quarta-feira, 30 de março de 2011

Adeus Bruno Cesar

Bruno César veio para o Corinthians através de uma parceria com um grupo de empresários, começou bem, foi artilheiro do time e revelação do Brasileirão 2010. Meia habilidoso e dono de um forte chute de fora da área, caiu logo nas graças da Fiel e do então técnico Mano Menezes. Com a vinda do Adilson, numa das invenções do Pardal I, passou a ser utilizado fora de sua posição,  caiu de rendimento e  foi cobrado pela torcida e pela mídia. Numa dessas cobranças, num arroubo de sinceridade, atribuiu sua queda de rendimento ao  fato de estar jogando numa posiçao equivocada. Sua afirmação, embora verdadeira e lógica, foi muito criticada e desagradou o técnico e outros setores do clube. Mas, continuou sendo mal escalado e passou a ser substituído com frequência. Com a chegada do Tite, continuou fora da posição e, consequentemente, não rendendo muito. Sua ansiedade só aumentava e, tentando ajudar, quando com a bola no pé, chutava para o gol. Jocosamente, passou a ser chamado de chuta-chuta. É bom lembrar que o momento era crítico, com muitas contusões na equipe, principalmente no ataque e que os reservas perdiam até gols sem goleiro. Sua ansiedade foi vista como egoismo pelos medalhões do time, chegando a ser repreendido asperamente pelo William, então capitão, e num jogo em que não passou a bola e perdeu um gol, o Ronaldo declarou que tinha egoista no time. No início do Paulista, todo o time ia mal. No entanto, o Pardal II o elegeu responsável pela má fase e, após o empate contra o Tolima, foi para a reserva e, logo em seguida, afastado do time por deficiência técnica. Obviamente, é muito mais fácil afastar um jovem de 22 anos do que mexer com medalhões famosos. Todos estavam mal, alguns nem aguentaram a pressão e caíram fora, mas, alguém precisava ser imolado para acalmar os deuses da mídia e da torcida. BC foi o cordeirinho da vez. Imaturo, mal assessorado e ainda embalado pelos holofotes de revelação do campeonato brasileiro, reagiu, reclamou e esperneou. Sua atitude desagradou a comissão técnica, parte dos jogadores e a diretoria. Foi repreendido publicamente pelo Andrés, perdeu definitivamente a posição para o Morais e passou a ser reserva, até do Danilo. A fritura, até então em fogo baixo tornou-se mais intensa, sendo que sua situação agravou-se com uma contusão. Durante seu afastamento foi falado do interesse do Vasco pelo jogador e que ele teria dito que se não tivesse espaço no Corinthians iria procurar outro time, o que foi desmentido posteriormente. A fragilidade do meio campo e desfalques por contusões e suspensões proporcionaram seu retorno ao time, mas, continuou sendo mal escalado. Com o físico não muito em forma, embora não estivesse pesando mais de 100 quilos, e com o psicológico ainda abalado, parecia estar insatisfeito.

O grupo de empresários que o colocou no Timão não o fez por amor ao Corinthians nem por amor ao jogador; empresário visa lucro. BC foi colocado no clube porque o time é uma vitrine privilegiada na valorização e venda de jogadores. Mas, quando a mercadoria fica escondida na prateleira atrás de outros produtos, perde a visibilidade, desvaloriza-se e diminuem-se as possibilidades de negócio. E como empresário não rasga dinheiro, em 25/03, fomos surpreendidos com a seguinte nota oficial do Corinthians.

"A diretoria do Sport Club Corinthians Paulista foi informada no final da tarde desta sexta-feira pela parceira do clube nos direitos do jogador Bruno César que deve receber nos próximos dias uma proposta de um grande clube do futebol português pelo meio-campista.
Caso a proposta se concretize, Bruno César será negociado e liberado ao término desta edição do Campeonato Paulista."

O final da história já sabemos. BC foi vendido para o Benfica de Portugal, nosso meio campo ficou ainda mais frágil, vamos para a próxima fase do Paulista com Morais e Danilo e que São Jorge nos ajude...
O comunicado revela que o Corinthians foi informado de distrato do aluguel da vitrine. Posteriormente foi divulgado que, por esse aluguel, o clube vai receber o pagamento de dois milhões de reais,  com o direito de utilizar o jogador até o fim do campeonato.

Depois que futebol virou business tudo indica que produtividade, vitórias e títulos pouco interessam. Bruno Cesar vai jogar sem motivação, com a cabeça no Benfica, trampolim para um time de ponta da Europa e pensando nos euros que vai ganhar. Possivelmente, até com um pouco de mágoa, pela fritura que sofreu. O Corinthians perde um jogador promissor pela incompetência de seus dirigentes e técnicos, (Pardais I e II), que não conseguiram fazer o BC jogar tudo o que poderia, desenvolvendo seu potencial e suas habilidades. E nós vamos continuar sofrendo um pouco mais.

E depois dizem que português que é burro!

segunda-feira, 28 de março de 2011

São Paulo e Corinthians. Perdemos para nós mesmos

Toda derrota é dolorida. Mas, dói muito mais quando suas causas decorrem mais das nossas próprias falhas do que do mérito do adversário. E essas começaram bem antes do time entrar em campo,  na ausência de planejamento para a temporada, na demora na reposição dos desfalques da equipe, na carência de criatividade no meio campo e  na instabilidade emocional gerada pelas mudanças no elenco na semana que antecedeu o jogo decisivo na tabela de classificação.

A falta de planejamento e demora na reposição de jogadores resultaram nas nossas deficiências técnicas e táticas. Nosso meio campo é muito fraco na criação e na armação, deixando o ataque na dependência de um volante chegar de surpresa, dos laterais, (que pouco chegam na área)   e dos próprios atacantes que precisam fazer múltiplas funções, marcando como volantes, armando como meias e partirem para fazer o gol. Morais, além de fraco na criação, é irregular e esteve abaixo de sua média, que já é baixa. Cachito movimenta-se bem, mas, é melhor na marcação que na armação e Danilo é um ex jogador recebendo salário do Corinthians com direito a usar o CT para manter-se em forma. E o único que poderia ter feito a diferença, após ter sido escalado fora de posição pelos Pardais travestidos de técnicos, foi fritado e vendido. (O próximo post será sobre o Bruno César). E num setor tão carente, também vendemos o Éverton Ribeiro sem ao menos testá-lo num jogo.  Carente de um meia armador, Jorge Henrique, Dentinho e Liedson, atacantes multi usos, foram fortemente marcados,  o que limitou o poder ofensivo do time.

Outro problema crucial, também reflexo do planejamento, ou melhor, do não planejamento, é a ausência de um técnico mais criativo e ofensivo. Tite não tem perfil para dirigir um time de ponta, que briga para ser campeão. É técnico para time intermediário e para time pequeno, que luta para não cair. Até cheguei a pensar que ele fosse mais um motivador do que um técnico, mas, me enganei. Um técnico que se desequilibra quando o time leva gol, que demora e vacila nas substituições, que mais reclama da arbitragem do que orienta os jogadores e que é incapaz de uma atitude propositiva nos momentos críticos não consegue motivar nem a si mesmo, quanto mais o grupo. O Morais e o Jorge Henrique não estavam jogando nada e nem deveriam ter voltado no 2º tempo. O descontrole emocional dos jogadores evidenciam que o tão falado equilíbrio não foi devidamente trabalhado na preparação do time, que demonstrou desespero, e os jogadores, além de não terem a frieza necessária, perderam a cabeça, acarretando as expulsões. A atitude do Dentinho foi de total irresponsabilidade e  imaturidade. Um time perdido e desorientado reflete a desorientação de seus comandantes.

Até que ponto a ameaça da perda da posição com a vinda do Adriano, o novo camisa 10, alterou o emocional do elenco, principalmente do Morais, JH e Dentinho? Se o elenco tivesse sido montado no início do ano, este e outros problemas teriam sido trabalhado na pré temporada e não teriam desestabilizado o time às vésperas de um clássico. Aliás, depois deste jogo, revi minha posição anterior em relação aos atacantes. Não estamos bem e o Adriano pode fazer a diferença.
 
Erros do adversário e da arbitragem também ocorreram. O árbitro foi muito mais rigoroso com o Timão, deixou de dar o 2º cartão para o Rodolfo, a falta do 2º gol foi duvidosa, o goleiro deles fez cera nas  reposições de bola e não foi punido, eles bateram muito e não foram penalizados, sendo que em alguns lances nem foram marcadas faltas. Mas, nossos erros foram decisivos para a derrota, perdemos para nós mesmos e por isso perdemos o jogo e a liderança, tal como perdemos o Brasileirão 2010 e a pré Libertadores.

Que isso tudo sirva de alerta para a diretoria, comissão técnica e elenco. Que as reposições ocorram com urgência. Que venham os jogadores que faltam e que se busque um técnico competente, à altura da grandeza da instituição Corinthians. E, principalmente, que todos tenham inteligência e competência para aprenderem  com os próprios erros.

sexta-feira, 25 de março de 2011

UM IMPERADOR NA REPÚBLICA POPULAR DO CORINTHIANS?

Parece que já está decidido. Adriano vem mesmo para o Corinthians. Agora é vibrar para que dê certo.
Acompanhei a carreira do Adriano, sempre o admirei como jogador, torci muito por ele e vibrei com seus gols, na Inter de Milão e na seleção. Aí ele perdeu o juízo e seu futebol começou a desaparecer. Não tenho o direito de censurar sua vida pessoal, apenas lamento que seu belo futebol tenha sido prejudicado pelo seu comportamento extra campo. No último ano até chegou a receber a lixeira de ouro, "prêmio" dado na Itália, ao pior jogador da temporada, além de acumular uma série de problemas disciplinares.,

Pensando no Corinthians, temo pela sua vinda. Apesar de algumas deficiências, nosso time está superando as dificuldades e nossas carências estão mais nas laterais, onde não temos reservas, e no meio campo. O ataque, reforçado com a vinda do Liedson e do William, está bem servido. Além disso, o clima está muito bom, sem estrelas e com muitos operários guerreiros. O próprio Liedson, de grande qualidade técnica, é um exemplo de humildade e de jogador de grupo, do coletivo, sem nenhum sintoma de super star.

Será que o Adriano vai conseguir se integrar nesse Corinthians disciplinado, equilibrado e aplicado?
Será que as cláusulas contratuais serão suficientes para segurar os ímpetos baladeiros do Imperador?
Adriano vai esquecer seu amor pelo Flamengo, sua paixão pela Vila Cruzeiro, as praias cariocas, as baladas e fixar raízes em São Paulo ou  vai viver na ponte aérea, em busca do paraíso perdido?
Será que está chegando mais um louco pro bando ou um pacote de problemas?
Como o elenco, que se esforçou na superação pós desastre na Libertadores, irá se comportar diante de alguém que já chega com um salário maior, com a fama de indisciplinado e que vai tirar do time principal um jogador que já havia conquistado a posição de titular?
Os operários vão ter a mesma boa vontade de correr por ele como faziam pelo Ronaldo?
O Tite vai saber administrar esses problemas?
O Edu, o novo gerente, conseguirá lidar com tantas contradições e incertezas?
O Ronaldo, pai da sua contratação, conseguirá segurar os pitis do Adriano?

Embora não seja um craque como o Fenômeno, o Adriano, motivado, em forma e com vontade, é um artilheiro nato e uma ameaça para qualquer defesa. A questão é se jogar no Corinthians, e não no Flamengo, seu time do coração, será para ele um desafio capaz de motivá-lo a resgatar o craque que ele já foi um dia.
Que cenário poderemos visualizar? A volta por cima, o renascimento do goleador ou um novo fracasso?
E nós torcedores corinthianos, principalmente os que fomos contra sua contratação, como iremos encarar tudo isso?

Agora que o contrato já está assinado, não temos alternativa. Torcemos para o Corinthians, o Adriano é jogador do Corinthians, portanto, pelo menos, pelo bem do Corinthians, precisamos torcer e vibrar pelo Adriano. Não adianta secar o jogador, por mais problemático que ele possa ser. Seu êxito ou seu fracasso terão influência decisiva no Campeonato Brasileiro. Quem era contra sua vinda, tem que entender que, agora, trata-se de uma postura de redução de danos, que deve começar pela mudança do nosso campo vibratório. 
Vamos acolher o Adriano como mais um louco do bando, vamos incentivá-lo, guardando nossas cornetas, e esperar pelos seus gols. Vamos acreditar que o ambiente harmonioso, equilibrado, familiar e repleto de religiosidade do elenco corinthiano possa ser o elemento propulsor de uma nova fase de sua vida pessoal e profissional; que o amigo Ronaldo possa ser o farol guia de sua jornada corinthiana; que o Timão seja encarado por ele como a possibilidade de mostrar ao mundo que seu futebol não está morto e que ele caiu, sim, mas que não vai continuar eternamente no chão; que, jogando no Corinthians,  ele vai ter  a  oportunidade de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Vamos torcer para que no Timão, ele possa encontrar o verdadeiro Império do Amor, amor que a Fiel jamais negou àqueles que souberam honrar nosso manto sagrado.
Isto não significa que devemos passar a mão em sua cabeça, em mimá-lo e tratá-lo como um coitadinho. Pelo contrário, é preciso que ele tenha disciplina e seja cobrado. O que não podemos fazer é pré julga-lo e condená-lo por antecipação, o que, além de desumano, seria pouco inteligente.
Vamos acolhê-lo, sim, não como um imperador, mas como um exilado, como alguém que,   excluído de sua pátria adotiva, foi rejeitado, também, em seu berço de origem. 
No Corinthians, ele terá todas as oportunidades de ser feliz e de, também, nos tornar mais felizes, desde que ele faça a sua parte e que seja capaz de entender e aceitar que ele vem para somar e não para comandar. Afinal, somos uma república, a República Popular do Corinthians e numa república não tem lugar para imperador, apenas para cidadão.

SEJA BENVINDO CIDADÃO ADRIANO!!! 
Desejamos que aqui você possa ser feliz e recuperar sua auto estima e seu bom futebol.
A Fiel vai estar ao seu lado, apoiando, mas, também, cobrando.
Aqui, em nossa república você terá os direitos e deveres de um cidadão, jamais as benesses de um imperador. Isso significa que garantiremos seus direitos, mas que não terá privilégios. Vamos exigir, sempre, empenho e produtividade.
No Corinthians não pode vacilar. Tem que ter gana, sempre.
Buscar a vitória em todos os jogos, mesmo contra o Flamengo. A Fiel ama os seus ídolos, mas, não perdoa traição.
E que Deus o abençoe e proteja, hoje e sempre.

CORINTHIANS 3 OESTE 0. QUE BOM! CALARAM A MINHA BOCA



Escrevi no post anterior que tínhamos time para golear o Oeste, mas, como boa corneteira, apontei alguns fatores que poderiam nos complicar. Felizmente, apesar de algumas falhas, saímos com um belo resultado e liderando a classificação. O jogo já foi exaustivamente  comentados na imprensa e em blogs, por isso, não vou cansar o leitor com repetições, limitando-me, apenas, a fazer algumas observações pontuais sobre a partida.

O Corinthians foi superior ao Oeste e em nenhum momento fomos ameaçados, o que era de se esperar pela nossa superioridade técnica. Os jogadores se empenharam, correram e se esforçaram. Mas, alguns problemas ainda persistem e precisam ser corrigidos para os próximos jogos.
A zaga foi bem, mas o nosso xerife continua abusando dos chutões.  Os laterais marcaram bem, mas, quase não chegaram na área. Será que se pouparam para o próximo jogo? Paulinho mereceu fazer o gol. Está cada dia melhor, marcando e aparecendo de surpresa na área, a la Elias. Quem era mesmo o volante que foi para a Rússia?
Mas, nem tudo é alegria no meio campo. Continuamos com problema na criação e na armação. Morais foi melhor no 1º tempo e sumiu no 2º. Cachito se encaixou na marcação e, assim como Morais, pouco criou. Jorge Henrique e Dentinho correram, marcaram, vieram pro ataque, mas, como não são meias, pouco contribuíram na armação e na criação. Bruno César entrou bem e com ele a armação melhorou. Será que um dia o Tite vai escalar o BC na posição que ele rende mais? Considero que ele é superior ao Morais, mas, fora da posição e sem uma sequência vai ser difícil recuperar a camisa 10. Será que ele vai precisar ir para a Europa para resgatar sua confiança e seu futebol? Liedson, apesar da precariedade da armação, deixou a sua marca e já é artilheiro do campeonato.  LiedSHOW! LiedGOL! E o Dentinho foi mais objetivo e até voltou a fazer gol. 

Em alguns momentos o jogo esteve meio embolado, o que não pode se repetir com um adversário mais qualificado e, quando embola o meio campo, os laterais precisam chegar mais ao ataque, para não sobrecarregar tanto o Dentinho e o Jorge Henrique. Seja pelo meio, seja pelas laterais, a bola tem que chegar ao Liedson, que não deve voltar para marcar na área adversária.
O jogo foi bom. Valeu pelos 3 pontos, pela liderança, pela artilharia e pelo treino de luxo. Apesar do adversário ser fraco, deve ser melhor treinar contra o Oeste do que contra o sub 17.

Mudando de assunto, o time do Jardim Leonor perdeu do Paulista de Jundiaí com mais três frangos  do Rogério, sendo um deles de caneta. Parece que o goleiro já está se preparando para a futura aposentadoria. Ele deve montar uma granja com os frangos que tem levado  e nas horas vagas, para se distrair, vai caçar borboletas.

terça-feira, 22 de março de 2011

CORINTHIANS X OESTE. TEMOS TIME PARA GOLEAR, MAS....

O jogo de hoje teria tudo para ser uma barbada, um jogo tranquilo, para golear. Mas, as dificuldades que temos encontrado, sobretudo contra os times considerados pequenos, deixam-nos apreensivos e cautelosos. Indubitavelmente, nosso time é muito superior em condições técnicas. Seu elenco é mais qualificado, seus jogadores têm melhores salários, treinam em um CT de 1º mundo, quando se machucam são tratados por médicos top de linha, além de outras vantagens. Vivi a maior parte da minha vida no interior e conheço bem as dificuldades que seus times enfrentam para sobreviver.
No entanto, quando jogam contra o Corinthians, todos fazem o jogo da vida. Os jogadores vêem a oportunidade de serem observados, de mostrarem serviço e, talvez, carimbarem o passaporte para um time grande. Os times vêm fechadinhos, numa retranca difícil de furar e na espera de fazer um gol no contra ataque. E isso pode acontecer, como ocorreu no jogo contra a Ponte Preta, em que tomamos 1 a 0 em pleno Pacaembu.
É aí que a tática faz a diferença, onde, aliada a nossa superioridade técnica poderá, (ou poderia) ser o diferencial. Mas, é justamente aí que temos falhado. Não temos conseguido passar pela retranca e temos tomado alguns gols nos contra ataques, empatando e, até perdendo para times muito inferiores.
Para o jogo de hoje, alguns fatores poderão dificultar e impedir a tão sonhada goleada. O time ainda não se encontrou na armação e na criação. Morais melhorou muito, mas ainda está muito longe da habilidade do Douglas. Bruno César, que amanhã estará no banco, tem sido mal aproveitado, jogando como ponta e não na função que o consagrou na era Mano, que, apesar de retranqueiro, não inventava e escalava o jogador na posição em que ele pudesse render mais. Embora não saiba o que o Tite entende por meia se sustentação, percebo, claramente, que o Jorge Henrique tem exercido múltiplas funções, de volante a atacante, e, nesse corre corre desenfreado, nosso motorzinho acaba batendo pino, rendendo muito menos do que renderia se estivesse devidamente posicionado. O Dentinho parece que está cariado e precisando de um bom tratamento de canal. Jogando como ponta, está mais para atleta de triatlo que para jogador de futebol. Corre, pedala e... nada. Movimenta-se muito por todo o campo, passa o pé em cima da bola, cai, dá alguns dribles, mas, gol que é bom, nada. Tem alguns ataques de NEYMARice, faz umas gracinhas, toca a bola de lado e, numa total falta de objetividade, pouco produz. William, que entrou bem contra o Mirassol, é mais objetivo, mas, fica no banco. LiedSHOW é habilidoso, tem faro de gol, é objetivo nas jogadas. Mas, tem que sair para a marcação, a la volante, e como não tem o dom da onipresença, às vezes, não está na área para receber a bola, além de chegar no fim do jogo completamente desgastado e sem o pique necessário num contra ataque rápido. Até entendo que ele possa ajudar na marcação da saída de bola dos zagueiros adversários, mas, alternar as funções de atacante e volante o tempo todo beira a irracionalidade.
Erros sucessivos de passes, falta de paciência para trabalhar as jogadas, abuso dos chutões, e erros nas finalizações têm nos causado sérios problemas que, se não foram devidamente sanados poderão nos complicar muito, contra o Oeste. E ainda existe a ameaça Danilo que, se estiver no banco, com certeza vai entrar no 2º tempo, para errar passes, cair e perder a bola, dando, de mão beijada, o contra ataque para o Oeste.
Será que alguém da comissão técnica enxergou esses problemas? Será que houve um treino intensivo de finalizações? 
Ou "será que a treinabilidade na adversidade aliada a compenetrabilidade do esforço do coletivo aliado à individualidade de cada um resultará no equilíbrio, trazendo  muita luz, para mim e para ti".
De fato, temos time para golear, mas...

Peço a São Jorge que proteja e ilumine nosso Timão. E que nos livre das Pardaíces e de um empaTITE em pleno Pacaembu.
Um bom jogo para.mim e para ti E, tomara que eu esteja, totalmente errada  e que o Corinthians cale a minha boca com uma bela goleada.
VAAAAAAAAAAAAAAAI  COOORIIIIIIIIIINTHIANS!!!!!!

Em tempo: Gostaram do meu "titês"? Estou me esforçando muito para entender e aprender a nova língua do filósofo dos Pampas.



segunda-feira, 21 de março de 2011

VITÓRIA APERTADA E NO SUFOCO

Esperava um jogo sem grandes emoções, sem sustos e sem sufoco. Mas, isso não ocorreu. O time começou embalado e, no abafa, aos 9 minutos saiu o gol. Num chute forte do Paulinho, o goleiro rebateu e o Liedgol não perdoou e converteu. Parecia que vinha uma goleada, mas, o time desacelerou, não manteve o padrão, errou muitos passes, abusou dos chutões e não mais conseguiu furar a retranca do Americana.  Com a responsabilidade de ajudar na marcação, os atacantes movimentavam-se muito e nesse corre corre, houve momentos em que não tinha ninguém na área para receber a bola.  Bruno César não foi bem como no jogo anterior e Dentinho movimentou-se muito, mas, com pouca objetividade. Tite demorou para fazer as substituições e, errou ao tirar Morais, que era o mais criativo, e ao colocar o Danilo. O William deveria ter entrado antes, pois, o Dentinho não vinha bem. E o Dormonilo, mais uma vez, quase põe tudo a perder. Quando ele entra em campo fico em pânico. Sei que passamos a jogar com 10. E, dessa vez, não foi diferente. Errou passes, caiu e deu um contra ataque para o adversário que quase resultou no gol do empate. O final do jogo foi um sufoco.
E o que poderia ser um jogo tranquilo e, até, pela má qualidade técnica do adversário, uma goleada, acabou sendo um jogo ruim e decepcionante. Valeu pelos três pontos e o Tite vai ter muito trabalho para corrigir as falhas, inclusive as próprias.
Para mim, foi um jogo de muitas emoções, ansiedade, angústia, medo, desespero e raiva.
Ansiedade pelo 2º gol para matar logo o jogo.
Angústia ao presenciar tantos passes errados e chutões
Medo de tomar um gol no contra ataque, como no jogo da Ponte Preta.
Desespero ao ver o tempo passar e o time patinar.
Raiva pela demora da substituição do Dentinho pelo William, que poderia ter mudado o jogo, pela substituição do Morais, que estava bem e, principalmente, pela entrada do Dormonilo, cada vez mais lento e sonolento, que só erra passes e vive caindo. 
Felizmente, após o sufoco no final, o alívio do apito do árbitro.
Recadinhos para o Tite. 
LiedSHOW é atacante, não é volante. Pode até ajudar na marcação da saída de bola dos zagueiros, mas, não voltar para marcar. No final do jogo ele não conseguiu voltar a tempo para a área e perdeu um gol, pois, estava desgastado com tantas idas e vindas para marcar.
Danilo, além de lento e sonolento, tem o DNA sãopaulino. Não dá liga no Timão.
Dentinho está precisando de um estágio no banco para recuperar seu futebol de 2008/2009.
Está na hora de experimentar a dupla Liedson / William no ataque do Timão.

domingo, 20 de março de 2011

SANGUE CORINTHIANO, SEJA FIEL TAMBÉM NA SOLIDARIEDADE

Mais uma vez a Fiel sai na frente. A campanha Sangue Corinthiano já é um sucesso. Doar sangue é  decisivo para o salvamento de uma vida. Quem doa sangue não sabe quem vai beneficiar, o que torna essa atitude um verdadeiro ato de amor universal, um ato de amor a um anónimo que padece, mas, que apesar de não o conhecermos, oferecemos-lhes o nosso próprio sangue para ajuda-lo a continuar vivendo em seu corpo. Participar da campanha Sangue Corinthiano é um ato de amor, não de um amor a quem conhecemos e com quem convivemos, mas de um amor a um desconhecido, a um adversário e, até, possivelmente, a um desafeto, pois, nunca saberemos a quem nosso sangue doado poderá servir. É, portanto, um testemunho de amor incondicional. 
Somente uma grande torcida como a nossa poderia protagonizar uma ação tão grandiosa. E doar um sangue de tamanha qualidade. Um sangue apaixonado, valente, ardente, um sangue diferente... Um sangue que pulsa nas veias de homens e mulheres que sabem rir e chorar, lutar e vibrar, que não desanimam, que estão sempre juntos, que jamais abandonam, que sabem o que querem e que, mesmo nos piores momentos, continuam acreditando, estimulando e apoiando.
Realmente, nosso sangue é especial. E a Fiel vai doá-lo com o mesmo amor e entusiasmo com que participa dos jogos do Timão e com a certeza de que está dando o testemunho de amor a um irmão necessitado. Estará doando um sangue especial, pois, embora roxos e doentes pelo Corinthians, nosso sangue é saudável e preto e branco.
Meus 70 anos não me permitem fazer a doação. Mas, para garantir minha participação, já adquiri minha camisa da campanha na loja Poderoso Timão do Shopping Metrô Tatuapé. 
E você já participou? 
Mostre que você é Fiel também na solidariedade.

sábado, 19 de março de 2011

EDU CONSEGUIRÁ EXERCER O CARGO DE GERENTE?

Quando o William foi contratado como gerente de futebol, comentei em vários blogs, que ele teria mais o papel de pelego para amortecer e aliviar os embates entre o elenco, diretoria e torcida, que o Andrés não iria abrir mão de continuar gerenciando o futebol e que o William não tinha a experiência nem o perfil e a malícia para lidar com a malandragem que reina no meio futebolístico, (empresários, comissões etc…) Assim, acalmados os ânimos com a volta das vitórias, o William, acreditando que era gerente, partiu para o trabalho de reposição do elenco, não percebendo que não tinha autonomia nem lhe fora delegada autoridade para tal. Observe-se que os diretores de futebol sempre foram submissos ao Andrés, que após a saída do Antonio Carlos, deitou e rolou no setor. Percebendo que não existiam condições para ser, de fato, o gerente, William, com toda razão, recusou-se a ser bombeiro nas horas de crise e “raínha da Inglaterra” nos momentos de paz. Caiu na real e caiu fora. Rapaz educado, um  verdadeiro gentleman, saiu sem atirar, sem jogar farofa no ventilador, sem expor o Timão à mídia anti corinthiana e evitando ser o pivô de uma suposta crise.  Com a elegância costumeira, mostrou seu respeito ao Corinthians, apesar das divergências com a diretoria.
Edu, também ex jogador e rapaz de fino trato, assume o cargo de gerente de futebol, afirmando que conhece o Corinthians, seus problemas, que se dá bem com todos e que vai atuar com paciência e inteligência. E óbvio que o William conhecia o Corinthians, de cujo time foi capitão por três anos, melhor que o Edu que, embora criado nas categorias de base, passou muito tempo na Europa e voltou para o time mais recentemente. É óbvio também que o William tinha um bom relacinamento com todos, caso contrário nem teria sido contratado.  Será que faltaram a William a inteligência e a paciência? Ou será que, apesar de sua bela aparência, ele se recusou a ser apenas uma figura decorativa?
A diretoria, a comissão técnica e os jogadores são os mesmos e os problemas permanecem. Reforços para algumas posições tornam-se cada vez mais urgentes; para ambas as laterais, um 1º volante à altura de substuir o Ralf nos seus impedimentos e um bom goleiro reserva, pelo menos. E a novela Adriano...  São assuntos para serem resolvidos com inteligência, mas, que já está fazendo-nos perder a paciência.
Edu, com certeza, sabe desses problemas. Será que vai ter autonomia para encaminhá-los? Terá algum poder de decisão? Será que o Andrés, ocupado com o estádio, negociações com as redes de TV, ampliação do CT e outras atividades, irá passar a bola para o gerente? Será que o vice de futebol e seu adjunto, que ainda não mostrararam a que vieram, irão permitir que o Edu haja com autonomia?  Uma coisa é se omitir e deixar tudo para o Andrés decidir, outra é dar o passe para o ex jogador que virou gerente. E a relação do técnico com seu ex jogador pouco utilizado será tranquila?
Edu, ao afirmar que sabe o que o espera acredita que as coisas com ele serão diferentes do que ocorreu com o William ou vai aceitar ser a "rainha da Inglaterra" do Parque São Jorge?
Edu conseguirá exercer o cargo de gerente?
Opine. Participe.

quinta-feira, 17 de março de 2011

MAIS UM BLOG DO CORINTHIANS?

Esta pergunta era sempre a minha resposta àqueles que me cobravam a criação de um blog para falar do Timão. Viciada em comentar em alguns blogs, sem a responsabilidade de manutenção permanente, estava numa posição bastante confortável, até que me percebi abusando da hospitalidade alheia com comentários longos e detalhados, alguns deles até maior que a postagem do autor. Assim, fui convencida por amigos corinthianos, da necessidade e da importância de criar mais um espaço para análise e discussão de tudo o que diz respeito ao Corinthians, nossas vitórias e derrotas, nossas alegrias e tristezas, nossas angústias e esperanças, nossos problemas e soluções, enfim, mais um espaço para nós, corinthianos de coração, expressarmos o nosso corinthianismo.
Este blog pretende ser um espaço democrático para os loucos do bando, onde possamos comentar e cornetar os acontecimentos da nossa Nação.
Obviamente, sendo um espaço autenticamente corinthiano, agressões e ofensas à nossa Paixão não serão toleradas. Quem não se sintoniza com a causa Corinthians que procure os seu afins e não venha nos perturbar. Poderemos divergir nas estratégias, mas, jamais na finalidade, a grandeza do nosso Todo Poderoso Timão. Lembremos  que a corneta é livre, mas, a responsabilidade é obrigatória.
Neste espaço corinthiano pretendo intercalar opiniões do cotidiano com situações vivenciadas envolvendo minha vida como única corinthiana numa família tradicionalmente dividida entre sãopaulinos e palmeireses, que para complicar um pouco mais, casei-me com um torcedor da Lusa. Como boa caipira criada no interior de São Paulo, tenho meus causos pra contar... E muita coisa pra prosear...
O espaço é grande e o tempo é infinito. Como é infinito o amor e a paixão que sinto pelo Corinthians.
SEJAM BENVINDOS TODOS AQUELES QUE RESPEITAM A NOSSA NAÇÃO!!!
SEJAM BENVINDOS AO MAIS NOVO CONSULADO DA REPÚBLICA POPULAR DO CORINTHIANS!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

MEUS 70 ANOS NÃO PASSARAM EM BRANCO. PASSARAM EM PRETO E BRANCO.

Amigos e familiares surpreenderam-me no meu aniversário com uma autêntica festa corinthiana, cujo convite foi a camisa do Timão, a decoração era toda em preto e branco e o bolo trazia o nosso lindo distintivo. O conjunto de chorinho, ao invés do tradicional parabéns, tocou o Hino do Corinthians. Eu, é claro, estava devidamente trajada, com a camisa 1, presente do maridão, que apesar de torcedor da Lusa, dá a maior força ao meu corinthianismo, e muito lucro para a Loja Poderoso Timão do Shopping Metrô Tatuapé.
A festa foi muito animada, contando inclusive com a participação de amigos não corinthianos, adversários, mas, não inimigos, que mesmo estando em outras torcidas, respeitam e, até admiram o meu corinthianismo. Durante o evento, aumentou muito a pressão para que eu criasse este blog, que só saiu devido a assessoria do meu genro, filho de coração, craque na tecnologia da informação e, principalmente, tão corinthiano quanto eu. A filha é uma boa garota, mas, reforçando a teoria freudiana, também torce para a Lusa. Afinal, ninguém é perfeito mesmo.
Entre comes e bebes, muita música e presentes, a festa rolou até a madrugada. E reiniciou no dia seguinte, quando recebi o presente do Timão, a vitória de 3 a 1 sobre o Santos.
Não poderia ter sido um aniversário mais feliz!!! Nem mais corinthiano!!! Que, aliás, significam a mesma coisa, porque ser corinthiana, apesar de alguns sustos, me faz muito feliz.


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UMA CANJA DA MINHA FESTA


 
 Observem que eu sou alvinegra até nos cabelos!!!