton), João Vitor e Ivo (André Gava); Lins e Marcel (Douglas); Técnico: Argel Fucks

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sábado, 19 de outubro de 2013

Corinthians X Criciúma

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Pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentará hoje, sábado, 10/10, em Itu, o Criciúma. Será um jogo de 6 pontos, pois o adversário é um concorrente direto na luta contra o rebaixamento. Em 13º lugar no campeonato, com 37 pontos, oito vitórias, 13 empates e 8 derrotas, com a 2ª pior campanha do 2º turno, com apenas uma vitória e 3 gols em 13 jogos, o Timão terá como adversário o 17º colocado, que tem 29 pontos, 9 vitórias, 5 empates e 15 derrotas.
Numa zona incômoda da tabela, ao Corinthians, só interessa a vitória.
Após a derrota para o Grêmio, quando a cabeça do Tite quase rolou, o risco de rebaixamento tornou-se uma ameaça real e outro tropeço pode representar a pior posição da equipe em todo o torneio. Caso Bahia, Fluminense e Coritiba vençam seus jogos, o Corinthians cairia para a 16ª colocação, a primeira fora da zona do rebaixamento.
Instável no Campeonato Brasileiro, o Criciúma, após boas vitórias sobre Grêmio e Vasco, perdeu em casa para a Portuguesa, mantendo-se na zona da degola, onde está desde a 22ª rodada. No início da rodada, a equipe é a primeira no Z-4, com 32 pontos. Vencer o Corinthians pode significar a sonhada saída do grupo.
Ficha Técnica - Corinthians X Criciúma
Local: Estádio Novelli Júnior, em Itu (SP)
Data: 19 de outubro de 2013, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Paulo César Silva Faria (MT)
Corinthians: Cássio; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Guilherme, Edenílson, Douglas e Romarinho; Alexandre Pato; Técnico: Tite
Criciúma: Galatto; Ezequiel, Matheus Ferraz, Fábio Ferreira e Marlon; Elton, João Vitor, Ricardinho e Morais; Lins e Marcel; Técnico: Argel Fucks
O Corinthians terá no banco, o goleiro Walter, os laterais Diego Macedo e Igor, o zagueiro Felipe, o volante Ibson, os meias Danilo, Rodriguinho e Renato Augusto e o atacante Douglas Tanque.
Com mudanças na defesa, no meio campo e no ataque, Tite espera melhorar a criação, com movimentos táticos na linha de três jogadores e procurar alternativas.
Nas laterais voltam Alessandro e Fábio Santos, Na zaga, volta Paulo André, Edenílson sai da lateral e vai para o meio campo e Pato volta ao ataque. Émerson Sheik está suspenso e Guerrero continua afastado por lesão.
O Criciúma não poderá utilizar o atacante Wellington Paulista, o dispensado meia Daniel Carvalho e o volante Serginho, todos suspensos. Marcel e Elton aparecem como prováveis titulares, enquanto André Gava briga por posição no meio-campo.
Confesso que, apesar do discurso de Tite de que o time será mais ofensivo, essa escalação me preocupa. Com Diego Macedo e Rodriguinho disponíveis, não consigo entender a titularidade de Alessandro, que mal consegue correr, a de Romarinho, que só consegue correr, e a de Edenílson, que não vem correspondendo, nem na lateral nem no meio campo. Também não entendo a ausência de Jocinei e a presença de Ibson no banco de reservas.
Como para o Corinthians só interessa a vitória, espero que as cobranças da diretoria, que parece ter acordado, e da torcida, surtam o efeito desejado. Da minha parte, mais do que torcer e vibrar, vou pedir ajuda para Santo Expedito, pois, São Jorge, sozinho, não está dando conta do recado.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mais amargo que chimarrão

Melhores momentos
Este foi o gosto que sentiu o torcedor depois da 8ª derrota do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Com o time caindo pelas tabelas, com míseros 37 pontos, há quatro rodadas sem fazer gol e vendo o fantasma da degola de aproximar, a sensação é de estar vivenciando um filme de terror, em que os personagens tornam-se pessoas reais. 
O jogo, no seu início, até que não foi tão ruim, mas depois que o treineiro fez as substituições, o time desandou. Embora de maneira desordenada, os jogadores correram e mostraram mais vontade. O melhor da partida, o que mais buscava o jogo era o Diego Macedo. Mas, deve ter baixado um espírito de porco no Tite, desencadeando sua recorrente diarreia mental, que o fez tirar de campo o jogador mais ofensivo e aplicado, o Diego Macedo, substituindo-o pelo Rodriguinho. Depois, colocou o inútil do Ibson no lugar do Guilherme e o Jocinei no do Igor.
Começou o jogo com um lateral como meia, com um volante de lateral e terminou com dois volantes de laterais e meia de volante. Até agora não entendi essas substituições. Insistir com o Ibson, em qualquer posição é passar um auto atestado de teimosia ou de burrice. Insistir com o Edenílson, que não jogou nada, na lateral direita e colocar o Diego Macedo de meia, tendo Rodriguinho disponível, é incompreensível, e preferir o Ibson ao Jocinei, para o lugar de Guilherme, beira a insanidade. E, no final, ainda colocar o volante Jocinei de lateral... Isso nem o Pardílson ousou fazer. Mas, para quem já colocou zagueiro para jogar de centro avante, "normal".

Seria tão mais fácil colocar o Diego Macedo na lateral direita, mandar o Edenílson e o Guilherme para o banco e colocar o Rodriguinho de meia. 
Depois que o Grêmio abriu o placar, numa bobeada da defesa que deixou o Barcos sozinho, o time, que considerava o empate fora de casa um bom resultado, começou a correr atrás do prejuízo. Mas de forma muito atabalhoada e desordenada, num corre corre danado... Aí não teve jeito e voltamos do Sul amargando a 8º derrota no campeonato e nos complicando ainda mais na tabela.
 
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Mais ridícula que a derrota foram as desculpas por mais um fracasso e a declaração que o empate teria sido um resultado mais justo. Se considerarmos que Cássio fez 4 defesas e Dida 3, percebemos que o jogo não foi bem assim. Feito o gol, o Grêmio reforçou a defesa e administrou o resultado, dificultando para nós. E como finalização não é nosso forte, mandamos 4 bolas pra fora. Se tivemos 8 finalizações e eles 7, fomos incompetentes e não balançamos a rede do Dida, E como no futebol o que vale é gol, perdemos o jogo.
Com o resultado, o Corinthians caiu para o 13º lugar no campeonato e permanece com 37 pontos. Agora temos o mesmo número de vitórias e de derrotas, oito, e 13 empates. E a 2ª pior campanha do 2º turno. Classificação pífia para quem tem, segundo declaração do diretor de futebol, Roberto Andrade, “um elenco para estar disputando o título e um grupo grande e qualificado”. E a folha de pagamento mais cara do futebol brasileiro.
Tal situação é o resultado de um planejamento mal feito, mas principalmente de uma acomodação do time após os bons resultados obtidos. Parece haver até um certa soberba de quem, por ter ganho quase tudo o que disputou, imaginou que continuariam vencendo e que retomariam o caminho da vitória a hora que bem entendessem. Mas, esqueceram de combinar com os adversários, além de serem tomados pela displicência e pela acomodação. Achando-se o máximo, não conseguiram render o mínimo e hoje amargam resultados inimagináveis no início do ano, para a frustração da torcida e a euforia e gozo dos anticorinthianos. 


Com a situação catastrófica, somente agora parece que estão acordando. E os cúmplices desse desastre, previsto e anunciado principalmente nas redes sociais, começaram a se mexer com reuniões, cobranças e promessas. A omissão e a incompetência da diretoria e comissão técnica no planejamento, a displicência dos jogadores em campo, egos inflados e rachas no grupo, aliados às deficiências físicas, técnicas e táticas, afundaram o time e o colocaram numa situação constrangedora.
Outros fatores também contribuíram. Coincidência ou não, embora este ano pouquíssimos foram os bons jogos, foi depois da saída de Paulinho, Chicão e Jorge Henrique, que o time entrou em queda livre. Creio que isso não ocorreu só por causas técnicas, mas por problemas não digeridos. Chicão, além de raçudo e técnico era uma liderança em campo e fora de campo. Jorge Henrique, jogador valente e polivalente, era querido pelo elenco e pela torcida e saiu pela porta dos fundos. Mas, não era o único baladeiro e indisciplinado, mas o único dispensado. 
Outro fato chama a atenção. Nayara Perone, comentarista da Rádio Coringão, fez um levantamento da produtividade do Timão na temporada de 2013 e constatou uma queda significativa do rendimento após a saída do auxiliar técnico Geraldo Dellamore. Isso talvez confirme o que já era comentado em off por alguns frequentadores do CT Dr Joaquim Grava, que Dellamore era o bom na técnica e o Tite era o bom de grupo.
Tudo isso são conjecturas, hipóteses que não podem ser descartadas numa avaliação e replanejamento do futebol alvinegro.
Faltando nove rodadas para o término do campeonato, agora só nos resta, no Brasileirão, evitar o rebaixamento para a série B. E, por mais doloroso que isso possa ser, não podemos desanimar. Precisamos fazer das tripas o coração e buscar forças no mais íntimo do nosso ser para nos colocarmos ao lado do time e apoiar ao máximo vibrando, torcendo, rezando, acreditando...
Esta diretoria, esta comissão técnica, esses jogadores podem não nos agradar, mas é o que temos no momento e é com eles que temos que contar. Estamos numa situação parecida com a de um chefe de cozinha, que gostaria de preparar um estrogonofe, mas não tem nem filé mignon nem champinhom, mas que possui uma quantidade de músculos, tomates, alguns legumes, cebolas e uma palheta. E com eles consegue preparar um bom cozido e uma carne louca. O sabor pode não ser o mesmo, mas os fregueses do restaurante não vão morrer de fome.
Por mais triste que possa ser, não podemos e não queremos morrer de fome no futebol nacional. Esse é o cardápio que temos disponível. Essa é a diretoria, a comissão técnica e os jogadores que temos. Vamos fazer a nossa parte, enviando-lhes energias positivas e boas vibrações. Nosso amor ao Corinthians é infinito e infinita há de ser nossa paciência, nossa tolerância, nossa esperança e nossa confiança. Vamos nos esforçar para mudar o padrão vibratório criando um campo favorável capaz de atrair bom desempenho e bons resultados. Somos mais de 35 milhões de corinthianos e a força do nosso pensamento será a alavanca da retomada do futebol alvinegro.
Ficha Técnica - Grêmio 1 x 0 Corinthians
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 16 de outubro de 2013, quarta-feira
Horário: 21:50 horas (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Assistentes: Kleber Lúcio Gil (SC) e Clóvis Amaral da Silva (PE)
Público: 15.352 pagantes
Renda: R$ 454.454,00
Cartões amarelos: Adriano (Grêmio) e Cléber (Corinthians)
Gol: Barcos, aos quatro minutos do segundo tempo
Grêmio: Dida; Werley, Rhodolfo e Bressan (Maxi Rodríguez); Pará, Adriano, Ramiro, Souza e Alex Telles; Lucas Coelho (Paulinho) e Barcos (Saimon); Técnico: Renato Gaúcho
Corinthians: Cássio; Edenílson, Cléber, Gil e Igor (Jocinei); Ralf e Guilherme (Ibson); Diego Macedo (Rodriguinho), Douglas e Romarinho; Emerson; Técnico: Tite

Créditos e fontes de imagens
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