terça-feira, 29 de novembro de 2016

Não era só futebol

Não era não. Para muitos era uma profissão, seu ganha pão. Para outros uma promessa de vida, a busca de uma carreira vitoriosa, a busca do sucesso, a garantia de um futuro melhor, a sua realização pessoal e profissional. Era o sentimento do dever cumprido e o coroamento do esforço, do trabalho, da dedicação. Para todos, a realização de um sonho. O sonho do pequeno que se agigantou e que, degrau a degrau, chegou à final de um torneio continental. O sonho de mais um título, do seu maior título. 
Não era só futebol. Era um sonho. O sonho de um time, de uma torcida, de uma cidade, de uma população.
Um sonho que virou pesadelo com ingredientes de um filme de terror. Vidas ceifadas, famílias desesperadas, filhos sem pais, esposas sem maridos, pais e mães sem seus filhos, só tristeza, muitos ais. 
O que falar neste momento de tanta dor e desespero? Palavras de consolo fogem-me como as vidas que se foram. Dói o peito, lágrimas lavam-me a face. Não sei o que fazer, não sei o que falar. Apenas chorar as lágrimas sentidas de uma dor que atinge meu coração com a partida desses irmãos, que não são irmãos de sangue, mas irmãos de Humanidade criados por um mesmo Pai. E diante da tristeza que minh'alma invade, sinto-me parte dessas famílias enlutadas. Coloco-me no lugar de cada parente, faço por eles uma vibração envolvendo-os no carinho e na solidariedade, pedindo que esses irmãos, os que partiram e os que ficaram, sejam acolhidos, amparados e confortados. 
Já não existe mais rivalidade, já não vejo mais adversários. Vejo apenas irmãos necessitados de um abraço, de um carinho... Ao invés do canto da torcida, entoo um canto de solidariedade a esses irmãos de Humanidade. 
Analisando as notícias e as mídias sociais, constato que não estou sozinha nesse sentimento. A solidariedade se multiplica, os rivais se irmanam e se mobilizam para todo o tipo de ajuda. A fraternidade extrapola os limites da cidade, do estado, do país, ultrapassa o mundo da bola. Em cada rosto solidário uma lágrima rola, fazendo emergir em cada um, o humano que ainda não perdemos e o divino que nem sempre reconhecemos. 
E, no meio de tanta dor que nos machuca o coração, as tragédias chamam a atenção para os verdadeiros valores e o sentido da vida. Fazem emergir o divino que temos guardado, muitas vezes escondido e ignorado até mesmo por nós que o possuímos. E assim como o lírio brota no lodo, nasce a esperança de que a semente da solidariedade possa renascer nos corações endurecidos pelo rancor e que a rivalidade não seja, jamais, maior do que o amor e a compaixão.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Que ataque de nervos

Mais um jogo sem fazer a lição de casa. E a lição nem era tão difícil. Bastava ao Corinthians fazer a sua parte, vencer o 2º pior visitante do campeonato e, das 21 bolas que chutou ao gol, encaixar uma. Mas, para o Corinthians, fazer gol parece ser uma missão impossível. O time paranaense pouco ameaçou. Das 7 vezes que chegou ao gol, só acertou uma. E o Walter salvou. Tivemos 54,9% de posse de bola, criamos algumas boas chances e desperdiçamos todas. Tivemos volume de jogo, criamos mais que em outros jogos e erramos o arremate final. Como o que manda é bola na rede, empatamos o jogo, perdemos a chance de ir para o G6 e agora não mais dependemos só de nós. Além de precisar vencer o Cruzeiro em Belo Horizonte, é necessário que Atlético-PR ou Botafogo, perca seu jogo.
Embora o jogo tenha sido um pouco melhor que os anteriores, o time continua devendo futebol. Nosso volume de jogo foi enganoso, um verdadeiro latifúndio improdutivo. Nossa defesa pareceu segura, mas não foi ameaçada. O meio campo criou, mas ninguém aproveitou e o ataque foi a mesma lástima de sempre. Além disso, continuamos errando os fundamentos básicos. O time finalizou 21 vezes, 6 certas, 15 erradas e nenhum gol. E errou 55 passes, 34 cruzamentos e 24 lançamentos. Fora alguns lances bizarros, como o protagonizado pelo Marquinho Gabriel. 
Rodriguinho foi o melhor em campo, Camacho e Marlone foram bem, Cristian, mesmo não sendo brilhante, fez seu melhor jogo depois que voltou para o Timão. Romero, apesar da raça, nada produziu, e Marquinhos Gabriel, após ter feito uma boa partida contra o Internacional, fez outro jogo medíocre. 
Com o resultado, o Corinthians ficou com 55 pontos, um a menos que o Furacão e Botafogo, quinto e sexto colocados, respectivamente. Assim, terá de vencer na última rodada, pois perde em todos os critérios de desempate, e torcer para que um dos dois rivais perca seu jogo.
Na próxima rodada, a última da competição, os alvinegros enfrentarão o Cruzeiro, no próximo domingo, 04/12, às 17:00 (de Brasília), em Belo Horizonte. E no mesmo horário, o Atlético-PR enfrentará o Flamengo, na Arena da Baixada, em Coritiba.
Melhores momentos
Ficha Técnica - Corinthians 0 X 0 Atlético-PR
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 26 de novembro de 2016, sábado
Horário: 21:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden - RS (FIFA)
Assistente 1: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior - RS (CBF-1) 
Assistente 2: Lúcio Beiersdorf Flor - (CBF-1)
Quarto árbitro: Márcio C. Brum Coruja - RS (CBF-2)
Público: 24.701 pagantes
Renda: R$ 1.291.293,00
Cartões amarelos: Rodriguinho, Vilson (Corinthians); Lucho González, Thiago Heleno (Atlético-PR)
Corinthians: Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian (Giovanni Augusto), Marquinhos Gabriel (Gustavo), Camacho, Rodriguinho e Marlone; Romero (Lucca); Técnico: Oswaldo de Oliveira
Atlético-PR: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani (Matheus Rosseto), Lucas Fernandes (Nikão), Lucho González (João Pedro) e Pablo; André Lima; Técnico: Paulo Autuori

Créditos e fontes de imagens e vídeo
globoesporte.globo.com-Fernando Dantas/Gazeta Press/gazetaesportiva.com-MAON
youtube.com/Soccer Play-globo.com

domingo, 27 de novembro de 2016

Eu choro por ti Corinthians

Te maltrataram, te vilipendiaram, te exploraram, te usaram, te abusaram, te estupraram. E num grande complô, te transformaram no paraíso dos gigolôs, de empresários mercenários, de diretores coniventes que te venderam, te liquidaram e te alijaram de teu bem maior.
Tentaram te asfixiar e te matar, te isolaram num palácio de mármore frio e sem vida, de onde tentaram expulsar sua torcida, que de torcer se vê impedida por regulamentos imbecis, criados por um mercado vil. Por aqueles que só vêm cifrão onde mora a paixão, transformando as arenas na tumba do futebol, no sepulcro da alegria que a cada dia que passa vai perdendo seu encanto, vai perdendo sua magia.
Corinthians amado, Corinthians idolatrado! O que fizeram pra ti? O que fizeram de ti?
Mas, mesmo com o coração sangrando, de tristeza e de dor, continuamos te amando com o mesmo ardor. 
E buscamos na lembrança de teu passado vencedor a flama da esperança de um novo porvir, de um futuro glorioso que faça jus à tua grandeza e que resgate teu esplendor. 
Tentaram matar tua alma, mas, a alma é imortal. Ela permanece e vive na paixão do torcedor, que ao interesse do empresário e à omissão do diretor contrapõe todo o seu amor. 
Amor à camisa, amor ao brasão, amor ao Corinthians: eterna PAIXÃO
Choro por ti Corinthians. Um pranto de dor mas, também um pranto de amor.
Mas, não ficarei inerte. Engulo o choro, enxugo as lágrimas e parto pra batalha. A batalha da sua libertação daqueles que de ti querem o bônus sem a contrapartida do ônus, daqueles que te usam, te abusam, que querem sorver o suco e te transformarem em bagaço, no bagaço da laranja chupada por quem só te vê como objeto de uso, de lucro e de poder. De quem te explora e na mídia te calunia, de quem te usa como trampolim, de quem te usa para auferir lucros em negociatas sem fim.
Quem sou eu para desafiar os poderosos que hoje te dominam? Para desafinar o coro dos contentes que vivem às custas de seu suor? Onde buscar munição para vencer o exército que te domina e que te escraviza?
Eu sou muitos, eu sou milhões, eu sou seu dono, o seu tutor. Eu sou seu eterno torcedor e minha arma é o amor. 
Eu sou a torcida, eu sou a arquibancada, eu sou o velho que torce no sofá.
Aparento estar amortecida por tantos golpes e sacanagens, mas, estou viva e não vou me calar diante de medidas abusivas.
Eu sou o teu resgate, a tua libertação, a libertação do jugo do ambicioso empresário e do diretor conivente. A libertação de quem não soube te amar, a libertação daqueles que apenas te usaram e te abusaram.
Eu sou tua torcida aguerrida, eu sou a Fiel das quebradas, da raiz da arquibancada.

Crédito e fonte de imagem
Gabriel Uchida/ fototorcida.com.br

sábado, 26 de novembro de 2016

Corinthians X Atlético-PR

Pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians receberá o Atlético-PR, neste sábado, 26/11, às 21:00 horas, em sua Arena em Itaquera. Será um confronto decisivo para a classificação para a Pré Libertadores. Em 7º lugar na tabela de classificação, com 54 pontos, 15 vitórias, 9 empates, 12 derrotas e 50% de aproveitamento, o Timão terá por adversário o 5º colocado com 55 pontos, 17 vitórias, 4 empates, 15 derrotas e 51% de aproveitamento. Em 6º lugar está o Botafogo também com 51 pontos. Faltando apenas dois jogos para o término do Brasileirão, o time que vencer terá a chance de permanecer no G6. 
Ficha Técnica - Corinthians X Atlético-PR
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 26 de novembro de 2016, sábado
Horário: 21:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden - RS (FIFA)
Assistente 1: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior - RS (CBF-1) 
Assistente 2: Lúcio Beiersdorf Flor - (CBF-1)
Quarto árbitro: Márcio C. Brum Coruja - RS (CBF-2)
Corinthians: Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian, Marquinhos Gabriel, Camacho, Rodriguinho e Marlone; Romero; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Atlético-PR: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani, Lucas Fernandes, Lucho González e Pablo; André Lima; Técnico: Paulo Autuori
Além dos possivelmente escalados, também foram relacionados
No Corinthians, o goleiro Cássio, os laterais Guilherme Arana e Léo Príncipe, os zagueiros Léo Santos e Pedro Henrique, os volantes Jean e Marciel, os meias Giovanni Augusto e Guilherme, e os atacantes Gustavo, Lucca e Léo Jabá.
No Atlético-PR, o goleiro Santos, os laterais Rafael Galhardo e Renan Lodi, os zagueiros Marcão e Wanderson, os volantes Deivid e Mattheus Rosseto, os meias João Pedro, Marcos Guilherme e Nikão, e os atacantes Luan e Yago.
Estão fora, no Corinthians: Rildo, Yago, Danilo, no Departamento Médico; e no Atlético-PR: Lucas Macanhan, Cleberson, Juninho e Nicolas, no Departamento Médico.
Estão pendurados com dois cartões amarelos, No Corinthians: Giovanni Augusto, Guilherme e Uendel; e no Atlético-PR: Weverton, Marcão, Hernani, Nikão, Pablo, Luan.
No Corinthians, com o retorno de Rodriguinho que cumpriu suspensão no último jogo, Wendel volta para a lateral esquerda e o meia assume a armação do time. Desejando um time mais rápido, Oswaldo optou pela mesma formação do jogo anterior, com Marlone e Marquinhos Gabriel pelos lados e Romero de falso 9. No último treino, o técnico enfatizou as bolas paradas ofensivas e defensivas.
O que esperar desse jogo decisivo para salvar a temporada? Apenas a vitória. Jogando em casa, contra o pior mandante do campeonato, qualquer outro resultado será um desastre, não só pela perda da vaga na pré Libertadores, mas pelo conjunto da obra. Se não fossem os vacilos, estaríamos numa situação mais confortável. Agora o time tem que correr atrás do prejuízo e o mínimo que se espera é que joguem com raça e determinação, que coloquem o coração na ponta das chuteiras e que encarem o jogo como uma decisão. A classificação só depende do Corinthians, que se fizer sua parte, vencendo os dois jogos que faltam, conseguirá acabar a temporada com um mínimo de dignidade.

Créditos e fontes de imagens
meutimao.com.br-facebook.com/Monikita SCCP-MAON
Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians/meutimao.com.br-Marco Oliveira/-Atlético-PR/globoesporte.globo.com-MAON
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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O corinthianismo se expressa no futsal

Futsal, a expressão do Corinthians e do Corinthianismo. Também teve desmanche. Também perdeu seu técnico. Mas, ao contrário do campo, teve inteligência e competência para superar suas dificuldades. Mesclando jogadores experientes e garotos da base, deu a volta por cima com muita técnica, raça e comprometimento. É hoje a expressão máxima da raça corinthiana. Os jogadores suam a camisa, jogam com paixão, transbordam emoção. E nos emocionam. 
E jogando bonito, com muita raça e competência, chegaram, às finais da Liga Paulista e da Liga Nacional de Futsal. 
Parabéns aos jogadores! Parabéns ao técnico Bié, o grande comandante desse time!
Obrigada futsal do Timão por não deixar o corinthianismo morrer.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

"Ai, CORINTHIANS, Quando és o vencedor, Pobre fica milionário Rindo da própria dor".

Reafirmo que Corinthians é PAIXÃO que desafia qualquer indício de racionalidade. Em alguns momentos até consigo ser racional, fazer análise tática, técnica e que tais, questionar o time, sugerir estratégias, questionar jogador... Geralmente isso acontece quando o time vai mal, acumulando insucessos e fazendo meu coração sangrar. Talvez, no desespero e na ânsia de ajudar, procuro ser racional. Mas, basta uma vitória para emergir a paixão, ressuscitar a alegria, a emoção e reabastecer-me de esperança. Para fazer sentir-me feliz, alegre e contente. Nessas horas fico embriagada de amor e sinto todo o efeito da cachaça do torcedor. Saio do inferno e mergulho no céu, em todo o seu esplendor. A felicidade me visita e a alegria contagia. Digo adeus à racionalidade, distancio-me dos problemas e procuro apenas usufruir o momento, vivenciando integralmente sua magia. Se é provável que ele pode não perdurar pra sempre, procuro potencializá-lo ao máximo, para não perder nem um segundo dessa onda de euforia. Tudo se ilumina, a felicidade me afaga e tento vivê-la intensamente. Com a esperança resgatada, passo a vislumbrar novas vitórias, novas conquistas, novos momentos de glória. Esqueço os problemas, minimizo as dificuldades, sinto-me milionária e como diz a canção, rio da própria dor.
Num piscar de olhos, passo da água ao vinho, do inferno ao céu, da tristeza à alegria, inebriada de amor e de magia. A razão não explica. Mas, quem disse que a paixão é racional? A paixão é o tempero da vida nos momentos sem sal. Ela faz pulsar forte o coração. Só a paixão explica o que sinto pelo Coringão.
Se todos aqueles que atuam no Corinthians conseguissem entender essa paixão do torcedor, e também por ele se apaixonassem, todos seríamos mais felizes. Muitos do que nele atuaram a sentiram intensamente, como o nosso ídolo Sócrates Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Doutor da bola e da Democracia. 

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Corinthians X Internacional

Pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentará o Internacional nesta segunda feira, 21/11, em sua Arena em Itaquera. Com as vitórias do Atlético-PR, Grêmio e Chapecoense, o Corinthians perdeu duas posições e no último jogo da rodada o Corinthians tentará recuperá-las. Em 9º lugar na tabela de classificação, portanto sem chances de chegar ao G6 nesta rodada, com 51 pontos, 14 vitórias, 9 empates, 12 derrotas e 49% de aproveitamento, o Timão terá por adversário o 17º colocado, com 39 pontos, 10 vitórias, 9 empates, 16 derrotas e 37º de aproveitamento. 
Se a situação do Timão está complicada, a do Internacional foi agravada pela vitória do Vitória sobre o Figueirense, que manteve o time gaúcho na zona da degola. Com a dispensa do técnico Celso Roth, após o empate em casa com a Ponte Preta, o clube gaúcho contratou o Lisca, treinador respeitado no Ceará após evitar o rebaixamento do Vozão em 2015. Com apenas três dias de trabalho, ele espera motivar os jogadores a sair da atual situação. “Não sou herói, mas, na base da conversa, a gente tenta passar uma mensagem positiva para o elenco”, declarou o novo técnico.
Ficha Técnica - Corinthians X Internacional
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 21 de novembro de 2016, segunda-feira
Horário: 20:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques – PR (ASP-FIFA)
Árbitro assistente 1: Bruno Boschillia – PR (FIFA)
Árbitro assistente 2: Ivan Carlos Bohn –PR (ESP)
Quarto árbitro: Rafael Traci – PR (ASP-FIFA)
Corinthians: Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Guilherme Arana; Cristian, Marquinhos Gabriel, Camacho, Uendel e Marlone; Romero; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Internacional: Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Geferson; Rodrigo Dourado e Anselmo; Anderson, Eduardo Sasha e Valdívia; Vitinho; Técnico: Lisca
No Corinthians, além dos escalados, também foram relacionados os goleiros Cássio e Matheus Vidotto, o lateral Léo Príncipe, os zagueiros Pedro Henrique e Léo Santos, os volantes Jean, Marciel e Warian, o meia Guilherme, e os atacantes Gustavo, Isaac e Léo Jabá.
Estão fora, Giovanni Augusto, Rodriguinho, Lucca, suspensos, Rildo, Yago e Danilo, no Departamento Médico, Bruno Paulo em transição para o campo, e Willians, dispensado após ter discutido com um torcedor.
Estão pendurados, com dois cartões amarelos, Giovanni Augusto, Guilherme e Uendel. 
O Corinthians irá para o jogo com seis mudanças em relação ao time que empatou com o Figueirense. A mais surpreendente é a escalação do lateral Uendel, recuperado de lesão, improvisado no meio campo, e a manutenção de Guilherme Arana na lateral esquerda. Balbuena e Vilson comporão a dupla de zaga, Cristian atuará de 1º volante, Marlone ganha nova oportunidade, substituindo o suspenso Giovanni Augusto, e Romero atuará como falso 9. Guilherme, recuperado de lesão, voltou a ser relacionado.
O último treino, que durou mais de uma hora, teve por foco as bolas paradas: cobranças de faltas e de escanteios e cabeceios. 
No Internacional, o novo técnico fechou o treino e não divulgou a escalação.
O que esperar desse jogo? Em situação normal, pela fragilidade do adversário e, principalmente por jogar em casa, com o apoio da sua torcida, o Corinthians seria franco favorito. Mas, depois de tantos vacilos, com um time remendado e com a pouca vontade que os jogadores vem demonstrando em campo, o jogo é uma incógnita. E ainda, para complicar, o Timão tem a triste mania de ressuscitar defunto e ajudar os pequenos. Ao Corinthians só interessa a vitória. Confesso que estou bastante apreensiva e temo por um mau resultado, pois, infelizmente, as últimas atuações alvinegras foram decepcionantes e nosso técnico, que parece viver num universo paralelo, nem sequer percebeu que o time foi mal. Mas, vou torcer muito e vibrar para o time superar suas dificuldades e fazer a sua parte. Precisamos, no mínimo, independentemente de atingir o G6 ou ajudar rebaixar o Internacional, terminar a temporada com um mínimo de dignidade.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Uma noite de terror

O que vimos na quarta-feira à noite no estádio Orlando Scarpelli em Florianópolis foi um espetáculo grotesco de dois times praticando o anti futebol. Nem no catadão após o churrasco de domingo, regado a muitas brejas, a bola é tão maltratada em campo. O jogo mais parecia uma pelada de final do ano e não a disputa entre dois times profissionais num campeonato oficial. De um lado, um time brigando para permanecer na Série A do Brasileirão. Do outro, um time que diz querer se classificar para o torneio continental. Comum a ambos, um baixo nível técnico, uma bagunça tática, desorganização e jogadores apanhando da bola. E uma arbitragem caseira, errando muito, não coibindo a violência dos anfitriões, que bateram sem dó, invertendo faltas, ignorando pênalti e validando gol impedido. Mas, embora as reclamações contra a arbitragem sejam pertinentes, elas não anulam o mau desempenho técnico e tático do Corinthians, que se tivesse aproveitado as poucas oportunidades criadas, teria vencido o jogo e o homem do apito, cujos erros contra o Timão têm sido recorrentes. Só para lembrar, esse apitador validou três gols impedidos contra o Corinthians nos jogos com o Fluminense, Flamengo e Figueirense. 
Ultimamente, cada vez que vejo um jogo do Timão declaro ser o pior jogo que assisti. Infelizmente, no jogo seguinte, o time consegue superar sua ruindade, para a decepção da Nação Alvinegra. Neste último jogo faltou tudo: futebol, organização tática, qualidade física e técnica dos jogadores, compactação, acerto de passes, criatividade, precisão no arremate final, raça e vibração. Com raríssimas exceções, faltou alma, faltou ser Corinthians. O time não trabalhou a bola, abusou dos chutões, vacilou no gol adversário, recuou no 2º tempo e foi castigado nos acréscimos com um gol impedido validado pelo Amarilla brasileiro.
Mas, o pior ainda estava por vir: a entrevista do Oswaldo de Oliveira. O treineiro teve o desplante de declarar que o time teve boa atuação e atribuiu o resultado exclusivamente à má arbitragem, ignorando as falhas gritantes e escandalosas apresentadas pelo time. Acho que vimos jogos diferentes ou o Oswaldo deve estar com graves problemas visuais. Ou fazendo o jogo do contente, tal como fazia a garota Pollyanna, no romance escrito por Eleanor H. Porter. Além de subestimar nossa inteligência, sua falta de objetividade e autocrítica atrapalha o time. Incapaz de diagnosticar os problemas da equipe, nem sequer de enxergá-los, ele jamais poderá resolvê-los e o time continuará jogando do mesmo modo e cometendo os mesmos erros. E ficaremos na dependência de lampejos ou da habilidade individual de um jogador, (como aconteceu no gol do Camacho) para obter um bom resultado. Com um desempenho pífio nesta sua passagem pelo Corinthians, com apenas uma vitória em 6 partidas e com o aproveitamento de apenas 33% dos pontos disputados, a atuação do Oswaldo ainda tem o agravante de que quanto mais tempo ele tem para treinar, pior é o desempenho do time. Se numa orquestra com músicos limitados, um bom regente dificilmente consegue uma boa sinfonia, imagine o desastre que ocorre quando o maestro não percebe as notas dissonantes nem identifica os instrumentos desafinados? O mesmo acontece num time de futebol, quando o técnico não percebe os erros cometidos nem é capaz de identificar as falhas dos jogadores. Infelizmente, esta é a realidade atual do Corinthians, o que nos faz temer novas tardes e noites de terror.
Como o Oswaldo achou que o jogo estava bom, ele demorou para fazer as substituições. Preferiu deixar o Willians mancando em campo, o Marquinhos Gabriel andando e errando tudo o que tentou fazer, o Giovanni Augusto apagado, o Lucca perdido de falso 9 e todos desperdiçando o pouco que o Rodriguinho conseguia criar. Deve ter alguma cláusula no contrato do Fraquinho Gabriel que obriga sua escalação permanente, pois ele não cria nada, erra passes, perde a maior parte dos lances individuais, não acerta o gol, além da apatia demonstrada em campo, mas não sai do time. Tem sido o pior jogador nos últimos jogos. Apesar do mau desempenho dos jogadores, Oswaldo só mexeu no time no finalzinho, talvez só para ganhar tempo, já que para ele o time estava bem. 
Rodriguinho e Camacho foram os melhores em campo, a defesa foi pouco testada, mas errou no lance do gol e o ataque continua o mesmo ataque de nervos. 
Além da má atuação, perdemos três jogadores para o próximo jogo. Lucca e Rodriguinho levaram o 3º cartão amarelo e Giovanni Augusto levou o vermelho direto por arrumar confusão em campo no final do jogo.
Com o empate o Corinthians perdeu a oportunidade de subir para o G6 e só não perdeu mais posições porque os que poderiam nos ultrapassar, também falharam em seus jogos. Dependendo de si mesmo, o Timão ainda poderá reagir, pois ainda faltam três jogos para o término do Brasileirão, sendo dois na Arena, um deles confronto direto contra o Atlético-PR, o atual 6º colocado na tabela. Mas, para que isso ocorra, é necessário que as falhas sejam diagnosticadas e corrigidas e que Oswaldo tenha um choque de realidade e abandone o mundo de fantasia em que se encontra. Mais do que classificar-se para a Pré Libertadores, é fundamental que se termine a temporada com um mínimo de dignidade. 

Créditos e fontes de imagens
globoesporte.globo.com-Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians/gazetaesportiva.com-MAON

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Figueirense X Corinthians

Pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi para Florianópolis onde enfrentará o Figueirense nesta 4ª feira, 16/11, às 21:45 horas, no estádio Orlando Scarpelli. Sétimo colocado no torneio, com 50 pontos, 14 vitórias, 8 empates,12 derrotas e 49% de aproveitamento, o Timão terá por adversário o 18º colocado, com 33 pontos, 7 vitórias, 12 empates, 15 derrotas e 32% de aproveitamento. Por razões diversas, ambos os times precisam da vitória. O Corinthians para entrar no G6 e garantir uma vaga na Pré Libertadores, e o Figueirense para manter a esperança de fugir da degola para a Série B. 
Com o empate entre o Atlético-PR e Fluminense, o Corinthians, se vencer o Figueirense, volta para o G6 e só depende dele para permanecer entre os 6 primeiros colocados. Já a situação do Figueirense é mais dramática. Há 7 jogos sem vencer, com o 2ª pior ataque do torneio, com apenas um gol marcado nos últimos 7 jogos, o time de Floripa, mesmo se vencer o Corinthians, ficará na dependência de uma improvável combinação de resultados para não cair para a Série B. Segundo os matemáticos, ele tem apenas 2% chances de permanecer na Série A. 
Ficha Técnica - Figueirense X Corinthians
Local: estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 16 de novembro, quarta-feira
Horário: 21:45 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco - RS (FIFA)
Assistente 1: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior - RS (CBF-1)
Assistente 2: Jorge Eduardo Bernardi - RS (CBF-1)
Quarto árbitro: Rafael Traci - PR (ASP-FIFA)
Figueirense: Gatito Fernandes; Ayrton, Werley, Marquinhos e Jeferson; Josa, Jackson Caucaia, Renato e Ferrugem; Lins e Rafael Moura; Técnico: Marquinhos Santos
Corinthians: Walter; Léo Príncipe, (Fagner) Léo Santos, Pedro Henrique e Guilherme Arana; Willians, Rodriguinho, Camacho, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel; Lucca; Técnico: Oswaldo de Oliveira
No Corinthians, além dos possíveis escalados, também foram relacionados os goleiros Cássio e Matheus Vidotto, o lateral Mantuan, o zagueiro Vinicius Del'Amore, os volantes Cristian, Jean e Marciel, o meia Marlone, e os atacantes Gustavo, Isaac e Léo Jabá.
Estão fora: Uendel, Rildo, Guilherme e Danilo, no Departamento Médico, Vilson, suspenso, Balbuena e Romero, com a seleção paraguaia, Yago e Bruno Paulo, em transição para o campo, após recuperação de cirurgia.
Estão pendurados com dois cartões amarelos, Lucca, Giovanni Augusto, Guilherme, Rodriguinho e Uendel.
O técnico do Figueirense fechou o penúltimo treino para a imprensa, mas deverá escalar o que tem de melhor disponível. Para o jogo, o técnico Marquinhos Santos não poderá contar com os suspensos Bady, Marquinhos Pedroso e Rafael Silva.
No Corinthians teremos novidades entre os titulares e no banco. Na defesa Walter volta para o gol, a dupla de zaga será formada pelos garotos Pedro Henrique e Léo Santos, em substituição ao Balbuena e ao Vilson, na lateral esquerda Guilherme Arana ocupará o lugar de Uendel e no ataque, Lucca, entrará no lugar de Guilherme, atuando como um falso 9. Se Fagner, que voltou hoje da seleção brasileira, não tiver condições de jogo, Léo Príncipe o substituirá na lateral direita. Com a ausência de Romero, Camacho volta a jogar em sua posição de origem, com liberdade para avançar. Teremos um time bastante modificado em relação ao que vem atuando e espero que Oswaldo de Oliveira tenha aproveitado os 9 dias de treino para corrigir os erros e dar um padrão tático à equipe. No banco, as novidades são o zagueiro Vinicius Del'Amore, o lateral Mantuan e o atacante Léo Jabá, recém promovidos da base. 
Se algumas mudanças foram por necessidade devido aos desfalques, outras foram por opção técnica. Walter, recuperado de lesão, volta ao gol por estar melhor que Cássio, e Lucca no ataque é uma alternativa de velocidade, diante da defesa lenta do figueirense, formada por Werley e Marquinhos.
Apesar de vir de um resultado desastroso diante do São Paulo e de ter que atuar com uma equipe bastante modificada, o Corinthians tem condições de vencer o fraco time do Figueirense, muito mais limitado que o nosso. Aliás, tem a necessidade e a obrigação de vencer para voltar ao G6 e terminar o ano com um mínimo de dignidade.

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domingo, 6 de novembro de 2016

Ali tinha um bando de frouxos

Se a torcida é um bando de loucos, no gramado do Morumbi tinha um bando de frouxos, um time sem vontade, sem alma e sem respeito à camisa do Timão. Um time sem dignidade, como reconheceu um dos jogadores, um time amorfo, desorganizado, desarticulado, atrapalhado e desmotivado. 
Nossa defesa é uma peneira, só tem buracos. Não importa quem atue, o resultado é sempre o mesmo. Parece que estão fazendo rodizio para cometer um pênalti. Não temos um volante de contenção para proteger a zaga. O meio campo não desarma, não arma e não cria e o ataque não passa de um ataque de nervos para nós torcedores e de um ataque de risos para os adversários. Nosso time, atualmente, vive de uns breves lampejos individuais e das falhas dos adversários. Tem jogador que parece estar na passarela, pois desfila em campo. Uns são displicentes, outros afobados e o time todo desorganizado. É um coro desafinado e dissonante. Parece que não tem maestro ou então, tem um maestro sem diapasão. 
O jogo foi pior que um filme de terror, um halloween meio atrasado no qual nossos jogadores mais pareciam meninos assustados tremendo de medo, paralisados e apenas assistindo, sem reação, as bolas entrarem no gol. E após o jogo, não faltaram justificativas, desculpas, xingamentos e até palavrões, como se o que aconteceu fosse um acidente de percurso e não uma situação recorrente na temporada. 
Ao invés de assumir sua responsabilidade, o técnico culpou o juiz pela goleada, afirmando que o gol decorrente de um pênalti que não existiu desestabilizou a equipe. Ao terceirizar o fracasso do time, Oswaldo tentou livrar-se do vexame jogando a responsabilidade, que também é sua, nos outros, ignorando que time bom tem a capacidade de reagir mesmo levando um gol de pênalti que não existiu. Time que tem qualidade reage e mostra que para vencer não precisa da ajuda do juiz. Willians pediu desculpas ao torcedor, Fagner falou que faltou dignidade, no que ele está certo, pois faltou mesmo, e Cássio saiu xingando e soltando palavrões. Saíram do campo lamentando, mas não assumiram seus erros individuais e coletivos. Tanta indignação deveria ser com eles mesmos, protagonistas do vexame. Nós, torcedores não queremos desculpas nem lamentações. Queremos apenas que respeitem a camisa do Timão e no mínimo que façam jus aos seus altos salários e mordomias. Queremos ver jogador se doar em campo e não esse bando de frouxos fazendo tudo errado e se lamentando como meninos mimados e malcriados. 
Mas, reconheço que a responsabilidade não é somente do técnico e dos jogadores. A responsabilidade maior é da diretoria que promoveu os desmanches e não repôs à altura. E de quem permitiu que o time perdesse mais de 20 jogadores e boa parte de sua comissão técnica e na hora da reposição das peças perdidas compraram na xepa da feira e, sem bons cozinheiros, não conseguem nem fazer um sopão. 
Alguns, inclusive a diretoria, talvez para eximir-se de suas responsabilidades, acharam que o problema era o técnico e depois da ida do Tite para a seleção e do segundo desmanche de jogadores do ano, partiram para o troca troca e de nada adiantou. Embora corresponsáveis, os técnicos não são os vilões do nosso fracasso em 2016. Eles são efeitos e não a causa do problema. Nesse time limitado, amorfo e sem vontade, o problema maior não era o Cristóvão, o Carille e, atualmente, não é o Oswaldo. Com esse elenco nem Guardiola, Mourinho e Simeone juntos dariam jeito. 
O time é o reflexo da omissão, da incompetência e do descompromisso da diretoria e do grupo que a bancou. Problemas e escândalos pipocam em todos os setores, no clube social, na Arena, no marketing e no financeiro, em prejuízo da imagem do Corinthians e com reflexos no desempenho em campo. E o futebol, carro chefe e vitrina do SCCP, é o mais prejudicado. 
Temos um elenco que, além de tecnicamente limitado, com raríssimas exceções, atua sem vontade e determinação. Embora tenhamos a base mais vencedora do país, pouco aproveitamos nossas revelações, vendendo mal e precocemente nossas possíveis promessas, favorecendo apenas os empresários dos garotos. Aqueles que sobem para o profissional não ficam nem no banco, enquanto os que subiram de outros times são colocados para jogar e fazem gols, inclusive contra nós. Os nossos garotos, preservados para não serem queimados, só treinam e não jogam. E isso tem sido com todos os técnicos. 
Como contratamos mal, precisamos reconstruir o time. Do elenco que temos, pouco se aproveita. Tem que fazer uma limpa e, como não temos dinheiro para investir em grandes talentos, que se contrate pelo menos três bons jogadores para serem referência na defesa, no meio campo e no ataque e coloque os garotos que vieram da base para jogar. Eles não são piores do que muitos dos que estão no time e atuarão com mais vontade, pois precisam conquistar vitórias para alavancar suas carreiras. A maioria dos jogadores atuais está acomodada, desmotivada e não têm amor nem respeito à nossa camisa. Falta vontade e falta referência para os mais novos e inexperientes. Falta profissionalismo e amor à camisa. 
A ação nefasta da diretoria levou-nos à situação vexatória de termos que agradecer por não corrermos o risco de cair. E de sermos ameaçados de ficar fora da Copa Libertadores, mesmo após a zona de classificação ter passado de G4 para G6. Quanto à possibilidade de classificação eu tenho algumas dúvidas: 
Uma classificação na bacia das almas significa que estamos aptos para o torneio continental? 
Vai ter dinheiro para reforçar o time para garantir uma atuação digna, eficaz e eficiente? 
Ou vamos passar vergonha e cair na fase preliminar? 
Tal classificação não serviria para abafar os desmandos da diretoria, camuflando os problemas que enfrentamos? 
Como torcedora apaixonada quero que o Corinthians participe e tenha sucesso, mas a vontade da torcida será suficiente para alavancar o time? Ou se for para passar vexame seria melhor não se classificar?
O que deverá prevalecer, a paixão ou a razão?
Diante de tantas dúvidas e incertezas, precisamos ter o bom senso de não confundir o Corinthians com seus dirigentes e com os profissionais que nele atuam. E a certeza que o Corinthians é maior que todos eles. Eles passam, o Corinthians fica. Eles desmancham o time, mas jamais conseguirão destruir o Corinthians nem o nosso corinthianismo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

São Paulo X Corinthians

Pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentará o São Paulo neste sábado, 05/11, à 19:30 horas, no estádio do Morumbi. Sétimo colocado na tabela de classificação, com 50 pontos, 14 vitórias, 8 empates, 11 derrotas e 51% de aproveitamento, o Timão terá como adversário o 12º colocado com 42 pontos, 11 vitórias, 9 empates, 13 derrotas e 42% de aproveitamento. Ainda com esperança de classificar-se para a Copa Libertadores, o Corinthians vai em busca da vitória. Já o São Paulo, embora em pior situação no campeonato, busca apagar o mau resultado da última rodada quando perdeu de 1 a 0 do América-MG, afastar-se de vez da Z4 e até, numa combinação de resultados pouco provável, beliscar uma vaga no torneio continental. 
Ficha técnica - São Paulo X Corinthians
Local: estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: 5 de novembro, sábado
Horário: 19:30 horas (de Brasília)
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva – SE (ESP) 
Árbitro assistente 1: Guilherme Dias Camilo – MG (FIFA)
Árbitro assistente 2: Nadine Schramm Camara Bastos - SC (FIFA)
Quarto árbitro: Marcelo Aparecido R de Souza – SP (CBF-1)
São Paulo: Denis; Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes, Wesley, João Schmidt (Kelvin), Cueva e David Neres; Chavez; Técnico: Ricardo Gomes
Corinthians: Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Willians, Romero, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel; Guilherme; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Além dos possivelmente escalados, também foram relacionados:
No São Paulo: o goleiro Renan Ribeiro, os zagueiros Lugano e Lyanco, o volante Wellington, os meias Daniel e Jean Carlos, e os atacantes Pedro, Luiz Araujo, Gilberto e Robson.
No Corinthians: os goleiros Matheus Vidotto e Caique, os laterais Guilherme Arana e Léo Príncipe, o zagueiro Pedro Henrique, os volantes Camacho, Cristian e Marciel, o meia Marlone e os atacantes Gustavo, Lucca e Rildo.
Estão fora, no São Paulo: Hudson, Breno, Ytalo e Lucas Fernandes, no Departamento Médico, e Carlinhos e Bruno, aprimorando a forma física. No Corinthians: Walter, Yago, Danilo e Bruno Paulo, no Departamento Médico.
Estão pendurados com dois cartões amarelos, no São Paulo: Chavez, Carlinhos, Denis, Hudson, Kelvin, Lyanco, Mena e Michel Bastos; e no Corinthians: Lucca, Giovanni Augusto, Balbuena, Vilson, Guilherme e Uendel.
No São Paulo Ricardo Gomes fechou o último treino na sexta-feira, no CT da Barra Funda e quando a imprensa foi liberada, 12 jogadores, possíveis titulares, observavam o trabalho dos reservas. Estavam fora da atividade em campo reduzido: Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio, Mena, João Schmidt, Wesley, Thiago Mendes, Cueva, Kelvin, David Neres, Pedro e Chavez. O técnico tem várias opções para o jogo. Pode usar Buffarini na direita, com Wesley no meio, na vaga de João Schmidt, se quiser manter um esquema mais ofensivo, ou no lugar de um dos pontas (David Neres ou Kelvin), caso pense em uma formação mais cautelosa.
No Corinthians Oswaldo de Oliveira não fez mistério e revelou a escalação do time. Cássio substituirá Walter no gol, Balbuena, preservado no último jogo por estar pendurado e poder jogar o clássico, entrará na zaga e Pedro Henrique voltará para o banco, William, com mais pegada, substituirá Camacho na cabeça de área. No ataque, Guilherme está de volta após cumprir suspensão e jogará centralizado, com Marquinhos Gabriel na esquerda e Romero na direita. 
Durante os treinamentos da semana, Oswaldo enfatizou muito as bolas paradas defensivas, a saída de bola da defesa e as triangulações. E para manter o foco no clássico, antecipou a concentração para quinta feira.
Vencer o jogo é imprescindível para se atingir o único objetivo que restou ao time alvinegro, a classificação para a Copa Libertadores. Não será uma tarefa fácil. O adversário vem mordido com sua derrota para o então lanterna e vai jogar com o total apoio de sua torcida nessa excrecência de jogo com torcida única. Embora numa situação mais complicada que o Timão no Brasileirão, clássico é sempre um campeonato a parte e tudo pode acontecer. Será um jogo equilibrado, com os dois times buscando a vitória e precisando vencer. Todo cuidado é pouco e o Corinthians não pode vacilar nem se afobar. Tem que entrar focado, manter a concentração, fechar os espaços, aproveitar as oportunidades que surgirem e não errar ao finalizar. Nem cometer pênaltis e faltas por afobação. E se não for na técnica, que seja na raça.

Créditos e fontes de imagens
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Djalma Vassão/Gazeta Press/gazetaesportiva.com-MAON
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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Um negócio da China?

Neste ano o Corinthians perdeu seus principais jogadores campeões de 2016 para o futebol chinês. Para lá foram Jadson, Ralf, Renato Augusto e Gil, que se juntaram ao ex corinthiano Paulinho e a muitos outros brasileiros. As vantagens salariais eram grandes, os salários altos eram irrecusáveis e os jogadores foram embora, deixando-nos órfãos de suas jogadas. Até hoje ainda não nos recuperamos. A melhor defesa virou uma peneira, não só pela ausência de um zagueiro que chegava junto, mas principalmente por ter ficado desprotegida sem um cabeça de área com a pegada do antigo pitibull. Nosso meio campo perdeu a capacidade de armar e criar, virou meia boca e o time corre o rico de nem se classificar para o torneio continental.
Para não passarmos o mesmo perrengue deste ano, é imperioso que o time se reforce para 2017. Mas, sem dinheiro, muitas são as dificuldades. Neste ano o clube monitorou, monitorou, monitorou e contratou jogador que nem jogou ou que jogou mal e que no time não se acertou.
Para a próxima temporada, o drama continua. Atrás de jogador barato parece que o processo se inverte. E o 1º reforço que assinou contrato para 2017 veio de onde? Da China. E o mais especulado no momento, o meia Wagner, também. Por ironia do destino, a China que nos lesou, aparece agora como solução. Teve até manchete no site Meu Timão "FUTEBOL CHINÊS PASSA A SER SOLUÇÃO DO CORINTHIANS PARA REFORÇOS EM 2017". https://www.meutimao.com.br/noticia/229183/futebol-chines-passa-a-ser-solucao-do-corinthians-para-reforcos-em-2017
Sem custos dos direitos econômicos, Jô, dispensado do Jiang Suning, já assinou contrato e o meia Wagner, já liberado junto ao Tiangin Teda, está na mira do Timão. 
Será que a China, que provocou tanta tragédia vai contribuir para regenerar nosso futebol? Para lá mandamos, mesmo contra nossa vontade, o que tínhamos de melhor e agora vamos buscar o que ela descartou. 
Será que estamos fazendo um bom negócio? 
Pela nossa precariedade e limitações, tanto financeiras como técnicas, não temos muitas opções. Mas, não deixa de ser uma situação estranha. Pagar luvas para esses jogadores ficará mais barato do comprar no mercado da bola, mas não deixamos de correr o risco de ficarmos sem os melhores. Sem pré julgar, pois não sabemos como eles estão no momento e nem porque estão voltando e deixando os salários milionários do futebol chinês, o jeito é torcer e vibrar para que deem certo, pois alguns dos que voltaram ao Brasil nos últimos tempos não corresponderam e só deram prejuízo ao Corinthians. 
E, também torcer e vibrar para que a história não se repita nem em tragédia nem em farsa.

Crédito e fonte de imagem
meutimao.com.br