terça-feira, 31 de maio de 2011

Três pontos no sufoco



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Voltamos de Araraquara com mais três pontos na bagagem, mas a festa no interior poderia ter sido bem mais animada. Com um começo arrasador e com um gol aos 4 minutos, parecia que iríamos golear. Fizemos um bom 1º tempo e, se não fossem os erros da arbitragem, poderíamos sair com um melhor resultado. O time não era nenhuma maravilha tática, o padrão técnico continuava devendo, mas compensava as deficiências com esforço e raça.
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Mas, no intervalo, não sei o que eles beberam, pois, voltaram totalmente desorganizados e perdidos em campo. Se tínhamos a obrigação de vencer o mistão coxa branca, seus reservas queriam mostrar serviço e a entrada de alguns titulares acabou reforçando o time adversário e ameaçando nosso magro 1 a zero. E para nos complicar mais um pouco, a arbitragem continuou errando a favor deles que, em um lance impedido, empataram o jogo. Assim, aquilo que de início parecia um jogo fácil transformou-se no pesadelo de mais um empaTITE, o que, na visão do técnico, que projetou 4 pontos para os dois primeiros jogos, não seria um mal resultado. O adversário se animou com o empate e queria mais, indo pra cima. Nós continuávamos desorganizados, a bola pouco chegava ao ataque obrigando os atacantes buscá-la no meio campo e errávamos passes, finalizações, lançamentos e cruzamentos. Apesar de tudo, num cruzamento de Jorge Henrique, Danilo desempata e conseguimos uma suada e sofrida vitória. Ufa!
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Se é fato que o importante são os três pontos, também é certo que diante de times mais qualificados poderemos nos complicar e muito. Nosso meio campo não municia convenientemente o ataque e continuamos errando passes, lançamentos, cruzamentos e finalizações. 
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 No jogo de domingo os erros superaram os acertos, pois, tivemos 25 lançamentos errados e 14 certos, 16 cruzamentos errados e 6 certos e 9 finalizações erradas e 7 certas (Blog, Números do Timão).
Entre os erros da arbitragem, foram cruciais, por interferirem diretamente no resultado, os pênaltis não marcados no Paulinho e o gol irregular do Leonardo.
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Tite, mais uma vez, deu sua contribuição negativa na escalação e nas substituições. Com um lateral de ofício no elenco optou por escalar Moradei, que é volante. Com a contusão do Alessandro, o lógico seria a entrada do Weldinho, e não a improvisação de Moradei. Errou, novamente ao tirar o William, que estava bem. Jorge Henrique deveria ter substituído o Morais, que não estava jogando nada. E a entrada do Edno também não ajudou.

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Com as deficiências técnicas, erros nos fundamentos, desentrosamento e desorganização tática apresentados, fica visível que já passou da hora do time treinar em dois períodos, mas, no calendário de atividades do clube os treinos estão previstos apenas em um. Se os erros não forem corrigidos vamos continuar no sufoco. Acertar o meio campo e as laterais é providência necessária e urgente. Apesar das deficiências técnicas de alguns jogadores, é possível melhorar o desempenho com um melhor posicionamento e com menos erros de passes, lançamentos, cruzamentos e finalizações. Nas bolas paradas, raramente aproveitamos as cobranças de faltas e de escanteios e isso pode ser corrigido com mais treinabilidade.

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A verdade é que mais uma vez vacilamos e o que era visto como uma festa no interior, quase vira uma tragédia. A arbitragem tentou estragar a festa pondo água no chope e no lanche vespertino quase engasgamos com o misto do Coritiba. Mas como não rejeitamos um bom petisco, no final, conseguimos saborear um bom pedaço de Coxa.


Sobre os babacas que invadiram o campo para protestar contra a nova camisa tratarei em outro post.

sábado, 28 de maio de 2011

Vamos pra Festa no Interior


É o segundo jogo da rodada. Embora o mando seja nosso, mandaram-nos fazer a Festa no Interior.
Fomos cavalheiros, honramos o acordo de ceder o Tobogã para a torcida verde, mas como eles ainda não amadureceram, seu cavalheirismo foi pro ralo, “incorporaram” o espírito de Porco, detonaram um carro de transmissão de TV e nos complicaram. Por isso vamos jogar em Araraquara, num estádio menor que a nossa casa e longe de grande parte da nossa torcida. 
Nosso adversário está na final da Copa do Brasil e, provavelmente, deve estar mais preocupado com os jogos com o Vasco do que conosco e poderá até poupar alguns jogadores. Entraremos em campo com o que temos e com uma modificação em relação ao jogo anterior. Danilo entra no lugar de Luiz Ramires, convocado para a Seleção Peruana. Embora teoricamente, enfrentar um time misto possa parecer vantajoso, na prática, isso pode não ocorrer. Quem entrar vai querer mostrar serviço e vai dar o sangue, principalmente contra o Corinthians. Todo cuidado é pouco na busca de mais três pontos. Sabemos quais são nossos problemas e tomara que a treinabilidade da semana tenha sido suficiente para minimizá-los, que os laterais avancem mais e que haja um mínimo de criação no meio campo. Se a bola conseguir chegar ao ataque será meio caminho andado. É essencial que o time jogue com a raça e com a vontade que demonstrou lá nos Pampas, que entre com sangue nos zóios e que vá pra cima.
Como mandantes fora de casa, não contaremos com 30 000 loucos apoiando o Timão, mas, certamente teremos a maioria da torcida, pois, corinthiano existe em todo lugar e onde o Corinthians jogar, estará lá para apoiar. A Fiel, como sempre, vai fazer sua parte. Esperamos que os jogadores façam a deles. 
Tomara que na concentração eles tenham visto o final da “Champions Leagues” e em campo se inspirem no futebol do Barça. E que ao final do dia, possamos participar de uma bela festa no interior.

Creditos de imagens 
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terça-feira, 24 de maio de 2011

Churrasco com Chimarrão

Não foi o jogo dos sonhos. Não foi um jogo bonito. Mas, valeram a raça, a virada, a reação e a superação. Um jogo em que o Douglazzzzzzzzzzzzzz virou Danilozzzzzzzzzzzz e o Danilo participou da jogada do gol, em que o Chicão voltou a marcar e em que, finalmente, a bola chegou ao Liedson. 
No início foi um sufoco e, seguindo a tradição gaúcha, eles puseram a água pra ferver e acenderam a churrasqueira. Mas, partimos pra cima e, como bons visitantes, colocamos o mate, assamos a carne, comemos o churrasco e tomamos o chimarrão. Até arrumaram um pênalti para eles, mas também achamos o nosso e tudo ficou parelho. 

Os comentaristas anti corinthianos falaram que não houve pênalti, mas a chuteira do Liedson e a confissão do zagueiro deles desmentiram os línguarudos. Pênalti bem cobrado pelo nosso capitão e tudo igual. Continuamos indo pra cima e numa cobrança de lateral à direita do campo a bola bate na cabeça do Danilo e num meio voleio do nosso artilheiro acontece a virada. Se a bola chega pra ele, é caixa. LiedSHOW, LiedGOL... 
Gostei do jogo, não pela técnica nem pela tática, ambas ainda muito incipientes, mas pela raça e pelo empenho dos jogadores em campo, que não se intimidaram com o gol do adversário, foram pra cima, empataram e viraram o placar. O time teve atitude de vencedor, espírito de luta e uma postura diferente de jogos anteriores. É óbvio que só isso não basta, mas já e um bom começo. 

Ainda necessitamos de reforços e de um padrão tático capaz de fazer a bola chegar ao ataque. Júlio César ainda inseguro no gol, Castan, mais uma vez trombando na área, Morais, ainda dodói, pouco rendeu, Jorge Henrique nervoso e afobado, Paulinho instável e William Talismã meio apagado. Eis alguns problemas evidentes. Continuo insistindo na entrada do Paulo André. 

Com os novos reforços, os que chegaram e os que virão, podemos ter esperanças, até porque pelo que vimos nesta rodada, não tem nenhum Barcelona no pedaço. Só não podemos baixar a guarda. Precisamos urgentemente de, pelo menos, um goleiro, um lateral esquerdo e de outro meia. E de um treinador de goleiros mais competente, pois, alguns erros de nossos goleiros tem sido recorrentes
  
Dessa vez não vou cornetar o técnico porque ele não atrapalhou. Não sei se foi por ordem dele, mas o time foi pra cima e eu gostei desta postura mais ofensiva.
Também gostei muito das voltas: da volta do Guerreiro, (Alessandro raçudo), da volta do Zagueiro artilheiro, da volta do Liedgol...

Desejo, torço, espero e confio que, neste jogo, o Corinthians tenha começado a fazer um novo fim.



 E que venha o Penta!!!





Créditos de imagens
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Tarlis Schneider/Agência Freelancer (fotos 2, 3 e 6)
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sábado, 21 de maio de 2011

Começar de novo...

Novo campeonato, novos jogos, novas esperanças...
Mesma base, mesmo técnico e mesmos problemas.
Dois jogadores contundidos, dois vendidos, três emprestados e quatro adquiridos. Problemas com a janela de transferência e de entrosamento dos novos. Ausência de reserva para a lateral esquerda, goleiro reserva operado e meio campo, pelo menos até agosto, defasado. Liedson, cronológica e fisicamente em fim de temporada. Os treinos continuam em um único período e o Tite continua com suas elucubrações mentais e com seus discursos pra boi dormir, sendo que a boleirada, além de não ser boiada, precisa manter-se bem acordada.

Mas, é isso que temos e é com isso que vamos para o jogo de estreia. Vamos começar jogando fora, contra um Grêmio mordido por ter perdido em casa para o seu maior rival um campeonato teoricamente ganho e com um time melhor entrosado que o nosso e com um meia experiente e habilidoso. Sim, aquele mesmo que nós perdemos, por pura burrice e incompetência.
Nosso estrategista, se seguir a tradição, vai em busca de um “bom” resultado, isto é, de um empate fora de casa. E nossos jogadores, como irão se comportar? Jogarão pelo empate ou desafiarão o treinador, conquistando, na pura raça, uma vitória? O que esperar? 

Nós, torcedores queremos a vitória. Chega de empaTITE, o caminho da derroTITE. Por isso, aos que entrarem em campo, pedimos muita garra, dedicação, que honrem a camisa que vestem, que respeitem o Corinthians.

Júlio César, esqueça o trauma do último jogo e entre em campo com mais confiança e segurança. Alessandro, seja o guerreiro de sempre. Chicão e Castan, vocês são zagueiros e não armadores, passem a bola para os volantes e nada de chutões. Fiquem mais calmos e cuidado com os cartões. Fábio Santos, lateral não é só para marcar... Ralf, volte a ser o Monstro. Paulinho, entre em campo com uma bússola e não fique tão perdido e desorientado. Ramires, não perca a oportunidade de mostrar que você merece estar na seleção peruana, faça a bola chegar ao ataque e, se tiver chance, chute para o gol. Danilo, seu prazo de validade está acabando. Esta pode ser sua última chance. Aproveite-a! Em agosto estreia o Alex e alguém vai dançar. William, sua hora chegou. Agarre a oportunidade. Talento e habilidade você já demonstrou que tem. Liedson, tomara que a bola chegue, pois sem bola não tem gol.

Pessoalmente, gostaria de ver o Paulo André no lugar do Castan. Mas, tem horas que até parece que o Tite fica de marcação com alguns jogadores. A experiência e a qualidade técnica do PA são incontestáveis, além dele ser muito bom no cabeceio, podendo ser muito útil nas bolas paradas.

A todos os que entrarem, só pedimos que joguem como Corinthians e que superem todos os problemas e dificuldades com muita raça e vontade. Nós, como sempre, estaremos torcendo como Corinthians e continuamos confiando, porque, acreditamos que "embora ninguém possa voltar  atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim". (Chico Xavier). O Corinthians não pode voltar para apagar os erros cometidos no Campeonato Paulista e na Pré Libertadores. Mas, pode começar agora, no Brasileirão, a conquistar o Pentacampeonato, fazendo esse novo fim tão almejado por mais de mais de 30 milhões de torcedores.

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Uma nau desgovernada e à deriva



Apesar das limitações, poderíamos ter ganho o jogo e o campeonato se tivéssemos jogado como Corinthians. Após desperdiçar as vantagens do jogo do Pacaembu, o time foi para a decisão final sem ter corrigido os erros do 1º jogo e apresentando um futebol com menos qualidade em relação ao jogo anterior. Fez um péssimo 1º tempo, sendo que após levar o gol aos 19 minutos, descontrolou-se totalmente, como vem ocorrendo desde o final do Campeonato Brasileiro. No 2º tempo, até que tentou uma reação, abortada pelo 2º gol do adversário.


Desta vez não deu nem empaTITE. Foi derroTITE mesmo.
 
Desconcentração, esquema tático confuso, zaga nervosa, insegura e desatenta, goleiro, também, nervoso e inseguro, meio campo desorganizado, inoperante e embolado, ausência de criação, atacantes isolados e encaixotados pelos zagueiros adversários, erros de passes e pouquíssimos chutes a gol. O nervosismo e o descontrole foram tantos que até o experiente Chicão, capitão do time, acabou levando cartão numa falta boba e desnecessária. 
Liedson, totalmente isolado e fortemente marcado, buscava a bola no meio campo, pois os meias nada criavam. O 1º gol saiu numa falha do Castan, que sentiu o peso da decisão e do caldeirão da Vila, apresentando um rendimento muito inferior ao de jogos anteriores. Pelas laterais, Alessandro, com a raça de sempre, fez a sua parte, enquanto pela esquerda pouco avançamos.
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No meio campo, Ralf marcou bem, mas, também não estava nos seus melhores dias e Paulinho, completamente apagado, perdido e desorientado, nos fez sentir muitas saudades do Elias. Bruno César, além de não criar nenhuma jogada, foi o senhor “Não Chuta Não Chuta”, e nos brindou com uma despedida melancólica. Tirou o pé e parecia que estava com medo de ter uma distensão muscular. Jorge Henrique, mais uma vez improvisado, foi muito esforçado, mas, como sempre, desde que foi defenestrado do ataque, improdutivo. Por incrível que pareça, a entrada de Morais e Cachito no 2º tempo, até melhorou o time. Dentinho repetiu as péssimas atuações da temporada, perdeu diversas bolas e, sua escalação foi, novamente, uma substituição queimada e anunciada. Com a entrada de Wiliam a movimentação melhorou, mas não o suficiente para mudar a situação adversa. Sem criação no meio campo, com pouco apoio dos laterais e com forte marcação dos zagueiros, os atacantes foram anulados.
No 2º tempo o time voltou mais ligado e, até tentou, na pura raça, reverter o resultado. Os jogadores foram para cima, mas, desorganizadamente, pois com um esquema tático nulo, foi apenas uma correria sem objetividade, na base do improviso e do “salve-se quem puder”.  O 2º gol, num lance infeliz em que o Júlio César não conseguiu segurar a bola molhada, acabou com as poucas chances que ainda tínhamos de levar o jogo para os pênaltis. Mas, eis que Morais consegue fazer um gol e reacende as esperanças. Numa correria desenfreada o time vai pra cima, mas sem técnica e sem precisão tática, com o campo molhado e sob a marcação precisa dos jogadores adversários, acabamos perdendo o jogo e o campeonato. E, como estávamos no porto, ficamos a ver navios... e o Santos levantar a taça de campeão.
Final mais melancólico. Nadamos, nadamos e, literalmente, morremos na praia, afogados pelos nossos próprios erros.
Pudera! Com um comandante que deixou o barco à deriva, só poderíamos mesmo naufragar.
 
Mas, pensando bem, com todas as limitações que temos, até fomos longe demais. E, se chegamos à final, foi pela raça e pelo esforço individual de jogadores que foram verdadeiros guerreiros em campo. A esses, os parabéns e o reconhecimento da Fiel.

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domingo, 15 de maio de 2011

Uma tragédia anunciada?

Brasileirão 2010, Pré Libertadores e agora Paulistão 2011. Coincidências ou incompetências?
Quando faltam técnica e padrão tático de jogo, não há santo que resolva. Não adianta acender vela no campo nem no vestiário, não adianta rezas nem promessas... Aliás, há mais de 2000 anos atrás um sábio já nos prevenia: "Ajuda-te que Deus te ajudará", sinalizando que sem trabalho não existe êxito.

E por falar em trabalho, o que esperar de um time que durante quase todo o campeonato teve a semana inteira para treinar e só treinava pouco mais de duas horas por dia? E que tinha a semana inteira para se recuperar e se cansava no 2º tempo? E que, apesar de ter um CT e um Centro de Recuperação de 1º mundo, as contusões foram frequentes e recorrentes? 

O elenco é limitado, embora tenha alguns talentos individuais que, em alguns jogos, fizeram a diferença. Ficou fácil para os adversários. Era só anular esses jogadores, impedindo que a bola chegasse aos seus pés e estava garantido, pelo menos um empate. Foi o que fizeram e se deram bem. Além disso, tivemos jogadores escalados fora da posição, fritados e negociados durante o campeonato e outros, escalados sem a mínima condição de jogo. Alguns destes, para serem substituídos, precisavam proporcionar ao menos quatro contra ataques perigosos aos adversários.
Com pouca treinabilidade e com muita descansabilidade, as condições físicas, técnicas e o padrão tático tornaram-se escassos. O time em campo perdeu-se muito nos chutões, errou passes, escanteios e cobranças de faltas, a bola pouco chegou ao ataque e tomou  gols bobos. Tornou-se um time burocrático e previsível.
Além de limitado, o elenco não produziu o seu melhor, a não ser em alguns momentos excepcionais em que, motivados ou pressionados, superaram a técnica e a tática com a raça e com a vontade. Pena que isso não ocorreu sempre, o que seria uma missão quase impossível. 

Tão ou, até mais limitado que o time, é o técnico que não teve a capacidade de aproveitar a vantagem de ter uma semana cheia para treinar e de ter à disposição um elenco descansado e com disponibilidade total para o campeonato. Como comandante da equipe, cabia-lhe a responsabilidade de colocá-la em condições de jogo, de definir um padrão tático que permitisse o rendimento máximo de cada jogador na posição mais compatível com suas características individuais, de escalar os que estivessem em melhores condições, de substituir na hora certa e de acordo com a necessidade de promover uma mudança tática, de usar os treinos para reforçar os fundamentos, de analisar os jogos dos adversários e definir a tática mais adequada. Isso é o mínimo que se espera de um técnico e não palestras de autoajuda e discursos desculpistas após os fracassos. Está certo que ele não tinha o elenco do Barcelona ao seu dispor, mas, mais certo ainda é que ele está muito mais distante do Guardiola...

Mas, tudo isso só ocorreu devido à diretoria, principalmente, aos responsáveis diretos pelo futebol. Foram eles que contrataram mal, não repuseram à altura os jogadores vendidos e aposentados, mantiveram o técnico, mesmo após dois fracassos sucessivos e falharam totalmente no quesito planejamento, ou melhor, na falta de planejamento. 

Aliás, ouso dizer que, com tantas limitações, chegamos longe demais. E, isso só ocorreu pelo esforço individual de guerreiros que conseguiram, na raça e com muita garra, superar muitas dificuldades. Além disso, o nível técnico deste campeonato esteve muito aquém do desejado.
Não perdemos o campeonato no último jogo, embora pudéssemos ganhá-lo neste jogo. Perdemo-lo durante toda a competição, devido à negligência dos responsáveis pelo futebol do Corinthians, principalmente da diretoria e comissão técnica. O despreparo do nosso time impediu que usufruíssemos da vantagem de um adversário mais cansado e desgastado. Em momentos decisivos é possível superar muita coisa, mas não a incompetência decorrente de um planejamento equivocado ou, mesmo, inexistente.
O jogo da final? Fica para o próximo post.

sábado, 14 de maio de 2011

A hora é agora

É hora da decisão.

É hora da raça, da garra, da união, do esforço, da dedicação, do empenho e da concentração...

É hora de atacar e defender, de marcar, de armar e de criar, de ir pra cima, de roubar a bola e de fazer gol.
É hora da alegria, da confiança, de soltar o grito preso na garganta...
É hora de ser Corinthians, de torcer como Corinthians, de jogar como Corinthians.
É hora de gritar, de cantar, de pular, de dançar, de torcer e de vibrar...
É hora de ensopar a camisa de suor, de jogar com amor, de comemorar cada gol.
É hora da vitória, 
É hora da superação.  
É hora de ser campeão! 

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pré jogo

Aproxima-se a última batalha. Agora é tudo ou nada.É a hora da mobilização, da concentração total, da técnica e da raça, de suar a camisa, de entrar com sangue nos “zóios”...
Raça não vai faltar, pois o time sempre cresce e se supera nas decisões. Mas, não podemos esperar tudo da raça e da proteção do Santo. São Jorge é o padroeiro, o protetor, mas está desencarnado e precisa da ação dos jogadores e do técnico para poder ajudar. Deus e os Espíritos conhecidos por santos não fazem as coisas por nós, mas sim, através de nós. Para sermos campeões, precisamos fazer a nossa parte, os jogadores, a comissão técnica, a diretoria e a torcida.

O êxito no jogo e a conquista do campeonato começa pela escalação do time. É necessário que estejam em campo os jogadores que apresentarem melhores condições, físicas, técnicas e emocionais. Nosso técnico, em passado recente, ao colocar Morais no lugar do Bruno César afirmou que futebol é momento e que por isso BC ficaria no banco. E, no final do Brasileirão, deixou de convocar o Jucilei pelo fato dele estar em negociação com o futebol russo, o que atrapalharia sua concentração no jogo. Assim, se o Tite for coerente, William deverá ser o companheiro de Liedson no ataque, pois, no momento, ele está em melhores condições  físicas e técnicas e Dentinho está em processo de negociação com o futebol da Ucrânia, o que não deixa de ser um fator de desconcentração e de desestabilização emocional. Mantido o esquema 4 4 2, seria mais seguro jogar com dois meias de ofício, BC e Cachito (ou Morais), pois, Jorge Henrique, improvisado, não vem tendo bom rendimento na posição.
Com a volta de Alessandro, pelo menos pela direita, teremos maior possibilidade de avançar para a linha de fundo. Não dá para o Liedson ter que voltar para desarmar o Neymar nem vir buscar a bola na defesa, passar para alguém na lateral e correr para recebê-la na área, como ocorreu no Pacaembu.  Tite precisa acertar o meio campo e deixar os atacantes mais fixos na área para receber a bola, sem tanta correria. Vale lembrar que a bola deve correr mais que o jogador.
Não errar passes, não perder a bola, aproveitar as bolas paradas e acertar as finalizações. No último jogo fomos deficitários nesses fundamentos, o que nos impediu de sair com a vitória. Além disso, se um jogador não estiver bem, não esperar que ele proporcione três contra ataques para o adversário para ser substituído.

Estaremos com o time completo e com menos desgaste que o adversário. Precisamos saber usar isso a nosso favor, indo para cima e não, simplesmente, ficarmos a espera de um contra ataque. Marcar e anular o Neymar será “meio caminho andado”. Uma chegada de surpresa do Paulinho na área, um escanteio bem batido, um chute de fora da área, uma falta bem cobrada, a habilidade do William e, principalmente, a bola chegar ao Liedson, serão essenciais para decidir o jogo e o campeonato. 
Se o adversário tem alguns talentos individuais que podem desequilibrar, nós também temos algumas cartas na manga: o artilheiro do campeonato, melhor defesa que a deles, o monstro Ralf, o peso da camisa, a garra e a raça corinthiana, a maior torcida, cuja vibração ultrapassa as barreiras físicas do estádio e a capacidade de superação em jogos decisivos. 

Vamos em busca da vitória e do título. Irmanados na garra e na raça, na fé e na vontade, sob as bênçãos e a proteção do Santo guerreiro, façamos a nossa parte, sendo no campo tão guerreiros quanto o Santo. 

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Pescaria Adiada?

Jogando com a casa cheia, com o total apoio da torcida, disputando só um campeonato e contra um adversário cansado e dividido entre dois torneios, não passamos de um empate sem gols. Agora vamos decidir o campeonato na casa do adversário, com apenas 700 torcedores no alçapão da Vila Belmiro. Desperdiçamos nossas vantagens e agregamos alguns problemas.
Eu sei que não tem nada perdido nem ganho, que o campeonato está em aberto e que não tem nada decidido. Mas, sei, também, que teremos mais dificuldades e que precisamos corrigir as falhas que cometemos no Pacaembu, algumas recorrentes e rotineiras. O mais complicado é o conservadorismo da comissão técnica em relação à tática e a escalação da equipe. 

No último jogo presenciamos um time com muita raça, mas ainda com algumas deficiências físicas, técnicas e no posicionamento tático. Sem a pretensão de fazer uma análise detalhada do jogo,  limitar-me-ei em apontar os problemas mais preocupantes.
1 - Escalação equivocada.
Wallace, zagueiro de origem não deu conta da lateral direita e levou o maior sufoco do Neymar. Não desceu para o ataque, precisou da ajuda dos volantes e dos zagueiros e aos 10 minutos do 2º tempo mal conseguia andar. Paulo André, pelas suas características e experiência teria mais facilidade de cobrir a lateral.
Jorge Henrique como meia tem um belo futuro como velocista. Escalado fora de posição, apesar do esforço, pouco rende. A dupla de meias deveria ser formada por Bruno César e Morais ou Caxito.
Dentinho está mal, física e tecnicamente e não apresenta a mínima condição de jogo. Hoje não serve nem para reserva. Será que a insistência em escalá-lo tem algo a ver com as possíveis sondagens declaradas por seu procurador? Olha que o tiro pode sair pela culatra! Pelo futebol que vem apresentando, cada vez que entra em campo ele se desvaloriza um pouco mais. William, pelas suas condições físicas, técnicas e pela postura em campo deveria ser titular.
2 - Substituições atrasadas e equivocadas.
Dentinho deveria ter saído bem antes, no 1º contra ataque que deu para o adversário.
Wallace, por pouco não teve que sair carregado, de tão pregado que estava. Não sei se o Paulo André estava no banco, se estava deveria ter entrado, para não precisar deslocar o Paulinho para a lateral. A demora na substituição quase nos complica. Bendita trave!
Bruno César, apesar de fominha e de ter errado finalizações, era o único que criava alguma coisa e, jamais deveria ter sido sacado do time. Morais deveria ter substituído o JH e não o BC.
3 - Erros de passes proporcionaram contra ataques perigosos, salvos pela trave e pela nossa zaga. Chicão e Castan foram sensacionais.
4 - Armação e criação deficitárias. Nulidade dos laterais e precariedade dos meias, principalmente após a saída do BC, obrigaram Liedson buscar a bola, procurar alguém para passar e correr para recebê-la na área. Uma verdadeira aberração! Até o zagueiro Castan precisou ajudar na armação...
5 - Erros nas finalizações. De 21 finalizações, apenas 5 certas, uma na trave e nenhum gol.
 Apesar dos erros apontados, a análise numérica do jogo, apresentada por Gabriel Torres, revela que no Pacaembu, o Corinthians foi superior ao adversário, o que demonstra que temos a possibilidade real de vencer o próximo jogo. 

Temos uma semana cheia para treinar, temos todos os jogadores à disposição enquanto o adversário tem alguns desfalques e um jogo difícil na Colômbia no meio da semana. Cabe à comissão técnica o bom senso e a sensibilidade para corrigir os erros e escalar aqueles que apresentarem melhores condições físicas e técnicas. 


Sugestões e palpites? Aguardem o próximo post.






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sábado, 7 de maio de 2011

Cornetas nas gavetas

Durante a semana, depois de comemorar muito a classificação, já comentei o jogo, critiquei os jogadores e o técnico, discuti táticas, escalei o time, enfim, já expus meus pensamentos e minhas opiniões, não só neste blog, mas em muitos outros.  Agora, na proximidade da batalha final, é hora de torcer, de vibrar, de rezar... É hora de confiar, de apoiar, de estimular, de incentivar...
Neste momento, críticas e sugestões pouco irão adiantar. O time já está escalado, os jogadores já estão concentrados e nossa única interferência possível é na área mental, através da força do nosso pensamento. Não importa quem vai jogar nem se gostamos ou não do técnico. O que importa é que o Corinthians estará em campo para mais uma decisão e quem entrar estará representando a nossa Nação. Nessas horas, a força da camisa, o peso do escudo, a tradição, a capacidade de superação, a garra, a raça e a torcida também entram em campo e fazem a diferença.
Nessas horas, o time cresce e a força do adversário desaparece diante da determinação daqueles que sempre se agigantam numa final.
Não vamos nos desgastar com ti ti ti e mi mi mi. Deixemos isso para a mídia anti. Vamos nos 
concentrar no e com o Timão, vamos mentalizar o time jogando com sangue nos "zóios", suando a camisa, correndo e lutando em campo, fechando o gol, marcando e apoiando, armando jogadas e chutando pro gol adversário. Vamos mentalizar um time de guerreiros, vibrante e vencedor, apoiado e empurrado por mais de 30 mil loucos, num Pacaembu lotado em que cada torcedor vai valer mais de mil. 
Temos alguns jogadores capazes de desequilibrar, vamos jogar na nossa casa, (sim, por usucapião, o Pacaembu é nosso), com a nossa torcida apoiando e empurrando o time, contra um adversário cansado e dividido entre dois torneios. A mídia anti corinthiana os elegeu como favoritos, colocando a pressão do lado deles, mas não vamos nos preocupar com isso. 
Vamos concentrar nossas energias no apoio e na torcida, transmitindo aos nossos guerreiros a força necessária para a vitória final. Não importa quem vai estar em campo, importa que é o Corinthians em mais uma decisão.
 Por isso, guardemos novamente as nossas cornetas e cessemos nossas críticas. E, mais uma vez, confiemos na força da nossa camisa, no peso do escudo, na garra dos nossos guerreiros, na velha raça corinthiana e em nossa capacidade de superação. Este é o nosso papel fora do campo. Lá dentro, basta jogarem como Corinthians, suando a camisa e se entregando com garra e determinação. 

Vamos buscar este Paulistão, nem que seja na pura raça porquê 
Aqui é Corinthians!