domingo, 29 de maio de 2016

Engrenando e avançando

Aos poucos o Corinthians vai engrenando e se acertando na temporada. E hoje conseguiu superar o calor, o alçapão da Ilha do Retiro e o time do Sport, num jogo de dois tempos diferentes, o primeiro favorável ao time da casa e o segundo com o domínio do Timão. No primeiro tempo com muitos erros, gols perdidos e um pouco apático, o time não conseguiu repetir o bom futebol do jogo contra a Ponte. Na etapa final, com a inversão do posicionamento de Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel e com a entrada de Lucca no lugar de Luciano, bem como com uma postura mais aguerrida, o desempenho melhorou e conseguiu a vitória com gols de Lucca e Marquinhos Gabriel. 
Gols
Aos 24 minutos Giovanni Augusto cruzou na cabeça de Lucca que, de fora da área, ganhou de Samuel Xavier e finalizou sem chances para Magrão. Aos 33 minutos Bruno Henrique armou um contra-ataque, a bola sobrou para o Guilherme, que tocou pelo alto para Marquinhos Gabriel. Ele deixou a bola quicar e soltou uma bomba dentro da área, ampliando o placar. 
Os gols deram mais tranquilidade para o Timão, o Sport não teve forças para reagir e por muito pouco, num lance bizarro, quase levou o 3º gol. Rodney Wallace por pouco não marcou contra. 
Apesar dos erros de passes e de finalizações do 1º tempo, o time se redimiu na etapa final, sendo objetivo nos contra ataques. A defesa foi bastante segura, a dupla de zaga fez seu segundo jogo sem tomar gol e Walter fez boas defesas, justificando sua titularidade. O meio campo foi criativo e não fossem as chances desperdiçadas, o placar poderia ser maior. Só Marquinhos Gabriel perdeu dois gols. Com dois volantes de contenção, a zaga ficou melhor protegida e Guilherme teve mais liberdade para criar. Falta apenas maior precisão no arremate final. 
Individualmente os destaques do jogo foram Guilherme e Walter. O meia, com bons lançamentos, nem sempre aproveitados pelos companheiros, jogando numa posição compatível com suas características, foi o maestro do jogo. E Walter, seguro na saída de bola, com suas boas defesas, garantiu a vitória alvinegra. Lucca entrou bem, credenciando-se como o novo talismã, e Marquinhos Gabriel, redimiu-se dos gols perdidos com um golaço.
Apesar de superior na etapa inicial, o Sport não conseguiu ser efetivo e suas investidas pararam na trave e nas boas defesas do Walter. Na etapa final, caiu de produção e o Leão virou um gatinho. Com o resultado desfavorável, continua na lanterna do campeonato, com um ponto, um empate, três derrotas e apenas 8% de aproveitamento.
Já o Corinthians, com 7 pontos, duas vitórias, um empate, uma derrota e 58% de aproveitamento, está em 4º lugar na tabela de classificação.
Os dois times farão seus próximos jogos na próxima 4ª feira, 01/06, às 21:00 horas. O Timão receberá o Santos, em sua Arena, em Itaquera, e o Sport enfrentará o Santa Cruz no Arruda. 
Melhores momentos
Ficha técnica - Sport 0 X 2 Corinthians 
Local: Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro), no Recife (PE) 
Data: 29 de maio de 2016, domingo
Horário: 11:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway - (MT - ASP-FIFA)
Assistente 1: Guilherme Dias Camilo - (MG - FIFA) 
Assistente 2: Fábio Rodrigo Rubinho - (MT - SP-FIFA) 
Delegado: Sebastião Rufino Ribeiro Filho - (PE - CBF2) 
Público: 16.331 torcedores
Renda: R$ 257.225,00
Cartões Amarelos: Rithely e Renê (Sport); Guilherme (Corinthians)
Gols: Corinthians: Lucca, aos 24, e Marquinhos Gabriel, aos 33 minutos do segundo tempo
Sport: Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê (Rodney Wallace); Rithely, Serginho, Everton Felipe, Diego Souza e Gabriel Xavier (Túlio de Melo); Edmilson; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Vilson e Uendel; Cristian, Bruno Henrique, Guilherme, Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto (Marlone); Luciano (Lucca); Técnico: Tite 

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sábado, 28 de maio de 2016

Sport X Corinthians

Pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi para Recife onde enfrentará o Sport neste domingo, 29/05, às 11:00 horas, no estádio Adelmar Costa Carvalho, mais conhecido como Ilha do Retiro. O Sport é o ultimo colocado na tabela de classificação, com apenas 1 ponto, um empate, duas derrotas e 11% de aproveitamento. O Corinthians está em 6º lugar com 4 pontos, uma vitória, um empate, uma derrota e 44% de aproveitamento. Sem ainda vencer no campeonato, o Sport conta com o apoio de sua torcida para recuperar-se. Já o Corinthians, que no último jogo venceu a Ponte Preta em Itaquera, vai em busca da sua primeira vitória fora de casa. 
Ficha Técnica - Sport X Corinthians
Local: Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Ilha do Retiro), no Recife (PE)
Data: 29 de maio de 2016, domingo
Horário: 11:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway - (MT - ASP-FIFA)
Assistente 1: Guilherme Dias Camilo - (MG - FIFA) 
Assistente 2: Fábio Rodrigo Rubinho - (MT - SP-FIFA) 
Delegado: Sebastião Rufino Ribeiro Filho - (PE - CBF2) 
Sport: Magrão; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Renê; Rithely, Serginho, Gabriel Xavier, Diego Souza e Everton Felipe; Edmilson; Técnico: Oswaldo de Oliveira 
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Vilson e Uendel; Cristian, Bruno Henrique, Marquinhos Gabriel, Guilherme e Giovanni Augusto; Luciano; Técnico: Tite 
No Corinthians, além dos escalados, também foram relacionados os goleiros Cássio e Caique França, o lateral Guilherme Arana, o zagueiro Pedro Henrique, os volantes Willians e Maycon, os meias Danilo, Marlone e Rodriguinho, e os atacantes Lucca, Romero e André. 
Para que o treino em Recife pudesse realizar-se em horário parecido com o do jogo de domingo, a comissão técnica antecipou para sexta feira a viagem para a capital pernambucana. Assim, o time pode treinar na manhã de sábado, em condições mais próximas à situação do jogo. Com as baixas temperaturas em São Paulo, a comissão técnica preocupou-se com a mudança no clima. Os termômetros, em Recife, preveem para o dia do jogo, a temperatura mínima de 23 graus e a máxima de 29. Segundo os preparadores físicos do clube, se os jogadores estiverem com a imunidade baixa, podem ficar mais suscetíveis à lesões musculares. No último treino, realizado às 9:00 horas no CT do Náutico, Tite manteve o mesmo time que venceu a Ponte Preta e sinalizou que manterá também o mesmo esquema tático. Sem novidades em relação à última partida, o Corinthians espera repetir o bom jogo que fez na quinta feira em Itaquera. Mesmo sendo complicado jogar na Ilha do Retiro, o Timão, com as mudanças realizadas, tem plenas condições de vencer o Sport e voltar para São Paulo com os três pontos na bagagem. 

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Mudou e melhorou

Bastou o Tite deixar a teimosia de lado, mudar o esquema tático e trocar algumas peças para o time melhorar e voltar a vencer. Abandonando o manjado 4-1-4-1, com os uns falhando muito e não conseguindo desenvolver satisfatoriamente suas respectivas funções, reforçando a marcação com a troca do cabeça de área, colocando Bruno Henrique na sua posição de origem, com liberdade para avançar, com três meias, dois na armação e um mais ofensivo, com a troca do centro avante fixo por um jogador de maior movimentação, o time engrenou, trazendo de volta a vitória e os primeiros três pontos do campeonato. 
O novo esquema permitiu mais toque de bola, maior movimentação e velocidade, com boas infiltrações e triangulações, melhor organização e entrosamento, uma boa marcação, deixando a zaga melhor protegida, bem como o avanço dos laterais, maior variação e criatividade na armação e melhor finalização. Além disso, com o respeito às características dos jogadores, atuando em suas posições de origem, melhorou o desempenho individual daqueles que vinham sendo mais contestados pela torcida. Não por acaso, Bruno Henrique e Guilherme marcaram dois golaços. As mudanças refletiram na postura dos jogadores, no desempenho do time e no resultado do jogo
Com mais volume de jogo, o Corinthians não deu espaços e sufocou a Ponte Preta, que não conseguiu se organizar, e com exceção dos minutos iniciais do 2º tempo, pouco chegou ao ataque. De início, o time campineiro fechou-se no campo defensivo. No 2º tempo, com o placar adverso, voltou mais ofensivo, mas logo sucumbiu, parado pela defesa corinthiana, firme na marcação e nos desarmes. 
Gols
Sem economizar nas finalizações, foram 13, 10 em direção ao gol, o Timão teve a contribuição de um ex corinthiano para a abertura do placar. Aos 14 minutos, numa jogada de linha de fundo, Marquinhos Gabriel cruzou para trás, a bola bateu na canela do Edu e desviou para o próprio gol, tirando o goleiro João Carlos do lance. Aos 21 minutos, Uendel cruzou, Matheus Jesus afastou para a entrada da área e Bruno Henrique chutou uma bola indefensável para o goleiro da Macaca. Um golaço! Aos 38 minutos, Marquinhos Gabriel após passar por dois defensores da Ponte foi derrubado dentro da área por Kadu, mas o árbitro ignorou a penalidade para o Timão. Aos 34 minutos da etapa final, Guilherme recebeu a bola de Fagner na entrada da área, dominou, ajeitou e bateu colocado, no ângulo esquerdo de João Carlos. Mais um golaço na Arena! 
Quando o coletivo vai bem, as individualidades aparecem e fazem a diferença. Com liberdade para avançar, Bruno Henrique  e Guilherme foram os autores de dois golaços da partida. Cristian, recuperado de lesão e em boa forma física, jogou os 90 minutos e foi preciso na marcação e nos desarmes. Com a zaga protegida, os laterais puderam participar mais do apoio. Mesmo sem fazer o gol, Luciano movimentou-se bem e foi importante para o time. Marquinhos Gabriel parece até que é veterano no Timão. Correu, marcou, armou, sofreu um pênalti não marcado e teve participação decisiva no 1º gol. 
Com o resultado, o Corinthians ganhou 10 posições na tabela de classificação, pulando do 16º para o 6º lugar, com apenas três pontos atrás do líder Santa Cruz. Seu próximo desafio será no próximo domingo, 29/05, às 11:00 horas da manhã, contra o Sport, na Ilha do Retiro, em Recife, Pernambuco.
Melhores momentos
Ficha Técnica - Corinthians 3 X 0 Ponte Preta 
Local: Arena Corinthians em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 26 de maio de 2016, quinta-feira
Horário: 11:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha - GO (Esp)
Assistente 1: Fábio Rogério Baesteiro - SP - (CBF 1) 
Assistente 2: Bruno Salgado Rizo - CBF-1)
Delegado: Marcio Henrique de Gois - SP(CBF-2)
Público: 35.573 pagantes
Renda: R$ 2.059.840,00
Cartões amarelos: Vilson, Cristian e Bruno Henrique (Corinthians); João Carlos, Cristian e Renê Júnior (Ponte Preta)
Gols: Corinthians: Kadu (contra), aos 15, e Bruno Henrique, aos 22 minutos do primeiro tempo; Guilherme, aos 34 minutos do segundo tempo
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Vilson e Uendel (Guilherme Arana); Bruno Henrique, Cristian, Marquinhos Gabriel, Guilherme e Giovanni Augusto (Marlone); Luciano (André); Técnico: Tite
Ponte Preta: João Carlos, Jeferson, Douglas Grolli, Kadu e Reinaldo; João Vitor, Matheus Jesus (Renê Júnior) e Ravanelli (Cristian); Felipe Azevedo, Clayson (Thiago Galhardo) e Wellington Paulista; Técnico: Eduardo Baptista 
Bastidores

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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Corinthians X Ponte Preta

Pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro o Corinthians receberá a Ponte Preta nesta quinta feira, 26/05, às 11:00 horas, em sua Arena, em Itaquera. Com apenas 1 ponto, em dois jogos no campeonato, com um empate, uma derrota e 17% de aproveitamento, o Timão enfrentará a Ponte Preta, com quatro pontos uma vitória, um empate e 67% de aproveitamento. A situação do Corinthians, se não chega a ser desesperadora, por estarmos no início do campeonato, não deixa de ser preocupante. Sem vencer há mais de um mês e vindo de uma derrota de virada para o Vitória na rodada anterior, o time já vem sendo bastante cobrado pela sua torcida. 
Ficha Técnica - Corinthians X Ponte Preta 
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 26 de maio de 2016, quinta-feira
Horário: 11:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha - GO (Esp)
Assistente 1: Fábio Rogério Baesteiro - SP - (CBF 1) 
Assistente 2: Bruno Salgado Rizo - CBF-1)
Delegado: Marcio Henrique de Gois - SP(CBF-2)
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Vilson e Uendel; Bruno Henrique, Cristian, Marquinhos Gabriel, Guilherme e Giovanni Augusto; Luciano; Técnico: Tite 
Ponte Preta: João Carlos, Jeferson, Douglas Grolli, Kadu e Reinaldo; João Vitor, Matheus Jesus e Ravanelli; Felipe Azevedo, Clayson e Wellington Paulista; Técnico: Eduardo Baptista 
No Corinthians, além dos escalados, também foram relacionados o goleiro Cássio, o lateral Guilherme Arana, o zagueiro Pedro Henrique, os volantes Willians e Maycon, os meias Danilo, Marlone e Rodriguinho, e os atacantes Lucca, Romero e André.
O Corinthians, em decorrência de seus desfalques e por opção da comissão técnica, irá a campo com mudanças na sua escalação e com variação no esquema tático. O zagueiro Vilson substituirá o Balbuena, que se encontra nos Estados Unidos com a seleção paraguaia, Cristian atuará como cabeça de área e Bruno Henrique substituirá Elias, que está na seleção brasileira. No ataque, Luciano jogará no lugar do André, afastado por baixo rendimento. Tite mexeu também no esquema tático. Defensivamente, quando estava sem a bola, o time treinou no 4-2-3-1, com Cristian e Bruno Henrique na marcação. protegendo a zaga. Ofensivamente, quando estava com a bola, o esquema passou para o 4-1-4-1, com o trio de criação, Giovanni Augusto, Guilherme e Marquinhos Gabriel, livre para servir o centro avante, Luciano, e com Bruno Henrique liberado para avançar como elemento surpresa. 
No último treino, na manhã de quarta feira no CT Dr Joaquim Grava, após o aquecimento e o treino físico, Tite promoveu uma atividade técnica em campo reduzido com titulares e reservas, cobrando muito as triangulações. A seguir, somente com os titulares, o técnico ajustou o posicionamento e treinou bolas paradas. Ao final da atividade, os jogadores treinaram pênaltis. 
A Ponte Preta, que acumula 8 partidas sem derrota, repetirá o mesmo time pela quarta vez. O técnico Eduardo Batista destaca a consistência técnica e tática, a confiança e o bom entrosamento da equipe para não alterar o time. Antes da concentração, no último treino, em Campinas, o técnico manteve a rotina e liberou para a imprensa apenas primeiros 20 minutos da atividade. Depois ele comandou um trabalho fechado, com ênfase no posicionamento e nas bolas paradas. 
Pressionado pela necessidade de vencer no Brasileirão, o Corinthians enfrentará um time que está melhor no campeonato e que por várias vezes já nos criou problemas. Com várias mudanças, no elenco e no esquema tático, terá um adversário bem entrosado e com um esquema de jogo já definido. Apesar de ser em casa, a previsão é de um jogo muito disputado no qual qualquer vacilo poderá ser fatal. Além disso, as mudanças ocorridas, embora necessárias, poderão dificultar o entrosamento dos jogadores. É essencial que eles estejam focados, concentrados e atentos, que se comuniquem em campo e que acertem os fundamentos. Mesmo com as dificuldades previstas, o Corinthians tem condições de conquistar sua primeira vitória no campeonato. Assim espero e desejo. 

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Levando três cocos no coco

Quando pensamos que tudo vai melhorar e que o time vai engrenar, nos deparamos com um apagão e ao invés de três pontos, o Corinthians voltou da Bahia com três cocos no coco. O time até começou bem, fez um bom primeiro tempo, mas teve uma queda de produção vergonhosa na etapa final e acabou levando a virada do fraco time do Vitória. Bem na criação, com Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto armando bem o jogo e com Guilherme aproximando-se bem da área, as bolas até chegavam e se tivéssemos atacante poderíamos até termos saído para o intervalo com um placar mais dilatado. Mas, como André é café com leite, não adianta o meio campo criar que o ataque não se efetiva.
Mas, nem tudo foi bom no meio campo. Bruno Henrique como cabeça de área é um zero à esquerda. Erra passes, não sabe marcar e deixa a defesa vulnerável e a zaga desprotegida. E falhou em dois lances que propiciaram os gols do empate e da virada dos baianos. Aos 31 minutos do primeiro tempo ele perdeu a disputa de bola com Leandro Domingues, o que determinou o empate da partida e aos 20 minutos da etapa final, deixou novamente Domingues livre para dar o passe para o Kieza desempatar o jogo a favor do Vitória. Mas, não foi o único responsável pelos gols que tomamos. Felipe perdeu a bola que originou o 2º gol do adversário, Balbuena deixou Kieza em condição de marcar o terceiro e Uendel não afastou a bola no segundo gol do Vitória. Foi um apagão geral da defesa alvinegra, denotando uma falta de concentração inadmissível. Elias foi outro que teve uma atuação abaixo de suas condições. Devia estar com a cabeça na seleção ou na China. No Corinthians é que não estava. 
As substituições foram tardias e equivocadas. Deixar os improdutivos Bruno Henrique e André até o final do jogo é incompreensível. A fixação do técnico com esses dois jogadores deve decorrer do amor de vidas passadas. Somente isso pode explicar tanta insistência. Elias demorou para sair e como já tinha cartão amarelo, deixou muito a desejar na marcação, prejudicando o desempenho do time. Marlone, Luciano e Romero, em poucos minutos em campo, foram muito mais produtivos que o André.
Apesar do Campeonato Brasileiro estar só iniciando, em duas rodadas, o Timão soma apenas um ponto, conquistado no empate sem gols com o Grêmio na estreia e precisa melhorar muito para o time engrenar.. O que preocupa é que já são cinco partidas sem vencer, com quatro empates e uma derrota. Dois desses empates terminaram em eliminações, no Paulista para o Audax, e na Copa Libertadores para o Nacional-URU. 
O time, neste último mês, caiu de produção e, volto a dizer, é muito previsível. Qualquer técnico mais atento consegue anular suas jogadas mais que manjadas. Até a defesa, que era sólida, está falhando muito, principalmente pela desproteção proporcionada pelas falhas da marcação do 1º volante. O time está desentrosado, comete erros em todos os fundamentos, os jogadores estão desconcentrados, dispersos, nervosos, ansiosos e sem confiança. Não dominam a bola nem a si próprio. E o técnico parece não encontrar alternativas para reverter a situação. Nas entrevistas elogia o time, ignorando, não vendo ou não querendo admitir os erros. E reclama da pressão da torcida. Reconheço o seu passado vitorioso, mas hoje, talvez alguém precise lembrá-lo que aqui é Corinthians, e não Caxias ou Veranópolis. E jogador que não aguenta a pressão não serve pra jogar no Timão. Portanto, quem não aguenta, deixe de mi mi mi e peça para sair. 
Que o Tite tenha o discernimento necessário para promover em todos os setores as mudanças necessárias, afastando os improdutivos e dando chance aos que quando entram têm mostrado serviço. Ou pelo menos garra e vontade, já que muitos dos que estão no time titular estão deixando a desejar, perderam o foco e estão mais preocupados com seus próprios interesses do que com o Corinthians. Outros estão mal e têm apresentado um futebol medíocre. Se Cristian e Willians estiverem pior que o Bruno Henrique, devem estar treinando de muleta ou de andador. Luciano e Romero não são piores que o André. Marlone quando entrou não decepcionou. E o garoto Maycon pode não ter a experiência do Elias, mas certamente não está focado na Copa América nem na transferência para a China. 
Mais difícil é a situação da zaga, com o Felipe focado na transferência para o Porto, o Yago suspenso, o Balbuena na seleção paraguaia e o Pedro Henrique sem jamais ter atuado na temporada, restando apenas o Vilson, que teve poucas oportunidades. 
Mas é evidente e incontestável que é preciso mexer nos outros setores, como aconteceu no meio campo, buscando alternativas aos jogadores improdutivos. Para isso é preciso coragem e ousadia da comissão técnica e mais energia com os jogadores. Tite precisa chamar a boleirada na chincha, exigir mais, parar com o desculpismo e parar de passar a mão na cabeça dos atletas, exigindo, no mínimo, que façam jus ao salário que recebem. Está na hora de tratar seus jogadores como adultos e não como garotos mimados. Mais futebol e menos desculpas e reclamações.
Melhores momentos
Ficha técnica - Vitória 3 X 2 Corinthians 
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 22 de maio de 2016, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Assistente 1: Kleber Lúcio Gil (Fifa-SC) 
Assistente 2: Bruno Boschilia (Fifa-PR) 
Quarto árbitro: Ricardo Vasconcellos Laranjeira
Cartões amarelos: José Welison, Diego Renan, Vander e Norberto (Vitória); Balbuena, Elias, André e Bruno Henrique (Corinthians)
Cartão vermelho: Vander (Vitória)
Gols: Vitória: Leandro Domingues, aos 29 minutos do primeiro tempo; Marinho, aos 11, e Kieza, aos 19 minutos do segundo tempo; Corinthians: Uendel, aos 25, e Fagner, aos 38 minutos do primeiro tempo
Vitória: Fernando Miguel; José Welison (Norberto), Victor Ramos, Ramon e Diego Renan; Amaral, Marcelo, Leandro Domingues (Leandro Domingues) e Marinho; Vander e Kieza (Dagoberto); Técnico: Vagner Mancini
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Elias (Luciano), Marquinhos Gabriel (Marlone), Guilherme e Giovanni Augusto (Romero); André; Técnico: Tite 

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sábado, 21 de maio de 2016

Vitória X Corinthians

Pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi para Salvador, onde enfrentará o Vitória, neste domingo, 22/05, às 16:00 horas, no estádio Barradão. O Timão, que apenas empatou com o Grêmio na primeira rodada, em Itaquera, terá por adversário o time que na estreia foi goleado por 4 a 1 pelo Santa Cruz no Arruda, mas já mostrou uma reação ao eliminar a Portuguesa na Copa do Brasil. Sem vencer há um mês, e tendo amargado duas eliminações recentes, no Campeonato Paulista e na Libertadores, o Corinthians, muito cobrado por sua torcida, entrará em campo pressionado pela necessidade de recuperar os pontos perdidos em casa. 
Ficha Técnica - Vitória X Corinthians 
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 22 de maio de 2016, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Assistente 1: Kleber Lúcio Gil (Fifa-SC) 
Assistente 2: Bruno Boschilia (Fifa-PR) 
Quarto árbitro: Ricardo Vasconcellos Laranjeira
Vitória: Fernando Miguel; Norberto, Victor Ramos, Ramon e Diego Renan; Amaral, Marcelo, Leandro Domingues e Tiago Real; Alípio (Vander) e Kieza; Técnico: Vagner Mancini
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Elias, Marquinhos Gabriel, Guilherme e Giovanni Augusto; André; Técnico: Tite 
Além dos possíveis escalados, também foram relacionados:
No Vitória, o goleiro Wallace, os laterais Euller e Maicon Silva, o zagueiro Kanu, os volantes Willian Farias e Zé Welison, o meia Flávio, e os atacantes Rafaelson, Gabriel, Dagoberto, Marinho e David.
No Corinthians, o goleiro Cássio, o lateral Guilherme Arana, o zagueiro Wilson, os volantes Cristian e Maycon, os meias Danilo, Marlone e Rodriguinho, e os atacantes Romero, Lucca e Luciano.
O Vitória teve pouco tempo para se preparar para o duelo contra o atual campeão brasileiro, pois jogou na quinta feira com a Portuguesa, mas poderá contar com a volta do volante Willian Farias e dos atacantes Marinho, Dagoberto e Vander. No último treino, na manhã de sábado, o técnico Vagner Mancini promoveu um trabalho tático com ênfase nas bolas paradas, que foi seguido de um rachão.
O Corinthians teve toda a semana para treinar, o que possibilitou ao técnico Tite fazer algumas experiências, na busca do time ideal. Pressionado pela necessidade da vitória, o técnico alterou o meio campo e manteve o goleiro Walter como titular. Cássio acumula atuações irregulares, com desastrosas saídas do gol, com bolas espalmadas nos pés dos adversários e algumas caçadas de borboletas, já não mais passando segurança. 
No meio campo, Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto e Guilherme atuarão juntos. Acostumado a ter um meia aberto por um lado e um atacante de velocidade do outro (geralmente Lucca ou Romero), Tite colocou Guilherme na faixa central, com mais liberdade para avançar e se aproximar da área. Já Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto armam o jogo e buscam a bola com os volantes e defensores. 
No último treino, na manhã de domingo no CT Dr Joaquim Grava, após um descontraído rachão, Tite promoveu um treino tático só com os titulares, com ênfase no posicionamento dos jogadores e ensaiou jogadas de contra ataque e construções ofensivas. Ao final da atividade houve um treino de pênaltis. 
Já que não fez a lição de casa, o Corinthians precisa fazê-la fora de casa. O Vitória confia no fator campo e no apoio da sua torcida. Redesenhado taticamente, com o objetivo de ser ofensivamente mais efetivo, o Timão vai em busca de sua primeira vitória no campeonato. 

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Tropeço no começo - O amargo do Chimarrão

Um mau começo com um tropeço em casa. Sim, empatar em casa, e com a casa cheia, não é um bom resultado num campeonato de pontos corridos, onde o ideal é sempre vencer como mandante. Além do resultado ruim, o desempenho deixou a desejar. Falhou o esquema tático, sem variações, extremamente manjado e facilmente anulado. Faltou qualidade técnica e sobraram erros, de passes e finalizações. Regular no primeiro tempo, o time piorou na etapa final. Só acordou nos últimos cinco minutos de jogo, mas aí já era tarde para o abafa. E acabamos com o 4º empate seguido, o 3º em Itaquera. 
O zagueiro gremista Geromel, com boas antecipações e desarmes precisos, anulou o meio campo corinthiano, no que foi auxiliado pelos erros e pela displicência do Rodriguinho, que saiu vaiado ao ser substituído pelo Guilherme. Elias foi outro que esteve muito aquém do que pode render, com muitos passes errados, além de ter perdido um gol na etapa final. Mesmo com mais posse de bola, os alvinegros não sabiam o que fazer com ela e só não foram derrotados porque os gremistas, mesmo sendo mais efetivos, erraram várias finalizações.
As atuações de André e Rodriguinho foram os destaques negativos no jogo, bem como a péssima marcação de Bruno Henrique, exigindo muito do miolo da zaga. Romero rende mais pela direita, Marquinhos Gabriel foi o melhor em campo e Walter, apesar de pouco exigido, foi bastante seguro e preciso, sendo superior ao Cássio nas jogadas com o pé e saídas de bola. A entrada de Guilherme e Giovanni Augusto tornaram o time um pouco mais dinâmico, mas não o suficiente para mudar o panorama do jogo, pois quando o coletivo vai mal, as individualidades não se sobressaem. 
O campeonato só está começando, faltam 37 rodadas e há tempo suficiente para recuperar os dois pontos perdidos. Mas, para isso é preciso coragem e ousadia, mudando peças e o esquema tático, testando variações de jogadas e novas combinações. E uma nova postura em campo e fora dele. Do jeito que o time vem atuando, qualquer técnico minimamente antenado anula nossas jogadas. E com tantos erros de passes e finalizações tudo fica ainda mais complicado. Para conquistar o hexa é preciso melhorar muito, deixando de lado a teimosia e a insistência em jogadores cujo prazo de validade já está vencido. E contratar reforços para as posições mais carentes e para aquelas que serão desfalcadas na próxima janela de transferência. 
Ficha Técnica - Corinthians 0 X 0 Grêmio
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 15 de maio de 2016, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO)
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG)
Público: 31.533 pagantes
Renda: R$ 1.627.511,00
Cartões amarelos: Balbuena (Corinthians); Bobô, Edinho, Marcelo Grohe e Henrique Almeida (Grêmio)
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Elias, Marquinhos Gabriel, Rodriguinho (Guilherme) e Romero (Giovanni Augusto); André (Luciano); Técnico: Tite 
Grêmio: Marcelo Grohe; Ramiro, Geromel, Fred e Marcelo Oliveira; Wallace, Maicon, Giuliano, Luan (Éverton) e Miller Bolaños (Edinho); Bobô (Henrique Almeida); Técnico: Roger Machado

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Mata mata? Não. Morre morre.

Morrer no mata mata tem sido a prática corinthiana na Arena Corinthians. Aquilo que poderia ser um caldeirão tem sido um freezer no desempenho do time. Um banho gelado, um frio na espinha, uma tragédia anunciada. E os fantasmas continuam assombrando a nação alvinegra. Em 2015, eliminado nos pênaltis pelo Palmeiras no Campeonato Paulista, eliminado pelo Guarani-PAR na Libertadores e eliminado pelo Santos, na Copa do Brasil. Em 2016, eliminado nos pênaltis no Campeonato Paulista pelo Audax, e eliminado na Libertadores pelo Nacional-PAR. Na realidade, não conseguimos exorcizar os fantasmas e já estão chamando nosso estádio de Elininates Arena. 
A última eliminação começou a ser construída no jogo do Uruguai, onde o time não conseguiu passar da intermediária e voltou satisfeito com o empate. Até acreditávamos que em Itaquera a situação poderia ser diferente, que o apoio da torcida seria capaz de motivar o time, de dar-lhe a alma que não teve no Uruguai, que teríamos um time pilhado e determinado. Ledo engano. Vimos exatamente o oposto. 
Diante do Nacional-PAR, um time mediano, mas muito organizado e bem postado em campo, presenciamos um Corinthians sem alma, sem raça e sem garra, excessivamente nervoso e afobado. Os uruguaios, com muita raça e determinação, com u'a marcação agressiva e sufocante, vieram para cima, pressionando desde o início, fechando os espaços e atacando. Pareciam os donos da casa, diante dos anfitriões perdidos em campo, que só acordou depois de levar o gol, numa falha generalizada da sua defesa. O Corinthians conseguiu empatar e, ciente de que o empate não seria suficiente, partiu em busca do 2º gol, mas, nervoso, ansioso e desequilibrado, errou muito e quem desempatou foi o time uruguaio. O nervosismo continuou imperando, André desperdiçou uma cobrança de pênalti e só no finalzinho do jogo, Marquinhos Gabriel, também de pênalti, conseguiu empatar a partida. Nos poucos minutos restantes, o Corinthians continuou errando e acabou amargando mais uma eliminação na Arena. 
Apesar de lamentável, o resultado foi justo e premiou o time mais organizado, mais frio, mais aplicado e equilibrado. Não podemos nem colocar a eliminação na conta da péssima arbitragem argentina. Na realidade, perdemos para nós mesmo. O resultado reflete nossos erros, a escalação equivocada, as substituições tardias, a falta de raça, a imaturidade, o desequilíbrio emocional e os erros cometidos. Erros fora e dentro do campo, erros que começaram ao se colocar como meta o empate fora de casa e jogar a decisão para a Arena. O péssimo jogo no Uruguai foi o começo da eliminação nas oitavas de final, que culminou com u'a atuação inconsistente em Itaquera, de um time sem marcação, sem criação, sem alma, sem raça, sem garra e sem pontaria. De um time que não sabe jogar quando pressionado e que foi incapaz de vencer, mesmo com o apoio de mais de 43 mil torcedores. 
Neste momento, mais do que lamentar, é hora de admitir os erros e equívocos, para poder corrigi-los. Não é hora de passar pano no time nem a mão na cabeça dos jogadores, escondendo os erros de estratégia. Se Tite considera que o time não é cascudo e sim vulnerável à pressão, por que deixou Balbuena e Danilo no banco, optando pelo inexperiente e abalado Iago. E não me venha dizer que ter sido pego no doping, mesmo sem culpa, não teve influência no emocional do jogador. Por que não escalar Romero, Arana, Marlone, que têm se apresentado melhor que Lucca, Uendel, Rodriguinho e André? Nossa marcação foi pífia, nossa defesa insegura, mas parece que alguns jogadores são intocáveis. Cássio tem dado muitos sustos, espalmando muitas bolas nos pés dos adversários. Bruno Henrique não marca, não passa e não tem pontaria. Se Cristian estiver pior que ele, deve estar treinando de muletas ou de andador. Se tudo está dando errado, por que não mudar o esquema tático e tentar algo diferente? Por que não dar chance para aqueles que, quando entraram em campo, mostraram raça e tiveram bom rendimento? O time continua engessado num esquema tático mais que manjado e numa filosofia de jogo incapaz de promover mudanças e variações. Sacrifica-se o futebol e a qualidade, mas não se sacrifica o esquema tático e a filosofia do treinador. E insiste-se na escalação de jogadores com deficiência técnica. Tite, considerado um paizão, amado por muitos e idolatrado por outros, não tem conseguido pilhar o time, que quando pressionado, mais parece um grupo de coroinhas ajudando a celebração da missa. Há muito não vemos um time determinado, com gana, com a tradicional garra corinthiana. Pressionado, o time se afoba, se descontrola e erra os fundamentos mais simples. Desesperado, pouco produz e é facilmente anulado em campo. 
Se quiser colher algo na temporada, muita coisa tem que ser mudada, a começar pela postura e pela atitude da comissão técnica e do elenco. Tem que parar de desculpismo, de passar a mão na cabeça dos jogadores e cobrar mais, pois alguns estão rendendo bem menos do que podem. Tem que resgatar em cada um a alma corinthiana, perdida em algum lugar no passado. Tem que voltar a jogar como Corinthians. 

Crédito de imagem 
globoesporte.globo.com 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Resumo do jogo


Corinthians X Nacional-URU - Copa Libertadores

Pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Libertadores, o Corinthians receberá o Nacional-URU, nesta quarta feira, 04/05, às 21:45 horas, (horário de Brasília), em sua Arena, em Itaquera. Tendo empatado sem gols no jogo de ida, ao Timão, só interessa a vitória. Empate sem gols, a decisão vai para os pênaltis, e empate com gols ou derrota, classifica o adversário. Uma vitória, mesmo pelo placar mínimo, classifica o Corinthians. Enquanto o Timão pretende eliminar o fantasma de quatro eliminações na Arena, os uruguaios confiam no bom retrospecto como visitante nesta edição do torneio sul-americano. A equipe, com dois empates e uma vitória, ainda não perdeu fora de casa.
Ficha Técnica - Corinthians X Nacional-URU
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 4 de maio de 2016, quarta-feira
Horário: 21:45 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana
Auxiliar 1: Diego Bonfa (Argentina) 
Auxiliar 2: Cristian Navarro (Argentina) 
Quarto árbitro: Juan I. Baiño (Argentina) 
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique, Elias, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Lucca; André; Técnico: Tite
Nacional-URU: Conde; Fucile, Victorino, Polenta e Espino; Romero, Porras, Barcia e Ramírez; Nico López e Fernández; Técnico: Gustavo Munúa 
Além dos escalados, também foram relacionados: 
No Corinthians, o goleiro Walter, o lateral Edílson, o zagueiro Balbuena, os meias Guilherme, Marquinho Gabriel e Danilo, e o atacante Romero.
No Nacional Uruguai, Luiz Mejia (goleiro), Erick Cabaco, Felipe Carballo, Sebastián Eguren, Matias Carrera, Cristian Tabó, Marcio Benites e Leo Gamalho. Destes, apenas sete ficarão no banco.
Está fora, no Corinthians, o volante Willians, em recuperação de um edema na coxa direita. 
Na escalação alvinegra, as novidades são a volta do meia Giovanni Augusto, recuperado de lesão, no time titular, e a presença do recém contratado Marquinho Gabriel, no banco de reservas. Mesmo sem condições de jogar os 90 minutos, Tite optou pela escalação do meia titular, que no final do jogo será substituído ou por Danilo, ou pelo próprio Marquinho Gabriel. 
Pela responsabilidade do jogo, Tite levou o treino de segunda feira para a Arena, e no último treino, na terça feira, no CT Dr Joaquim Grava, simulou possíveis situações de jogo, com os reservas atuando como o time uruguaio. A seguir, somente com os titulares, o técnico acertou o posicionamento da equipe, ensaiou a saída de bola da defesa para o ataque, bolas paradas ofensivas e defensivas e finalizações, encerrando o treino com cobrança de pênaltis. 
O Nacional-URU fez o reconhecimento do gramado de Itaquera na terça feira à noite e apesar de fechar o treino para a imprensa, o técnico Gustavo Manúa deverá manter o mesmo time que atuou no Uruguai. O time uruguaio, que não alcança as quartas de final da Libertadores desde 2009, aspirando a vitória, poupou cinco jogadores titulares no compromisso do último final de semana pelo Campeonato Uruguaio, tendo empatado por 1 a 1 com a Sud América. Na Arena, os uruguaios, possivelmente, atuarão nos contra-ataques, usando a velocidade de Barcia e de Nico López, principal jogador do time. 
Será um jogo difícil e pegado, principalmente devido a catimba uruguaia, e que exigirá muita atenção e concentração. A volta de Giovanni Augusto deverá dar mais consistência ao meio campo alvinegro. Minhas maiores preocupações são com o lado esquerdo do campo, onde atuam Uendel e Lucca, e com as dificuldades de marcação do Bruno Henrique. 
O apoio da torcida será o grande diferencial. Quarenta e dois mil ingressos foram vendidos e a Arena cheia será um imenso caldeirão. A Fiel fará sua parte na arquibancada, aguardando que em campo, os jogadores tenham uma atuação superior a que tiveram no Uruguai. Apesar das dificuldades e da equipe estar em formação, temos time para isso. 

Créditos e fontes de imagens 
meutimao.com.br-Total Corinthians/meutimao.com.br 
Daniel Augusto Jr/corinthians.com.br-divulgação/gazetaesportiva.com-MAON 
globoesporte.globo.com 
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians/folha.uol.com.br-Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians/globoesporte.globo.com-MAON 
Lucas Mariano/Meu Timão/meutimao.com.br-MAON