domingo, 30 de setembro de 2012

Corinthians X Sport

Pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians, com 36 pontos e em 8º lugar, vai enfrentar o Sport, o 17º colocado, com 27 pontos. Precisando de 9 pontos para chegar à zona de conforto e começar a focar no Mundial, o Timão atuará em ritmo de treino contra um desesperado Sport, que apesar de estar há 4 partidas sem perder, luta para sair da zona de rebaixamento. Mas, aí que mora o perigo. O Corinthians não tem se dado tão bem contra adversários mais fracos, deixando escapar pontos preciosos. Quando o técnico reclama publicamente da falta de motivação do time e os jogadores declaram que precisam buscar uma concentração maior contra times que estão na parte inferior da tabela, começamos a entender a síndrome de Robin Hood que tem se manifestado no time neste campeonato.


Ficha Técnica - Corinthians X Sport
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP) 
Data: 30 de setembro de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília) 
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS) 
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Luiz Souza Santos Renesto (PR) 
Corinthians: Cássio; Alessandro, Wallace, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Douglas e Danilo; Romarinho e Guerrero. Técnico: Tite 
Sport: Magrão; Cicinho, Edcarlos, Diego Ivo e Renê; Tobi, Moacir, Rithelly e Hugo; Felipe Azevedo e Gilberto. Técnico: Waldemar Lemos
Tite relacionou também Danilo Fernandes, goleiro; Guilherme Andrade, lateral; Ânderson Polga, zagueiro; Edenílson e Guilherme, volantes; Ramires, meia; e Martínez, atacante.

Com o adiamento do julgamento de Wallace e a recuperação de Paulo André, que não participou do treino de 6ª feira, ambos formarão a dupla de zaga e Ânderson Polga ficará no banco.
Fábio Santos e Danilo retornam ao time, após cumprirem suspensão e, com a contusão do Jorge Henrique e o não julgamento do recurso do Émerson, os atacantes serão Romarinho e Guerrero.

Tite lamentou as mudanças que é obrigado a fazer na equipe, por contusões e suspensões, o que tem dificultado o entrosamento do time e reafirmou que ninguém tem a titularidade garantida e que jogará quem está melhor.
A vitória do Corinthians poderá beneficiar o time da Turiassu na sua luta pra não cair pra Série B e, infelizmente, tem gente torcendo para o Sport. Nada mais mesquinho. Não podemos nos igualar a timinhos que se satisfazem mais com a derrota do rival do que com suas próprias vitórias. Não somos da turma do anti. Somos pró, somos positivos, somos propositivos. Não percamos tempo com os outros. Se o time de verde cair, não vamos deixar de tirar nosso sarrinho, mas, se não cair, já são 6 pontos garantidos no próximo campeonato nacional. Por isso, hoje e sempre, vamos continuar torcendo para o Sport, para o SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA, o único time da Fiel.

Sabe por que?
Porque


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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Empatou, virou, acomodou e... mais dois pontos perdidos

Melhores momentos
Gols
Apesar de alguns equívocos na escalação, era um jogo pra ganhar. Mas o time entrou desatento e logo de cara tomou um gol, numa vacilada da zaga, (né Paulo André?) e com a colaboração do Alessandro. Aí o time acordou, se ligou, entrou no jogo e o Guerrero logo empatou, numa cobrança de falta do Douglas, em que o Jefferson barrou o chute do Paulinho e o peruano, na sobra, cabeceou para as redes.
Aos 12 minutos, Douglas empatou numa cobrança de pênalti indefensável. Martínez foi derrubado na área, os adversários reclamaram de impedimento, com o aval da rede Globo. 
No 2º tempo, a defesa continuou perdida, (volta logo Chicão!) o time perdeu o pique, tentou administrar o resultado e o Botafogo, oportunista, aproveitou para empatar numa bela jogada do Seedorf, em que todo mundo vacilou, ninguém acompanhou e o Wallace também colaborou, não conseguindo interceptar a bola que nele desviou, tirando do Cássio qualquer chance de defesa. O Corinthians ainda esboçou uma reação, mas quem levou mais perigo foi o Botafogo.
Pelo o que foi o jogo, o empate ficou de bom tamanho. Mas, se não tivéssemos vacilado, recuado e perdido a concentração, teríamos ganho com folga. Deixar um jogador com a qualidade do Seedorf livre, leve e solto, é pedir pra tomar gol.
Entrevista do Tite
Apesar das desculpas do Tite de que faltou entrosamento, que tem jogadores que nunca jogaram juntos, vindo de lesões e das improvisações, na realidade, o técnico se equivocou na escalação do time e nas substituições.
A zaga com Wallace e Paulo André não deu liga e pra piorar, Alessandro na lateral esquerda, deixou este lado muito vulnerável. Reconheço o espírito guerreiro do Alessandro e agradeço tudo o que ele já fez pelo Corinthians. Mas, se ele já tem dificuldades na lateral direita, o que esperar dele improvisado na esquerda? Se era para improvisar, porque não colocou Jorge Henrique, que se saiu bem quando foi improvisado nessa posição? Paulo André é um zagueiro técnico, mas lento, e Alessandro não tendo mais o mesmo pique anterior, deixou o lado esquerdo muito vulnerável. Jorge Henrique teria dado mais agilidade e melhorado a marcação, pois se movimenta bem e chega antes na bola. E para melhorar a qualidade da zaga, porque não experimentou o Ânderson Polga, que por mais que possa estar sem ritmo de jogo, é, tecnicamente muito superior ao estabanado Wallace?
Eventos
No lado direito, porque improvisou o multiuso Edenilson, que sumiu na etapa final, tendo no elenco um lateral direito de ofício? Jogando numa posição diferente em cada jogo, o coringa Edenilson vai acabar não de firmando em nenhuma. 
No meio campo, Paulinho sumiu no 2º tempo. Se foi cansaço pelo desgaste da seleção, (ah! seleção que só atrapalha!) porque não foi substituído pelo Guilherme? 
E no ataque, Romarinho continuou perdendo gols. Aliás, não é só ele. Parece que já passou da hora de intensificar o treino de finalizações. Ou seria falta de concentração pelo fato de todos terem que voltar pra marcar? 
Entrevista do Guerrero
Guerrero é um guerreiro, foi em todas as bolas, não fugiu das divididas e teve participação ativa no jogo, não só pelo gol. Mas, precisa ser orientado a ser mais cauteloso, pois para a arbitragem brasileira, qualquer contato físico é falta. Acostumado com o futebol europeu, mais pegado, ele acaba fazendo muitas faltas e sendo um sério candidato a levar cartão.
No final do jogo, tudo indica que para o técnico, o empate era um bom resultado. Só isso explica termos terminado a partida com 4 volantes, nenhum meia e 2 atacantes cobrindo a lateral. 
Se o Douglas cansou, porque não adiantar um dos volantes e colocar o Giovanni que tem entrado bem e colocado um novo gás no time? Ah! eu me esqueci que empate fora de casa é sempre um bom resultado.
Mas, mesmo tendo se cansado no final do jogo, o que é natural, pois sem a colaboração dos laterais e com os dois atacantes abertos tendo que ajudar a cobrir as laterais do campo, ficou sobrecarregado na armação, Douglas foi o nome do jogo. Além de ter participado dos 2 gols, durante toda a partida errou apenas 3 passes e acertou 20, roubou duas bolas e, por várias vezes, deixou jogador na cara do gol. Pena que finalizaram errado!
Com o empate o Corinthians ganhou 1 ponto e subiu uma posição na tabela, estando agora com 36 pontos e ocupando o 8º lugar. Só faltam 9 para atingir a meta proposta pelo Tite e mergulhar de vez no preparo pro Mundial. Mas, pelo que vimos domingo, tem alguns pontos vulneráveis, principalmente nas laterais, e muito trabalho pela frente. Com os laterais vulneráveis e a zaga manca sem o Chicão, o jeito é colocar logo o Polga pra jogar, senão vai dar zebra. E, tratar de calibrar os pés da bolerada, pois temos que finalizar mais e acertar o gol. 
Tite ainda vai ter muito trabalho pra deixar o time preparado. Faltam peças e outras não estão se encaixando nesse quebra cabeça.  Como o Brasileiro foi jogado pra escanteio que, pelo menos se lembrem que o sucesso no Mundial depende de um bom desempenho no campeonato nacional. Como a Libertadores já passou e o Mundial ainda não chegou, que se lembrem, também, que o sucesso do futuro é construído no momento presente.
Portanto, não é hora de se poupar, de tirar o pé e de se sentir desmotivado pra jogar. Se, de fato, como afirma o treinador, ninguém tem lugar cativo no time, pelo desempenho de domingo, tem jogador que, ao invés de ir pro Japão, merece ver o Mundial pela televisão.

Ficha Técnica - Botafogo 2 X 2 Corinthians
Local: Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 23 de setembro de 2012, domingo 
Hora: 16 horas (de Brasília) 
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF) 
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Clóvis Amaral da Silva (PE) 
Cartões amarelos: Lucas e Márcio Azevedo (Botafogo); Douglas, Ralf e Jorge Henrique (Corinthians) 
Gols: Botafogo: Seedorf, aos cinco minutos do primeiro tempo e aos 30 minutos do segundo tempo Corinthians: Guerrero, aos oito, Douglas, aos 12 minutos do primeiro tempo. 
Botafogo: Jefferson, Lucas, Fábio Ferreira, Dória e Márcio Azevedo (Lodeiro); Gabriel, Jadson (Rafael Marques), Seedorf, Andrezinho e Fellype Gabriel; Elkeson. Técnico: Oswaldo de Oliveira 
Corinthians: Cássio: Edenilson, Wallace, Paulo André e Alessandro; Ralf, Paulinho e Douglas (Guilherme); Romarinho, Guerrero (Guilherme Andrade) e Martínez (Jorge Henrique). Técnico: Tite

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A história secreta da ação direta corinthiana pela anistia


Autor: Walter Falceta Jr.

Ontem, por ocasião dos debates em torno das declarações do "sabe-tudo" Emir Sader, o colega Thales Migliari nos brindou com a foto em que a torcida corinthiana desafia os tiranos militares e exibe uma faixa em favor da Anistia Ampla Geral e Irrestrita.

Essa imagem costuma frequentar os debates sobre futebol e política, mas pouca gente conhece os segredos dessa intervenção histórica, ocorrida em 1979, ainda na vigência da Ditadura.

O protagonista do caso é o CORINTHIANO Antonio Carlos Fon, jornalista respeitado e ético, que ganhou os principais prêmios brasileiros da categoria, como o Esso e o Vladimir Herzog.

Mestiço do mundo, Fon é 50% chinês, por contribuição do pai. Pela parte da mãe, tem 25% de sangue índio, 25% de sangue africano.

Foi membro da Aliança Libertadora Nacional, participando ativamente da resistência à Ditadura. Era apelidado de "pequeno grande guerreiro", por ser baixinho, magrinho e destemido.

Foi preso, torturado e respondeu a processo instaurado com base na famigerada Lei de Segurança Nacional.

Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, no início da década de 1990.

Abaixo, numa fusão de dois depoimentos, um deles para a Fundação Perseu Abramo, ele conta, com suas próprias palavras, como a resistência democrática e a Fiel marcaram um gol de placa contra a repressão:

“ Em 1979, nós parentes e amigos de perseguidos políticos, tínhamos fundado o Comitê Brasileiro pela Anistia. 

Mas, a palavra de ordem anistia estava muito restrita aos intelectuais, setores mais politizados e aos familiares e discutíamos muito como levar isso para o povo.

Um dia eu estava conversando com o Chico Malfitani que trabalhava comigo na Veja, e disse para ele: ‘O que precisamos mesmo é levar a palavra de anistia para a torcida do Corinthians, para o povo’. 

O Chico era um dos pioneiros da Gaviões e disse: ‘Vamos fazer’. Combinamos fazer isso num jogo Corinthians e Santos. 

No dia, o Chico teve um problema familiar e chegou um pouco mais tarde, mas nós entramos, conversamos com o pessoal com quem ele tinha acertado e avisamos somente uma pessoa na imprensa: Osmar Santos, que era um locutor esportivo mais conhecido e de esquerda, ligado às lutas democráticas.

E o Osmar Santos, anunciou: ‘A Gaviões vai fazer uma surpresa quando o time entrar em campo’. E isso levou todas as outras rádios, emissoras de TV e jornais a ficar esperando.

Na hora em que o time entrou, muitos fogos, aquela fumaça... E abrimos a faixa. Na hora que a fumaça baixou estava lá: Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.

Quase todo mundo fotografou e isso foi para o Brasil inteiro. E realmente conseguimos o objetivo; só que a PM tentou subir para nos prender. 

Quando a polícia começou a subir os degraus da arquibancada, os torcedores da Gaviões da Fiel deram-se os braços e fecharam o caminho.

Os soldados da Polícia Militar ainda tentaram forçar a passagem mas, nas fileiras de trás, milhares de outros corinthianos, braços dados, formando uma massa compacta, começaram a gritar, ameaçando descer as escadarias do estádio do Morumbi. 

O comando do policiamento deve ter avaliado a situação e dado uma contra-ordem, porque os PMs recuaram, desistindo de chegar até nós.

- "Eles estavam falando da nossa faixa"- dizia um torcedor ao meu lado, rádio de pilha colado no ouvido, boné e camiseta do Corinthians e um sorriso nos lábios. 

Eu jamais o vira antes e nem o encontrei depois, mas nunca o pronome possessivo na primeira pessoa do plural (nossa) me pareceu tão saboroso.

- "Anistia, ampla, geral e irrestrita" – dizia a faixa, e o fato dele a chamar de "nossa" tinha, para mim, pelo menos, um significado que ultrapassava em muito aquela fugaz solidariedade que se estabelece nos campos de futebol entre torcedores do mesmo time: a bandeira era minha e da torcida do Corinthians.

Só que o outro companheiro que tinha levado a faixa, Carlos MacDowell, era santista e ele disse: ‘Fon, não vou ficar assistindo o jogo aqui na torcida do Corinthians. Vou assistir da torcida do Santos’. 

Ele desceu e a PM o prendeu. Ele ficou preso pouco tempo, porque já tínhamos um esquema com o advogado Luís Eduardo Greenhalg, que o liberou no DOPS.

O engraçado, é que tive que fazer uma matéria para a Veja e ir ao DOPS para entrevistar o Edsel Magnotti, delegado titular que era quem prendia e torturava a gente. 

E aí ele demorou um pouco para me receber. Quando entrei, atrás da mesa dele estava uma ampliação enorme da faixa e eu lá, segurando ela. Era aquela coisa, como se ele tivesse dizendo: ‘Olha aí seu filho da mãe, eu sei que foi você’."

* Naquele jogo, realizado no Morumbi, com público de 108 mil pessoas, Sócrates abriu o placar, aos 26 do primeiro tempo, mas João Paulo empatou para o Santos, 11 minutos depois.

O segundo tempo foi duramente disputado e já se imaginava um empate. Aos 36 minutos do segundo tempo, no entanto, Palhinha marcou e decretou mais uma vitória corinthiana.

Naquele ano, o Corinthians foi campeão mais uma vez!

Crédito do texto e de imagem 
Walter Faceta Júnior/ facebook.com/groups/brigadamiguelbataglia/

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O lamentável erro de Emir Sader


Autor: Walter Falceta Jr.

Frequentemente, o grande equívoco do "magister, sociologiae" é acreditar-se menos professor e mais magistrado das ideias públicas, enfermidade que nos assola à direita e à esquerda.

Quando expõe um frustração pessoal, o equívoco veste a fantasia do dogma. Não importa se um ou outro pode submeter a opinião ao crivo epistemológico. O que vale, nesses casos, é a autoridade do mestre.

Despertamos nesta segunda com a lamúria do senhor Emir Sader, eminente pensador da esquerda brasileira:

- Favorecer o Corinthians sempre faz parte da política social do governo de opção preferencial pelos pobres?

O chororô de torcedor provocaria risadas e outras provocações fraternais se não ocupasse lugar em página cujo bordado inclui análises acadêmicas do cenário político, críticas à mídia hegemônica e, enfim, propaganda eleitoral.

Ali, como previsível, o debate instaurado foi outro. Reacendeu preconceitos, gerou desconforto e exibiu arrogâncias e desconhecimentos.

Não é de hoje que a intelectualidade brasileira irrompe no mundo do futebol, ditando sentenças.

Lima Barreto fundou Liga Brasileira Contra o Futebol, argumentando que o esporte desencaminhava os jovens e insultava as tradições brasileiras.

Em sua estocada lamentosa, Emir Sader excede-se no erro, o que, pelo via da comparação, parece perigoso a quem empenha sua pena, diariamente, na análise da política nacional.

Primeiramente, a qual "governo" alude o intelectual? Seria àquele que ele próprio apoia em sua incansável militância?

Se a resposta é "sim", convém que alerte seus pares da urgência de uma reforma ética na condução das arbitragens.

Resta cá uma dúvida, será que Dilma Rousseff reúne regularmente seus ministros para estabelecer estratégias de afago ao Corinthians e ao Flamengo (outro clube citado por Sader em seus comentários)?

Estranha também que Sader tenha pinçado da fustigada ala progressista da Igreja Católica um termo para destilar seu veneno dominical.

Será uma crítica velada (ou nem tanto) às ações pastorais desenvolvidas no Brasil por Dom Paulo Evaristo Arns, por Dom Helder Câmara e pelos irmãos Leonardo e Clodovis Boff?

Provavelmente, não. Mas é certo que a frase cabeçuda de Sader não traduz respeito pelo trabalho de seus confrades na esquerda.

Horas depois da postagem, Sader foi educamente repreendido por Mônica Toledo, advogada, corinthiana, mas também petista, neta de um operário que trabalhou por 50 anos nas Indústrias Matarazzo e serviu Prestes como guarda-costas voluntário.

O debate, que agora foi apagado do Facebook (infortúnio técnico?), mostra um Sader persistente na retórica de desqualificação do objeto de análise.

Curiosamente, sua tática de argumentação não difere muito daquela dos próceres da direita conservadora em Veja e Folha de S. Paulo.

Cabe informar que a indignação de Sader tem relação com um complicadíssimo lance ocorrido no primeiro tempo da partida entre Botafogo e Corinthians, no Rio de Janeiro.

Num ataque do time paulista, a bola é rebatida pelo guarda-metas. O argentino Martinez prepare-se para arrematar quando é derrubado por um adversário.

O árbitro assinala pênalti. No emaranhado de situações, ele e o auxiliar não puderam ver que atleta corinthiano se encontrava em impedimento quando do chute que originou a jogada.

Irregularidades como essa ocorrem aos montes, todos os dias, nos jogos disputados no campo de várzea do Vila Mafra e também nas pomposas arenas europeias, como Wembley e Camp Nou.

O próprio Botafogo só obteve seu único título brasileiro, em 1995, por conta de uma arbitragem desastrosa do polêmico Marcio Rezende de Freitas.

Sader não foi capaz de considerar corriqueiro o fato. Imediatamente, decretou a culpa do árbitro e de seu auxiliar, incluindo-os num suposto esquema de fabricação de resultados.

Curioso é que os mesmos críticos de Joaquim Barbosa, o intempestivo juiz do STF, repitam no cotidiano aquela que é considerada sua prática mais reprovável: condenar por impulso ou conveniência.

Se Sader tivesse lançado olhos aos "autos", veria que o Corinthians é, no Brasileiro 2012, justamente o time MAIS PREJUDICADO pelas arbitragens.

Não fossem os erros de arbitragem, teria sete pontos a mais, saltando do oitavo para o quarto lugar na classificação geral, conforme atesta o Placar Real (www.placarreal.com.br).

Em seu debate com Monica Toledo, o intelectual Sader reproduz a tática de desqualificação e generalização que tanto critica na propaganda eleitoral de ícones da direita, como o tucano José Serra.

Ele afirma, com convicção, que vários presidentes do Corinthians estavam alinhados com as forças conservadoras, como Wadih Helu.

Uma verdade, sem dúvida, mas que não define o objeto de análise. Seria o mesmo que desqualificar os brasileiros por, na mesma época, terem sido governados por Costa e Silva e Médici.

Convém lembrar que durante os anos de Helu o Corinthians não conquistou títulos. Viveu-se nessa época o grande jejum, que ao todo durou 22 anos, de 1954 a 1977.

Sader, obviamente, não conhece a história do Corinthians. Não sabe que foi fundado como o clube dos excluídos, dos operários, dos carroceiros, dos braçais e das lavadeiras.

Sader não sabe (e deveria saber, como homem de tantas sociologias) que a fundação do clube reflete a busca por protagonismos na São Paulo em industrialização.

Sader não descobriu a forte influência do anarquismo humanista na construção do sonho corinthiano. Certamente, não sabe que os pioneiros liam La Battaglia e ouviam lições da Escola Libertária Germinal. 

O Corinthians é grande e popular. E nunca porque algum governo o beneficiou. Cresceu justamente por representar um "não" ao poder estabelecido das elites bandeirantes.

Se Sader tivesse rigor em suas análises, procuraria saber o que ocorreu na partida entre o alvinegro e o Ypiranga, logo após o fim da Greve de 1917.

Sader conviveu com Sócrates e aprendeu apenas o que julgou conveniente. É evidente que os ex-jogador criticava as gestões conservadoras no clube. 

Porém, o Doutor também valorizava o ethos libertário corinthiano. Segundo ele, somente no clube poderia surgir a Democracia Corinthiana.

Sem dúvida, existem burgueses corinthianos, porque a instituição imaginada pelo ex-funcionário da Light e alfaiate Miguel Bataglia pretendeu sempre gerar comunhões de amor.

Os fundadores pensavam em cooperações ativas, em solidariedades, em miscigenações, em universalização de direitos.

Por isso, um time modesto da várzea logo arregimentou tantos militantes, tão saudavelmente diversos. Por isso é gigante. Por isso, move e comove milhões de brasileiros, inclusive Luiz Inácio da Silva.

Fosse mais atento e diligente, Sader descobriria que os primeiros movimentos públicos do Partido dos Trabalhadores, em seu berço paulista, adaptavam palavras de ordem e coreografias do Corinthians.

Talvez seja o momento de Sader rever seus conceitos. Muitos dos predicados do PT original tinham raízes num jeito de ser corinthiano. Perdidos, conduzem a agremiação para o canal raso da política convencional.

Walter Falceta Jr. é jornalista

sábado, 22 de setembro de 2012

Botafogo X Corinthians

Com parte do time descansado, com alguns desfalques e improvisos, o Corinthians enfrentará o Botafogo, no estádio do Engenhão. Em 9º lugar na tabela, com 35 pontos, o Corinthians busca mais 3 pontos, para se aproximar, o mais rápido possível, dos 45, meta para poder focar no Campeonato Mundial. O Botafogo, em 6º lugar e com 39 pontos, vai dar o sangue pra se aproximar do G4 e conseguir uma vaga na Libertadores. 
No último confronto, o time do Corinthians, inebriado com a conquista da Libertadores, em clima de comemoração, esqueceu de jogar futebol e perdeu de 2 a 0, em pleno Pacaembu lotado. E o mais estranho, é que a Fiel, também em ritmo de comemoração, perdoou o fiasco, cantou e gritou é campeão... 
Agora, passada a ressaca da festa, com o juízo já recobrado, esperamos seriedade e que joguem como Corinthians. Creio que já caíram em si e que estejam com o adversário entalado na garganta e prontos para darem o troco, devolvendo aquela vergonhosa derrota.
Ficha Técnica - Botafogo X Corinthians
Local: Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 23 de setembro de 2012, domingo
Hora: 16 horas (de Brasília) 
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF) 
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Clóvis Amaral da Silva (PE)
Botafogo: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos (Fábio Ferreira), Dória e Márcio Azevedo; Gabriel, Jadson, Seedorf, Andrezinho e Fellype Gabriel; Elkeson. Técnico: Oswaldo de Oliveira
Corinthians: Cássio: Edenílson, Wallace, Paulo André e Alessandro; Ralf, Paulinho e Douglas; Romarinho, Guerrero e Martínez. Técnico: Tite
Tite relacionou, também Júlio César, goleiro; Guilherme Andrade, lateral: Ânderson Polga, zagueiro; Guilherme e William Arão, volantes; Giovanni e Chiquinho, meias; e Jorge Henrique e Adilson, atacantes.
A novidade no banco é a presença de Ânderson Polga, zagueiro recém contratado do Sporting, para reforçar a zaga no Mundial do Japão.
Com os desfalques de Chicão, convalescendo de cirurgia, Fábio Santos, Danilo e Émerson, suspensos, o time está meio remendado e com alguns improvisos.
Wallace formará a zaga com Paulo André; Edenilson reviverá sua fase de Libertadores e atuará como lateral direito e Alessandro jogará improvisado de lateral esquerdo, no lugar de Fábio Santos; Ralf retorna como 1º volante e Guilherme volta pro banco. Mesmo tendo um lateral direito de ofício, Guilherme Andrade, Tite optou em improvisar o Edenílson, volante multiuso.
Mas, a grande mudança está no ataque, que volta a ter um jogador de referência. Douglas continua na armação, Romarinho e Martínez atuarão aberto pelos lados, tendo Guerrero como homem de referência dentro da área. Só espero que ele não tenha que, também, voltar para marcar. Se isso acontecer, Douglas terá prejudicada sua função de armador. 
O Alvinegro carioca trabalhou durante a semana em Saquarema, para melhorar o desempenho na competição na parte final da Série A. Quanto à escalação, o zagueiro Antônio Carlos sentiu dores na coxa e não tem presença garantida e Fábio Ferreira poderá formar dupla com Dória. No meio o volante Jadson ganha nova chance entre os titulares.
Seedorf voltou a treinar no meio da semana e tem vaga certa na equipe. O meia Fellype Gabriel ganhou o lugar do uruguaio Lodeiro e no ataque Elkeson será o homem de finalização.
Vamos jogar no Engenhão, estádio problemático para a torcida, que por mais cedo que saia de São Paulo, dificilmente consegue ver o início do jogo. E, cujo gramado, geralmente é um pasto, como todos os estádios disponíveis no Rio de Janeiro.
Será um jogo equilibrado, com os dois times buscando o resultado. Apesar dos desfalques e dos improvisos, temos time pra vencer. Dependendo da postura dos jogadores em campo, da concentração e do empenho, voltaremos com a vitória e com os 3 pontos. Eu confio.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"Quando surge o alviverde impotente..." dá até para poupar futebol e ganhar jogando em ritmo de treino.

Melhores momentos
Se analisarmos a técnica e a tática concluímos que não foi um jogo bonito de se ver. Em alguns momentos até deu raiva. O Corinthians não jogou tudo o que sabe, nem fez tudo o que poderia. Diante de um adversário descontrolado, afobado e desnorteado daria até pra ter goleado. Mas, o Timão preferiu se poupar e não se arriscou. Ficou esperando o erro dos palmeirenses e quando fez o resultado, apenas administrou.
Com maior posse de bola, (54%) eles finalizaram mais. No entanto, nervosos e descontrolados, erraram muito. E, quando não erraram, o Cássio defendeu. Também, correram mais, mas como não era maratona e sim jogo de futebol, a correria nada adiantou. Tanta afobação deu em nada. O Corinthians ficou na espreita e, em duas roubadas de bola, liquidou a partida. Aparentemente, o time da Barra Funda tinha mais raça, correu mais e brigou mais. Mas, como o que vale é bola na rede, de nada adiantou tanta correria e vontade. Faltou equilíbrio. E competência.
Vandalismo da torcida do Palmeiras



Aliás, briga é que não faltou. Brigaram com nossos jogadores, brigaram com o árbitro, a torcida brigou entre si, depredaram parte do Pacaembu, atiraram objetos no gramado, inclusive parte de uma cadeira, torcedores verdes tentaram invadir a área vip para agredir os dirigentes, os seguranças, na saída, brigaram com nossos seguranças. E, como acharam pouco, palmeirenses invadiram e depredaram o restaurante do vice presidente do clube, que, na ocasião jantava com o presidente e para se livrarem de uma pior, tiveram que se esconder. Mas, não ficou por aí. De manhã, a loja oficial do clube amanheceu pichada com ameaças aos jogadores. E ainda dizem que a Fiel é a torcida violenta.
Com as ausências de Alessandro e Chicão, a defesa corinthiana estava meio desentrosada, apresentando uma certa fragilidade no seu lado direito, o que de início foi explorado pelo adversário. Mas, Tite, muito tranquilo, ajustou a marcação para compensar as dificuldades do novato Guilherme Andrade e a postura menos técnica do Wallace, em relação ao ausente Chicão. Como eu já previa no pré jogo, Ralf e Paulinho tiveram mais trabalho, mas como no Corinthians todos têm que marcar, a fatura foi dividida.
No ataque, Danilo, embora posicionado como centro avante, invertia a posição com os demais atacantes, confundindo muito a já desorientada defesa palmeirense.
Enquanto o timão era só tranquilidade, tranquilo demais para nós torcedores, que queríamos ver um time com a faca nos dentes e sangue nos zóios indo pra cima da porcada e vencendo de goleada, o Palmeiras era só desespero e desequilíbrio. Valdívia, quando joga contra nós é sempre o mesmo. Mais preocupado em caçar encrenca do que em armar as jogadas do seu time, não ficou só nas reclamações como lascou um tapa na cara do Ralf. Talvez não tenha superado ainda o chega pra lá que levou do Chicão, e como o Xerife está dodói, sobrou pro nosso Pitbull. 
Barcos, peitou Wallace depois de um pisão e enquanto ele reclamava, a defesa do seu time bobeava. Juninho perdeu a bola e o carrasco do Palmeiras não deixou barato e abriu o placar no Pacaembu.
Gol do Romarinho

O destempero de Luan
Há 7 jogos sem marcar, Romarinho só quis comemorar e saiu correndo batendo no peito e nem se lembrou que não era a Fiel que estava nas cadeiras amarelas. Seu gesto quase desencadeou a 3ª guerra mundial. Luan veio como louco pra cima do nosso atacante, que para não apanhar foi protegido pelos companheiros e o juiz bananão, apenas advertiu verbalmente o atacante palmeirense, que já tinha um amarelo por simulação de pênalti, e deu cartão amarelo pro Romarinho. Muito estranho, porque a comemoração do Romarinho não foi acintosa, ele não fez nenhum gesto agredindo ou tripudiando a torcida adversária e apenas bateu no peito e mostrou o escudo. 
E ocorreu no mesmo lugar onde o Luiz Fabiano, imitando o Bolt, provocou a torcida do Corinthians, comemorando acintosamente seu gol no Pacaembu. Romarinho, menino simples e educado, pediu desculpas no intervalo, mas mesmo assim foi duramente recriminado pelos porcos e Marcos Assunção incitou a torcida contra ele, ao afirmar que ele corre sérios riscos de, na rua, ser agredido por torcedores palmeirenses. Tal era o desequilíbrio de Luan, que enquanto Narciso, percebendo os riscos que ele corria de levar o 2º cartão, preparava Maikon Leite para substitui-lo, ele tomou o 2º amarelo por dar uma entrada forte no Guilherme Andrade. Com um a mais e vencendo o jogo, o Timão relaxou, dando brecha ao Palmeiras, que partiu desesperado para o ataque, chegou a ter algumas chances, mas, devido ao descontrole emocional dos seu jogadores, desperdiçou suas oportunidades. 
Gol do Paulinho
No 2º tempo, o time voltou mais atento e melhor posicionado, preenchendo todos os espaços e ficou à espera dos erros do adversário, que, certamente viriam. Jorge Henrique substituiu Martínez, que já havia sido amarelado e não fazia uma boa partida. Com a mudança, Paulinho ficou mais livre e, numa falha individual de João Vítor, Douglas fez um lançamento perfeito para o volante mandar de cabeça para o fundo das redes.
Narciso, procurando dar mais força ao ataque, mexeu no time, colocando Obina no lugar do baleado Marcos Assunção e Tiago Real para substituir Correia. Apesar de algumas investidas individuais, as mudanças não surtiram o efeito esperado. O descontrole emocional dos jogadores, mais preocupados em reclamar e provocar, ocasionaram a perda de gols imperdíveis, além da boa performance de Cássio.
Tite também mexeu no time, substituindo Romarinho e Douglas por Edenilson e Giovanni. Aos 43 minutos, Obina fez falta em Paulo André, o árbitro auxiliar bandeirou, a defesa do Corinthians parou, Valdívia continuou a jogada e pro fundo da rede a bola mandou. O árbitro, de início, o gol validou, mas depois, com o auxiliar confabulou, repensou e o gol anulou. O time verde chiou, o Tite bronqueou e logo depois, o jogo acabou.
Lances e comentários
Eventos

E, mais uma vez a arbitragem estragou o espetáculo, invertendo faltas, distribuindo cartões quando deveria advertir verbalmente, só conversando quando deveria mostrar cartão, ora o árbitro sendo bananão, ora atuando com rigor excessivo. A arbitragem perdeu o controle da partida e depois resolveu mostrar autoridade distribuindo cartões a esmo. Desagradou os dois times e quase apanhou dos palmeirenses.
As torcidas tiveram comportamentos muito diferentes.
Torcidas antes do jogo
Clima da torcida do Palmeiras
O clima da torcida mandante era tenso, embora tentassem demonstrar esperança e confiança. E o barril de pólvora camuflado explodiu logo após o time levar o 1º gol. Tão ou mais desequilibrado que o próprio time, a torcida promoveu cenas de lamentáveis de vandalismo, que ultrapassaram os limites do Pacaembu.
Marcos e César Sampaio, em clima de velório, não conseguiram esconder a angústia e a decepção. E, na saída, Marcos ainda foi assediado e cobrado pela torcida. 
É Marcos, então o terror da Gambazada voltou? Não temos medo de assombração e sabemos exorcizar espíritos... de porco.
 Dá-lhe Romarinho! Dá-lhe Paulinho!

Torcida do Corinthians
Na torcida do Corinthians, o clima era de festa. Esbanjando confiança, embora em minoria, partiram para a provocação. A partir do 1º gol, os palmeirenses, desesperados e descontrolados partiram para o xingamento e pro quebra quebra, enquanto os corinthianos faziam a festa. Com o gol do Paulinho, a Fiel explodiu de alegria e a porcada explodiu de raiva.
O Corinthians venceu o jogo no descontrole do rival e teve no equilíbrio, na confiança e na tranquilidade dos seus jogadores a sua arma letal. E os jogadores nem precisaram se empenhar muito e suar a camisa porque "... quando surge o alviverde impotente..." dá até para poupar futebol e ganhar jogando em ritmo de treino. E, na "...defesa que ninguém passa..." Paulinho e Romarinho passam com a maior facilidade. 
Dessa vez Valdívia nem tentou dar o chute no vácuo, talvez por saber que seria difícil chutar a própria cabeça. Os corinthianos, tranquilos, deixaram a bola com eles e ficaram só esperando os erros dos adversários. Parecia gato esperando o rato cansar, para depois dar o bote e devorá-lo. Se o Timão tivesse se empenhado mais poderia ter goleado, mas, como estamos em ritmo de treino pro Mundial, 2 a 0 ficou de bom tamanho.
Mesmo assim, mais uma vez afundamos o Barcos, que só pode ser Pirata. Ou seria uma canoa furada? E constatamos que o mago Valdívia, diante do time do Corinthians, não consegue nem ser um mágico de cirquinho mambembe.
Ficha Técnica - Palmeiras 0 X 2 Corinthians
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP) 
Data: 16 de setembro de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília) 
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP) 
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Rogério Pablos Zanardo (ambos de SP) 
Assistentes adicionais: Raphael Claus e Antonio Rogério Batista do Prado (ambos de SP) 
Cartões amarelos: Artur, Obina, Barcos (Palmeiras). Fábio Santos, Cássio, Ralf, Romarinho, Martínez, Danilo (Corinthians) 
Cartões vermelhos: Luan (Palmeiras) 
Gols: Corinthians: Romarinho, aos 22 minutos do primeiro tempo. Paulinho, aos 8 minutos do segundo tempo
Palmeiras: Bruno; Artur, Mauricio Ramos, Henrique e Juninho; Correa (Tiago Real), Marcos Assunção (Obina), João Vitor (Márcio Araújo) e Valdívia; Luan e Barcos. Técnico: Narciso
Corinthians: Cássio; Guilherme Andrade, Wallace, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Douglas (Edenilson) e Danilo; Martínez (Jorge Henrique) e Romarinho (Giovanni). Técnico: Tite

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