sábado, 30 de abril de 2011

Guardando as cornetas...

Aproxima-se mais um jogo decisivo do Campeonato Paulista. Parte considerável da mídia muito se esforçou para criar um clima de guerra, divulgando boatos, enaltecendo os méritos do adversário e desmerecendo nosso time. “Venderam” e “trocaram” jogadores, “criaram” problemas para a construção do nosso estádio, levantaram suspeitas sobre o sorteio da arbitragem e plantaram notícias que julgaram ser capazes de nos desestabilizar emocionalmente. Botaram pilha no limite da razoabilidade...
O adversário, por sua vez, não ficou atrás. Quebrou acordo de cavalheiros, corneteou o sorteio da arbitragem, botou pressão em cima do árbitro, reduziu nossos ingressos para 5% do total... Enfim, esperneou mais que cabrito amarrado para o abate. Ou porco...
 
É nesse clima que vamos para o derby em busca da nossa classificação para a final.
Neste momento tão importante e decisivo, não podemos entrar na deles, não podemos permitir que eles nos desestabilizem. Ignoremos as provocações, apoiando nosso time, que já está escalado e concentrado. Independentemente de quem vai para o jogo e do esquema tático adotado, o que interessa é que aquele que entrar é Corinthians e tem que ser apoiado. Cada corinthiano que estiver no Pacaembu será nosso embaixador e estará representando 15 mil torcedores, será um condensador da energia e da força da Fiel. Reitero que o pensamento não tem limites nem barreiras e que, por isso, de onde cada um de nós estiver vendo o jogo, em nossas residências, em bares, na casa de amigos, não importa o lugar, estaremos sintonizados com os nossos guerreiros que estarão lutando lá no Pacaembu, energizando-os com nossas vibrações positivas, pois, a força da nossa torcida ultrapassa nossa presença física no estádio.


Guardemos as nossas cornetas e cessemos as nossas críticas. Confiemos na força da nossa camisa, no peso do nosso escudo, na garra e na velha raça corinthiana. É hora da força, da confiança, da superação... Nosso time cresce nas decisões.  Basta jogar como Corinthians, suando a camisa e se entregando com dedicação. Vamos buscar mais esse título. Se não for na técnica e na tática, que, mais uma vez, seja na raça...

 Aqui é Corinthians!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Acordo de cavalheiros é próprio de cavalheiros

Alguém ficou surpreso com a quebra do acordo de cavalheiros pelo nosso adversário da semifinal? E com as ameaças de levarem o jogo para o Estádio do Jardim Leonor ou para o interior?
Interessante é que os mesmos que nos acusam de sermos sem teto têm medo de jogar no Pacaembu, porque lá é a casa do Corinthians. E, se eles se auto proclamam superiores a nós, por que todo esse medo de jogar no Pacaembu e da nossa torcida ocupar o tobogã? E por que não assumir que foram eles que decidiram nos destinar só 5% dos ingressos e que só usaram o Ministério Público e a Polícia como desculpa?

Mas, uma coisa ficou muito clara. Quando se trata do Timão, os adversários tornam-se inimigos e quem não é Corinthians é anti corinthiano.  Aí não existem acordos nem cavalheiros.
Isso só acontece porque nossa camisa amedronta, nosso escudo pesa e nosso nome assusta. Aqueles que se acham os melhores tudo fazem para reduzir os danos, para amenizar o confronto, para evitar qualquer possível vantagem, para tentar diminuir o peso da Fiel. E para isso esquecem a ética, o que foi acordado, a palavra empenhada... E, assim, com um comportamento emporcalhado e rasteiro, testemunham seu sentimento de inferioridade e sua insegurança. 

Mas, eles ignoram que a força da nossa torcida ultrapassa nossa presença física no estádio. Cada tijolinho do Pacaembu está impregnado com a energia da Fiel. Por isso, os 2000 torcedores que lá estarão serão os condensadores dessa energia imensa, emanada pelos mais de 30 milhões de loucos que compõem a torcida mais apaixonada do Universo. O pensamento caminha sem barreiras e sem limites e de onde estivermos estaremos sintonizados com nossos guerreiros lá no Pacaembu, fortalecendo-os, energizando-os com nossas vibrações positivas e envolvendo-os com nosso carinho e com nossa confiança.

E que possamos aprender a lição. Acordo de cavalheiros só é possível existir quando o parceiro for, também, cavalheiro e, não, oportunista traiçoeiro.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Superar as dificuldades com mais treinabilidade

Superamos o 1º obstáculo, com algumas dificuldades, com certo sufoco e com o susto e o fantasma dos pênaltis rondando nossas cabeças. Para a passagem para a semifinal valeu o resultado. Para o sucesso nesta fase, muita coisa ainda precisa ser corrigida.
Todos vimos que o jogo não foi nenhuma maravilha, embora o time tenha melhorado em relação aos jogos anteriores. A entrada do Bruno César devidamente posicionado deu outra consistência à armação. O time mostrou muita raça e disposição, buscando a vitória com a velha garra corinthiana. O 1º gol saiu de uma bela triangulação do Dentinho, Paulinho e Liedson e o 2º de um passe do Chicão para o William finalizar com a categoria de um craque. 

Mas, nem tudo foram flores. No caminho, também encontramos espinhos, muitos deles colocados por nós mesmos. A afobação e a ansiedade prejudicaram várias jogadas, acarretando erros de posicionamento, de passes e de finalizações. O descontrole do Júlio César depois do gol foi evidente. Quanto à atuação do Júlio, duas medidas são urgentes, posicionamento no gol e tiro de meta. E tiro de meta tem que ser treinado com todo o time, pois é preciso ter clareza para quem jogar a bola para que não haja interceptação do adversário e um contra ataque rápido. Mas a falha não foi só do goleiro. O gol do Oeste começou no tiro de meta mal batido, continuou com a bola nas costas do Alessandro, com o Chicão não conseguindo chegar na bola e terminou com a espalmada desastrosa do Júlio. Foi um festival de vacilos...

Finalizações, tanto com a bola em jogo como em bolas paradas, também foram problemáticas e precisam ser exaustivamente treinadas. Não dá para perder tanto gol assim. Em um jogo que poderíamos golear, sofremos para não empatar, Com um adversário um pouco superior isso pode complicar e muito. 

Mas, parece que tais problemas não estão preocupando o treinador, pois, ao final do jogo ele foi só elogios e desculpas aos erros, considerando-os normais e humanos. E, como prêmio ao bom desempenho, concedeu dois dias de folga ao elenco. No site oficial do clube, os treinamentos dessa semana decisiva estão previstos para um só período. Pelo que vimos no último jogo, deduzimos que ainda há muito a corrigir e a melhorar. O time precisa de um intensivão para passar para a próxima etapa, o que parece ser difícil com treinamento em apenas um período diário. Por isso, vai mais um recadinho para o Tite: 

Para melhorar a jogabilidade e conseguir o equilíbrio é preciso aumentar a intensidade da treinabilidade. Senão, adeus vencibilidade. E aí fica ruim, para mim e para ti, tu não vais gostar e tanto eu como tu vamos nos ferrar. Pois, daqui até o fim, para ti e para mim, só a vencibilidade interessa. 

Daqui prá frente, vencibilidade sempre!!! 
Se não for na técnica e na tática tem que ser na raça. 
Mas, é bom ficarmos atentos.
Treinamentos precisos e comprometimento farão a diferença, evitando sustos e sofrimentos.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Corinthians rumo ao Oeste

Iniciando a fase decisiva do Campeonato Paulista, o Corinthians enfrentará o Oeste às 18h30m, sábado  no Pacaembu. Temos time para vencer e até para golear. Embora nossa superioridade técnica seja indiscutível, precisamos entrar concentrados para evitar uma roubada de bola do adversário, que deve vir fechadinho, a espera de uma vacilada nossa para sair num contra ataque rápido. O time não pode se afobar, mesmo se tomar um gol no contra ataque. Tem que ter paciência, trabalhar a bola, não errar passes e evitar chutões, pois nossos atacantes são baixos e a bola acaba ficando com os zagueiros deles. Na defesa, espero que o Castan esteja num bom dia e não repita o que fez no jogo contra o São Caetano. Ficaria mais tranquila com o Paulo André na zaga, que é mais técnico, mais experiente, muito bom no cabeceio e poderia ser mais efetivo nas jogadas de bolas paradas. No meio campo, com a entrada do Bruno César o time ganha qualidade na armação, agilizando a chegada da bola ao ataque. Mesmo assim, os laterais precisam chegar mais à linha de fundo para ajudar a furar a possível retranca. Alessandro e Dentinho podem superar a falta de ritmo de jogo com a experiência. Alessandro, mesmo sem ritmo, é superior ao Moacir e ao improvisado Moradei. Dentinho, concentrado, sem firulas e gracinhas, pode ajudar muito. Liedson só depende de receber a bola, se ela chegar é gol. Quanto ao Tite é só não inventar muito e manter o equilíbrio. É só não perder o norte.
Vamos jogar em casa, com o time titular, contra um adversário menos técnico e menos experiente e com o apoio da torcida. Temos tudo para vencer e continuar no Campeonato. Não podemos vacilar nem dar mole para o adversário. EmpaTITE nem pensar, senão vai para os pênaltis. Apesar de ser véspera de Páscoa, não aceito chocolate. É vencer e vencer bem.

A partir de agora, cada jogo é uma decisão. Portanto, muita atenção. A ordem é essa:
Daqui pra frente, vencibilidade sempre!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Força Adriano!




Adriano passa por mais uma prova dolorosa em sua carreira e em sua vida pessoal. Em pleno recomeço, uma nova lesão afasta-o dos campos por mais cinco meses. No momento em que se aproximava sua volta aos gramados, suas esperanças e a de mais de trinta milhões de loucos foram frustradas e seus gols adiados. Jogador talentoso mas polêmico, sua contusão causou reações antagônicas, variando da indiferença e regozijo à lamentação e solidariedade. Por mais estranho que possa parecer, houve inclusive aqueles que se alegraram com o ocorrido, embora a maioria, tenha solidarizado-se com o jogador.

Aqueles que estão detonando o Adriano e até se divertindo com o ocorrido, demonstram que não são apenas anti corinthianos, mas que são, também, desumanos. Revelam uma total incapacidade de serem fraternos e solidários. Tais como urubus que vivem de carniça, regozijando-se com a dor alheia e desejando o mal àqueles que torcem por um time diferente dos seus, apresentam um comportamento cruel . Colocam suas preferências pessoais e futebolísticas acima da solidariedade e da fraternidade, revelando que precisam evoluir muito para apresentarem uma atitude que possa ser considerada humana. Os que assim procedem ignoram que o mundo é regido por leis universais, entre as quais a lei de atração e a lei de ação e reação. Maus pensamentos, maus sentimentos e ações perversas criam um campo vibratório negativo que envolve aqueles que vibram no mesmo padrão e como bumerangues, mais cedo ou mais tarde voltam para quem os lançaram. Da mesma forma, pensamentos, sentimentos e ações voltadas para o bem, resultam em um campo vibratório de alto padrão, fortalecendo e favorecendo a harmonia e o equilíbrio do ser humano.
Felizmente, a corrente de solidariedade envolvendo o Adriano nesse triste episódio de sua vida supera a maledicência daqueles que não tem a capacidade de amar seu próximo, daqueles  que dominados pelo orgulho e pelo egoísmo, ficam felizes com o sofrimento alheio. Infelizmente, ainda existem indivíduos que se divertem e se comprazem com a dor alheia, tal como ocorria nos circos da antiguidade romana, onde as pessoas divertiam-se assistindo os leões devorarem os cristãos.

Somos mais de trinta milhões de torcedores do Corinthians que estamos torcendo pela reabilitação plena do Adriano. Temos a capacidade e a força para anular as vibrações dos maledicentes que por desejarem o mal do Corinthians, desejam o mal do jogador. Temos a força do amor, da fraternidade, da solidariedade... Nada pode ser  maior do que a capacidade de amar. Somos uma Nação de apaixonados. Quantas vezes já declaramos essa paixão, paixão que nos transformou num bando de loucos... Quantas vezes já declaramos “Corinthians minha vida, minha história, meu amor!” E nos piores momentos encontramos forças para gritar: Eu nunca vou te abandonar... Porque eu te amo. Eu sou Corinthians!”
De amor e de paixão nós entendemos. Ninguém como nós, corinthianos, é capaz de testemunhá-los melhor. Neste momento, um dos nossos guerreiros necessita da força desse amor, da força dessa paixão... Com a mesma força que torcemos e vibramos pelo Corinthians vamos torcer e vibrar pelo Adriano, pela sua plena recuperação, pelo resgate da sua autoestima e de sua autoconfiança. Vamos envolvê-lo com nosso amor, com nosso carinho... Vamos fortalecê-lo com nossas preces, rogando a Deus pela sua saúde, pela sua felicidade, pela volta de sua alegria, de seu sorriso, de seu entusiasmo, de seus gols... Vamos imaginá-lo no Pacaembu lotado, vestindo nosso manto sagrado, apoiado pela Fiel gritando seu nome nas arquibancadas, com o bandeirão da nossa República Popular cobrindo todo o tobogã e com nosso bando de loucos cantando, pulando, dançando e gritando com seus gols...

Caro Adriano, sua festa não foi cancelada. Ela foi apenas adiada. Nós acreditamos em você, na sua recuperação plena, na sua capacidade de superação, na sua volta por cima... Neste momento de angústia e de dor, estamos irmanados na esperança e na confiança do seu retorno aos gramados, dos seus gols, das suas vitórias e das suas glórias que serão também as glórias e as vitórias da Nação Corinthiana.
“Pode crê mano, nessa luta tamo junto.”
Força Adriano!
E que Deus o abençoe e proteja,  hoje e sempre.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Santo André 0 Corinthians 2 - Pós jogo, valeu o teste


Num jogo que para o Corinthians valia o 3º lugar na tabela para fugir da Ponte Preta, o terror dos quatro grandes do Campeonato Paulista, o resultado foi o previsível e o esperado. Jogando com o time reserva contra o rebaixado Santo André, o jogo nada teve de empolgante, a não ser no final, quando o 3º gol do Santos ameaçava-nos com o 4º lugar e com uma possível travessia da Ponte. Mas, a abençoada cabeça do Edno, num revival da sua boa fase na Lusa, colocou-nos em outro caminho.

A escalação do time reserva foi justificada pelo treinador pela necessidade de colocar todo o elenco em situação de jogo para as próximas fases. Na prática, foi também uma oportunidade para verificar o desempenho individual de cada jogador, um teste para o final do Paulista e para o Brasileirão. Tais objetivos já foram parcialmente prejudicados pela ausência de dois jogadores que ainda não haviam jogado, Elias Oliveira e Nenê Bonilha. Elias não entrou em campo e Nenê Bonilha entrou faltando 30 minutos para o apito final. Se alguém entendeu essa substituição, por favor, explique-me. 
Quanto aos demais jogadores, algumas situações merecem destaque. Rafael Santos, apesar de pouco acionado, não ameaça Júlio César, mas, se precisar entrar em jogo, não deve fazer muita diferença. Os laterais, também não ameaçam os titulares, havendo uma superioridade destes, principalmente no lado direito do campo. Moacir é apenas um lutador, briga muito, mas se perde nas jogadas. A zaga, pouco ameaçada, comportou-se muito bem. Wallace parece estar em melhor forma física que Chicão, embora a superioridade técnica e a experiência do Xerife façam a diferença. Sua atuação foi superior a de Leandro Castan nos seus últimos jogos. Paulo André, mesmo voltando de contusão e estando sem jogar a seis meses, revelou possuir melhores condições técnicas que Castan, não só na defesa, mas também no ataque. É mais experiente, é bom no cabeceio e em jogadas de bola parada faz a diferença. É uma alternativa mais consistente para ocupar o lugar do William ex Capita.  
No meio campo, Moradei não é páreo para o Ralf e precisamos rezar muito para o titular não se machucar nem levar suspensão. Ramires, de 2º volante, é mais lento que Paulinho, mas, foi mais preciso nos passes. Tite perdeu a oportunidade de testar o Nenê Bonilha. Bruno César mostrou porque foi a revelação do Campeonato Brasileiro, porque tem que ser titular e, pra quem ainda não tinha percebido, que faltou inteligência e paciência àqueles que promoveram a sua fritura e anteciparam sua transferência para o futebol europeu. E não me venham culpar o jogador pela sua ida precoce para a Europa. Eu, também procuraria outro time, se fosse escalada como reserva do Danilo. E por falar no Danilo, sem novidades, o mesmo de sempre zzzzzzzzzzz... No 1º tempo até pareceu um pouco mais animadinho, mas, depois cansou. 
Os atacantes movimentaram-se bem, ajudaram na marcação e com o BC de armador a bola chegou mais. No entanto erraram nas finalizações e quando acertaram, pararam nas defesas do Neneca. Apesar da canelada na bola, Edno redimiu-se com um belo gol de cabeça. Pelo menos não fechou os olhos na hora de cabecear e fez o gol. Há muita má vontade e preconceito com o Edno. Considero-o bom jogador pelo que ele já mostrou em outros times. No Corinthians teve poucas oportunidades, geralmente entra no final do jogo e com o placar adverso. Se tiver a mesma oportunidade que outros já tiveram poderá ter um melhor rendimento. Ontem entrou como titular, ajudou na marcação, apareceu no ataque, foi oportunista e preciso numa bola parada e fez o 2º gol. Pode ser uma boa opção, jogando centralizado e com o Liedson e Jorge Henrique ou Dentinho ou William atuando mais pelas laterais. Quanto a garra e a raça corinthiana, o time reserva mostrou-se superior ao que temos presenciado nos últimos jogos no desempenho de alguns titulares.

Se o teste foi pra valer, o jogo contra o Santo André pode apresentar alternativas interessantes para todos os setores, mas, principalmente para o meio campo. Tomara que o técnico tenha conseguido percebê-las, que seja capaz de utilizá-las com inteligência e escalar um time em que zagueiro não leve bola na caneta, que o meio campo consiga fazer a bola chegar ao ataque e que ninguém erre passes, finalizações e cobranças de faltas.

sábado, 16 de abril de 2011

Pré jogo. Santo André X Corinthians

Defendendo o 3º lugar na 1ª fase do Campeonato Paulista, o Corinthians enfrentará domingo o rebaixado Santo André. Vindo de duas derrotas e um empate, sem um padrão de jogo claramente definido, com problemas nos passes, nas finalizações, na saída de bola e nas bolas paradas, além de certo descontrole emocional quando em desvantagem no placar, este jogo poderia servir para corrigir as falhas, aprimorar os fundamentos e garantir ritmo de jogo aos titulares.
Mas, eis que nosso técnico, em um novo ataque de Professor Pardal, inventou de poupar todos os titulares e mandar para o campo um time só de reservas.  Justifica sua atitude com a desculpa de preparar todo o elenco para as fases seguintes, como se os titulares já estivessem devidamente preparados e capacitados para enfrentar seus próximos adversários. Noticiou-se, também, que a convocação dos reservas seria um teste para verificar quem permaneceria no time para disputar o Brasileirão.
Qualquer que seja a razão alegada, os resultados poderão ser desastrosos. Com só um jogo por semana o desempenho do time piorou, dando a impressão que com dois jogos semanais, um jogo servia de treino para o seguinte. Agora que os titulares ficarão duas semanas sem jogar o ritmo pode cair ainda mais.
O Corinthians é a equipe que menos jogou neste ano. Poupar titulares do que e para que? Será que estão muito cansados? Com exceção do Liedson, transferido do Campeonato Português e que, portanto, carrega o desgaste de um fim de temporada, os demais estão mais do que descansados, pois, além de pouco terem jogado, também, pouco têm treinado. Quem tiver dúvida, consulte programação semanal no site oficial do Corinthians. Em relação ao lateral direito, expulso no jogo em Barueri, a desculpa é que está pendurado com dois cartões amarelos. Mas, não seria preferível ele jogar e até levar um 3º cartão, ser suspenso na próxima fase e entrar zerado na semifinal e na final. Não quero nem pensar numa final com o Moacir ou com o Moradei...
Poupar todos os titulares para entrar com tudo nas fases seguintes nem sempre tem dado certo. Empatamos com o São Bernardo com uma equipe reserva, perdendo dois pontos preciosos e perdemos o jogo seguinte e a Pré Libertadores para o “grande” Tolima.
O Santo André é uma equipe fraca, já rebaixada no Campeonato Paulista. Entre os nossos reservas existem alguns jogadores experientes e tecnicamente superiores aos do time adversário. Para alguns esse jogo pode ser a oportunidade de permanecerem no Corinthians. Se o time entrar focado e com sangue no zoio, o que tem faltado a muitos titulares, tem condições de vencer. Imaginem se o Corinthians fizer um bom jogo e, até mesmo golear. O que o Tite vai fazer?  Aguardemos...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Não precisa explicar. Eu só queria entender!

Diante de alguns fatos que ocorrem no Corinthians, essa frase, imortalizada por Jô Soares, tem sido recorrente em minha memória. Cheguei até pensar que o tempo tivesse feito  estragos irreversíveis em meu cérebro, mas, exames médicos revelaram que estou em pleno gozo de minhas faculdades mentais. Assim, deve haver algo que possa esclarecer minhas dúvidas e explicar o que até agora não entendi. Por exemplo:
Como um time que vence o campeonato Paulista de forma invicta e vence a Copa do Brasil, classificando-se para a Libertadores, vende por merreca jogadores chaves, destrói o seu meio campo, não repõe os desfalques no mesmo nível e, na prática, desiste do campeonato Brasileiro?
Como um jogador, que brilhou no campeonato Argentino e foi comprado como “o novo Messi”, quando escalado pouco produz, é sub utilizado por três técnicos,  e quando volta para a Argentina, faz gols até na Libertadores, (e nem era contra o Tolima), e é convidado a treinar com a Seleção?
Como nenhum jogador que foi campeão da Copa São Paulo de Juniores de 2009 foi aproveitado no time principal do Corinthians? Porque desde 2007 somente o Dentinho permaneceu e hoje, da base, só temos o Dentinho e o Júlio César?
Por que, para a Libertadores de 2010, foram contratados jogadores velhos e caros, fora de forma física e técnica, que demoraram para ter condições de jogo e outros que eram reservas e nem estavam jogando em seus times?
Por que  o Corinthians continua pagando salários ou parte deles, para jogadores que foram emprestados a outros times? E, por que continua fazendo contratos longos com atletas desconhecidos, correndo o risco de ter que emprestá-los no futuro e ter que continuar pagando-lhes os salários?
Por que a revelação do Brasileirão 2010 foi o único afastado de um time que foi mal no seu conjunto, foi fritado e, mesmo vendido, voltou a jogar bem e reconquistou a titularidade?
Por que, com uma semana inteira para treinar, o time continua errando os fundamentos básicos, passes, finalizações, tiro de meta e bolas paradas?
Por que, geralmente, treina-se em um só período?
Por que a diretoria, com dois diretores e um gerente de futebol, tem dificuldades para contratar, até jogadores de 2ª e de 4ª Divisões?
Por que o William, jogador experiente, inteligente e diferenciado, não aguentou nem um mês no cargo de gerente de futebol?
Por que existem jogadores e técnico que, mesmo não obtendo bons resultados, continuam intocáveis?
Não, não precisa explicar. Eu só queria entender!!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mais intensidade na treinabilidade

Não tenho a intenção de massacrar o Tite, pois, reconheço que ele não é culpado por todos os problemas do time, que é limitado, principalmente, em algumas posições, onde os reservas precisam ser improvisados. No entanto, alguns problemas foram criados por suas ações, na montagem, escalação e atuação do elenco.
Errou na montagem quando desprezou promissores talentos da base, em posições carentes, emprestando Dodô, lateral esquerdo e o meia William Morais, de saudosa memória. Errou, quando não trouxe de volta o Marcelinho, atacante emprestado para o Mirassol e quando avalizou a venda do meia Everton Ribeiro para o Coritiba, sem ao menos ter sido testado em um jogo. Todos eles foram formados nas categorias de base do Corinthians. 
Se omitiu quando não exigiu reforços para as posições carentes.
Errou na escalação quando  colocou o Bruno César para jogar de ponta, e não como meia armador  e quando transformou o atacante Jorge Henrique em jogador multiuso, atuando, simultaneamente, de volante/meia/atacante e, às vezes, até de zagueiro. E erra, também, quando pede que os atacantes voltem para marcar e para buscar a bola. Nesse vai e vem dos atacantes a defesa adversária tem tempo de se arrumar e anular o ataque.
Com o que sobrou do time, depois das aposentadorias e transferências, sem reservas para os laterais e volantes e com um meio campo tecnicamente defasado, principalmente depois da fritura e venda do Bruno César, Tite teve que se virar para montar um time competitivo, o que não vem conseguindo.  Depois do desastre Tolima, o time até esboçou uma reação e com a vinda do Liedson, teve uma boa sequência de vitórias. Mas, a boa fase foi passageira e voltaram os empates e as derrotas. Suspensões e contusões forçaram a improvisação de jogadores reservas e agravaram ainda mais o que já não estava bom.

Aí é que entra a responsabilidade do técnico. Se o time é limitado, precisa ter um padrão de jogo definido e cada jogador ter clareza tática do que se espera dele. Além disso, cabe ao técnico tirar o máximo dos jogadores,  possibilitando que cada um jogue na posição em que pode render mais, sem muita invencionice.  É hora de tirar leite de pedra. 
Se o time está em formação e ainda não conseguiu um padrão de jogo, como o próprio Tite reconhece, uma jogada de bola parada, uma falta bem cobrada, um escanteio bem batido, um chute de fora da área, um cruzamento certo e/ou um volante chegando de surpresa na área e dando um passe certo para o atacante podem fazer a diferença, principalmente diante de adversários retrancados.


Aí entra a tão falada treinabilidade.
O Corinthians joga apenas um campeonato, raramente tem jogos no meio da semana, tem uma semana cheia para treinar. Mas, quando consultamos o site do clube, que decepção!
Joga-se no domingo e, muito justamente, folga-se na segunda. Mas, no calendário da semana os treinos de 3ª a 6ª feira são marcados em um só período, geralmente às 16 horas e por volta das 19horas, a bolerada que tem twitter já twiuttou, #fim de treino, #indo pra casa, #jantando com minha esposa, #preso no trânsito... No sábado treino recreativo, que ninguém é de ferro, e concentração...  Na 3ª feira, para quem jogou é treino regenerativo, isto é, piscina e/ou academia. E quando chove muito, o que tem ocorrido com frequência, academia para todo mundo.
Assim, para treinar posicionamento tático, finalizações, escanteio, cobrança de faltas, acertar os passes, analisar jogos dos adversários,  orientar os jogadores quanto ao controle emocional e garantir o tão falado equilíbrio, sobram, em média, 10 horas por semana, pois, raramente o treino ocorre nos dois períodos.
Após o empate com o Botafogo, o técnico elencou três problemas básicos do time, finalizações, bolas paradas e descontrole depois do gol. Teve uma semana inteira para corrigí-los e contra o Azulão eles permaneceram. Está se aproximando a fase do mata-mata de um só jogo. Se as falhas não forem corrigidas, estaremos mortos e não chegaremos nem à semifinal. Tal como alunos que não fizeram a lição de casa e chegam ao final do ano tendo que ralar muito para ser aprovado, o Corinthians vai precisar de um bom reforço para não ser reprovado. Precisa passar por um intensivão. Treinar nos dois períodos é obrigação. A não ser que esteja pensando em jogar a toalha ou fazer mais um papelão.

Professor Tite. A hora é agora! Para ter uma boa jogabilidade é preciso assumir a responsabilidade e proporcionar mais intensidade à treinabilidade. Senão, em seu currículo, vai constar mais uma ferrabilidade.
E para o Corinthians e  corinthianos, outra decepcionabilidade.

domingo, 10 de abril de 2011

Amarelamos e o pesadelo virou realidade

Perdemos de um time pequeno porque fomos, ainda, menores. O time, mais uma vez, amarelou.  Não dá para falar sobre o esquema tático porque ele não existiu. Foi uma bagunça generalizada, revelando falta de comando e de direção. Uma semana inteira para treinar em um CT de 1º mundo para apresentar um futebol de várzea. Assistir o jogo foi de doer. Nem parecia um time de futebol estruturado. Em compensação, o Azulão, embora tecnicamente inferior, veio arrumadinho, com um padrão de jogo definido, com garra e com vontade. Seus zagueiros encaixotaram nosso ataque, seus volantes foram firmes na marcação e, em duas falhas da nossa zaga, seu atacante fez os dois gols que lhe deram a vitória.
Do nosso lado, a situação estava tão ruim que os atacantes vinham buscar a bola até na linha do gol, pois, ninguém conseguia armar as jogadas, o meio campo não se entendia e a zaga deu de mão beijada os gols que sofremos, o primeiro, com uma falta dentro da área e o segundo, com um drible com a bola passando no meio das pernas do zagueiro. Apesar de alguns esforços individuais, a desorganização do time não possibilitou a reação necessária. Com as substituições, houve uma pequena melhora, mas, não o suficiente para mudar o resultado, Com o dilúvio que caiu no 2º tempo, ficou ainda mais difícil reverter a situação.

Com 15 finalizações e 173 passes errados e sem aproveitar as oportunidades, de nada valeu termos 62% de posse de bola. Mais do que qualquer análise, os dados do jogo falam por si e revelam que se o São Caetano é considerado um time pequeno, hoje, o Corinthians conseguiu ser, ainda, bem menor que ele.
                                          Fonte: Gabriel Torres - Números do Timão

Terminado o jogo, passou um filme em minha cabeça. Ceará, Atlético de Goiás, Atlético Mineiro, Vasco, Vitória, Goiás, Tolima... Brasileirão 2010...  Pré Libertadores...
Mas, o pior, foi descobrir que não era um pesadelo. Que é a pura realidade.

sábado, 9 de abril de 2011

Contra o Azulão não podemos amarelar

Domingo tem jogo no Pacaembu. E contra um time pequeno. Deveria ser um jogo tranquilo, para testar os reservas e aumentar o saldo de gols. Tecnicamente, o Corinthians é superior ao São Caetano e, teoricamente, seria um jogo para golear.
Mas, o time está vindo de uma derrota e de um empate sem gols e por suspensões e contusão, está desfalcado de três titulares. O adversário, apesar de ter uma campanha pior, vem embalado de uma goleada sobre o São Bernardo e luta para ficar entre os oito times classificados para a fase seguinte. O Corinthians está em 3º lugar na classificação e, para avançar na tabela,  além de vencer, precisa que os primeiros e o 4º, colocados, percam ou empatem. O time será o mesmo que empatou com o Botafogo de Ribeirão Preto e, possivelmente, atuará com o mesmo esquema tático. Se isso ocorrer, poderemos ter problemas, principalmente na armação das jogadas. O volante Moradei, improvisado  como lateral direito, pouco avança na área e Cachito, escalado para substituir o Jorge Henrique, atua mais como volante do que  como meia. Como os laterais jogando mais na defesa e na marcação e com as dificuldades do Morais na criação, os atacantes terão que continuar deslocando-se para buscar a bola ou esperar as bolas altas lançadas pelos zagueiros, que  nem sempre funcionam com atacantes de baixa estatura.

Mesmo com resultados adversos nos jogos anteriores, Tite elogiou o desempenho do time, sinalizando que deve manter o mesmo esquema tático. Apesar disso, ele nos surpreendeu com uma boa notícia. Finalmente, ele conseguiu detectar três problemas do time, finalizações, bolas paradas e importância de marcar gols antes do adversário. Com esta constatação ele demonstra que nos jogos anteriores o time não foi tão bem como ele havia declarado.
Quanto às finalizações, ele chama a atenção para os meias chegarem mais ao ataque e chutarem a gol. Mas, não era exatamente isso que o Bruno César fazia antes dos Pardais assumirem o time e do jogador ser escalado como ponta, ser fritado e depois vendido? Além disso, embora fale em meias, nessa posição só tem o Morais, que nem é muito criativo. O Luiz Ramires tem jogado como volante, o Danilo, quando entra, fica mais na marcação, cadenciando o jogo e o Bruno César só entra quando o jogo está terminando. Será que ele vai mudar o esquema tático, colocando o BC e o Morais na armação?
Quanto às bolas paradas, tomara que a treinabilidade da semana  possa proporcionar mais efetividade  nos tiros de meta, nas cobranças de falta e nos escanteios. Chega de tantos erros, de gols perdidos e de dar o contra ataque para o adversário!
A importância de marcar os gols antes do adversário é evidente, pois, quando o time está em desvantagem no placar, o descontrole é total, a começar pelo técnico que, nervoso e perdido, grita e gesticula sem  nenhuma objetividade, desestabilizando os jogadores, discute com o árbitro e faz substituições esdrúxulas. Não quero nem lembrar do jogo de Barueri.

Apesar de todos os problemas, o Corinthians é tecnicamente superior, vamos jogar em casa e com a torcida apoiando. Temos tudo para vencer e, se houver competência, até golear. Precisamos dessa vitória e se não for na técnica e na tática, tem que ser na raça, na garra, na superação...
Uma chegada de surpresa, um chute certeiro de fora da área, um escanteio  bem batido, com a bola na cabeça do Paulinho ou do Castan, uma falta bem cobrada ou uma bola chegando redondinha nos pés do Liedson ou do William, podem fazer a diferença, E, é claro, não podemos tomar gol.

Domingo, no Pacaembu, não podemos vacilar.
É ganhar ou ganhar.
Contra o Azulão, não podemos amarelar!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ao Dentinho, com carinho

Um assunto recorrente na mídia atual é o comportamento do Dentinho, em campo e extra campo. Jogador habilidoso, destacou-se nas categorias de base, teve participação fundamental nas campanhas vitoriosas do Timão em 2008 e 2009. Atualmente, não tem apresentado o mesmo rendimento em campo, em parte por conta de algumas lesões. Ultimamente, sua projeção resulta muito mais de suas atuações extra campo do que da sua produtividade nos gramados, ou seja, do que escreve no  twiter, da sua participação no cinema e na TV, das suas ações sociais, (padrinho de projetos sociais, leilão beneficiente...) e até do seu namoro com a modelo Dani Souza.

Obviamente ninguém tem nada a ver com sua vida particular. No entanto, como ela tornou-se pública, até porque ele não faz questão de escondê-la, são inevitáveis as comparações entre sua queda de aproveitamento em campo e sua ascensão na mídia social. Sem dúvida, o futebol que o projetou, abriu-lhe as portas para a fama. Bom jogador, garoto humilde, alegre e brincalhão, caiu nas graças da Fiel, tornando-se logo xodó da torcida. Com a chegada de Ronaldo e Roberto Carlos, foi por eles  "adotado", protegido, paparicado e tornou-se o parceiro preferido nas brincadeiras. De 2010 para cá, seu desempenho em campo e seus gols diminuíram, na mesma proporção que aumentaram suas brincadeiras, sua participação no twiter, nas badalações, nos eventos sociais,  na TV e no cinema. Dentinho parece deslumbrado com o novo mundo em que passou a viver, com sua nova condição social. Atualmente, não temos visto em campo a mesma concentração e determinação de antes e nem seus gols, outrora tão frequentes. Estes foram substituídos por jogadas pouco objetivas, por toques de lado, por gracinhas e firulas que só servem para irritar o adversário e, só muito raramente, presenciamos uma boa jogada e bola na rede. No último jogo, sua desconcentração virou descontrole e, numa jogada desnecessária, com o adversário já abatido, foi expulso do jogo, três minutos após fazer o gol que poderia ter sido o começo da virada. O final da história todos já conhecemos. No dia do julgamento no TJD ele não apareceu para se defender. Estava muito ocupado. Pegou três jogos de gancho e domingo, quando seus companheiros estiverem concentrados para, logo mais, tentarem conseguir um melhor lugar na tabela de classificação, Dentinho estará mais uma vez nas telas da TV e, novamente, não será pelas suas belas jogadas, pelos seus dribles nem pelos seus gols.

Muitos atribuem sua atual má performance ao seu namoro com uma mulher linda e famosa, o que não deixa de ser uma atitude um tanto machista.  Devem ser os mesmos e as mesmas que acreditam que Adão perdeu o Paraíso por causa da Eva e que Sansão perdeu a força por causa da Dalila. As dificuldades do Dentinho em campo são anteriores ao início do seu namoro. Além disso, um bom relacionamento amoroso  só pode fazer bem e a história está aí para provar. É só analisar a trajetória amorosa e profissional de grandes craques, Ronaldo, Romário e outros. E, no presente, temos o exemplo de Piquet, zagueiro do Barcelona e da Seleção Espanhola, que, depois que começou a namorar a Shaquira, alem de fechar a defesa, está até fazendo gols. E o time do Barça nem se concentra antes do jogo...

Acompanho a carreira do Dentinho desde as categorias de base. Vibrei com todos os seus gols,  torci pelo seu sucesso e sempre  o incentivei, enviando-lhe mensagens no site oficial do clube e no site Notícias do Corinthians. Embora não tenha o hábito de comprar camisas de jogadores, fiz questão de adquirir a camisa do gol 10 000 e que ela fosse autografada por ele. Não o conheço pessoalmente, mas tenho por ele um grande carinho. Sua má fase causa-me tristeza, principalmente por perceber que uma carreira tão promissora está correndo sérios riscos, em decorrência da postura equivocada do próprio jogador. Por isso resolvi escrever este post e mandar-lhe o seguinte recado:  

Moleque Dentinho
Está na hora do mulekinho virar Homem, com H(agá) maiúsculo. Está na hora de levar a sério sua carreira, de treinar e jogar com mais concentração e determinação. Curta esse momento maravilhoso que você está vivendo em sua vida pessoal, mas não se esqueça que o bom desempenho em campo é o passaporte para o as conquistas extra campo. Dinheiro, fama, glamour e outros prazeres só aconteceram porque você se tornou um ídolo de um time com a visibilidade e o prestígio que só o Corinthians tem. Priorize sua carreira, seja mais profissional, mais focado no seu trabalho, mais dedicado... Volte a brilhar pelos seus dribles, pelos seus gols, pelas suas belas jogadas e não pelo que você diz no twiter, pelas suas aparições no cinema e na TV, pelas suas badalações e por estar namorando uma modelo linda e famosa. Se você não recuperar seu bom desempenho em campo poderá perder a titularidade e tudo o que você conquistou até agora. Você não precisa deixar de ser alegre nem tornar-se sisudo e ranzinza. Apenas saber separar as coisas e focar mais no seu trabalho, para, assim como já ocorreu com muitos jogadores, não perder o leme do seu barco. Seja menos deslumbrado, pois, não dá para querer fazer tudo junto e misturado e ter êxito em tudo. Alguma coisa vai ficar para trás e, por enquanto, o que está ficando na rabeira é o seu futebol.  Tenho idade para ser sua avó e, apesar de não conhecê-lo pessoalmente, tenho por você muita estima e um grande carinho. E, em nome desse carinho, envio-lhe mais um recadinho. 

Cuidado Dentinho! Toma tento e volta a jogar o que você sabe e pode. Senão, você será extraído e teremos um implante no time. No campo, você anda meio cariado. Reaja enquanto é tempo… Tem muita gente querendo morder a bola e não podemos ficar na banguela… Os jogos não são sopa e precisamos de um Dentinho que ainda seja capaz de dar umas boas mordidas. Abraços carinhosos.

E que Deus o abençoe e proteja, hoje e sempre.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Botafogo 0 x Corinthians 0 - A volta do pesadelo

Empatamos com um time pequeno porque jogamos como time pequeno. Foi um jogo horrível, truncado, defensivo, sem criatividade e sem objetividade. Só saímos com o empate porque eles falharam nas finalizações. Tite atribuiu o resultado à falta de entrosamento devido às ausências de Alessandro, Jorge Henrique e Dentinho, mas, este foi apenas um dos problemas. Os reservas, contrariando alguns prognósticos, não foram bem e decepcionaram. Moradei, volante de origem, foi mais volante que lateral. Sua 1ª descida pra área, das poucas que ocorreram, foi aos 25 minutos da etapa inicial. Luíz Ramires  ficou mais na marcação, estava muito lento e nada criou. Na prática, até a entrada do Bruno César, jogamos com 4 volantes, 1 lateral e 1 meia. William não foi bem jogando pela ponta, ao contrário de quando, substituindo o Liedson, jogou mais centralizado.
Júlio César não teve muito trabalho, pois os jogadores adversários eram muito ruíns nas finalizações, mas, precisa melhorar a reposição da bola. Tomou um cartão bobo por reclamação. Eu me arrepio só de pensar no seu 3º amarelo.


O maior problema do jogo foi a incapacidade do time na armação. Sem um meia armador criativo, a bola não chegava ao ataque e, por mais habilidoso que seja, atacante sem a bola não consegue fazer gol. Morais e Ramires não armavam as jogadas, Paulinho não chegava na área de surpresa, Liedson e William tinham que buscar a bola no campo adversário, quando chegavam na área eram dominados pelos zagueiros e não conseguiam finalizar. Faltou alguém com habilidade e oportunismo para chutar de fora da área.  O time ficava meio embolado no campo de defesa, errava muitos passes e não conseguia chegar ao ataque com objetividade.  Com a entrada do Bruno César, a bola passou a chegar,  mas sem muita qualidade. Se o Botafogo tivesse um mínimo de competência o resultado seria ainda pior.


A dura realidade é que o Tite levou um nó tático de um time de má qualidade técnica e que vinha de uma goleada recente, por um time que se encontra na zona de rebaixamento. Mas, apesar disso, em entrevista após o jogo, ele afirmou que o time foi bem, que foi um jogo de uma equipe só e que só não saímos com a vitória porque a defesa do Botafogo foi muito bem.
Sua avaliação do jogo e sua postura diante da situação do Corinthians, que se distanciou mais ainda da 1ª posição, é preocupante. Se ele não consegue enxergar as falhas, como vai poder corrigí-las? Já não bastasse sua retranca, colocando até os atacantes atrás da linha da bola, ainda temos que aguentar sua postura de avestruz? Estamos disputando só um campeonato, temos a semana inteira para treinar, não temos o desgaste de viagens no meio da semana e, apesar de não termos um elenco de Barcelona, temos alguns jogadores de boa qualidade que, se bem posicionados e bem orientados, podem fazer a diferença e os gols que precisamos. Se não temos um filet mignon para fazer um strogonof, temos ingredientes suficientes para, nas mãos de um bom cozinheiro, preparar um belo e nutritivo cozido e não desperdiçá-los.


As jogadas de bolas paradas, que num jogo difícil podem fazer a diferença, têm sido mal aproveitadas e ontem não foi diferente. Chicão desaprendeu bater faltas, os escanteios são mal cobrados e,  muitos resultam em contra ataques adversários. Mesmo com um CT de 1º mundo, com vários campos de treinamento disponíveis e com uma semana inteira para trabalhar, está faltando "treinabilidade" em muitos fundamentos, principalmente nas saídas de bola e nas bolas paradas. É preciso avisar o Tite que goleiro e zagueiros não são armadores. Eles devem passar a bola para os volantes, que deverão passar para os meias armarem as jogadas para os atacantes ou, então, chegarem de surpresa na área. E que o atacante não tem que ficar toda hora vindo buscar a bola que não chega, dando tempo para a defesa adversária se arrumar. 
Chega de chutões, de atacante virar marcador e de meia virar volante!
Reconheço que precisamos de reforços nas laterais e no meio campo, mas, mesmo assim, nosso elenco é melhor qualificado do que os dos times que temos enfrentado e dos quais temos levado os maiores sufocos.


No jogo de domingo tive uma péssima sensação de "dejavú". Passou um filme pela minha cabeça. Final do Brasileirão 2010, pré Libertadores...  E, comecei a temer a volta do pesadelo.

sábado, 2 de abril de 2011

Pré jogo: Botafogo e Corinthians

O Corinthians joga contra o Botafogo de Ribeirão Preto com a obrigação de vencer. Vindo de uma derrota em que, apesar das falhas da arbitragem, nossos erros foram decisivos, o time entra em campo com três alterações. Improvisado na lateral direita, entra o volante Moradei, fragilizando o setor e tornando-o mais vulnerável. No lugar do multiuso JH, entra Luiz Ramires.  Jogador raçudo e de boa movimentação,  proporcionará maior agilidade na armação das jogadas, além de ajudar na marcação. Poderemos ganhar qualidade no meio campo, pois, JH não vem se saindo muito bem nas suas múltiplas funções de volante+meia+atacante e, eventualmente, zagueiro. (É, o Adilson não é o único Professor Pardal!) Com a entrada do William, o ataque ganha em objetividade. Dentinho caiu muito de produção, toca a bola para o lado, faz muitas gracinhas e firulas, dribla, passa o pé na bola, provoca o adversário, fecha os olhos,  cabeceia na trave e, dificilmente, acerta as finalizações. Faltam-lhe concentração, equilíbrio emocional e mais seriedade dentro de campo. No último jogo foi expulso numa reação infantil e desnecessária, revelando imaturidade e descontrole em situações adversas.  Nas demais posições o time não terá alterações. 

Este é um jogo que, teoricamente, temos tudo para ganhar. Nosso elenco é tecnicamente superior e mais experiente, nossos jogadores  possuem melhores condições salariais e tem à sua disposição uma estrutura de 1º mundo, além de outras vantagens. Acontece que o Corinthians tem encontrado dificuldades com times de menor expressão e em jogos fora de casa.  Esses times vem fechados, a espera de um contra ataque, que pode ser fatal, (como no jogo contra a Ponte Preta) ou de uma roubada de bola, para em um contra ataque rápido, acertar um chute de fora da área, (como no último jogo que perdemos).

Se todo time que joga contra o Corinthians faz o jogo da vida, com o Botafogo não vai ser diferente. Ele vem de derrotas e busca a vitória para se recuperar na tabela. Seus jogadores vêem neste jogo a oportunidade de serem descobertos por algum olheiro de time grande e  darão o sangue na partida. Por isso, todo cuidado é pouco. Nossos jogadores precisam entrar atentos, ligados, concentrados, trabalharem a bola com paciência, sem chutões e erros de passes que possam resultar num contra ataque adversário. É preciso marcar com precisão e matar a saída de bola ainda na área da defesa deles, roubar a bola, acertar os passes, municiar o ataque, garantindo-se que sempre tenha alguém na área para receber a bola e finalizar. Não cometer o erro, que tem sido frequente, de sair todo mundo para a marcação, não ficar ninguém na área e perder a jogada. E, principalmente, ser preciso nos chutes  e nas finalizações. 
E, se por um vacilo, tomarmos um gol, não se desesperar nem perder a calma. Isso vale para os jogadores e para o técnico. O Tite, em situação adversa, não tem conseguido manter o tão falado equilíbrio. Ele se apavora diante de um gol sofrido, se descontrola, discute com o árbitro, manifesta seu descontrole pelos gestos e pelo olhar  e contamina os jogadores em campo, que também se descontrolam, passam a fazer besteiras e são penalizados. Numa hora dessa tem que ter cabeça fria, buscar alternativas, ser propositivo, substituir se necessário, mudar a estratégia, buscar caminhos e soluções. No último jogo o descontrole emocional, dentro e fora de campo, foi o maior responsável pela derrota.

Temos tudo para ganhar e, se jogarmos com seriedade e determinação, até para golear. Basta ao time, entrar em campo com raça, com vontade, concentrado, sem desespero e sem afobação. Estamos na reta final, onde não podemos vacilar. 
E só para lembrar:
AQUI É CORINTHIANS!!!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Adriano, um cidadão corinthiano

Após algumas polêmicas Adriano foi apresentado como jogador do Corinthians, no CT Joaquim Grava, numa cerimônia discreta, sem a presença da torcida e com ampla cobertura da imprensa. Ele chegou acompanhado de familiares, já vestindo o manto sagrado, dirigiu-se  à um dos campos de treinamento, onde pousou para fotos e seguiu para a sala de imprensa para a entrevista coletiva. Antes da entrevista assistiu um vídeo sobre sua carreira e recebeu homenagens e presentes do Ronaldo.

A entrevista coletiva foi um interrogatório judicial e sem direito a advogado de defesa. Focadas mais em sua vida pessoal do que na profissional, algumas perguntas foram inoportunas, revolvendo problemas do passado, cutucando feridas em processo de cicatrização e com muitas cobranças. Alguns repórteres portaram-se mais como inquisidores medievais do que como jornalistas.
Embora tenha se irritado com algumas perguntas, Adriano saiu-se muito bem. Não deixou ninguém sem resposta e, assim como faz em campo, não fugiu das divididas. Não renegou sua história no Flamengo nem sua tristeza por não ter sido procurado pelo clube em sua volta ao Brasil e colocando o ex clube no passado, afirmou seu desejo de conquistar a Fiel e de ser aceito pela Nação Corinthiana. Desagradou a diretoria e parte da torcida quando revelou que, por respeito e por gratidão a um time rival, não irá comemorar gols contra ele, embora não deixará de marcá-los. Isso me surpreendeu muito. Coloquei-me em seu lugar e descobri que eu  comemoraria, sim, e muito efusivamente. Minha gratidão não chegaria a tanto... Mas, para mim, comemorar ou não, é o que menos interessa. O importante é que ele faça gols. Depois de marcá-los, se quiser, pode até chorar...

De um modo geral, gostei da sua apresentação, principalmente pela ausência de badalação, pela discrição e simplicidade. Apesar das referências ao título de Imperador, ele foi recebido pelo Corinthians como um cidadão comum, com respeito, mas, sem pompas. Respeito que, infelizmente, a maioria  da imprensa presente não demonstrou na entrevista coletiva. 
Pelas circunstâncias de sua contratação, pela sua necessidade de recuperar-se fisicamente e de resgatar suas qualidades como jogador, a postura do Corinthians não poderia ser diferente. Foi a postura de uma nação recebendo um novo membro, acolhendo-o, mas, ao mesmo tempo, indicando-lhe os novos caminhos e as expectativas em relação ao exercício de sua nova cidadania, dando-lhe a mão, mas cobrando responsabilidade e respeito à nova pátria.

Gostei da postura do Adriano. Foi humilde, quer a família ao seu lado,  afirmou ser um jogador de grupo, mostrou vontade e fome de bola e de gols. Pareceu-me um tanto frágil, um garotão, e, confesso que houve momentos em que tive vontade de colocá-lo em meu colo e acalentá-lo como acalentaria um filho ou um neto.
Alguns concordarão comigo. Outros dirão que foi uma jogada de marketing e que ele estava representando. Quem estará certo, só o futuro dirá. 

O que importa para o jogador Adriano e para o Corinthians é que ele resgate seu belo futebol, faça os gols e ajude a conquistar títulos. O que importa para o ser humano Adriano é que ele se re-encontre consigo mesmo, que ele resgate o amor que todo ser humano trás dentro de si,   sua auto estima, sua auto confiança e que  seja capaz de construir a felicidade que almeja. 
Acontece que Adriano jogador  e Adriano ser humano são duas faces de uma mesma moeda. Um depende do outro para existir.
Nesse processo podemos ajudar ou atrapalhar. Parte da imprensa anti corinthiana já escolheu o seu papel. Cabe a nós, os loucos do bando, escolhermos o nosso.

Pessoalmente, dou meu voto de confiança ao recém chegado cidadão Adriano. Assim como a Maria da música cantada por Milton Nascimento e Elis Regina, também "tenho essa estranha mania de ter fé na vida... " E nas pessoas, principalmente.
Seja bem vindo cidadão Adriano!!! Desejo que em nossa República, você encontre a felicidade e que, junto à Fiel, consiga construir o verdadeiro "Império do Amor".