quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mentindo como Pinóquio

Semana sem jogo é um prato cheio pra especulação. Como o que dá audiência é falar do Corinthians, numa semana só de treinos, quando se tem poucas notícias, inventa-se. E voltam-se as especulações, com compras e vendas de jogadores, que não se confirmam, mas que podem desestabilizar e desconcentrar a bolerada.
Não é de hoje que notícias são plantadas, jogadores são vendidos e craques são contratados. Riquelme, Seedorf, Teves, Diego Forlan, Kaká, Diego Melito, Alexandre Pato e outros já foram colocados no Timão por repórteres e comentaristas de rádio e televisão. Obviamente nunca chegaram e nem devem chegar. Max Lopes, Allan Kardec e Ronaldinho Gaúcho, apesar dos desmentidos, são a bola da vez. E a última especulação é o Júlio Batista.
Basta um jogador deixar um time e já é, imediatamente, realocado no Corinthians.
Será que aqueles que plantam essas notícias não percebem que estão se desmoralizando junto aos seus ouvintes e que hoje, de tão desacreditados, são motivos de chacotas nas redes sociais? 
Furados pelos próprios fatos estão perdendo a credibilidade e a audiência. Mas, não resistem e a cada dia que passa, estão cada vez mais ridículos.
Será que suas fontes são ruins ou será que as notícias são inventadas por eles? Isso pouco importa para nós torcedores, que deixamos de ser trouxas e não mais damos créditos às fofocas de quem, ao invés de jornalismo, faz historinhas de ficção. E de muito má qualidade.
TV Corinthians, a TV de uma Nação
Rádio Coringão, a Voz de uma Nação
Assim, para não ser enganado, priorize as mídias autenticamente corinthianas, sites e blogs corinthianos e confiáveis, bem como os canais oficiais do clube, a TV Corinthians e a Rádio Coringão. 

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Corinthians atenção - Já começou o Brasileirão

Empolgados com a vitória heroica na Libertadores e ainda com a cabeça na dita cuja, nosso time não chegou em Belo Horizonte. Aliás, acho até que ainda não percebeu que começou o Campeonato Brasileiro. Desconcentrado, desarrumado, sem vontade, desarticulado, displicente e desmotivado, o Corinthians nem parecia estar jogando um campeonato. Com o time quase completo, com apenas 3 reservas, o Timão não jogou, não engrenou e não ganhou. Mas, o pior foi que o Tite gostou e aprovou. Segundo suas próprias palavras, ele não gostou do resultado, mas ficou feliz com o desempenho da equipe.
Entrevista do Tite


Acho que eu e o Tite não vimos o mesmo jogo. Pelo que eu vi, o resultado traduziu o melhor desempenho do time adversário, que mesmo desfalcado mostrou mais raça e vontade, enquanto nossos jogadores ainda estavam de ressaca da grande noitada de 4ª feira. O técnico ainda tentou justificar a ressaca citando a adrenalina da Libertadores para explicar o início desastroso do time no Brasileirão. 

“Mas é difícil sair de um jogo de Libertadores e ficar mobilizado, focado. Fui atleta e sei como funciona. Estou olhando o lado do ser humano. Eu mesmo demorei dois dias para dormir tranquilo depois da partida contra o Vasco porque a adrenalina estava muito alta. Os atletas também sentem isso."




Melhores momentos



Com os dois times errando muitos passes e com pouca criatividade, acabou vencendo quem mostrou mais raça e atuou mais concentrado. Nosso meio campo sem Paulinho sobrecarregou demais o Ralf e perdeu força na chegada na área como homem surpresa. William Arão errou passes e comprometeu muito a marcação. A Avenida Alessandro continua com trânsito livre, por onde Danilinho e companhia trafegaram  sem serem molestados. Danilo não estava em seus melhores dias e Alex parecia mais preocupado em cair pra traz e reclamar faltas pro juiz do que em jogar. Até nossa zaga e o goleiro Cássio estavam avoados, enquanto nosso ataque era o próprio ataque de nervos, perdendo gols feitos ou chutando fraco na mão do goleiro. William, Danilo e Élton Iarley de Souza perderam gols e este deveria mudar seu perfil no twitter de @elton_gol para @Elton_nao_gol. E, para não perder o costume, muito mais reclamação que futebol, com Fábio Santos como o nervosinho de plantão.
Gol perdido pelo Élton

E como quem não faz toma, num contra ataque rápido após um escanteio, com ninguém na área de defesa, levamos o gol que selaria nossa derrota. Com todo mundo na área na cobrança de escanteio e sem atenção na sobra pra impedir um contra ataque, em ótimo lançamento, o zagueiro Réver encontrou o baixinho Danilinho na área. De cabeça, o atacante tirou do alcance de Cássio e, de cobertura, fez o gol que decidiria o jogo.

Explicações do Castán

Nem a nossa zaga, sempre tão eficiente, deixou de dar uma derrapada. Mas Castán afirmou não saber se foi falha da defesa e que o lance foi mais mérito do ataque atleticano, que conseguiu pegar a zaga desprevenida. 
"Não sei (se foi falha da defesa). Foi um gol de contra-ataque. Estávamos no escanteio e eles saíram rápido. A defesa estava desmontada e, num belíssimo passe do Réver, o Danilinho fez o gol. Infelizmente eles nos pegaram desprevenidos, estávamos tentando fazer o gol e levamos o contra-ataque," afirmou o capitão de plantão.
Alex minimizou a péssima campanha alvinegra neste início do Brasileirão, elogiou o desempenho do adversário, admitindo que eles foram mais eficientes e que o Corinthians tem que ligar o sinal de alerta, considerou difícil a recuperação da descarga emocional que tiveram na 4ª feira, mas não se mostrou preocupado com a 2ª derrota consecutiva no campeonato, afirmando que "vai depender do que acontecer daqui pra frente" (...) porque "duas derrotas todos terão no campeonato." O meia cobrou a equipe para ligar o sinal de alerta, argumentando que não pode deixar o Brasileirão no 2º plano. Considerando que os ouvidos mais próximos da boca que fala são os de quem está falando, espero que o Alex seja o 1º a por em prática suas cobranças e comece a jogar pra valer nos dois campeonatos.
Não posso deixar de mencionar a péssima atuação do juiz. Além de caseiro e tendencioso, sua atuação foi muito rigorosa e confusa. Marcou 26 faltas no 1º tempo e 36 na etapa final, quando expulsou dois jogadores, um de cada lado. Para ele, qualquer contacto de jogo, qualquer esbarrão era falta, principalmente contra o Corinthians. E distribuiu cartão adoidado. 
Analisando a partida e a fala dos entrevistados cheguei a uma triste conclusão. Pior que o jogo é o desculpismo dos entrevistados, a começar pelo treinador. Parece que não se conscientizaram que o campeonato Brasileiro já começou e que um início desastroso pode ser fatal para a conquista do hexa. Num campeonato equilibrado como esse, não dá para empurrar com a barriga para depois ter que correr atrás do prejuízo e esses vacilos iniciais, lá para a frente, poderão ser fatais.
Tite nunca escondeu que a prioridade é a Libertadores e que não se pode levar as duas competições da mesma maneira, pois o Campeonato Brasileiro é longo e os pontos perdidos poderão ser recuperados mais para frente, o que, a meu ver, dependendo do estrago inicial, nem sempre será possível. 
É óbvio que ninguém vai pedir que ele escale jogador que corre risco de lesão, mas não dá para admitir que se entre em campo pra jogar com a displicência e de forma tão desorganizada e desatenta como ocorreu no último jogo. Nem que o treinador, mesmo vendo que o time não criava nada, quase não conseguia chegar ao ataque e, quando chegava errava, demorar tanto pra fazer as substituições e dar uma chacoalhada no time. Mas o mais estranho é pedir ao time "o mesmo carinho da Libertadores," como se a torcida estivesse se omitindo e deixando de apoiar. Se os atletas estão "sentidos em iniciar mal o Brasileiro" que o técnico trate de arrumar o time e os boleiros jogarem com mais vontade e determinação. Afinal, não são nenhum coitadinhos nem foram submetidos a maus tratos para ficarem tão estressadinhos. 
Até parece que é preciso pedir o apoio da Fiel, que não deixou de apoiar o time nem no rebaixamento pra Série B. E que, em contrapartida, espera que o time e seu técnico, também tenham pelo Brasileirão o mesmo carinho, a mesma determinação e a mesma concentração que têm em relação à Libertadores. E, fazemos um alerta para quem ainda não percebeu:
Corinthians atenção!
Já começou o Brasileirão!

Ficha técnica - Atlético-MG 1 X 0 Corinthians
Local: Estádio do Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data/Hora: 27/05/2012 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Renda/público: R$ 520.660,00 / 14.740 pagantes
Cartões Amarelos: Marcos Rocha, Mancini, Richarlyson e André (CAM); Willian, Willian Arão, Leandro Castán e Fábio Santos (COR)
Cartões Vermelhos: Fábio Santos, aos 37'/2°T (COR); André, aos 38'/2°T (CAM)
Gol: Danilinho, aos 19'/2°T (1-0)
Atlético-MG: Giovanni; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques e Richarlyson (Leonardo Silva, 36'/2°T); Dudu Cearense (Junior Cesar, Intervalo), Pierre, Bernard e Mancini (Escudero, Intervalo); Danilinho e André. Técnico: Cuca.
Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Willian Arão (Douglas, 25'/2°T), Willian (Liedson, 28'/2°T) e Alex; Danilo e Elton (Gilsinho, 37'/2°T). Técnico: Tite.


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domingo, 27 de maio de 2012

Atlético MG X Corinthians

Duas guerras simultâneas é para os fortes e exige um exército preparado. Um bom elenco, preparo físico, equilíbrio emocional, técnica apurada, tática adequada e concentração são requisitos fundamentais. Mas, tal um jogo de xadrez, tem que ter alguém capaz de mexer as peças no tabuleiro do gramado. Sem isso tudo, corre-se o risco de perder peças essenciais e de se levar um xeque mate. A situação é muito semelhante a algo inimaginável numa corrida de carros. Ter que trocar os pneus e regular o motor com o carro em movimento e sem parar nos boxes. Este é o nosso desafio nesse inicio do Brasileirão.
Não podemos correr o risco de voltar da terra do pão de queijo sem os três pontos. Necessitando da vitória e tendo o próximo desafio da Libertadores apenas dia 13 de junho, reinou o bom senso e vamos para Belo Horizonte com a força máxima disponível. E não poderia ser diferente, pois ainda não pontuamos no campeonato, perdemos 3 pontos e já estamos correndo atrás do prejuízo.
Para o jogo, Tite relacionou Cássio e Danilo Fernandes, goleiros; Alessandro, Fábio Santos, Welder e Ramon, laterais; Chicão, Leandro Castán, Marquinhos e Antonio Carlos, zagueiros; Danilo, Alex e Douglas, meias; William, Élton, Liedson e Gilsinho, atacantes.
Pelo técnico adversário foram relacionados Giovanni e Renan Ribeiro, goleiros; Júnior César, Richarlyson, Triguinho e Marcos Rocha, laterais; Réver, Leonardo Silva e Rafael Marques, zagueiros; Pierre e Dudu Cearense, volantes; Mancini, Bernard, Escudeiro e Leleu, meias; Danilinho, André e Jô, atacantes,
Ficha técnica - Atlético-MG X Corinthians 
Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG) 
Data: 27 de maio de 2012 (domingo) 
Horário: 16h (de Brasília) 
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO) 
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO) 
Atlético-MG: Giovanni; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques e Richarlyson; Pierre, Dudu Cearense, Bernard e Mancini; Danilinho e André. Técnico: Cuca 
Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, William Arão, Danilo e Alex; Willian e Elton. Técnico: Tite


 Treino
Desfalques
Com desfalques de ambos os lados, os times vão atuar com alguns reservas. Do nosso lado, Paulo André continua se recuperando de artroscopia do joelho, o Coringa Edenilson de cirurgia no pé, Émerson faz tratamento de pubalgia crônica, Jorge Henrique sofreu uma pancada  na panturrilha, Paulinho sentiu dores no adutor da coxa e Luiz Ramires está servindo à Seleção Peruana.
Diante dos desfalques, William Airão substituirá o 2º volante Paulinho e William e Élton os atacantes Émerson e Jorge Henrique. A grande surpresa no ataque, pelo menos para mim, é Liedson como opção de banco do Élton, pois, apesar de não estar em seu melhor momento, o Levezinho tem apresentado melhor desempenho que seu colega centro avante, que tem feito faltas bobas e presenteado o adversário com contra ataques perigosos. 
Quantos aos garotos promovidos da base, tenho algumas preocupações.
Será que o Denner vai passar mais um ano só treinando, apesar de ter demonstrado possuir alguns atributos importantes para um lateral como precisão nos cruzamentos, nas cobranças de faltas e na chegada ao ataque?
Por onde anda o Gomes que não tem ficado mais nem no banco?
Quando Giovanni e Matheus vão ter oportunidade de, pelo menos,  mostrar se poderão repetir o bom desempenho da Copinha?
Será que vamos repetir com os garotos o mesmo erro de anos anteriores e vermos, no futuro, ele se destacarem em times rivais?
É óbvio que não estou propondo que eles assumam, de imediato, a titularidade e sim que eles fiquem como opção de banco nos jogos e possam, gradativamente, entrar na etapa final. No Campeonato Paulista, perdemos excelentes oportunidades de testar os garotos no time.
Voltando ao jogo contra o Atlético-MG, outra surpresa foi a escalação do Danilo, que geralmente cai de produção quando faz duas partidas na mesma semana. Mas, se não aguentar, Douglas estará no banco, de preferência, menos redondinho. 
Temos um time mais técnico e mais entrosado que o adversário que vai atuar meio desfalcado. Confio na vitória e nos três pontos. Mesmo a maioria da torcida não sendo nossa, não vai faltar apoio, pois quem lá estiver não vai parar de gritar e de cantar. E a corrente de vibrações positivas de toda a Fiel, com seus quase 40 milhões de loucos, vai chegar em BH e empurrar o time para mais uma conquista. E, independentemente de que jogadores estarão em campo, vamos torcer, vamos apoiar, vamos incentivar porque, vestiu o manto é Corinthians e nenhum corinthiano vai querer secar. Deixemos isso para os anti, que não têm time nem torcida pra nos suplantar.

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Caravela vai a pique com torpedo de Paulinho

 
Quando o líder dos metroviários encerrou a greve pedindo que se colocasse rapidamente os trens pra funcionar pra levarem os torcedores ao Pacaembu para assistirem a vitória do Timão, ficou evidente que o Universo conspirava a favor do Corinthians. Apesar do caos reinante na cidade, a Fiel estava animada e os torcedores desfilavam pelas ruas vestidos a caráter empunhando  suas bandeiras. E todos, a torcida e o time, chegaram ao estádio do Pacaembu com muita esperança e bastante animados.
A caminho da luta
O apoio da Fiel
Num clima de total emoção, o espetáculo teve início. Mais que um jogo, era uma batalha de guerra, onde os adversários se estudavam, se estranhavam e até se provocavam. Jogo nervoso, pegado, catimbado. O chororô dos vascaínos, botando pressão em cima da arbitragem antes do jogo, surtiu efeito e o juiz endureceu para o time da casa, deixando de marcar muitas faltas a nosso favor, invertendo outras e inventando faltas contra nós. 
Expulsão do Tite

Numa dessas, Tite reclamou, foi expulso e acabou tendo que comandar o jogo no meio da torcida, com todas as dificuldades decorrentes do fato de estar mais longe do campo. Infelizmente, faltou pro nosso time um pouco mais de controle emocional, Jorge Henrique, bastante descontrolado, cometeu faltas desnecessárias, recebeu amarelo e quase foi expulso. Troféu chilique para ele. 
Melhores momentos
Estatísticas


Ficha Técnica - Corinthians 1 0 Vasco
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP) 
Data: 23 de maio de 2012 (quarta-feira) 
Horário: 22h (de Brasília) 
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Brasil) 
Assistentes: Altemir Hausmann (Brasil) e Carlos Berkenbrock (Brasil) 
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Alessandro, Paulinho (Corinthians); Éder Luis, Juninho Pernambucano, Nilton, Renato Silva (Vasco) 
Gol: Corinthians: Paulinho, aos 42 minutos do segundo tempo 
Público: 35.974 pagantes 
Renda: R$ 2.723.055,00 
Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho, Ralf, Danilo e Alex; Jorge Henrique (Willian) e Emerson (Liedson). Técnico: Tite 
Vasco: Fernando Prass, Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri (Felipe); Nilton, Rômulo, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Éder Luis (Carlos Alberto) e Alecsandro. Técnico: Cristóvão Borges

O jogo foi tenso, com os jogadores se estranhando, com bolas na trave, cartões e muitos sustos para os dois lados. O começo foi truncado, com os jogadores dos dois times nervosos e cometendo muitas faltas. Felizmente, Juninho não estava em seus melhores dias. O Corinthians partiu pra cima e tentou sufocar o Vasco desde o início, o que conseguiu em alguns momentos, mas foi prejudicado pelo nervosismo, pela falta de criatividade e pela forte marcação do adversário. 
No 2º tempo o Corinthians teve mais volume de jogo, mas continuou pecando pela falta de criação, além de ressentir-se muito com ausência de um jogador de área. Alex, nosso jogador mais adiantado, que deveria atuar como um falso 9, não passou de um falso Messi. Escondeu-se do jogo, errou faltas e escanteios e não se arriscou na sua melhor característica, os chutes de fora da área. 
Cássio explica o milagre
Mas, o grande mico do jogo foi o Alessandro, que entregou um contra ataque de bandeja para o Diego Souza, que só não resultou em gol por um milagre do Cássio. Aos 17 minutos da etapa final, Alessandro, o último homem da defesa, numa sobra de falta, tentou levantar a bola novamente para a área, Mas acertou em Diego Souza, que disparou do meio campo até a área sem marcação à sua frente, chutando no canto esquerdo de Cássio, que esticou o braço e mandou a bola pra escanteio. Na cobrança, outro susto com Nilton carimbando a trave. Tite, comandando o time do meio da galera, substituiu o estressadinho Jorge Henrique pelo William e o Émerson pelo Liedson. A substituição melhorou a movimentação da equipe e Liedson passou a preocupar mais a defesa carioca, dando mais espaço para os corinthianos. 
O tempo passava e o gol não saia. Temíamos que o jogo fosse para os pênaltis. O Corinthians foi para o abafa, até que aos 42 minutos, numa cobrança de escanteio do Alex, Castán atraiu os zagueiros vascaínos, deixando o Paulinho com mais liberdade para cabecear e marcar o gol da classificação.

Goooooooooooooooool

Paulinho foi pra galera. 
O Pacaembu explodiu e o mundo, mais uma vez, testemunhou a grandeza da Fiel. Fogos pipocaram no estádio, na cidade e em todos os lugares. Festa na favela, nas ruas, nas praças, nas avenidas, nos condomínios, em toda a Nação... Choro de alegria, choro de emoção, choro de felicidade.

Com o gol, foi só administrar o jogo e esperar o apito final. E partir pro abraço. Foram os seis minutos mais longos da minha vida.

Gol e entrevistas
Com um milagre do Cássio e com um torpedo do Paulinho, a caravela foi a pique no mar alvinegro do Pacaembu. E aproveitamos para degustar o Bacalhau e oferecer "ao perdedor as batatas." E, ainda aproveitamos, também, para devolver o milho que recebemos de "presente" em São Januário para o Diego Souza pipocar na frente do Cássio.
E até o cachorrinho anti ficou desconsolado e de orelha murcha
Cássio e Paulinho foram os grandes heróis da partida, mas nossa dupla de zaga merece uma menção honrosa, não só pelo jogo, mas pelo conjunto da obra. 
Alex, com a batida perfeita do escanteio, redimiu-se parcialmente dos erros anteriores e de ter se escondido do jogo. Mas, ainda é muito pouco para um jogador que custou 14 milhões para o clube. Ele pode e deve produzir muito mais. O descontrole emocional interferiu na concentração, deixando o time meio afobado. Na ânsia de conseguir o resultado, alguns entraram na pilha da catimba, das divididas violentas e dos erros de arbitragem, inclusive o próprio técnico, que acabou expulso.
O importante é que estamos na semi final e há bastante tempo para os erros serem corrigidos, para esfriar a cabeça e recuperar o equilíbrio. Domingo já temos outro desafio, agora no Brasileirão, e vamos com a força máxima para a terra do pão de queijo. 
E, continuando nossa dieta de peixes, degustado o bacalhau, que venham os sardinhas.
Somos diferentes e especiais


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Corinthians X Vasco - Mais uma decisão

Treino
Haja coração! Cada semana uma nova decisão. É tudo ou nada. Só há uma opção. É vencer ou vencer. Muita ansiedade, muita apreensão. Muito treino, muita preparação. A torcida está animada, entrosada e vai estar lá no Pacaembu, num canto uníssono e afinado, todos muito animados, apoiando, incentivando, cantando e jogando junto. Com muita confiança, com muita esperança...
Treino e escalação
Ficha técnica - Corinthians X Vasco
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 23 de maio de 2012, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Brasil)
Assistentes: Altemir Hausmann (Brasil) e Carlos Berkenbrock (Brasil)
Corinthians: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho, Ralf, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson. Técnico: Tite
Vasco: Fernando Prass, Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Nilton, Rômulo, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Éder Luis e Alecsandro. Técnico: Cristóvão Borges
Com a melhor defesa do campeonato, mas sem poder contar com seu artilheiro no ataque, pois Liedson ainda não recuperou sua forma física e técnica, Tite escalou o mesmo time que empatou com o Vasco em São Januário e vai utilizar o mesmo esquema tático daquele jogo. Assim, o Corinthians vai, novamente, atuar sem um centro avante de área, com Danilo na armação, Alex mais adiantado e Jorge Henrique e Émerson aberto pelas pontas. No último treino, além de finalizações, foram trabalhadas algumas jogadas em que o adversário tentará surpreender, com ênfase aos cruzamentos para a área, principalmente em cobranças de faltas e escanteios, especialidades de Juninho, principal armador vascaíno. Em vários momentos Tite parou a atividade para orientar a defesa como se comportar diante das possíveis jogadas ofensivas dos vascaínos. 
Palavras do treinador
Palavras dos jogadores
Precisando da vitória para se classificar para a próxima fase, o técnico prometeu partir pra cima e procurar fazer o gol desde o início.
Mesmo cientes de que só a vitória interessa e que, na pior das hipóteses o time não pode tomar gol e, se não marcar, o jogo vai ser decidido nos pênaltis, os jogadores estão bastante confiantes, mas nem por isso deixaram de treinar exaustivamente a cobrança das penalidades.
Emoção com a torcida
Se os adversários admitem que a nossa torcida é a mais temida, mesmo quando cada setor do estádio manifesta-se de uma maneira diferente, imaginem o que vai acontecer no jogo de hoje, quando todos, em uníssono, entoarão o mesmo canto. Com todos os ingressos vendidos, apesar dos preços extorsivos cobrados pela diretoria, o Pacaembu vai ferver mais que um caldeirão e será um incentivo a mais para os nossos jogadores. Com quase 40 milhões de torcedores espalhados pelo mundo, vibrações positivas não vão faltar. Embora nem todos possam estar presentes no Estádio, cada um que lá estiver será o catalizador dos pensamentos, sentimentos e energias positivas emanados por toda a Fiel. Não importa se gostamos ou não do técnico e da diretoria nem se o jogador que vai estar em campo é o nosso preferido. Vestiu o manto sagrado é Corinthians e vai ter o nosso apoio e incentivo até o apito final. Confiamos na vitória e na classificação entoando num só grito e numa só voz, o mantra da Fiel.
Para cantar no Pacaembu

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Pra cantar no Pacaembu


Brasileirão - Um mal começo

Melhores momentos
À medida que a Libertadores vai se afunilando, a cabeça dos responsáveis pelos clubes participantes, diretoria, comissão técnica, jogadores e mesmo parte dos torcedores, fica mais focada na dita cuja ao ponto de se esquecer do outro campeonato. Com a desculpa de que o Brasileirão é um torneio longo e de que um resultado adverso pode ser recuperado mais pra frente, correm o risco de transformar um campeonato de pontos corridos num início de pontos perdidos. 
No Corinthians, a coisa não é diferente e corremos um sério risco de transformar esta neurose, tão alimentada pelos antis, em uma grave psicose capaz de nos fazer  perder o juízo. 
E essa perda de juízo já começou a se manifestar quando , logo na 1ª rodada, já entregamos na bandeja 3 pontos para o adversário. Jogando todas as fichas na Libertadores, o Corinthians mandou para o campo uma equipe desentrosada, sem ritmo de jogo e o resultado foi uma derrota em pleno Pacaembu, mesmo jogando com o time reserva do Fluminense, que também poupou os jogadores do seu time principal.
Obviamente ninguém é louco de achar que o Tite deveria ter escalado todos os titulares, pois alguns, por estarem vindo de lesão ou pela idade, não aguentam dois jogos por semana. Mas, também não precisava escalar 10 reservas, alguns com muita deficiência técnica e outros improvisados. O ideal seria um time mesclado, poupando-se apenas aqueles que necessitassem do descanso. Mas, já que fomos de reservas, que todos mostrassem vontade e raça dentro de campo. 
Estatísticas
Com 59% de posse de bola, continuamos errando nas finalizações. Nosso meio campo foi seriamente prejudicado pela falta de habilidade do William Airão e pela improvisação do meia atacante Ramires na posição de 2º volante, que pouco rendeu. 
Nas laterais, duas avenidas de trânsito livre, felizmente pouco aproveitadas pelos reservas adversários. A situação foi tão precária que o Liedson, que é centro avante, veio desarmar o Carleto no meio campo e marcar no campo de defesa. Douglas, apesar de ainda fora de forma, um tanto lento e sem ritmo de jogo, continua preciso nos passes, chamou o jogo e deu algumas bolas açucaradas para nosso ataque... de nervos. Gilsinho nada produziu, William correu muito, mas parecia mais preocupado em disputar posição com o Liedson para o próximo jogo do que jogar pelo coletivo, deixando de passar a bola pro colega melhor posicionado. Liedson, apesar do recondicionamento físico, ainda não está em condições pra jogar no esquema Tite, que exige que o atacante se multiplique simultaneamente em lateral e volante.
Tite não foi capaz de, no intervalo, corrigir os problemas das laterais, do meio campo e do ataque e, nem de mexer com os brios do time. Além disso, mesmo tendo no banco o lateral Denner, que na Copinha deu um show na marcação e cobrança de faltas, que chega bem no ataque e é bom nos cruzamentos pra área, voltou do vestiário com o inoperante e atrapalhado Ramon. E, tendo ainda no banco os habilidosos meias Giovanni e Matheus, que chegam bem ao ataque, insistiu com o Gilsinho, que nada produzia. Enquanto isso, o Abel Braga, mesmo estando suspenso da partida, deu um belo esculacho nos reservas do Flu, que voltaram pro 2º tempo com outro ânimo. 
E numa cobrança de escanteio, Leandro Euzébio subiu mais que a marcação e fez o gol que deu a vitória pros cariocas. Gol indefensável para o Cássio.
No desespero, Tite mexeu no time, colocando Élton, que continua o estabanado de sempre, e nada fez além de faltas, no lugar de Gilsinho, trocando menos seis por menos meia dúzia. Depois colocou o Adilson, com dois dias de treino, sem entrosamento com o grupo, que também nada produziu, no lugar de William Arão, deixando o meio campo ainda mais fragilizado e o time com três centro avantes. E Giovanni e Matheus, mofando no banco. Tite devia mesmo estar com a cabeça no jogo da Libertadores e não no que estava acontecendo domingo no Pacaembu.
Avaliação do treinador
Na avaliação da partida, Tite, apesar de evasivo, reconheceu o baixo nível técnico do jogo e atribuiu o fracasso da equipe à falta de entrosamento e ao fato do jogo ter sido muito acelerado devido ao desejo de se fazer logo o resultado, ou seja, à afobação e à falta de objetividade. Pela sua entrevista, parece que ele não percebeu que com quatro atacantes, com laterais que pouco chegam a linha de fundo e, quando chegam, não acertam um cruzamento e com um meio campo defasado não dá pra reverter um resultado adverso. Com a cabeça na Libertadores, parece que ele não foi capaz de enxergar o jogo, nem durante nem após a partida.
Na etapa inicial o Fluminense contou com uma ajudinha da arbitragem, que não marcou um pênalti de Carleto em Willian. Mas, desta vez a mídia ficou quietinha e o lance sequer foi mostrado nos melhores momentos editados pela TV Globo, como não vimos nenhum comentarista esportivo tendo chilique. Diante do apito inimigo do Corinthians, os abutres ficam cegos, surdos e mudos.
O destaque da partida foi o zagueiro Marquinhos. Seguro, objetivo, centrado e preciso, nem parece um garoto de 18 anos. Jogador diferenciado, apesar da pouca idade, atua melhor que muitos veteranos e ouso dizer que o zagueiro Marquinhos não é apenas uma promessa, mas sim que já é uma realidade. 
Em relação à partida, espero que esses três pontos perdidos não façam falta no final do campeonato. Não custa lembrar do sufoco e da tensão da conquista do Penta, ganho por dois pontos de diferença e só definido no último jogo. O jogo de domingo evidenciou claramente que nosso elenco não é tão bom como muitos afirmam, que temos sérias defasagens e que precisamos com urgência de reforços nas laterais, no meio campo (volantes) e no ataque. Temos alguns jogadores sem a mínima condição de vestirem nosso manto sagrado. Mas que venham reforços pra assumir a posição e resolver e não apenas apostas, muitas das quais não vingam. 
E quando for para apostar, que apostemos na nossa base e não na base alheia. Gomes, Denner, Giovanni, Matheus e outros que foram emprestados ou que nem no banco ficam, já mostraram que têm mais qualidade que alguns dos contratados de outros times e de outras bases. Aliás, hoje chegou mais um, da base do Avaí. Espero que nossos garotos não passem o ano inteiro só treinando, para depois serem emprestados para o Bahia, para o Paraná ou outro clube menor. Aí não venham cornetar jogador que preferiu ir pra Europa do que renovar com o Corinthians.

Ficha técnica - Corinthians 0 X 1 Fluminense

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 20 de maio de 2012, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Assistentes: Altemir Hausmann e José Chaves Filho (ambos do RS)
Cartões amarelos: Ramon, Douglas (Corinthians); Matheus Carvalho, Rafinha (Fluminense)
Gol: Fluminense: Leandro Euzébio, aos 26 minutos do segundo tempo
Público: 14.791 pagantes
Renda: R$ 419.729,00
Corinthians: Cássio; Welder, Antonio Carlos, Marquinhos e Ramon; Willian Arão (Adilson), Ramírez e Douglas; Gilsinho (Elton), Willian e Liedson. Técnico: Tite
Fluminense: Ricardo Berna; Wallace, Wellington Carvalho, Leandro Euzébio e Carleto; Digão, Fábio Braga (Rafinha) e Lanzini (Jean); Matheus Carvalho (Carlinhos), Marcos Júnior e Samuel. Técnico: Leomir de Souza (auxiliar)

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