segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para que participar da Florida Cup?

Eu ainda tenho dúvidas sobre os benefícios do Corinthians participar da Flórida Cup. A justificativa da internacionalização da marca não me convence. O futebol norte americano não tem tanta visibilidade como o Europeu e o Timão tem muito mais prestígio individual que o conjunto dos clubes da América do Norte. Se fosse um torneio na Europa poderia sim trazer visibilidade ao clube do Parque São Jorge e colocá-lo na vitrine mundial. Suponho que apenas ganhos financeiros possam explicar a participação alvinegra nesse evento. 
Será que isso justifica o desgaste do time nesse ano em que, devido à Copa do Mundo, a pré temporada é mais curta com os campeonatos regionais iniciando prematuramente? 
Ao se apresentar em 03/01/2018, o elenco ainda não deverá estar completo e a saída e a entrada de jogadores, natural na janela de transferências, resultará num time ainda defasado, totalmente desentrosado e sem ritmo de jogo. E será esse esboço de time que, com alguns poucos dias de treinamento, irá enfrentar times europeus em meio de campeonatos nacionais, devidamente treinados e entrosados. 
Serão dois jogos em que os adversários se apresentarão em melhores condições físicas, técnicas e táticas. Voltando de férias, os brasileiros ainda estarão fora de forma e, por maior que seja a competência do Carille, não haverá tempo hábil para se estabelecer um padrão de jogo e o entrosamento do time. Padrão de jogo e entrosamento dependem das características dos atletas, do conhecimento mútuo dessas características, bem como de repetição e muito treinamento, o que não ocorrerá no tempo exíguo entre a apresentação do elenco e a estreia no torneio. E ainda tem a viagem para aumentar o desgaste físico dos jogadores.
Creio que seria mais racional ficar no Brasil e fazer uma pré temporada mais produtiva, que possibilitasse um melhor conhecimento pela comissão técnica dos novos contratados bem como o entrosamento do grupo. Uma pré temporada mais tranquila, sem viagens e correrias. Além disso, evitar-se-ia um risco desnecessário de lesões e perda de jogadores para os campeonatos que teremos pela frente. Sem o devido preparo físico, técnico e tático, por falta de tempo hábil, o Corinthians e os demais times brasileiros participantes do torneio enfrentarão times europeus totalmente estruturados, organizados, com plenas condições físicas e técnicas, entrosados e com um padrão tático já definido. Para enfrentá-los será necessário muito esforço e superar na raça o desnível decorrente da diferença das condições já mencionadas. Enquanto os europeus devem estar voando, no meio de seus campeonatos nacionais, os brasileiros ainda estarão no início do preparo para a temporada, apenas aquecendo-se para os campeonatos regionais. 
Será que vale a pena?

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Jô é o cara

Após passar por problemas extra campo, mas com repercussão negativa em seu desempenho, e ficar seis meses sem jogar, Jô chegou ao Corinthians desacreditado pela imprensa e por parte da torcida. Foi até objeto de gozação dos adversários que tinham no elenco atacantes badalados. Poucos foram os que acreditaram que ele ainda tinha cacife para bancar o seu futebol e o jogo da sua vida. Mas o jogador sabia do que era capaz e, com muito trabalho e apoio da família, encontrou forças para resgatar o talento que não estava morto, mas apenas adormecido. Treinou forte e já no início do Paulistão mostrou que ainda tinha muita lenha para queimar, tornando-se um dos principais líderes do elenco. E acabou ganhando a bola de prata e sendo eleito o melhor jogador co Campeonato Paulista. 
No Brasileirão, experiente e habilidoso, foi autor de gols importantes e decisivos e um referencial para os jogadores mais novos. Sua aplicação nos gramados foi fundamental para a conquista do Hepta Campeonato, não só pelos gols marcados, mas também pela sua capacidade de liderança. Foi ao lado de Cássio e de Balbuena, um dos suportes do time do Carille e uma força motivadora do time campeão. 
Superando as melhores expectativas, calou a boca dos críticos, alcançando a artilharia do campeonato com 18 gols marcados. Além de receber a bola de prata e a bola de ouro, de ser considerado o melhor atacante, foi também premiado como o melhor jogador do Brasileirão. 
Importante no seu desempenho foi a confiança do grupo e principalmente do Carille que soube motivá-lo e fazer emergir o que ele tem de melhor. Felizmente, o Corinthians, capitaneado pelo seu técnico, ignorou as críticas daqueles que menosprezaram o jogador e a sua capacidade de superação. Ciente das qualidades do Jô, o time que o formou recebeu de braços abertos o seu filho pródigo. E este não decepcionou. 
Nós torcedores só temos que agradecer o empenho, a aplicação, a garra, a liderança e o corinthianismo do Jô. Se este campeonato foi do Carille, sem dúvida, Jô foi o cara, não só do Corinthians, mas do Campeonato Brasileiro. 

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

A culpa não é do empresário

Tem muita gente responsabilizando o empresário do Pablo pelo não acerto do jogador com o Corinthians com base no fato dele sempre ter declarado o desejo de permanecer no clube. Diante da malograda negociação, a única conclusão possível é que o amor pelo dinheiro sobrepujou o declarado desejo de continuar defendendo o Timão. Convém lembrar que quem contrata o empresário é o jogador, e não o contrário, portanto, a última palavra é do contratante e não do contratado. Assim, Pablo é o único responsável pela sua decisão de não permanecer no Corinthians e passar tal responsabilidade para seu empresário seria destituí-lo de seu livre arbítrio e da condução de seu destino. 
É óbvio que ele tem o direito de escolher o que acha ser melhor para ele. Mas não foi nada elegante permitir que seu empresário sondasse outros times, num verdadeiro leilão do jogador, enquanto declarava que queria permanecer, prolongando a negociação para ganhar tempo até aparecer uma proposta financeiramente melhor. Deveria ter sido honesto e aberto o jogo de quanto queria ganhar e em que condições e não ficar "cozinhando o galo", à espera de uma proposta economicamente mais vantajosa. Em nenhum momento ele considerou o fato de que estava encostado no Bordeaux e que o Corinthians recuperou-o para o futebol, colocando-o na vitrina onde passou a ser cobiçado por outros times. Se, profissionalmente, ele tem o direito de escolher o que lhe parece ser melhor, o Corinthians tem o direito de dispensar seus préstimos e devolvê-lo ao time a que pertence, da mesma forma que o Marciel foi devolvido ao Corinthians antes do término da vigência do empréstimo. 
Quanto ao veto à participação na festa da entrega da taça, considero que o mesmo serviu para preservá-lo de um vexame, pois, com certeza seria vaiado e xingado pela torcida. Se o clima era de festa, de celebração, de confraternização, não teria sentido possibilitar uma situação constrangedora para o jogador e para a própria festa. Se ele ajudou a conquistar o título, foi pago para isso e conforme declaração de seu empresário, o Corinthians não lhe deve nada, seus proventos estão em dia. Pablo supervalorizou-se ao pedir um salário muito acima ao teto do clube e condições especiais para o pagamento de luvas. Parece que pediu algo desproposital para poder ficar livre para fechar contrato com outro time. Está no seu direito, assim como o Corinthians está no direito de não relacioná-lo para os dois jogos que faltavam. 
Sem clima para celebração e até para evitar tumultos, não participou da festa do Hepta, não porque saiu do Corinthians, mas pela forma como saiu. Se usou o Corinthians para se recuperar para o mundo da bola e para se valorizar, se simulou estar satisfeito no clube, manifestando o desejo de ficar ao mesmo tempo que permitiu que seu empresário o colocasse em leilão, se pediu um contrato fora dos padrões do clube para poder ficar livre para fechar com quem venceu o leilão, houve uma quebra de confiança. E com quebra de confiança não existe condições de participar com o grupo, no qual se inclui a diretoria com quem negociou, de uma celebração, que é também uma confraternização. 

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Nunca foi FAX

Nunca foi FAX, foi sempre na bola, no jogo jogado, no corpo suado, sempre na raça. Assim, conquistamos mais um título sem nenhum favor da cbf, sem arranjos e sem trapaças. Título conquistado no campo por um time de operários abraçado pela sua Fiel Torcida. Título resultante do futebol jogado com garra, com determinação e com muita paixão. Paixão que é marca do corinthianismo que brota no coração de mais de trinta milhões de loucos espalhados pelo mundo e irmanados pelo mesmo sentimento nos maus e nos bons momentos. 
Sete vezes campeão do Brasileirão, títulos autênticos sem asteriscos, sem penduricalhos, marcados pela entrega e pela dedicação. Dedicação que transparece no futebol jogado, no gol comemorado, no grito da torcida, no empenho da comissão técnica, no zelo do funcionário anônimo que não aparece, mas que cria as condições para que o espetáculo possa acontecer. 
A todos vocês, nosso reconhecimento e nossa gratidão. Sabemos que se nunca foi FAX, também nunca foi fácil. Sabemos que tudo no Corinthians é super mensurado e que a luta diária é contra tudo e contra todos. Contra os adversários, contra a parcela abutre da imprensa, contra a anticorinthianada doente... E até contra a nossa pouca paciência decorrente da ansiedade por querermos sempre vencer. 
Sim, não passamos a mão na cabeça, criticamos o que deve ser criticado, apontamos as falhas e não perdoamos. E, às vezes, até exageramos. Porque no Corinthians tudo é grande e a vitória é nossa meta, o amor é nosso combustível e a fidelidade o nosso motor. 
O amor colocado na ponta da chuteira do jogador e, na arquibancada, no grito do torcedor. Mas, também, nos olhos de quem está longe e somente pode assistir pela televisão ou ouvir pelo rádio. Nos olhos que choram a cada derrota, mas que brilham a cada gol marcado, a cada vitória, a cada título conquistado. Pois não importa a distância, o amor é sempre o mesmo, na alegria e na tristeza. 
E, mais uma vez, irmanados pela mesma paixão, soltamos o grito de campeão. Corinthians sete vezes campeão brasileiro. Sete títulos legítimos, sem FAX e sem artimanhas. 

 

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Djalma Vassão/ Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Expectativas e especulações

Após a conquista do Campeonato Brasileiro, as preocupações corinthianas voltam-se para a formação da equipe que defenderá o time em 2018. Quem fica, quem sai e quem chega ocupam as mentes alvinegras e desafiam o clube que, com pouco dinheiro, não tem como contratar grandes estrelas e tem que se contentar com jogadores baratos e de preferência não vinculados a nenhum clube. Se isso restringe as opções de mercado, por outro lado elimina a possibilidade da chegada de estrelas que poderiam por em risco a harmonia do grupo. A história do Corinthians nos mostra que times de operários têm dado conta do recado, enquanto em outros times, equipes caras e recheadas de astros têm fracassado. 
A realidade é que, por maior que seja o esforço da diretoria, perderemos alguns jogadores para times estrangeiros. Por outro lado, teremos de volta jogadores emprestados, alguns com bom desempenho nos times que atuaram em 2017. Em tempo de vacas magras e de dinheiro curto, o bom senso manda aproveitar aqueles que tiveram bom desempenho, dar mais oportunidade aos que vieram da base e só ir ao mercado para qualificar o time. Se for para trazer atletas com a mesma qualidade, que não se jogue dinheiro fora e valorize o que já temos. Lucca, Jean, Mendonza e Douglas fizeram uma boa temporada e Carlinhos e Pedrinho merecem maiores chances. 
No entanto, pela demanda de campeonatos a serem disputados no próximo ano, inclusive a Copa Libertadores, o Corinthians precisa de alguns jogadores experientes e cascudos. Será que os que estão sendo especulados possuem as qualidades necessárias ou estão no mesmo nível daqueles que já são nossos. Se, como disse Carille, não vem nenhuma cereja, que pelo menos venham alguns que, como fermento, consigam levedar a massa e fazê-la crescer. E que a diretoria ouça o Carille, para não fazer as besteiras de anos anteriores quando contratou jogadores que se revelaram inúteis e sem a mínima condição de jogar no Corinthians. Jogadores que, às custas do Corinthians, que continua pagando seus salários, defenderam outros times, a maioria na Série B. 
Diante dos desafios que teremos em 2018: Paulista, Brasileiro e Libertadores, muitas são as expectativas e as especulações. Que a diretoria e a comissão técnica tenham a inteligência e o bom senso para qualificar o time, atendendo as necessidades reais do Corinthians e não os interesses escusos de empresários mau intencionados. 

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sinsempreredencao.blogspot.com

domingo, 19 de novembro de 2017

De ressaca

A ressaca foi tão grande que o Corinthians só chegou para o jogo no segundo tempo. Antes disso, a equipe parecia um bando de zumbis andando no gramado. O que vimos em campo foi um time desfigurado, desorganizado, desentrosado, desconcentrado, confuso, sonolento e sem um mínimo de criatividade. Se para o campeonato o jogo não valia nada, era a oportunidade para ganhar do único time que faltava vencer e o momento dos jogadores que pouco atuaram na temporada mostrarem que podem ser úteis em 2018. Infelizmente, eles não aproveitaram a oportunidade e o Corinthians foi derrotado  no Rio de Janeiro. A derrota desenhou-se na etapa inicial com o Corinthians mal escalado, batendo cabeça e apresentando um futebol confuso e ineficiente. Erro do Carille, ao escalar um time sem nenhum meia de criação e falha dos jogadores pela falta de atenção e de concentração. 
Alguns jogadores sentiram a falta de ritmo de jogo, como Léo Príncipe e Marciel, e o time padeceu com o desentrosamento decorrente das mudanças. Para alguns faltou qualidade técnica e habilidade e para todos, com exceção do Romero, faltou raça e comprometimento. Entraram para cumprir tabela e por descaso e omissão, tiveram a faixa carimbada pelo adversário. 
Na etapa final o time entrou mais ligado e a presença de Giovanni Augusto melhorou a atuação do meio campo. Se tivessem atuado assim desde o início, poderíamos ter saído, pelo menos, com um empate. 
Há quem desconsidere o mau resultado, argumentando que o jogo não valia nada. Discordo dessa postura e considero que a mesma é um desrespeito à camisa do Corinthians. Se tivesse perdido jogando bem e demonstrado raça, o resultado até poderia ser desconsiderado. Mas não aceito a displicência do time no primeiro tempo, sua negligência em campo nem seus erros juvenis. Acho mesmo que se era para passar vergonha, seria melhor ter jogado com o time sub 20. Os moleques poderiam até perder, mas dariam o sangue em campo. 
E por falar em garotos, por que Pedrinho não iniciou jogando? Se tivesse entrado antes dos três a zero, teria sido mais produtivo que o inútil do Fellipe Bastos. 
Lamentável foi a atuação da arbitragem. Caseira e de má fé, influiu diretamente no resultado do jogo, fechando os olhos para os erros dos jogadores rubro negros e penalizando os corinthianos com faltas inventadas, pênalti inexistente e cartões. Mas o Corinthians atuou tão mal, que não dá para responsabilizar somente a arbitragem pela nossa derrota. 
No próximo domingo, em Itaquera, contra o Atlético Mineiro, espero que a ressaca já tenha passado e que o Corinthians volte a jogar como Corinthians. 

Crédito e fonte de imagem 
geradormemes.com 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Título do Carille

Visto com desconfiança pela torcida e desacreditado pela mídia, Fábio Carille, contrariando os mais terríveis prognósticos, levou o Corinthians à conquista dos campeonatos Paulista e Brasileiro, dando o maior cala boca nos "entendidos" do futebol. Jornalistas, inclusive corinthianos, duvidaram de sua capacidade de gerir um time com a grandeza do Corinthians e, numa análise superficial, decretaram sua falência como técnico de futebol, sem ao menos dar-lhe o tempo necessário para mostrar seu trabalho. 
Obviamente que ninguém poderia cravar seu sucesso, mas foi bastante leviana a postura daqueles que, prematuramente e sem nenhum dado objetivo, lhe atiraram pedras, mesmo antes do início do seu trabalho. 
Aqueles que desdenharam a efetivação do Carille ignoraram indícios importantes a favor do técnico: o fato de ter trabalhado como auxiliar do Mano e do Tite, o que lhe proporcionou uma grande aprendizagem, e seu conhecimento do Corinthians e do corinthianismo. Sabemos que sua contratação não se deu por esses fatores, mas eles foram fundamentais para o seu êxito no comando alvinegro. Outro fator decisivo foi sua capacidade de gerir o grupo, fazendo dos jogadores mais experientes seus colaboradores no direcionamento dos mais jovens. 
Com um elenco limitado, com jogadores jovens, sem nenhuma grande estrela, Carille teve a capacidade de montar um time taticamente disciplinado e definir um padrão de jogo que, mesmo manjado, tornou-se difícil de ser batido. E assim o time conquistou o Paulistão e o Brasileirão para a alegria da Fiel e o desespero dos antis. 
Obviamente que nem tudo foi perfeito. Carille não é Deus e, como todo ser humano, tem suas qualidades e seus defeitos. Mostrou uma certa dose de teimosia ao demorar para mexer no time, mas os maus resultados do segundo turno obrigaram-no a fazer as mudanças necessárias à oxigenação da equipe quando os titulares perderam o gás. Em dado momento mostrou excesso de confiança, mesmo diante dos resultados desfavoráveis. No entanto, suas qualidades de gestão, seu conhecimento tático e sua capacidade de gestão do grupo predominaram e foram determinantes para o sucesso alvinegro e para a recuperação de jogadores desacreditados. Mesclando a experiência dos mais velhos com o entusiasmo dos mais jovens ele conseguiu montar um time organizado, equilibrado e aguerrido, onde o coletivo potencializou as qualidades individuais. Cercando-se de auxiliares competentes e dedicados, conseguiu, com muito trabalho, fazer do Corinthians de 2017 a primeira e maior força do futebol paulista e brasileiro. 
Por isso, sem medo de errar e sem menosprezar os jogadores e demais membros da comissão técnica, afirmo que esse título que acabamos de conquistar é um título do Carille

Créditos e fontes de imagens e vídeo 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
youtube.com/You Timão 
twitter.com/@canalpremiere 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Que JÔgo!!!

Pintando o 7 em Itaquera, o Corinthians se sagrou o maior campeão dos pontos corridos do Brasileirão com dois gols do camisa 7, numa virada espetacular, após estar perdendo de 1 a 0 para o Fluminense. Na bola e sem fax, liderando o campeonato desde a quinta rodada, mesmo com uma recaída no segundo turno, manteve a liderança e conquistou o título. Um título que veio coroar o bom trabalho da comissão técnica e a raça de um elenco que foi capaz de superar seus próprios limites e vencer os desafios de um campeonato longo em que a regularidade é essencial para a conquista. 
Hepta na bola, hepta na raça, hepta sem fax, assim a chamada quarta força calou a boca da anticorinthianada e dos abutres da imprensa. Num jogo eletrizante, em que o adversário abriu o placar no primeiro minuto de jogo numa cobrança de escanteio, o Corinthians não se apavorou e continuou lutando até que nos três primeiros minutos da etapa final, Jô, com a assistência de Clayson, marcou os gols do empate e da virada. Aos 38 minutos, Jadson, que havia entrado no intervalo, ampliou o placar, fazendo ecoar na Arena o grito de campeão. 
Embora Jô seja o nome do jogo, também merecem destaques as atuações do Clayson, Jadson, cuja entrada deu outra dinâmica ao meio campo, e do incansável Romero. Mas, todo o time está de parabéns pela entrega e pela disciplina tática, pela raça demonstrada e pelo comprometimento. Aliás, comprometimento e disciplina tática foram as características do time no campeonato e responsáveis pela conquista do título. 
Méritos do time, méritos da comissão técnica capitaneada por Fábio Carille, o grande comandante dessa esquadra aguerrida e vitoriosa. De promessa, desacreditado por muitos, mostrou capacidade tática e habilidade na gestão do grupo e hoje já não é mais uma promessa, mas um vencedor. 
Méritos da torcida, que no momento mais difícil do campeonato, apontou as falhas, sugeriu mudanças sem deixar de abraçar o time, de apoiar e de incentivar. A presença de 32 mil torcedores no treino que antecedeu o derby foi fundamental para a retomada da confiança e do bom futebol do Corinthians. 
Sabemos que nem tudo foi perfeito, que ainda existem problemas a serem superados, que o time precisa reforçar algumas posições e que perderemos alguns jogadores no próximo ano. Mas hoje é dia de comemorar e de parabenizar esse Corinthians guerreiro e aguerrido que pôs o coração no bico da chuteira, nas luvas dos goleiros, no peito e na cabeça dos jogadores para nos brindar com os títulos paulista e brasileiro.  Hoje é dia de gritar HEPTA CAMPEÃO! 


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globoesporte.globo.com-marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com-Daniel Augusto Jr./corinthians.com.br 
Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 
Fernando Dantas/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 

domingo, 12 de novembro de 2017

A alma de um time não tem preço, tem valor

Nem o mais apaixonado corinthiano apostava em títulos no início da temporada. Time sem dinheiro, contratações de pouco impacto, garotos da base para compor o time titular, técnico novo e sem muita confiança da torcida e diretoria totalmente desprestigiada devido aos seus erros e omissões. Se o ambiente não era de terra arrasada, também não era favorável, havendo, inclusive entre torcedores, o receio de que no Campeonato Brasileiro, lutaríamos para não cair. Alguns temerosos, muitos ressabiados, alguns esperançosos, mas poucos cravando que seria um ano de vitórias e conquistas. E assim, entre desconfianças e esperanças, teve início uma temporada que desafiou a pretensa lógica de que altos investimentos financeiros sempre garantem títulos aos times endinheirados. 
Com um elenco enxuto e limitado, sem jogadores badalados e com um técnico visto com desconfiança, o Corinthians desafiou a lógica do mercado bem como o pessimismo dos que o classificaram como a quarta força do Estado, sagrando-se campeão paulista. E fez um primeiro turno brilhante no Brasileirão. Mas quando todos já cravavam uma conquista fácil, o time parecia sucumbir e despencar. Acabou o gás, baixou a adrenalina, esgotaram-se as forças diziam, os mais pessimistas e os anticorinthianos de carteirinha. Parecia que o time estava estourado, jogadores chaves caíram de rendimento e o banco de reservas parecia não ser suficiente para a retomada das vitórias.
Alguns times foram subindo na tabela, a diferença para os concorrentes foi diminuindo, os adversários foram se animando, a torcida foi ficando preocupada... Mas quando já nos chamavam de cavalo paraguaio, devolvemos o esculacho com gols dos corinthianos paraguaios, o Jô recuperou-se como rei dos clássicos, Carille, mesmo tardiamente, mexeu no time substituindo peças desgastadas, os jogadores que entraram deram conta do recado e o time voltou para o campeonato, estando muito próximo de mais um título brasileiro. 
Fazendo valer a mística corinthiana, "se não dá na técnica, vai na raça", o time buscou em si mesmo e no apoio da torcida a energia necessária para a retomada das vitórias. 
Desafiando a lógica e os mais pessimistas prognósticos, jogadores desacreditados fizeram os gols nos últimos jogos. Confiantes, provaram o mantra do Carille que disse não desistir de jogador e que quem entrasse daria conta. Empurrados pela torcida, a adrenalina voltou e os atletas, demonstrando a raça corinthiana, estão calando a boca daqueles que deles duvidaram. E nessa retomada, os jogadores do banco têm sido fundamentais e feito gols importantes: Clayson, Giovanni Augusto e Kazim. 
Sobre o jogo contra o Avaí, jogamos para o gasto, vencemos o jogo e faturamos os três pontos. Com mais posse de bola (59%), o Corinthians foi pouco criativo no meio campo, suas principais jogadas foram pelas beiradas e das suas 16 finalizações errou 11. Mesmo assim, sem ser brilhante, o time se doou em campo. O jovem goleiro Caique não se apavorou com a responsabilidade e, quando exigido, deu conta do recado. Kazim, após uma gestação de nove meses, marcou o gol da vitória e, assim como Giovanni Augusto, queimou minha língua e de muitos outros. 
O gringo da favela comemorou muito seu gol, arrancando a bandeira de escanteio e com ela saudando a torcida. Foi, segundo ele, o gol mais importante de sua carreira. Rodriguinho destoou do time e foi o pior em campo, sendo substituído pelo Maycon. 
Com o resultado e com o empate do Grêmio, a diferença de 10 pontos para o segundo colocado aproximou ainda mais o Corinthians do título, bastando uma vitória para sagrar-se campeão. Contra os pessimistas prognósticos do início da temporada, o Corinthians superou-se na raça e mostrou que, também no futebol, existem valores mais poderosos do que o dinheiro. Se este consegue comprar craques, não consegue comprar profissionalismo, amor à camisa, espírito de grupo e raça. Um time barato e limitado, mas aplicado e determinado, sob o comando de um técnico focado e competente, é capaz de superar pela garra e pela vontade obstáculos aparentemente insuperáveis. Pouco adianta gastar milhões, ter um elenco caro  e recheado de estrelas, se falta o essencial: a vontade, a união do grupo e o coletivo acima do personalismo. Um bom elenco se compra com dinheiro, mas um bom time se forma com um bom comando, com comprometimento, com espírito de grupo e jogo coletivo. Todo elenco tem seu preço, mas a alma de um time não tem preço, tem valor. 

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globoesporte.globo.com-Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 
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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

No olho do Furacão

O atual momento do Corinthians e a retomada das vitórias renovam nossas esperanças na conquista do título. Concordamos que no Paraná o time não foi brilhante, que Clayson e Maycon ficaram devendo, que cornetamos a entrada de Giovanni Augusto e queimamos a língua, que sofremos com o pênalti marcado, que vibramos com a defesa do Walter, que ficamos tensos durante cada escanteio do time paranaense, que sentimos a contusão do Walter e que só relaxamos após o apito final. Por isso, comemoramos muito os três pontos e uma rodada quase perfeita em que abrimos oito pontos à frente do Grêmio, o novo vice líder do campeonato. E assim, de olho no futuro, voltamos ao passado, com a mesma diferença que encerramos o primeiro turno do Brasileirão. 
Eu estou entre os(as) que reclamaram da entrada do Giovanni Augusto, mas, ao queimar a língua, comemorei muito e espero que ele tenha voltado definitivamente para o mundo do futebol. 
Após um derby eletrizante, era previsível uma queda da adrenalina, potencializada pelo cansaço, pelo pouco tempo entre os dois jogos, pela viagem, pelos desfalques e pelo gramado sintético. Previa um jogo difícil, pegado, com o time adversário vindo pra cima, um verdadeiro teste para cardíaco. E assim aconteceu. Felizmente, o Corinthians, mesmo com dificuldades e sem ser brilhante, conseguiu vencer o jogo e manter-se firme na liderança. 
Quanto ao jogo, merecem destaque a atuação da dupla de zaga, a defesa do pênalti do Walter, a atuação do Giovanni Augusto, não só pelo gol, mas pelo conjunto da obra, e a entrada de Paulo Roberto, melhorando a marcação.  De negativo, as atuações do Clayson e do Maycon, que erraram tudo o que tentaram. 
Com a retomada da confiança e da garra, com a volta do espírito da "quarta força", o Timão continua numa boa situação na busca do hepta. Dependendo somente de si próprio, se mantiver a pegada, teremos em breve, mais uma taça no Memorial. Nessa reta final, a atuação da torcida, apoiando e jogando junto, será fundamental. E, com certeza, apoio não vai faltar. 

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Daniel Augusto Jr./corinthians.com.br 
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Kariny Bollani 

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O Coringão voltou

Voltou o futebol, voltou a garra, voltou a raça. Voltou a ser Corinthians. 
E para isso, muito contribuiu a ação da torcida que, no momento decisivo, participou ativamente desse processo de ressurreição, fazendo renascer o futebol do Todo Poderoso Timão. Dessa torcida dona do time que, como mãe zelosa, não ignora os problemas, mas os aponta para serem resolvidos. Dessa torcida que é enérgica quando se faz necessário, mas que sabe exatamente distinguir o momento de criticar do momento de afagar, Dessa torcida que não passa pano, mas que não abandona, que enxerga os erros, que dá sugestões e que pede coragem para mudar. Dessa torcida que, mesmo tardiamente, foi atendida e que viu as mudanças que pedia produzirem o efeito desejado, com um time mais antenado, com boa movimentação, com um bom desempenho e um bom resultado. Dessa torcida que colocou num treino mais torcedores do que o público de muitos clássicos. Torcedores que foram à Arena Corinthians dar o seu apoio e pedir garra no derby decisivo. E o time entendeu o recado, atendeu aos pedidos e voltou a atuar como o Corinthians do Paulistão e do primeiro turno do Brasileirão. E com uma atuação efetiva voltou ao campeonato, renovando as esperanças e as possibilidades de mais uma vez soltar o grito de campeão. 
Sobre o jogo, após um primeiro tempo brilhante, o Corinthians teve um certo recuo na etapa final e, ao administrar o resultado, correu o risco de levar o empate. Com menos posse de bola, (43%), com boa movimentação, errando menos passes, foi efetivo nos desarmes e nas finalizações (8 certas e 3 erradas). Se não fossem as defesas do Prass, poderíamos ter vencido de goleada. 
Merecem destaque as atuações de Romero (o melhor em campo), Balbuena (preciso na defesa e efetivo no ataque), Jô, que com a melhora decorrente das mudanças no time, conseguiu ser mais efetivo, e Clayson, que proporcionou ao time uma nova e melhor dinâmica. Também foi importante a decisiva participação do Rodriguinho, que esperamos que tenha, definitivamente, recuperado o seu futebol. Destaque negativo ao lance em que Pablo espanou a bola para traz, propiciando o segundo gol do time da Turiaçu. 
Superior no jogo, o Corinthians mereceu a vitória. E para o mi mi mi referente aos possíveis erros de arbitragem, se de fato eles nos favoreceram, foi a ação dos deuses do futebol fazendo cumprir a lei de causa e efeito. Foram apenas o reembolso, a devolução de tudo o que já nos roubaram nesta e em outras temporadas. 

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domingo, 29 de outubro de 2017

Coragem para mudar

Se em time que está ganhando não se mexe, quando o time está perdendo, é hora de mudar. De mudar o esquema tático, mudar jogadores e mudar a postura em campo. Não adianta continuar na mesmice nem tentar recuperar jogador que já desistiu de recuperar seu futebol. E o segundo turno está mostrando que alguns jogadores estão apresentando comportamentos análogos àquele que em engenharia é conhecido como fadiga de material. Será que adianta insistir com eles ou está na hora de ter coragem para mudar. 
Nos últimos jogos o time tem apresentado falhas em todos os fundamentos, sofrido com a marcação e perdido até para times da parte de baixo da tabela, além de, com raras exceções, ter se mostrado desconcentrado e displicente. Nos aspectos físico e técnico, o time continua devendo e muito, errando todos os fundamentos, perdendo nas divididas, sem conseguir acompanhar o pique do adversário, sem explosão e com pouca movimentação. Tem jogadores que andam em campo e se escondem da bola. Taticamente não vemos uma variação de jogada. Não existe alternativa para o futebol mais que manjado. 
Mas o que mais me preocupa é ver nosso técnico acuado, perdidinho e fazendo o jogo do contente, vendo sempre um bom desempenho inexistente. Com raríssimas exceções, bom desempenho se traduz em bons resultados, mas Carille sempre acha que o time foi bem e continua apostando nas mesmas jogadas, nos mesmos jogadores e nas mesmas substituições. Jadson, Rodriguinho, Maycon, Romero e Arana, apesar do mau rendimento, têm lugar cativo no time. Gabriel, o que mais tem mostrado vontade e garra em campo, é sempre sacado no intervalo, e Maycon permanece na equipe. Clayson já decidiu jogos e está em melhor fase, mas continua na reserva. Pedrinho é pouco utilizado e a experiência de Danilo, que vem treinando bem, tem sido menosprezada. E Kazim continua sendo tratado como se fosse alternativa para melhorar o time. 
Nesse time está sobrando covardia e faltando ousadia. A comissão técnica e a diretoria de futebol não estão conseguindo motivar os jogadores. Parece que têm medo de chamá-los na chincha e exigir uma postura mais aguerrida em campo. Além de não conseguir mudar o esquema tático manjado e não ter coragem de colocar no banco os jogadores que estão mal, Carille também não consegue mudar a postura do time e sua própria postura diante dos resultados desfavoráveis. Falta energia no grupo, falta sangue nos olhos e falta ao técnico coragem e autoridade para promover as mudanças necessárias. Com medo de perder o grupo, Carille vai nos fazer perder o título. 
Sei que meus posts estão ficando repetitivos. Mas o que escrever se o comportamento do time não muda, impedindo-me assim, de apresentar algo novo? A mesmice do que tenho escrito reflete, exatamente, a mesmice do futebol apresentado pelo time do Corinthians. 

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paulojorgevieira.wordpress.com 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

E no entanto é preciso cobrar

Nesta quarta feira, 25/10, oito integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel, estiveram no CT Dr Joaquim Grava para uma reunião com representantes da diretoria e dos jogadores do Timão. Participaram da reunião o presidente Roberto de Andrade, o diretor de futebol, Flávio Adauto, o gerente de futebol, Alessandro e os jogadores Cássio, Balbuena, Jô e Gabriel. Na ocasião os torcedores questionaram o mau momento do time, pediram explicações para a queda de rendimento e prometeram apoio nessa reta final do Brasileirão. Segundo informações do presidente e do Jô, em entrevista coletiva após o treino, a reunião ocorreu num clima pacífico e cordial. 
Como dona do time, a torcida tem o dever de apoiar, mas também o direito de cobrar. Neste momento de queda de produção os torcedores, organizados e não organizados, precisam mostrar seu descontentamento com o fraco desempenho, bem como exigir dos jogadores maior comprometimento e mais profissionalismo. Se eles não estão preocupados com o Corinthians, que pelo menos façam jus aos seus altos salários. Até por uma questão de inteligência e de interesse pessoal, tais como premiações, valorização profissional e prestígio, eles deveriam ser os maiores interessados em vencer esse campeonato. 
Apoio da torcida nunca faltou e nunca faltará. Mas apoiar não significa passar a mão na cabeça dos jogadores nem ignorar os problemas existentes, mas sim explicitá-los para que possam ser corrigidos. E que fique bem claro que a cobrança é necessária, principalmente por termos um presidente omisso e uma diretoria de futebol inoperante. Alguém tem que chamar na chincha essa boleirada folgada que, com algumas exceções, vem fazendo corpo mole e atuando displicentemente. 
Quem depende primordialmente de boas condições físicas para trabalhar, precisa ter mais cuidado com seu corpo, evitando excessos. Muitas baladas, bebidas e falta de sono prejudicam o desempenho em campo, bem como a falta de concentração e de foco no jogo podem ser consequência de excessos extra campo. 
A cobrança até demorou para acontecer. Não entendi o porquê do Carille não ter participado da reunião e lamento a ausência dos jogadores que mais devem explicações e precisam ser cobrados. Cássio, Jô, Balbuena e Gabriel têm sido os mais efetivos do time e os que menos devem explicações. Infelizmente, os tiriças, que precisam ser cobrados e devem explicações, não participaram do encontro. Espero que chegue a eles o descontentamento da torcida com seus péssimos desempenhos. 
VAMOS JOGAR BOLA

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Vinicius Souza/meutimao.com.br

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Derretendo a gordura

Mais um tropeço. Mais uma vacilada. Mesmo com o pênalti não assinalado pelo árbitro, que pode ter interferido diretamente no resultado do jogo, não podemos ignorar que o Corinthians, também nessa partida, ficou devendo um bom futebol. Apesar de ter maior posse de bola, o time não foi efetivo. Errou muitos passes, (36), acertou apenas dois cruzamentos, (errou 17), finalizou menos que o adversário, com 4 finalizações certas e 4 erradas, contra 7 finalizações certas e 7 erradas do Botafogo, falhou na marcação, pouco criou e acabou tomando dois gols de escanteio em vaciladas da sua defesa. 
Faltou qualidade técnica, faltou atenção e precisão. Alguns jogadores, Fagner, Arana, Maycon, Jadson e Rodriguinho, com desempenhos abaixo da média, continuam prejudicando muito o setor ofensivo, mas continuam intocáveis no time. Jô também caiu de produção, mas tem sido atrapalhado pela falta de criatividade do meio campo e pela pouca chegada dos laterais ao ataque. Romero começou no banco, mas entrou durante o jogo e não correspondeu. E Kazin ainda precisa provar que é jogador de futebol. 
Se o desempenho foi ruim, o resultado foi péssimo, pois a distância para o segundo e o terceiro colocados caiu para seis pontos. Seria uma boa vantagem se os adversários não estivessem numa boa fase, vencendo seus jogos, e o Corinthians não estivesse em queda livre no segundo turno, com apenas dose pontos conquistados em 33 disputados, com três vitórias, três empates e cinco derrotas. 
O sinal vermelho está aceso e já passou da hora de mudar essa situação caótica em que o time se encontra. Com os mesmos jogadores e com a mesma comissão técnica, o time é diferente do que atuou no primeiro turno. Desconcentrado, desatento, afobado e desequilibrado emocionalmente, com alguns jogadores na maior tiriça, apresentando um futebol pior que de times amadores, o Corinthians está irreconhecível. Com algumas exceções, o time está sem garra, sem raça e sem vontade, além de apresentar falhas bisonhas, não cometidas nem pelos jogadores da base. E se não forem tomadas as devidas providências, perderemos o título em decorrência do nosso mau desempenho e fraco rendimento. Mesmo que a arbitragem tenha nos prejudicado, o Corinthians, neste segundo turno, não está fazendo a sua parte e é o maior responsável pela sua situação calamitosa. 
Parece que só agora a diretoria de futebol acordou e hoje fez uma reunião com o técnico. Técnico que começou muito bem, mas se perdeu na mesmice e na fidelidade aos seus jogadores prediletos. Técnico que passa a mão na cabeça dos jogadores e desculpa suas falhas. Técnico que não consegue mudar, que não varia o esquema tático, que não apresenta alternativas e parece não estar conseguindo chamar na chincha aqueles que estão omissos, andando em campo e na maior tiriça. Carille precisa mudar sua postura em relação ao time, para que o time mude sua postura em campo. Tem jogador que não está rendendo nada, que precisa ser substituído em todos os jogos, mas que tem cadeira cativa no time titular (Jadson). Outro não está jogando nada, não consegue ficar com a bola, anda em campo, joga sem objetividade, mas não sai do time (Rodriguinho). E tem aqueles que sempre entram para não jogar nada (Kazim e Giovanni Augusto). Enquanto isso Danilo e Pedrinho, já recuperados e Carlinhos não tem tido chance de entrar no jogo, nem na etapa final. 
A comissão técnica, talvez com medo de perder o grupo, não tem coragem de colocar no banco quem não está rendendo. Enquanto Carille afirma que não desiste de jogador, tem jogador que já desistiu de jogar futebol. Se não se mexe em time que está ganhando, é preciso mexer em time que está perdendo. Para isso é necessário coragem para sair da mesmice, de buscar alternativas táticas e de lideranças capazes de incendiar o vestiário com as fagulhas da raça, da vontade e da determinação.
Tecnicamente, se estão maus nos fundamentos, que se aprimore os treinamentos, com menos academia, piscina e corridas ao redor do campo e mais treino com bola com ênfase na troca de passes, cruzamentos e finalizações. Afinal, o CT Joaquim Grava é um centro de treinamento e não um SPA. 
Neste momento de sérias dificuldades, a torcida está fazendo a sua parte, cobrando e apoiando. Mas a diretoria omissa, a comissão técnica e os jogadores precisam fazer a parte deles, voltando a jogar futebol. 
A gordura que tínhamos no campeonato está derretendo e se não mudar o rumo e retomar as vitórias, acabaremos fritos em nossa própria gordura. 

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oquehaprojantar.blogspot.com.br 

domingo, 22 de outubro de 2017

Parabéns campeãs


Ao vencer o Colo Colo nos pênaltis, e a arbitragem, o Audax/Corinthians  conquistou, de maneira invicta, a Copa Sul Americana de Futebol Feminino. Após derrotar as equipes do Sportivo Limpeño, do Paraguai, atual campeão, por 2 a 0, Deportivo Ita, da Bolívia, por 6 a 1, Santa Fé, da Colômbia, por 2 a 1, e Cerro Porteño, do Paraguai, por 3 a 0, as brasileiras enfrentaram o Colo Colo, do Chile, no jogo final, disputado no estádio Arseno Erico, em Assunção, no Paraguai. 
Apesar de ter dominado a partida no tempo normal, o Audax/Corinthians não conseguiu abrir o placar e a decisão foi para os pênaltis. Mesmo saindo na frente nas cobranças, a equipe chilena foi derrotada por 5 a 4. Nossa goleira Lelê defendeu duas cobranças e foi a heroína da noite. 
Lamentável foi a atuação da arbitragem venezuelana, que ignorou dois toques de mão dentro da área, deixando de assinalar dois pênaltis a favor das brasileiras, além de expulsar injustamente a corinthiana Raquel. 
Apesar do assalto da arbitragem, o título ficou com o time que fez a melhor campanha e, mesmo sem conseguir marcar, dominou o jogo da final. E os deuses do futebol fizeram a justiça que a arbitragem não fez. 
Mesmo sem o incentivo da mídia e a valorização que merece, inclusive da própria CBF, o futebol feminino do Audax/Corinthians mostrou-se competitivo e colocou o Brasil no top da América do Sul. Com um salário bem inferior ao dos jogadores do futebol masculino, com menos patrocínio e menor visibilidade, mas com muita raça, as nossas meninas superaram todas as dificuldades, conquistando a Copa Sul Americana de Futebol Feminino. 
PARABÉNS CAMPEÃS
RESPEITEM AS MINAS

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corinthians.com.br 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

E no entanto é preciso ganhar

Acabou a rodada e, pelos desígnios dos deuses do futebol, continuamos na liderança e com nove pontos na frente. A diferença é que agora temos não mais um, mas três times nos perseguindo com 50 pontos: Grêmio, Palmeiras e Santos. E, apesar da diferença, se não retomarmos as vitórias, corremos o sério risco de sermos ultrapassados. Nossa performance no segundo turno não é nada animadora e está exigindo providências urgentes da comissão técnica e uma nova postura do time. É preciso buscar as causas dessa queda brusca de rendimento para poder saná-las. E parar de passar a mão na cabeça dos jogadores, justificando suas falhas. Ninguém desaprende jogar bola de uma hora para a outra e é preciso descobrir os motivos do mau desempenho dos jogadores nessa fase do campeonato. 
No último jogo, contra o vice líder, enquanto a defesa apresentou uma boa atuação, o setor ofensivo ficou devendo, e muito. Faltou criatividade no meio campo, Jadson e Rodriguinho pouco criaram, a bola não chegou para o Jô, que teve apenas uma oportunidade de gol e não aproveitou. Fagner pouco chegou ao ataque e Arana, apesar de ligeira melhora, continua devendo e muito. Parece avoado, desconcentrado... Está com a cabeça na Europa ou nas aventuras noturnas? Maycon é outro que caiu de rendimento. Será que o seu bebê anda atrapalhando seu sono? Onde está o jogador que brilhou na Ponte Preta e no início da temporada? Arana e Maycon são dois garotos. Será que não estão sabendo lidar com o sucesso precoce? Deslumbramento também atrapalha. 
Fagner, Arana, Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero tiveram queda de rendimento e estão muito longe dos jogadores que foram no primeiro turno. Jô, mesmo prejudicado pela falta de criação, também está abaixo do patamar anteriormente apresentado. Seria problema físico ou algo mais? 
Quaisquer que sejam os motivos dessa queda no desempenho do time, precisam, urgentemente, ser diagnosticados e corrigidos. Não dá ficar nessa mesmice, perdendo ponto em casa e fora de casa e continuar apresentando no segundo turno um rendimento de time rebaixado. 
Por que não ousar um pouco e buscar alternativas para, pelo menos,  tentar melhorar o time, dando oportunidade para outros jogadores. Jadson e Romero precisam ser substituídos em todos os jogos, Rodriguinho não consegue sair da marcação e pouco tem produzido, Clayson e Marquinhos Gabriel têm entrado bem, Danilo está recuperado e fazendo golaços nos treinos, Pedrinho, também recuperado, já mostrou ser capaz de mudar um jogo. Alternativas existem. Qual é o medo de Carille? Perder o vestiário? Prefere morrer abraçado com seus protegidos e não mexer no time, colocando no banco quem não está bem? Versão 2017 do pastor e suas ovelhas?
Um time que jogando em casa, finaliza apenas cinco vezes, e todas erradas, sinaliza que não está bem, que o esquema tático não está funcionando, que há algo errado e que precisa ser corrigido com a máxima urgência. Estratégias de jogo, condições físicas, técnicas e psicológicas precisam ser avaliadas. A própria comissão técnica precisa fazer uma auto avaliação, uma auto crítica e buscar alternativas para o time, pois, como já afirmei no post anterior, se continuarmos nessa mesmice perderemos o título, não para os adversários, mas para nós mesmos. 

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Corinthians, cadê você?

O que está acontecendo? Cadê o Corinthians? Fugiu? Desapareceu? Foi sequestrado? 
Por onde anda aquele time guerreiro, altaneiro, valente, limitado, mas cheio de brio e de vontade, superando suas limitações com muita garra e comprometimento? 
Por onde andam aqueles jogadores que suavam a camisa, que jogavam com raça, concentrados e atentos? Que não perdiam o foco, que honravam a camisa alvinegra, que se doavam em campo? Desertaram? Foram abduzidos? 
Há tempos o time perdeu o foco e a força. Está avoado, desconcentrado, e desequilibrado. Perdeu seu futebol, que se não era nenhuma maravilha, dava para o gasto e, com ele, ganhamos o Campeonato Paulista e assumimos a liderança do Brasileiro. Infelizmente, após o início do segundo turno, o time perdeu-se na falta de atenção e na queda do rendimento de jogadores até então fundamentais, deixando os bons resultados pelo caminho. Amargamos no segundo turno um rendimento de time na zona de rebaixamento, estamos queimando as gorduras acumuladas e corremos o risco de perdermos o campeonato, não para os adversários, mas para nós mesmos. 
O último jogo, que perdemos para o Bahia um time que luta para não cair, foi um festival de horrores, um verdadeiro filme de terror, com erros juvenis e muita afobação e desespero após levarmos o gol. Foi uma péssima partida com falhas na marcação, perdas de bola, passes errados, ausência de criação, displicência, nervosismo e descontrole emocional. 
Se os gols do Bahia decorreram de falhas individuais, o coletivo não possibilitou condições de reverter o mau resultado. Faltou entrosamento entre os setores do campo, faltou criatividade e Jô, novamente, ficou isolado e precisou buscar a bola no meio campo. Arana, Maycon, Jadson e Rodriguinho continuam jogando muito abaixo do que podem atuar. Romero continua apenas esforçado. Camacho não marca ninguém e se esconde no mito do bom passe. Fagner quis enfeitar a jogada e ferrou o time. Cássio quis ser herói, abandonou o gol e lacrou a tampa do caixão. Marquinhos Gabriel marcou bobeira e perdeu a bola quando não poderia perder. O talismã dessa vez não funcionou e, mesmo tendo no banco Pedrinho e Danilo, Carille insistiu com Giovanni Augusto, que mais uma vez mostrou que não serve nem para ser gandula. 
Com algumas exceções, em nossos jogadores estão sobrando tiriça, preocupação com o visual e participação nas mídias sociais e faltando foco e comprometimento. 
Carille, que foi bem no Paulista e no primeiro turno do Brasileirão, parece que perdeu a mão. O time não está rendendo, o esquema tático está mais que manjado, tem jogadores com péssima atuação, mas com cadeira cativa no time titular, e ele não apresenta nenhuma alternativa para melhorar o desempenho corinthiano. Parece ter um pacto de sangue com alguns jogadores. Ou seria falta de confiança nos reservas? Ou pressão da diretoria para vender jogadores? Ou medo de mexer e perder o grupo? O futebol é dinâmico, é momento e tem atletas que precisam de um chá de banco para saírem da zona de conforto. Carille e sua comissão técnica precisam ser mais ousados e, além da correção dos erros recorrentes dos fundamentos básicos, precisam buscar alternativas para melhorar o desempenho de seus comandados. Sem mudanças táticas e sem coragem de dar oportunidade para quem está em melhor momento, corremos o sério risco de perdermos o campeonato, não para os adversários, mas para nós mesmos. 

Crédito e fonte de imagem 
blogdojoaodesousa.com 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

UFA! Vencemos

Parece que o Corinthians me atendeu e está voltando a jogar bola. Se ainda não apresentou o futebol do primeiro turno, pelo menos voltou a vencer. O time até que começou bem, mas, após abrir o placar, parou de jogar bola e, numa bobeada conjunta da nossa defesa, o Coritiba empatou, passamos o maior sufoco e se não fossem as boas defesas do Cássio teríamos levado a virada. Na etapa final, a entrada de Clayson mudou o jogo e conseguimos vencer por 3 a 1. 
Se valeu o resultado, o mesmo não podemos dizer do desempenho. Os reservas sentiram a falta de ritmo de jogo, Balbuena sentiu a viagem de volta ao Brasil e a desclassificação do Paraguai, Arana disse que sentiu a lesão, e Jadson, apesar da assistência para o gol do Jô, assim como o Rodriguinho, continua devendo futebol. 
Faltou entrosamento, faltou jogo coletivo e a vitória resultou mais da raça do que da técnica e da tática. 
Há de se ressaltar as defesas do Cássio, o Jô de volta e fazendo gol e o surgimento do novo Talismã. Clayson, autor de dois gols (quatro nos três últimos jogos) e responsável direto pelos últimos cinco pontos conquistados, já está merecendo uma oportunidade no time titular. 
Apesar das falhas, a vitória foi importante para a retomada da confiança do time, além de manter o Corinthians com folga na liderança do campeonato, com dez pontos à frente do Santos, o segundo colocado.

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globoesporte.globo.com-Djalma Vassão/gazetaesportiva.com 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Porque hoje é preciso vencer

Hoje, contra o Coritiba, não há outra opção. É preciso vencer para retomar a confiança e reentrar no Brasileirão. A conquista do heptacampeonato exige uma reação imediata e a retomada do bom futebol perdido no segundo turno. A defesa precisa parar de tomar gols decorrentes da sua má atenção e falta de concentração. O meio campo precisa voltar a criar e o ataque voltar a ser eficiente. E o time, como um todo precisa retomar a atenção, a garra e a atuar com mais responsabilidade. 
Para isso, é fundamental que alguns jogadores retomem a eficiência perdida e voltem a jogar bola, especialmente Arana, Jadson e Rodriguinho. O primeiro marcou bobeira no gol do Cruzeiro, Rodriguinho parece que esqueceu seu futebol na seleção e Jadson anda na maior tiriça. Se esse trio não voltar a jogar, a bola não vai chegar ao ataque e Jô pouco poderá fazer, pois a atuação do atacante depende da criação do meio campo e da chegada dos laterais. 
O Corinthians vai precisar, também, superar as ausências dos Fagner, Gabriel e Romero. Para substituí-los Carille mandará a campo Léo Príncipe, Camacho e Marquinhos Gabriel. Não vejo Camacho com habilidade na marcação. Considero Paulo Roberto (recuperando-se de contusão) e Marciel, muito melhores. A entrada de reservas poderá, também, comprometer o entrosamento e os jogadores sentirem  a falta de ritmo de jogo.
Mas, mesmo com o time remendado, precisamos da vitória e não podemos nem pensar na possibilidade de outro resultado. O Coritiba, penúltimo colocado na tabela de classificação, virá desesperado e almejando somar ponto em Itaquera. Possivelmente, atuará retrancado e tentará dificultar as investidas alvinegras. Neste segundo turno, não tivemos bons resultados contra times da parte inferior da tabela. Perdemos do Vitória e do Goiás e empatamos com o time do Jardim Leonor. Não podemos mais titubear. Chega de bancar o Robin Hood e de ressuscitar defunto. Para hoje só existe um caminho, o da vitória. 
Hoje é vencer ou vencer. 

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loucoporticorinthians.com/MAON 

domingo, 1 de outubro de 2017

É preciso sair da zona de conforto

O Corinthians está muito manjado. Não tem uma variação de jogada, não faz nada diferente para surpreender o adversário, não tem um jogador que chame a responsabilidade para si e decida a partida. E para piorar a situação, jogadores que já foram decisivos estão numa péssima fase, andando em campo, errando os fundamentos elementares do futebol e comprometendo o rendimento do time. A dupla Jadriguinho, que nos encantou no primeiro turno, não se entende em campo, deixou de criar e parece desmotivada. Consequentemente, a bola chega quadrada para os atacantes, obrigando-os a buscá-la no meio campo. Romero, cada vez mais afobado e descontrolado, mais reclama do que joga. Briga mais com a bola do que pela bola, erra passes e finalizações e pouco produz. Arana anda desatento, parece estar desconcentrado e não é nem sombra do jogador que brilhou no primeiro turno. Fagner não acerta um cruzamento, além de estar nervosinho e estabanado. Maycon é outro que teve queda de produtividade. Do time considerado titular, salva-se a zaga, o goleiro, o volante Gabriel e Jô, cujo rendimento tem sido prejudicado pela inoperância do setor de criação. A queda de rendimento do time é nítida e os resultados colocam em risco tudo o que foi feito no primeiro turno do Brasileirão.
Nessa situação caótica, Carille parece estar perdido e amedrontado. Parece um bichinho acuado, sem coragem de mudar. Contra a evidência da melhora do time com as entradas de Marquinhos Gabriel e Clayson, insiste em iniciar o jogo com Jadson e Romero. Na ausência de Jô, não tem coragem de mudar o esquema tático e coloca o Kazim em campo. Somente com o resultado adverso promove as mudanças necessárias, como ocorreu nos últimos jogos. Deve ter alguma cláusula no contrato do Camacho exigindo sua entrada em todos os jogos, mesmo que ele não consiga acrescentar nada ao rendimento do time. Nas entrevistas, o treinador parece estar sempre satisfeito com o desempenho dos seus atletas, mesmo com os resultados desfavoráveis. Até parece que está tudo bem, que está tranquilo, que está favorável. 
A gordura acumulada no primeiro turno está derretendo e muita coisa tem que ser mudada, a partir dos treinamentos. Que se aproveite a experiência do Osmar Loss com a base para treinar os fundamentos. Já que nesse aspecto, os erros tem sido juvenis, talvez um técnico com experiência na formação de jogadores consiga dar um jeito naqueles que desaprenderam  dar um passe, fazer um cruzamento e finalizar para o gol. Taticamente, que mude o esquema tático, variando jogadas e introduzindo algo que possa surpreender o adversário. E no aspecto psicológico, que se desça do salto, que se restabeleça a humildade e que se recupere a concentração perdida. Que se volte a jogar como um time de operários, conscientes de que ninguém é craque e que não tem nada ganho. Que se retome a postura do início do campeonato, que se abandone a soberba e que todos saiam da zona de conforto criada pelos resultados do primeiro turno. 
Hoje a situação mudou e, consequentemente, é preciso mudar a postura. O Corinthians não é mais o time a ser batido, pelo contrário, é o time que precisa voltar a vencer. Se só depende de si mesmo para ser campeão, tem que fazer a sua parte e assumir a responsabilidade diante dos desafios do campeonato. Mas, para isso, precisa sair da mesmice, precisa ter coragem para mudar o que deve ser mudado e, principalmente, recuperar o foco perdido, mudar de atitude e voltar a jogar com a mesma postura que surpreendeu a todos no Campeonato Paulista e no primeiro turno do Brasileirão.  

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Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com/MAON 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Coragem para mudar

É evidente a queda de rendimento do Corinthians. Após um início de temporada surpreendente, a partir do mês de agosto, o Timão teve desempenho de timinho, acendendo o alerta e sinalizando que se não forem tomadas as devidas providências, o título brasileiro, que parecia estar garantido, poderá escapar. Se ainda temos a gordura do primeiro turno, ela derreterá se o desempenho não melhorar e o time não voltar a vencer com regularidade. 
Atualmente, o Corinthians vem apresentando deficiências físicas, técnicas, táticas e psicológicas, que se não forem corrigidas a tempo, continuarão interferindo negativamente no desempenho da equipe e nos resultados dos jogos. No aspecto físico tem sido comum observarmos jogadores andando em campo e/ou totalmente exaustos na etapa final. Fisicamente, perdemos a força e a velocidade na movimentação. Nos contra ataques somos lentos e quando chegamos na área, a defesa adversária já teve tempo suficiente para se recompor. Tecnicamente, a boleirada vem, sistematicamente, errando os fundamentos mais elementares e desperdiçando oportunidades de gol até quando o goleiro adversário já está rendido. Errando passes, cruzamentos e lançamentos, o time não consegue criar, dá a bola para o adversário e, comprometendo o padrão tático, se perde em campo. Jogadores chaves na área de criação estão tecnicamente muito mal, prejudicando todo o setor ofensivo. Além disso, taticamente, o time está muito manjado. Nessa altura do campeonato, os times já foram analisados e estudados pelos adversários. Sem variações de jogada e sem craques capazes de desestabilizar seus oponentes, o esquema tático corinthiano tem sido facilmente anulado, inclusive por times da parte inferior da tabela. Faz-se necessário buscar alternativas para a criação e o ataque através de substituição de jogadores improdutivos e de variação de jogadas, saindo da mesmice que o time vem apresentando. Parece que, talvez por fadiga de material ou por acomodação, o time perdeu o foco e a concentração. E os maus resultados estão influenciando negativamente o psicológico da equipe. O comportamento em campo está deixando a desejar. Uns parecem apáticos e fora de sintonia. Outros afobados, estabanados e descontrolados e, quase todos, aéreos e desconcentrados, manifestando pouco poder de reação, quando em situação adversa. Psicologicamente, parece que perderam a confiança, que não mais acreditam, que perderam a fé. Urge uma nova postura e uma atitude mais propositiva a partir da retomada do foco perdido e da auto confiança. 
A comissão técnica precisa ter coragem para restabelecer a ordem das coisas, mudando o que precisa ser mudado, corrigindo as falhas detectadas nos diferentes aspectos: físico, técnico, tático e psicológico. Mudanças que implicam não apenas na troca de jogadores, mas de postura do time como um todo. Que exige um aprimoramento físico, treino dos fundamentos, implementação de novas estratégias, variação de jogadas, mas sobretudo numa nova postura diante dos desafios restantes. Que se recupere a força, o foco e a fé, que se recupere a garra e a raça alvinegra e que o Corinthians volte a jogar como Corinthians. 
Ou a comissão técnica muda o que precisa ser mudado ou amargaremos derrotas e decepções. 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Mais dois pontos perdidos

Após um primeiro tempo pífio, em que foi encurralado pelo São Paulo, o Corinthians voltou para a etapa final modificado, com novo ânimo e o seu futebol começou a fluir. Perdendo de 1 a 0, Carille substituiu Jadson, cuja atuação foi nula, por Marquinhos Gabriel, melhorando o meio campo. Até então a dupla Jadson e Rodriguinho apresentava um futebol omisso e de péssima qualidade. A entrada de Marquinhos Gabriel, mais participativo, melhorou o desempenho do Rodriguinho que, em bela jogada, "entortou" Júnior Tavares, roubou a bola dentro da área, cruzou para Romero, Sidão defendeu e no rebote Clayson, que havia substituído o Gabriel, marcou um golaço, empatou a partida e calou o Morumbi. 
Embora o time tenha voltado para o segundo tempo com uma atitude mais propositiva, seu desempenho como um todo, ainda deixou a desejar, com muitos erros de passes (35 passes errados), de finalizações (3 certas e 8 erradas), de cruzamentos (18 errados) e de lançamentos (13 errados). Além desses erros nos principais fundamentos, a falta de criação do meio campo deixou Jô isolado e encaixotado entre os zagueiros adversários. Se o resultado não foi dos piores, o desempenho, diante de um time de pouca qualidade, foi muito aquém do apresentado no primeiro turno e do que o time pode render. Como ninguém desaprende a jogar futebol, somente a tiriça de jogadores, pode explicar o que está acontecendo no futebol alvinegro. Com raríssimas exceções, o time tem se mostrado desconcentrado, desatento e desmotivado. Falta adrenalina, falta vontade e acima de tudo, falta profissionalismo e amor à camisa. E, graças a essa postura indolente, apesar da gordura acumulada, se não houver uma reação imediata, corremos o risco de perder um título que temos tudo para conquistar. 
Fora do gramado, dois fatos lamentáveis: a agressão ao ônibus do Corinthians pela torcida são paulina e a comemoração cafajeste de Gabriel no gol corinthiano.  

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Marcello Fim/Raw Image/Gazeta Press 
Daniel Vorley/Agif/Gazeta Press