quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fizemos a lição de casa. Avante rumo ao Penta!





Ficha técnica: 

Figueirense 0 Corinthians 1
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 27 de novembro de 2011, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Erich Bandeira (Fifa-PE) e Roberto Braatz (Fifa-PR)
Cartões amarelos: Edson Silva e Juninho (Figueirense); Danilo, Jorge Henrique, Júlio César e Ralf (Corinthians)
Gols: Corinthians: Liedson, aos 22 minutos do segundo tempo
Figueirense: Wilson; Bruno, Roger Carvalho, Edson Silva e Juninho; Ygor (Jônatas), Coutinho, Maicon e Fernandes (Aloísio); Wellington Nem e Júlio César (Rhayner) Técnico: Jorginho
Corinthians: Júlio César; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo (Jorge Henrique); Emerson (Edenílson), Liedson e Willian (Alex) Técnico: Tite

O cenário do jogo estava perfeito. Os torcedores chegavam de carro, de avião e os ônibus das caravanas, cobertos pelas bandeiras do Timão, circulavam pela cidade. As ruas, as praias, os bares e os restaurantes de Florianópolis foram tomados pela Nação Corinthiana e o Orlando Scarpelli, invadido pela Fiel que ocupou até os espaços da torcida local,  de tão animado, mais parecia um Pacaembu. Mas, o começo do jogo não foi o esperado, causando a todos sofrimento e apreensão. De casa, apesar de impedida pela Eletropaulo de ver o jogo, ouvia a narração do que ocorria e mantinha acesa a chama da esperança. Até acho que meu anjo da guarda  resolveu poupar meu coração. Sem energia elétrica em parte do Tatuapé não consegui ver o 1º tempo. Fui salva pelo modem da Vivo e acompanhei a transmissão pela Web Rádio Coringão. Aliás, sempre tiro o som da TV, pois é preferível um pequeno delay a ouvir as babaquices de comentaristas babando ovo pelos times cariocas. Posteriormente, vendo os melhores momentos do jogo, não me surpreendi, pois pela excelente transmissão de Ernesto Teixeira e pelos comentários de Silvinho, Raphael Barreto e Ginaldo, já sabia que nada tínhamos criado e que, para o gol, quase não tínhamos chutado. Não sei se foi o calor, o excesso de respeito ou que outro fator interferiu, pois o Corinthians nada criou, não buscou o gol e quase não deu trabalho ao goleiro adversário. Foram apenas duas finalizações, uma cabeçada do Paulo André e um chute do William. Concluí que, na realidade, deixei de assistir os piores momentos e que fui poupada de ver um festival de mediocridade. 
Mas, no intervalo para o 2º tempo, o Espírito de Jorge da Capadócia, o popular São Jorge, cochichou no ouvido do Tite: "Coloca o Alex." O treinador ouviu e voltou do vestiário com Alex em campo, mas enquanto todos esperavam que, finalmente, Danilo iria pro banco, Tite sacou o William do time. Mais alguns minutos e o Espírito de Jorge resolveu ser mais explícito e sussurrou: "Tira o Danilo e põe o xará." Aí o Tite entendeu e, prontamente fez a substituição que já havia sido pedida pela Fiel. Alex, que já dera outra dinâmica ao jogo, teve sua atuação potencializada pelo dinamismo do atacante meia volante e, se precisar, até zagueiro e lateral... Jorge Henrique entrou bem e teve uma atuação muito próxima dos bons momentos do passado. Deixando de se preocupar só com a marcação, o time tornou-se mais efetivo na criação, vindo mais para o ataque. Melhorando o coletivo, as individualidades apareceram. 
E assim, num lançamento perfeito de Alex na cabeça do Liedson, o Levezinho não vacilou e fez o tão esperado gol corinthiano, aproximando-nos ainda mais do título que por alguns minutos nos fez sentir o gostinho do Pentacampeonato. Mas, com a vitória do Vasco, a decisão ficou para a rodada final, no Pacaembu e contra nosso mais antigo rival, onde um empate já nos dará o título. 
No geral, o empenho do 2º tempo compensou o mal futebol da etapa inicial. O forte calor deve ter contribuído negativamente para o mal desempenho do 1º tempo, mas, com certeza, as substituições realizadas fizeram a diferença. Na comemoração do gol do Liedson ficou evidente a união do grupo na busca pelo título, bem como a ascendência do técnico sobre o elenco. Merece destaque a comemoração do William que, embora  sacado do time para a entrada do Alex, pulou no colo do Tite para um abraço, parecendo uma criança que, ao receber o presente almejado, pula no colo do pai. Essa união do grupo, essa confiança recíproca bem como o entendimento da supremacia do coletivo sobre as individualidades poderão ser o diferencial para o equilíbrio emocional diante do desafio da batalha final.
Na esperança da manutenção do necessário equilíbrio, temos o dever de evitar comentários e críticas que possam tumultuar o ambiente e diminuir a auto estima e a confiança dos jogadores e da comissão técnica. Temos dois desfalques por 3º cartão, Ralf e Danilo e na 5ª feira, com o julgamento do Émerson, corremos o risco  de mais uma suspensão. Diante dessa situação adversa, temos a obrigação de apoiar seu substitutos, mantendo um padrão vibratório favorável diante das mudanças inevitáveis no intuito de preservar a auto confiança dos eventuais substitutos e do grupo como um todo.


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sábado, 26 de novembro de 2011

Figueirense X Corinthians - Pré-jogo

Na reta final da guerra pelo Penta restam apenas duas batalhas, dois obstáculos a serem ultrapassados, dois jogos a serem vencidos. Dependendo de uma combinação de resultados, pode até ser que só resta um. Mas, nada de euforia e precipitação. Vamos focar apenas no Figueirense, fazer a lição de casa e dar um passo de cada vez.
Depois da virada heroica sobre o Atlético MG no Pacaembu, vamos enfrentar o próximo adversário, que luta por uma vaga na Libertadores, em sua própria casa e com sua torcida em maioria. 
Com uma semana cheia para trabalhar na recuperação dos atletas, para aperfeiçoar os fundamentos e corrigir falhas, com todos os jogadores à disposição, teremos um time mais disposto, melhor preparado, além de motivado por três vitórias sucessivas. Para o jogo, Tite relacionou os seguintes jogadores:
Goleiros: Júlio César e Danilo Fernandes
Laterais: Alessandro, Fábio Santos e Welder
Zagueiros: Paulo André, Leandro Castán, Chicão e Wallace
Volantes: Ralf e Paulinho
Meias: Danilo, Alex, Edenilson e Luiz Ramires
Atacantes: Émerson, William, Liedson, Adriano e Jorge Henrique
Dos relacionados, dois serão cortados do banco de reservas.
Ficha técnica
Figueirense X Corinthians
Data/hora: 27/11/2011, às 17 horas (Brasília)
Local: Orlando Scarpelli,  Florianópolis (SC)
Árbitro: Wilson Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Erich Bandeira (FIFA-PE) e Roberto Braats (FIFA-PR)
Figueirense: Wilson; Bruno, Roger Carvalho, Edson Silva e Juninho; Ygor, Coutinho, Maicon e Fernandes; Wellington Nem e Júlio César. Técnico: Jorginho
Corinthians: Júlio César; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; William, Liedson e Émerson. Técnico: Tite
O técnico optou pelo mesmo time que iniciou o jogo anterior e pelo mesmo esquema tático, 4 2 3 1, com Danilo na armação, com William e Émerson abertos pelas pontas e ajudando os laterais e com Liedson como homem de referência na área. A opção por Danilo, que não entrou bem no último jogo, foi uma surpresa, pois a entrada de Alex deu outra dinâmica na partida. Mas, esperamos que, se o fato se repetir, a substituição ocorra rapidamente e antes de um resultado desfavorável.
No último treino, Tite deu ênfase ao posicionamento defensivo, com a marcação sobre tentativas de infiltração pelo meio da área, às jogadas de ataques, usando a aproximação dos laterais, aos lances de bolas paradas e saídas rápidas de contra ataque.
Apesar de jogar fora de casa, a torcida corinthiana esgotou os ingressos disponíveis para os visitantes e muitos, para não ficarem sem ver o jogo, vão assistir o jogo no espaço reservado aos torcedores da casa. 
Na chegada à Florianópolis, os jogadores eram esperados por torcedores no aeroporto, mas, para evitar tumulto, a pedido da Infraero, o elenco deixou o local pela pista, entrando no ônibus logo após descer do avião. Mas, a torcida acompanhou o ônibus em carreata até o hotel, onde outro grupo de corinthianos esperava os jogadores. Florianópolis está em festa e empolgada com o jogo. Invadida por corinthianos que chegam de vários pontos do país, nossa torcida foi reforçada pelos torcedores do Avaí, que não querem ver o rival na Libertadores.
O Figueirense não poderá contar com Elias, suspenso, e Pittone e Túlio, lesionados, mas tem garantida a volta do meia Maicon e do atacante Júlio César, liberados de lesão. Precisando do resultado para continuar lutando por uma vaga na Libertadores, o jogo está sendo encarado pelo técnico e pelo elenco como uma final de Copa do Mundo.
Embora venha de uma goleada pelo Fluminense, o Figueirense pode nos dar trabalho, pois, além de jogar em casa, vai fazer de tudo para se manter entre os cinco primeiros da tabela. 
Nosso elenco é tecnicamente superior e temos plenas condições de voltarmos de Floripa com os três pontos e, se o Vasco perder ou empatar, até com o título. Mas, para isso, o time tem que entrar antenado, ligado e determinado. É a hora de fazer valer a superioridade e a experiência. Agir com equilíbrio, ter o controle do jogo e dos nervos, evitando faltas e cartões bobos. Chicão, Danilo, Leandro Castán, Ralf e William estão pendurados com dois cartões amarelos cada. Os jogadores têm que ter nervos de aço e a frieza de um iceberg, não aceitarem provocações, serem firmes na marcação, mas sem deslealdade. Insisto em reafirmar que tanto quanto a técnica e a tática, a raça corinthiana sempre faz a diferença. No entanto, a euforia, a ansiedade e o desejo de vencer, se não forem devidamente dosados e administrados, podem  atrapalhar ao invés de que ajudar. 
Não podemos vacilar neste momento decisivo. E não importa se vamos estar fisicamente presentes, se vamos ver o jogo no bar, na quadra da organizada ou do sofá da sala, mas sim que de onde estivermos possamos estar torcendo e vibrando  pela vitória do Timão. O pensamento não conhece barreiras e nada poderá deter o pensamento e a vontade de mais de 30 milhões de pessoas vibrando intensamente pela nossa vitória e transmitindo ao time a energia necessária para efetivá-la. Energia gerada na alma e no coração de uma Nação de loucos de amor, loucos de paixão e que tudo fazem pela glória do nosso Todo Poderoso Timão.




























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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Guardando as cornetas e apoiando como sempre #VaiCorinthians



O campeonato aproxima-se do seu final. Estamos todos exaustos, mas cheios de esperanças. Entre tapas e beijos, fomos do céu ao inferno elogiando e criticando, mas, na hora H, nunca deixamos de apoiar o time, mesmo quando ele não jogou bem. Nessas ocasiões, sempre esperamos o jogo acabar para apontar os erros, criticar o técnico, os jogadores, o preparo físico, a diretoria e quem mais merecesse. Em nossos espaços virtuais, não poupamos ninguém da crítica merecida e, às vezes, no calor de uma derrota, até com mais veemência do que o necessário. Mas, nos 90 minutos e seus acréscimos, lá estava a Fiel Torcida cantando, dançando, pulando, incentivando...
Virtualmente, demitimos e contratamos técnicos, colocamos jogadores na reserva, cobramos empenho, raça, garra e determinação. Mas, também, elogiamos, aplaudimos, apoiamos e incentivamos. Tanto que no final de alguns jogos, com os nervos em frangalhos, sentíamo-nos tão cansados e exaustos como se tivéssemos entrado em campo e corrido os 90 minutos. Com licença de uma das nossas torcidas organizadas, podemos afirmar que realmente fomos, e somos, a camisa 12. Indubitavelmente, demos a nossa contribuição para o time chegar onde chegou.
Agora só faltam dois jogos e só dependemos de nós. Embora com o time todo a disposição, têm jogadores exaustos e baleados, jogadores sem férias, vindos de contusões e vindos de cirurgia. Também não temos um elenco de craques, de galáticos, de grandes estrelas brilhando no firmamento do futebol. Nosso técnico também não é nenhuma sumidade, é visto como retranqueiro e tímido demais, não ostenta grandes títulos, embora seja um trabalhador esforçado e responsável. Mas, já vencemos campeonatos com elencos sem craques, em que a raça dos jogadores fez a diferença, com times de operários guerreiros bem como com técnicos de menor qualidade que o atual. 
Temos que nos lembrar que foi com este time e com este técnico,  e com suas limitações, que lideramos quase todo o campeonato e que chegamos ao seu final, dependendo só de nossas próprias pernas e pulmões. Por isso, afirmo que este time tem qualidades maiores que as de seus adversários, pois foi capaz de superá-los. Tem algo maior que a técnica, que o esquema tático e que as condições físicas de alguns jogadores, que insistem em jogar no sacrifício para ajudar o time ser campeão. Uma prova disso foi que domingo, no momento do sufoco, os gols saíram da cabeça do exausto Liedson sem férias, com o joelho esquerdo  recém operado e quase sem cartilagem e dos pés do gordo, fora de forma e sem ritmo Adriano, em passes do Alessandro e  do Émerson, ambos sem condições ideais. Na hora do "vamo vê," valeu o esforço, a garra, a determinação.
Uma força maior parece emergir, reabastecendo as energias combalidas e, nos instantes finais, tal qual Fenix renascida das cinzas, a força mosqueteira se faz presente, evitando o pior. Quando não, nosso adversário também tropeça e voltamos a respirar aliviados. Sorte? Não acredito. Predestinação? Sou mais pelo livre arbítrio. O que será então? É a força do pensamento de toda uma Nação, capaz de transmitir toda a energia necessária à busca da vitória. Para o pensamento não existe barreira e onde quer que o time jogue, mais de 30 milhões estão antenados, torcendo, vibrando, jogando junto. Sabemos das nossas deficiências e que muita coisa precisa mudar para o próximo ano. Mas, agora não é hora  de discutir reforços nem transferências, agora não é hora de questionar nem de cornetar, mas sim de nos unirmos numa corrente de vibrações, apoio, confiança e esperança. É a hora da superação, inclusive de nossas implicâncias e desconfianças. É com esse grupo que chegamos até aqui e será com ele que poderemos ganhar o título. Não há tempo para mudanças, apenas para ajustes pontuais. Chegou a hora do sprint final, portanto, de recarregar as baterias e cabe a nós, Fiel Torcida, mais uma vez, o papel de apoiar, empurrar e incentivar. E isso, ninguém sabe fazer melhor do que nós. Eis uma amostra.




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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Galo desceu do poleiro, ciscou, cantou e até assustou, mas, no final foi depenado


FICHA TÉCNICA



CORINTHIANS 2 x 1 ATLÉTICO-MG



CORINTHIANS: Júlio César, Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo (Alex, 12'/2ºT) e Emerson; Willian (Adriano, 22'/2ºT) e Liedson (Wallace, 47'/2ºT).Técnico: Tite.

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Carlos César (Mancini, 29'/2ºT), Rever, Leonardo Silva e Rycharlyson (Triguinho, 30'/2ºT); Pierre, Fillipe Soutto, Serginho, Daniel Carvalho e Bernard; André (Neto Berola, 38'/2ºT). Técnico: Cuca.

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 20/11/2011 - 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (Asp. Fifa/MT)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Joadir Leite Pimenta (MT)
Renda/público: R$ 1.277.113,50 e 35.011 pagantes






Com  o Pacaembu lotado, o Corinthians entrou animado e com vontade, mantendo a posse de bola e controlando a partida, mas sem leva perigo à meta adversária. Tendo o nervosismo e a ansiedade como principais adversários, os jogadores erravam passes, não acertavam as bolas paradas, criavam poucas chances de gols e quando criavam, erravam as finalizações. O Atlético MG fazia uma marcação cerrada, principalmente em cima de Paulinho, Danilo e Émerson e cometia muitas faltas para parar as jogadas. 
Consequentemente, a bola não chegava ao Liedson, encaixotado entre os zagueiros mineiros. William movimentava-se muito, ajudando a cobrir a lateral direita, mas, quando chegava ao ataque, errava as finalizações.
Os times voltaram sem alteração para o 2º tempo. O Corinthians continuava atacando, mas quem chegou ao gol foi o Galo, numa cobrança de falta em que nossa defesa bobeou mais uma vez. Não deveríamos ter deixado o Galo nem descer do poleiro, mas, como permitimos que ele ciscasse em nosso terreiro, ele se empolgou e até cantou, obrigando-nos a ter que correr atrás do prejuízo. Depois do gol, nosso time, de início, se descontrolou e tentou resolver na base do abafa. 
Com a entrada de Alex no lugar do Danilo, que estava totalmente pregado, melhorou muito a qualidade e a movimentação do time. Mas, como nosso esquema e nossas jogadas são extremamente manjados, sucumbíamos à forte marcação mineira. Com Liedson, jogando no sacrifício, bastante esgotado, eu pedia, insistentemente, a entrada do Ramires quando Tite resolve fazer a 2ª substituição, tirando William, até então o melhor no jogo, para a entrada de Adriano. Não sabendo o que se passava na cabeça do técnico, não entendi nem aprovei a modificação e até o chamei de burro. Mas, a mudança realizada não foi apenas uma troca de jogadores, mas sim a introdução de um outro esquema tático. Para isso, William foi sacrificado para não se perder o poder de finalização do Liedson e o time passa a jogar com dois meias, Alex e Émerson e com dois jogadores enfiados na área. Mudando a forma de jogar, o Corinthians tornou-se menos previsível  e com o Adriano em campo os zagueiros adversários passaram a ter mais trabalho. Aos 23 minutos, num cruzamento de Alessandro, Liedson de cabeça, empata a partida e retomamos a liderança, para o delírio da Fiel, que queria mais. 
Aos 44 minutos, num passe de Émerson, após uma arrancada de 43 metros, Adriano, mesmo acima do peso, fora de forma e sem ritmo, faz o gol da vitória, levando o Pacaembu a explodir de alegria. E assim, no Dia da Consciência Negra, o Time do Povo, esse povo miscigenado e guerreiro, conquista uma vitória importante na raça de dois legítimos herdeiros de Zumbi dos Palmares. 
Embora o Corinthians não tenha feito um boa partida, a qualidade individual dos jogadores fez a diferença. Liedson e Adriano, superando suas limitações físicas, mostraram-se capazes de reverter um resultado adverso e foram os nomes do jogo. Alex mostrou que não pode ser reserva do Danilo e William e Émerson que são verdadeiros guerreiros. Faltando apenas dois jogos do campeonato e com a semana toda para trabalhar, algumas medidas são urgentes: corrigir o posicionamento da defesa,  treinar exaustivamente jogadas de bola parada defensiva e ofensiva e finalizações. E, principalmente, controlar o nervosismo e a afobação. 
Apesar de termos deixado o Galo ciscar muito em nosso terreiro e até ter começado a cantar, no final, conseguimos depená-lo e colocá-lo na panela, embora o jogo não tenha sido canja para nós. Mas, valeram muito o esforço, a vitória sofrida, os três pontos e a liderança isolada. Agora só faltam dois jogos e o melhor é que só dependemos de nós.


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sábado, 19 de novembro de 2011

Corinthians X Atlético MG - Pré-jogo

Mais uma rodada, mais um jogo, mais um batalha. Agora só faltam três. Este vai ser em casa e com o Pacaembu lotado. O adversário, com menor possibilidade de rebaixamento, vai entrar com menos pressão para vencer. Uma faca de dois gumes, pois, se de um lado não vem com a obrigação de ganhar, vai entrar mais leve e solto e suas pernas não vão pesar. Contrariamente, vamos entrar sob pressão intensa. Precisamos ganhar para continuarmos a não depender de ninguém.  
O Corinthians vai ter a volta do volante Paulinho, única modificação em relação ao time que iniciou o jogo no Ceará. Alex, recuperado de lesão, foi relacionado, mas ficará no banco como opção para quando o Danilo cansar. Chicão e Jorge Henrique, embora também recuperados, não foram relacionados por opção do treinador, que alegou que eles não estão em condições físicas ideais.
Com o elenco todo a disposição, Tite optou por jogadores polivalentes, deixando fora atletas que vinha relacionando com frequencia, como Moradei, Bruno Octávio, Ramon e Morais. Estão pendurados com dois cartões amarelos Danilo, Leandro Castán, Ralf e William. 
Para o jogo foram relacionados os seguintes jogadores:
Goleiros: Júlio César e Danilo Fernandes
Laterais: Alessandro, Fábio Santos e Welder
Zagueiros: Paulo André, Leandro Castán e Wallace
Volantes: Ralf e Paulinho
Meias: Alex, Danilo, Edenilson e Luiz Ramires
Atacantes: Émerson, William, Liedson e Adriano
O esquema tático será o 4 3 3, que é na prática um 4 2 3 1, com Danilo na armação, William e Émerson, jogadores de velocidade, abertos pelas pontas e ajudando os laterais e Liedson como homem de referência. Espero que, tal como no último jogo, se necessário, Tite mude o esquema, povoando o meio campo e criando mais oportunidades na armação. Apesar da maior experiência de Alessandro, poderemos ter problemas na lateral direita quanto à velocidade, sobrecarregando os atacantes William e Émerson, que se revesam pelas pontas.

Ficha técnica
Corinthians X Atlético MG
Local: Pacaembu - São Paulo
Data/horário: 20/11/1911 - 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (asp. FIFA/MT)
Auxiliares: Erich Bandeira (FIFA/PE) e Joadir Leite Pimenta (MT)
Corinthians: Júlio César; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; William, Liedson e Émerson. Técnico: Tite
Atlético MG: Renato Ribeiro; Carlos César, Rever, Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Fillipe Souto, Bernard e Daniel; Neto Berola e André. Tecnico: Cuca.

Com a vitória do Vasco sobre o Avaí, não temos outra opção que não seja vencer. Com a casa lotada e com a torcida apoiando, o time tem que ir pra cima desde o início e liquidar a fatura logo no 1º tempo. Respeitar não significa deixar o adversário sair jogando e partir pros contra ataques. Fazer isso contra um time tecnicamente inferior e no Pacaembu lotado de corinthianos é se intimidar, postura inadmissível em um time que quer se campeão. Temos que depenar o Galo, o mais rápido possível e transformá-lo em canja, de preferência, sem deixar que ele desça do poleiro. Temos time para isso, mas temos que manter a cabeça fria. Avançar com determinação, mas sem afobação. Ter paciência e trabalhar a bola, acertar os passes e as finalizações. E nada de chutões e chuveiradas, pois nossos atacantes são baixos e aí fica chute de zagueiro (nosso) para zagueiro (deles), obrigando-nos a recuperar a bola e recomeçar as jogadas. 
Temos mais time que os mineiros, mas nada de entrar de salto alto e achar que se vai ganhar o jogo na hora que quiser. Em Uberlândia já vimos que não é assim que a coisa funciona. Sejamos suficientemente inteligentes para aprender com nossos erros.
Estamos na reta final e muito perto de alcançarmos nosso objetivo. Nesta hora, tanto quanto a técnica e a tática, a raça é fundamental. É a hora da superação. De superar o cansaço, o desgaste físico e a pressão. É a hora de ter nervos de aço e de jogar, também, com o coração, buscando, no fundo da alma, as forças necessárias para vencer mais uma decisão.




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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ave Júlio César! O jogo foi do peru, mas o gol salvador foi do peruano


Duplamente feliz, pela vitória do Corinthians e por meu coração ter sido aprovado no teste pra cardíaco, e recuperada dos sustos do último jogo, só agora me atrevo a escrever no blog. A catarses e a comemoração já ocorreu via twitter. Portanto, voltemos ao Ceará. 
Num duelo corrido e num 1º tempo com o Corinthians acuado e muito afobado, e com o Vovô vindo pra cima com sua carroça desembestada, levamos o maior sufoco e o empate ficou de bom tamanho. Osvaldo, atacante do Ceará, transitava tranquilamente, sem ser incomodado, pelas duas largas avenidas abertas nas laterais do campo, atropelando nossa defesa, enquanto no meio campo, Danilo repousava e dormia tranquilamente. A bola não chegava para o Liedson, Émerson, dando o sangue e fortemente cassado pela defesa cearense, e William tinham que acumular o ataque com a ajuda aos laterais e se não fosse nosso goleiro e  uma bola salva pelo Alessandro, teríamos saído no prejuízo.
Quando o time foi para o vestiário, dei uma de Pollyanna, e pensei: Como normalmente temos jogado só um tempo, no 2º o Corinthians vai melhorar, até porque piorar seria impossível. E não é que me saí bem de Mãe Diná.
O time voltou com Morais no lugar de Liedson, que jogando no sacrifício pouco ajudava. Aí eu me revoltei e até twittei: Por que não o Ramires? Sou fã assumida do futebol do peruano e sempre achei uma injustiça responsabilizá-lo pelo desastre Tolima, quando o time inteiro foi um fracasso, com medalhões pipocando dentro e fora de campo. Voltando ao Ceará, a entrada de Morais melhorou o time, mas o gol não saia e o Danilo continuava dormindo até que o Tite ouviu meus apelos telepáticos e mandou o Soneca dormir no banco. 

Aí entrou o Ramires e o que aconteceu, se vocês vocês não viram no jogo, vejam no vídeo acima. Ceará 0 Corinthians 1. Gol do Ramires aos 35 minutos do 2º tempo. A Fiel respira e comemora muito. A partir daí, o Vovô tenta desembestar mais sua carroça, mas, Tite, esperto, manda Adriano, que já estava pronto para entrar de volta para o banco e coloca Wallace em campo. 
O Timão consegue segurar o resultado com boas defesas do Júlio César, em cujo gol neste jogo, não passou nem pensamento, quanto mais a bola.
Partida encerrada para o alívio e alegria de mais de 30 milhões de loucos. Júlio César, o nome do jogo. Luiz Ramires (guardem bem esse nome) o homem do gol. O Vasco empata com o Palmeiras e o Corinthians isola-se na liderança com 2 pontos de diferença. Mais uma batalha vencida. Agora só faltam três. 
A próxima será no Pacaembu lotado, com a presença e o apoio da Fiel e com a volta de Alex, Paulinho, Jorge Henrique e Chicão. Mas, isso já é assunto para o próximo post.




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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ceará X Corinthians - Pré-jogo

Na bela Fortaleza, mais um passo para o Penta. Não dá nem para imaginar outro resultado que não seja a vitória. Sem menosprezar o adversário, temos que fazer valer nossa superioridade técnica e estrutural. Apesar dos desfalques, temos condições de superar o adversário. É só ir pra cima  e continuar jogando, mesmo se estivermos ganhando de 2 a 0. Vencendo o Ceará, continuamos a depender só de nós neste final de campeonato. Por isso, nada de bancar o Robin Hood nem querer dar uma de desfibrilador e ressuscitar doente de UTI.
Sem poder contar com Paulinho, suspenso pelo 3º cartão, nem com Alex, lesionado, Tite não escondeu o time e já confirmou os substitutos, respectivamente, Edenilson e Danilo. Outra novidade é a volta de Alessandro na lateral direita, que no último jogo cumpriu suspensão. O esquema tático deve permanecer o 4 2 3 1, com Danilo mais centralizado, Émerson e William caindo pelos lados e à frente, o centro avante Liedson. Atenção Tite, o Levezinho é centro avante e não volante, além de estar estourado e jogando no sacrifício. Não o faça marcar e buscar a bola na intermediária. Deixe-o  fixo na área.
Para o jogo foram relacionados os seguintes jogadores:
Goleiros: Júlio César e Danilo Fernandes
Laterais: Alessandro, Fábio Santos, Welder e Ramon
Zagueiros: Paulo André, Leandro Castán e Wallace
Volantes: Ralf, Moradei e Bruno Octávio
Meias: Danilo, Edenilson, Morais e Luiz Ramires
Atacantes: William, Émerson, Liedson e Adriano
FICHA TÉCNICA

CEARÁ X CORINTHIANS
Local: Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE)
Data: 16 de novembro de 2011, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva e Marrubson Melo Freitas (DF)
CEARÁ: Fernando Henrique; Boiadeiro, Fabrício, Daniel Marques e Eusébio; João Marcos, Heleno, Michel e Thiago Humberto; Felipe Azevedo (Marcelo Nicácio) e Osvaldo
Técnico: Dilmas Filgueiras
CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Edenílson, Ralf e Danilo; Willian, Emerson e Liedson
Técnico: Tite

Além de Alex e Paulinho, os reservas Chicão e Jorge Henrique, lesionados, também desfalcam o Corinthians. Por sua vez, o Ceará não poderá contar com Adilson, (goleiro), Vicente, (lateral esquerdo), Rudnei, (volante), Luizinho, (meia), lesionados e Diego Sacomã, cláusula contratual. No Corinthians, William, Danilo e Ralf entram em campo pendurados, enquanto no time adversário, 7 jogadores encontram-se nesta situação.
Embora tenha a melhor defesa do campeonato, o Timão precisa ficar atento e ter cuidado com o atacante Felipe Azevedo, cujas jogadas quase sempre resultam em gol.
Precisando do resultado para escapar da zona da degola, o Ceará conta com a força da torcida e, sua diretoria até reduziu o valor dos ingressos. Mas, o Corinthians, também terá o apoio da Fiel que, mesmo em menor número, não deixará de fazer muito barulho. Na chegada ao aeroporto, mais de 200 fiéis estavam à espera da delegação alvinegra e no treino realizado ontem, o time foi recebido pela Fiel cearense com gritos de campeão e incentivado por mais de 200 torcedores. Durante o treino tático, Tite deu ênfase às jogadas de bola na área defensiva, em escanteios e faltas próximas da área, jogadas em que temos sido mais vulneráveis. O treino foi encerrado com um rachão.
O jogo é para nós mais um das decisões que vamos enfrentar por não termos feito a lição de casa e termos deixado escapar pontos preciosos em jogos nos quais vacilamos. Agora não dá mais pra bobear. Não tem mais gordura pra queimar. É ganhar ou ganhar. Se não for na técnica e na tática, que seja na raça. Esta não pode faltar. Entrar com sangue no zóios, ir pra cima, matar o jogo no 1º tempo e sem tanto sofrimento. 



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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Primeiro tempo alucinante. Segundo tempo TITEtubiante



O jogo começou muito animado e num ritmo alucinante. Sufocando o adversário com jogadas ágeis e precisas, com menos de cinco minutos já vencíamos por 2 a 0, gols de Paulinho e de Émerson. Prenunciava-se uma goleada. O time jogava com raça, com vontade e determinação. O Corinthians sobrava em campo e jogava como um autêntico campeão. Não se escondia, ia pra cima, marcava e atacava. Jogando como Corinthians, redimia-se de erros anteriores, sob os aplausos da Fiel, num Pacaembu lotado e animado. O Corinthians mais parecia um tufão e o Furacão não era nem uma brisa levinha. O resultado da etapa inicial poderia até ser maior, se não fossem os erros de finalizações.
Mas, eis que chega o intervalo e os jogadores vão para o vestiário. Aí que mora o perigo. Nessas horas, sempre me dá um frio na barriga, pois para o 2º tempo, geralmente o time volta arriado e desanimado. Parece até que tomam algum calmante ou que passam por uma sessão de hipnotismo, tal a letargia e a sonolência que os jogadores acomete. Ou seria efeito de preleção em voz pausada e compassada, quase anestesiante? Ou quem sabe uma orientação no estilo  "já que o jogo está ganho, poupem- se para o próximo."
Na volta para o jogo, o adversário troca de atacante e logo no início, numa bobeada da nossa defesa, Júlio César pega a bola e não segura, Paulo Baier, mesmo impedido, pega o rebote e manda pro fundo das redes.  Mais uma vez, fomos vítima do apito inimigo. O bandeirinha ignorou o impedimento e a partir daí o Atlético Paranaense começou a gostar do jogo à medida que o Corinthians se encolhia. Tanto o Corinthians como o Atlético eram outros times. Do nosso lado, parecia até que o time do 1º tempo tinha ficado no vestiário e mandado em seu lugar o time que jogou em Uberlândia. Por sua vez, a entrada de Nieto mudou a qualidade do ataque do time paranaense que passou a ter mais objetividade, melhorou a marcação, a sair em velocidade e a oferecer mais perigo à meta corinthiana. Nesse pique, quase que empata o jogo, com duas bolas na trave, uma de Nieto e outra de Paulo Baier. 
O Corinthians, com dificuldades de segurar o resultado e mais frouxo na marcação, sofreu para manter o placar. Pressionado, conseguia sair nos contra ataques, mas criava poucas chances de gol. Quando tinha a bola, jogava com mais qualidade, mas errava nas finalizações enquanto o Furacão, embora chegasse menos, era mais perigoso nas suas investidas. No final do jogo o Timão passou a prender mais a bola no seu próprio campo e a administrar a vantagem. 
Tite, pra não perder o costume, errou nas substituições. Danilo, que  embora tenha dado o passe para o 2º gol, nada mais produziu, deveria ter sido substituído por Ramires. Liedson, sem férias e com o joelho baleado, vem jogando no sacrifício e deveria ter dado lugar ao Edenilson. William, a não ser que tenha sido substituído por problemas físicos, deveria ter permanecido em campo e Morais teria sido mais útil no banco. Adriano, embora esteja se sentindo mais leve, ainda não conseguiu fazer a sua estreia. Mas, Tite substituiu Liedson por Morais, William por Adriano e Welder por Wallace. Com certeza, este último entrou para segurar o resultado.
Individualmente, o nome do jogo, o diferencial em campo foi o Émerson, jogador que, embora prejudicado por contusões recorrentes, tem a cara do Corinthians e tem sido decisivo nos jogos em que participa. Contra o Furacão, sua atuação foi fundamental, não só pelo gol marcado, mas pela sua técnica, raça, experiência, comprometimento e dedicação. Teve a maior posse de bola e, como o meia estava meia boca, precisou movimentar-se muito para buscar o jogo, sofreu 10 faltas e liderou o time em campo. Na prática, foi um verdadeiro capitão, embora sem a braçadeira.
Paulinho desta vez foi bem, jogou acordado e foi eficiente. Pena que levou o 3º cartão amarelo e está fora do próximo jogo. Na entrevista pós jogo desabafou e disse que neste jogo calou a boca de quem disse que ele estava com a cabeça na Itália. Realmente, ele fez uma boa partida. Mas, como Arledo Braido, diretor esportivo do Milan estava no Pacaembu para observá-lo, não dá para ter certeza que ele não estava com a cabeça na Itália. Será que este diretor não poderia ficar no Brasil até o final do campeonato para continuar suas observações?
Do lado direito continuamos com problemas, pois, embora em melhor forma que o titular, ainda falta experiência ao Welder que não foi capaz de explorar a deficiência técnica e a atuação atrapalhada do lateral esquerdo do time paranaense, o que foi muito bem aproveitado por William.
Um dado preocupante é o desgaste físico dos jogadores na etapa final. Com raríssimas exceções, o time morre no 2º tempo e o jogo termina com a bolerada acabada, extenuada... Fora as contusões recorrentes com tanto jogador baleado. Tirando o caso do Liedson, que emendou, com apenas quinze dias de férias, Campeonato Português, Copa do Mundo, Campeonato Paulista e Brasileiro, aqui acumulando simultaneamente as funções de atacante e volante, e do Adriano, vindo de duas cirurgias consecutivas, é inadmissível tanta lesão, tantos incômodos e dores. Afinal, eles treinam num CT de 1º mundo, treinam e se tratam com profissionais renomados e, durante todo o ano, disputaram apenas um campeonato por vez, enquanto a maioria dos times passaram o ano disputando simultaneamente dois campeonatos. Só espero que ninguém esteja dando migué.
Mas, agora que só faltam quatro decisões, é preciso aguentar. Os jogadores vão ter que fazer das tripas o coração, buscar forças e, no limite, atuar no sacrifício, jogar com dor, com incômodo, com desconforto, com infiltração, com a alma e com o coração. Não dependendo de ninguém, a não ser de si próprio e sem correr o risco de entregadas dos rivais, agora vale qualquer sacrifício. É a hora de um por todos e todos por um, de fazer valer o símbolo mosqueteiro, de mostrar que são guerreiros. 


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