terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Apertem os cintos, o piloto sumiu

Técnico novo, pedidos de empréstimos, novas contratações, planejamento para 2017, Florida Cup, Copa São Paulo de Futebol Junior e outras demandas de um time que necessita de reforços para se reconstruir após o vexame de 2016. E ainda um pedido de impeachment do presidente. Com tudo para resolver, Roberto de Andrade, o presidente corinthiano, resolveu dar um tempo e se distrair nos Estados Unidos, onde deverá curtir férias de 20 dias, enquanto aqui em São Paulo, o circo está pegando fogo. 
A tripulação que não sumiu teve que assumir o controle da  nave. Assim, o técnico recém nomeado, o gerente e o diretor de futebol, terão que segurar o rojão e atender as demandas, que não são poucas. 
Até parece que está tudo tranquilo, que os reforços foram contratados e que o time já está montado. Mas o que existe, de fato, é muita especulação, muita falação, pouca ação e nenhuma contratação, além das já anunciadas, Jô e Luidy. O Corinthians, que já estava acéfalo com o Roberto em São Paulo, continua à deriva. Essa viagem de férias apenas reforça o descomprometimento e a omissão do presidente. Mas esperar o que, de quem nem se dá o trabalho de ir ao Parque São Jorge e trata os negócios do clube sem sair de sua concessionária de automóveis?
Esperar que 2017 acabe logo para que tenhamos um presidente de fato, e não apenas de direito, e que São Jorge nos proteja para que o time se mantenha na Série A.

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cinema10.com.br-Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians/meutimao.com.br-MAON 
Diego Ribeiro/globoesporte.globo.com 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL





Biruta de aeroporto

Ao analisar as atitudes e decisões da atual diretoria do Corinthians e o discurso de seus dirigentes, a primeira imagem que vem é a de uma biruta de aeroporto. Assim como esta muda sua direção conforme a variação do vento, os dirigentes do futebol alvinegro não sustentam por muito tempo o que dizem e suas decisões, com frequência, contradizem o discurso anterior. 
Alguns exemplos: 
O diretor de futebol garantiu a permanência de Cristóvão Borges na sexta feira e no domingo, após perder o derby, ele foi demitido no vestiário. Na ocasião, Roberto de Andrade afirmou que Carille seria o técnico até o final de 2016. Daí a oito jogos, Oswaldo de Oliveira, foi contratado e Carille voltou a ser auxiliar. Embora com contrato até dezembro de 2017, Oswaldo foi demitido por não ter conseguido classificar o time para a Libertadores, dando início à novas contradições. Após o atual diretor de futebol, traçar o perfil do próximo técnico, um brasileiro, vencedor, portanto, com alguns títulos no currículo, e de ter afirmado desconhecer Rueda, o técnico campeão da Libertadores, finalista da Sul Americana e 3º colocado no Mundial de Clubes da FIFA, o colombiano passou a ser o alvo principal da direção corinthiana. Alguns técnicos brasileiros declararam ter sido convidados para assumir o Corinthians e que recusaram o convite, o que foi negado pelo diretor do futebol alvinegro. Mas, eis que fomos surpreendidos com a efetivação do Fábio Carille no comando corinthiano. A surpresa foi porque, na demissão do Oswaldo, o presidente Roberto de Andrade afirmou categoricamente que o auxiliar não teria seu nome indicado para substituir o demitido. Assim, mesmo descartado pelo presidente, Carille foi o escolhido.
Esclareço que minha crítica não é ao Carille, mas à condução do processo e à forma como o Corinthians vem sendo dirigido, à ausência de um planejamento efetivo e à decisões tomadas de improviso e ao sabor do vento. Ninguém sustenta o que diz e as falas se contradizem da mesma forma que as ações contradizem as declarações.
Quanto dinheiro do clube foi gasto, e mal gasto, com apostas que não deram certo e que tiveram um desempenho inferior ao do prata da casa? Se Carille tivesse permanecido desde a saída do Tite, teríamos economizado dinheiro e ele teria uma sequência de jogos para mostrar seu trabalho e ser observado. Já que não corríamos o risco de rebaixamento e a Libertadores era uma aposta, que acabamos perdendo, teríamos melhor avaliação para efetivá-lo ou não. Hoje, sua contratação é uma aposta, que torço muito para que dê certo, mas não adianta torcer se os resultados não vierem. Como técnico efetivado, ele já começou a montar sua equipe de trabalho e deverá indicar os reforços que necessitamos. Um dos cotados para ser seu auxiliar é o técnico da base, Osmar Loss, em quem boto muita fé. Com orçamento limitado, não virão jogadores top de linha, mas sim apostas, que deverão juntar-se aos garotos promovidos da base. Mas, precisamos de pelo menos um zagueiro, um 1º volante, um meia de criação e um bom atacante que venham para vestir a camisa e jogar para valer, sem sentir o peso. Oxalá se consiga repetir a estratégia do futsal e, mesclando experiência e juventude, montar um time vencedor.
Como torcedora, só me resta torcer, vibrar, rezar e desejar sucesso ao Carille, à sua equipe e ao time que ele montar. 

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Fernando Dantas/Gazeta Press/gazetaesportiva.com-blog.seton.com.br
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Revoada no futsal

Será que a desorganização está atingindo também o futebol de salão? Será que a quadra também está sendo vítima das mesmas mazelas do campo? A tão elogiada fórmula de mesclar juventude e experiência estaria desaparecendo do Parque São Jorge? Será que todo o início de ano o time terá que ser remontado?
Os alas Marcel, Artur e Leandro Lino, o pivô Rocha e o fixo Edgard acertaram com o Magnus Sorocaba, mesmo antes das finais da Liga Paulista e da Liga Nacional. O pivô Deives transferiu-se para o Carlos Barbosa. Mas mesmo com a debandada, os responsáveis pelo futsal não perderam tempo e partiram para a reposição. Os alas Guilherme Meira, Mateus e Lucas, bem como o goleiro Barack, foram promovidos do sub 20 para o time principal, os goleiros Guitta e Careca, os fixos Nenê, Douglas e Índio, os alas Leandro Caires e Pepita e o pivô Vander Carioca renovaram seus contratos. Para a próxima temporada, foram contratados o pivô Genaro, que atuava no Assoeva, e os alas, Jonny, do São José e Alex Felipe. do Joinville, este último formado nas categorias de base do Corinthians.
O técnico André Bié, que desejamos que permaneça no comando do futsal por muito tempo, terá que reajustar o time para garantir o entrosamento e o bom desempenho de 2016. O diferencial do campo, é que as novas contratações já estão ocorrendo, bem como as promoções do sub 20, com a vantagem de que os promovidos atuam e não ficam só treinando.
Sabemos das diferenças existentes entre o futebol de campo e o futsal, mas gostaríamos de que ambos tivessem agilidade e dinâmicas semelhantes em suas reformulações. Neste ano, tal como o futebol de campo, o futsal também perdeu seus principais jogadores e seu técnico, mas com muito trabalho e competência, conseguiu superar as dificuldades e conquistar títulos importantes. Que o mesmo aconteça em 2017 e que o futebol de campo, qual fênix, consiga renascer de suas cinzas.

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domingo, 18 de dezembro de 2016

Instabilidade e indecisão

Muitas atitudes da diretoria do Corinthians, em especial de sua diretoria de futebol, são preocupantes. Não se percebe uma linha de ação, uma coerência e uma continuidade, o que é falado não se sustenta e tal qual biruta de aeroporto, as decisões mudam ao sabor dos ventos, criando-se uma instabilidade com repercussões negativas no campo e extra campo. 
Após a saída do Tite fomos surpreendidos com a contratação de um técnico que, pela sua experiência e tarimba, dificilmente daria certo naquele momento e que, mesmo com um desempenho sofrível, teve a garantia do então diretor de futebol, de que seria mantido no cargo, independentemente do resultado do clássico com o maior rival. Com a derrota alvinegra, o presidente demitiu o técnico no vestiário e declarou em entrevista que o auxiliar Fábio Carille seria o treinador do Corinthians até o final da temporada. Mas passados 8 jogos, por opção exclusiva da presidência, foi contratado o técnico Oswaldo de Oliveira, demitido ao final do Campeonato Brasileiro por não ter conseguido classificar o time para a Libertadores. Ninguém entendeu a contratação do Oswaldo, que fazia uma péssima campanha no Sport, onde conquistou apenas 33% dos pontos disputados, e havia sido, anteriormente, demitido do Santos e do Palmeiras devido aos maus resultados. Na reunião prévia à sua demissão, houve um pedido para que ele abrisse mão da multa, o que obviamente não foi aceito, E, na manhã seguinte, foi demitido através de um telefonema do garoto de recados, ops, gerente de futebol, Alessandro. 
Até o momento, muita especulação e pouca definição em relação ao novo técnico. Entre os nomes especulados, Reinaldo Rueda, técnico do Atlético Nacional, time da Colômbia campeão da Libertadores e 3º colocado no Mundial de Clubes da FIFA, finalista da Copa Sul Americana e que ficou mundialmente conhecido após o acidente aéreo com o Chapecoense, foi inicialmente rechaçado pelo atual diretor de futebol corinthiano Flávio Adauto que declarou não conhecê-lo. Em que mundo vive esse senhor que ignora fatos recentes de repercussão mundial no mundo do futebol? Será que seu universo é limitado pelas fronteiras do Brasil, já que desconhece a realidade Sul Americana. Será que essa diretoria não é capaz de, quando se trata de contratações, raciocinar além dos limites das Séries B e C?
Na realidade, o Corinthians é hoje uma nau sem rumo no meio de uma tempestade, correndo sério risco de naufrágio diante de desmandos, contradições, acusações e omissões. A diretoria está rachada, o presidente sofre um processo de impeachment, o diretor de futebol fala, fala e não diz nada, o time é limitado, os reforços necessários são barrados por falta de verba e o gerente de futebol é usado como pelego para amaciar os erros da diretoria. Diante de um mercado escasso, corremos o risco de iniciar a temporada sem técnico ou com um técnico meia boca, pois os mais capacitados ou são muito caros ou já estão empregados. Falta dinheiro, falta competência, falta comando, falta coerência, falta autoridade e sobra autoritarismo. A diretoria está mais perdida que cego em tiroteio. Decisões são tomadas ao sabor dos ventos, sem um mínimo de coerência. Impera o improviso e parece que não existe planejamento. 
Esperei ansiosamente o término de 2016, na esperança de um 2017 melhor. Mas, do jeito que as coisas estão acontecendo, temo pelo pior. Sem reforços de peso, o time que terminou a temporada corre o risco de fazer feio até no Paulista. Sem técnico, fica mais difícil trazer reforços. Sem técnico e sem dinheiro a situação torna-se dramática. Os outros times, nossos adversários na temporada, já estão se reforçando e nós, qual nau sem rumo, estamos soçobrando nas ondas da indecisão.

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Fernando Dantas/Gazeta Press/gazetaesportiva.com 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O futsal lavou nossa alma

Após tanta tristeza e decepção, com o campo e com a diretoria, o futsal deu mais uma alegria para a Fiel, ao conquistar o título de campeão da Liga Nacional de Futsal. Com mais esse título, deu um exemplo de raça, de garra e de superação, mostrando que um planejamento eficaz e um técnico competente conseguem vencer as adversidades e os problemas financeiras. Mesmo tendo seu orçamento reduzido à metade, perdido jogadores importantes e o seu técnico, conseguiu dar a volta por cima e conquistar títulos importantes. Mesclando a experiência dos mais velhos com o vigor da sua base, formou um time raçudo e vencedor, um time que respeita a camisa e o clube que paga seus salários.
E o coroamento do trabalho chegou com a conquista da LNF num Parque São Jorge lotado, com uma torcida capaz de encantar até os adversários. Uma torcida que reconhece e aplaude aqueles que honram e respeitam o manto sagrado, aqueles que fazem da quadra um santuário e nela testemunham o mais autêntico corinthianismo. 
Exemplo de profissionalismo e de comprometimento, comprometimento capaz de superar uma tragédia pessoal, como a do goleiro Guitta, e de colocar o coletivo acima do individual. Nossa admiração e respeito ao Guitta, aos demais jogadores e à comissão técnica, comandada pelo competente Bié. Parabéns aos campeões, pelo título, pela raça, pela garra e pela dedicação. Hoje é na quadra, e não no campo, que encontramos a essência do corinthianismo e a alma corinthiana. 

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facebook.com/Alex Dinarte
Rodrigo Coca/Agência Corinthians/meutimao.com.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Uma tragédia anunciada

Houve quem acreditasse na classificação para a Copa Libertadores. Mas, isso deve ter sido muito mais desejo do que esperança. Após os últimos jogos do Corinthians, ficou difícil, quase impossível, botar fé nesse time. Em campo e fora dele, muitos erros e decepções. E no último jogo, o desempenho foi igual ao do 2º turno, um fiasco, rendimento de time rebaixado. Se não fosse a gordurinha do início do campeonato, estaríamos ferrados. Nossa incompetência foi tanta, que mesmo estando na frente duas vezes, deixamos o Cruzeiro sambar como quis em nossa área e tomamos a virada. 
Contra os mineiros, faltou tudo no time do Corinthians: condições físicas e técnicas, padrão tático, organização, entrosamento, comprometimento, vontade e vergonha na cara. Não houve respeito à camisa e os profissionais sequer honraram seus salários. Mas, o que faltou de competência, sobrou de desculpas dos jogadores e do técnico. E, para confirmar a omissão dessa diretoria, o presidente não se manifestou nem assumiu a responsabilidade pelos seus erros. 
Embora tenha tido maior posse de bola, (54,1%) os jogadores não sabiam o que fazer com ela. E, para não variar, deram apenas 4 chutes a gol, 2 certos e 2 errados, contra 17 finalizações do Cruzeiro, 6 certas e 11 erradas. Nossos jogadores pareciam estar perdidos em campo, nossa defesa era uma peneira e nosso ataque, novamente, um ataque de nervos para a Fiel e um ataque de risos para os adversários. A partida estava mais para uma pelada de casados X solteiros, após o churrasco de fim de semana, do que um jogo decisivo do Campeonato Brasileiro. 
Após o jogo, só desculpas e justificativas. Desculpas descabidas para um time descompromissado e omisso, mau formado, mau estruturado e desorganizado. E, com raríssimas exceções, com jogadores sem a menor garra e respeito ao time que lhe paga os polpudos salários. 
Oswaldo de Oliveira, que ao vir para o Corinthians salvou o Sport do rebaixamento, teve o pior desempenho entre nossos 4 técnicos do ano. Em 9 partidas, venceu duas, empatou 4 e perdeu 3. Dos 27 pontos disputados, conquistou apenas 10. Teve 37% de aproveitamento, contra 67,6% do Tite, 54,1% do Carille e 48,1% do Cristóvão. Com ele, o Corinthians teve sua pior defesa, com 15 gols contra, e o pior ataque, com apenas 11 gols. E, por incrível que pareça, a intenção do presidente corinthiano, é mantê-lo em 2017.
Diante da fragilidade atual do time, não ter se classificado para a Libertadores pode ter sido o melhor para o Corinthians. Com esse time e com essa comissão técnica, passaríamos vergonha. E a incompetência e a ruindade do time seriam mascaradas por uma classificação na bacia das almas. Espero que esse resultado dê um choque de realidade capaz de acordar essa diretoria omissa, pois caso contrário, em 2017, teremos uma temporada muito ruim. Precisamos de reforços na defesa, no meio campo e no ataque. Precisamos, no mínimo, de um zagueiro experiente para comandar a defesa, de um volante que marque como um pitbull, de um meia armador e de atacantes que façam gols. E de um técnico competente e atualizado capaz de organizar o time. Se isso não ocorrer, passaremos vergonha em tudo o que disputarmos e corremos o risco de ter um 2017 pior que 2016.


sábado, 10 de dezembro de 2016

Cruzeiro X Corinthians

Pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi para Belo Horizonte, MG, onde enfrentará o Cruzeiro neste domingo, 11/12, às 17:00 horas, no estádio Mineirão. Sétimo colocado no Campeonato, com 55 pontos, 15 vitórias, 10 empates, 12 derrotas e 50% de aproveitamento, o Timão terá como adversário o 13º colocado com 48 pontos, 13 vitórias, 9 empates, 15 derrotas e 43% de aproveitamento. Para o Corinthians só interessa a vitória para manter vivo o sonho de se classificar para a Copa Libertadores. Mas, mesmo se ganhar, não terá a vaga assegurada se o Botafogo ou o Atlético-PR vencerem seus jogos. Já ao Cruzeiro, basta um empate para garantir sua participação na Copa Sul Americana. 
Ficha Técnica - Cruzeiro X Corinthians
Local: estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 11 de dezembro de 2016, domingo
Horário: 17:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway - MT (ASP-FIFA)
Assistente 1: Fabio Rodrigo Rubinho - MT (ASP-FIFA)
Assistente 2: Leandro dos Santos Ruberdo - MT (ASP-FIFA)
Quarto árbitro: Adriano Milczvski - PR (CBF-1)
Cruzeiro: Rafael; Ezequiel, Léo, Manoel, Edimar; Henrique e Ariel Cabral; Robinho, Arrascaeta e Alisson; Rafael Sóbis; Técnico: Mano Menezes
Corinthians: Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian, Romero, Camacho, Rodriguinho e Marlone; Guilherme; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Além dos escalados, também foram relacionados os seguintes jogadores:
No Cruzeiro os goleiros Elisson e Lucas França, os zagueiros Bruno Henrique e Fabrício Bruno, os meio campistas Alex, Bruno Nazário, Bruno Ramires, Elber, Lucas Romero, Marcos Vinícius e Rafinha, e o atacante William.
No Corinthians, o goleiro Cássio, os laterais Léo Príncipe e Guilherme Arana, os zagueiros Pedro Henrique e Léo Santos, os volantes Jean e Marciel, os meias Marquinhos Gabriel e Giovanni Augusto, e os atacantes Lucca, Gustavo e Léo Jabá.
Mesmo com tempo suficiente para treinar e descansar, mas em clima de luto pelo acidente com o time do Chapecó, a última rodada do campeonato, apesar de decisiva para alguns times em relação à vagas para outros torneios e definição do último time que cairá para a Série B, está mais para fim de feira do que fim de campeonato. Muitos jogadores já estão de férias e alguns times atuarão com time misto. 
Para o Corinthians, o jogo, dependendo de uma combinação de resultados, poderá ser decisivo. Com certeza, será um jogo difícil. O adversário, que só precisa de um empate para classificar-se para a Sul Americana, dever fazer marcação cerrada para anular a ofensiva corinthiana. A esperança alvinegra é a volta de Guilherme, após 35 dias sem jogar devido a um problema muscular. Ele atuará como falso 9, com Romero e Marlone pelas pontas e Rodriguinho na armação.
Independente de obter a vaga, já que depende do resultado de outros jogos, uma vitória será importante para encerrar o campeonato com dignidade.

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meutimao.com.br-Renato Cobucci e Gil Leonardi/Imprensa MG/fotospublicas.com-MAON
Daniel Vorley/Lightpress/hojeemdia.com.br-Agência Corinthians/corinthians.com.br-MAON
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Na relação custo benefício, estamos no prejuízo

Segundo informação do Teleco, colunista do Meu Timão, em sua conta no Twitter, esses foram os gastos do Corinthians com a compra de jogadores neste ano de 2016. Na relação acima não estão discriminados os custos pela aquisição de 70% do goleiro Douglas, as luvas de Camacho e Bruno Paulo e o ressarcimento ao Joinville do pré acordo do Bruno Paulo para a disputa da Série B. 
Ao final da temporada, constatamos que, para o Corinthians, todo esse dinheiro foi um gasto e não um investimento. A maioria deles não rendeu o que se esperava. Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Lucca acabaram a temporada na reserva. Balbuena e Vilson, titulares por falta de opção, transformaram a melhor defesa do campeonato numa peneira. André não correspondeu e já foi vendido. Alan Mineiro, também não rendeu, foi emprestado para o América-MG e para o Bragantino. O goleiro Douglas nem estreou, foi emprestado ao Grêmio, lesionou-se e voltou ao Corinthians para tratamento. Gustavo participou de alguns jogos, mas não correspondeu. Jean atuou apenas 12 minutos. Bruno Paulo chegou lesionado, foi operado, quando estava se recuperando precisou operar novamente e nem chegou a estrear. Guilherme oscilou muito, ficou um tempo no Departamento Médico, teve algumas boas atuações e no último jogo reconquistou a titularidade. Dos contratados, apenas Marlone e Camacho terminaram a temporada em alta, sendo que este, por ter atuado improvisado de 1º volante, só mostrou bom rendimento quando voltou para sua posição original. E Marlone, só se firmou após ter uma sequência de jogos.
Creio que as muitas mudanças de técnico podem ter influenciado o mau rendimento de alguns jogadores, mas por si só, esse fator não explica tudo. Houve muita má vontade e corpo mole de muitos atletas que não renderam o que podiam e muitas contratações foram equivocadas. O nível técnico de alguns é lamentável. Erram passes, finalizações e maltratam a bola. Os olheiros do Timão devem estar com catarata ou não sabem a diferença do que é atuar bem no Campeonato Paulista ou na Série B e vestir a camisa do Corinthians. Ou, os DVDs de melhores momentos foram muito bem editados. 
A temporada termina com uma única certeza. O planejamento foi mau feito, as contratações não renderam e muito dinheiro foi para o ralo. E não me refiro apenas ao contrato de jogadores, pois os técnicos também tiveram um mau desempenho. E a presidência, autocraticamente, usou de dois pesos e duas medidas. Cristóvão, com 18 jogos, 7 vitórias, 6 derrotas e 5 empates foi demitido no vestiário após a derrota de 2 a 0 para o Palmeiras. Já Oswaldo de Oliveira, com 8 jogos, duas vitórias, 4 empates e duas derrotas, está firme no cargo, mesmo tendo sido goleado por 4 a 2 pelo Cruzeiro na Copa do Brasil e de 4 a 0 pelo São Paulo no Campeonato Brasileiro.
Diante de tantos erros, omissões, incoerências e incompetências, o que esperar para 2017? Como ser otimista diante do cenário que se delineia? Como acreditar nessa diretoria? O que esperar desses jogadores que, com raras exceções, não honram sequer seus salários?
Vamos aguardar a última rodada e o planejamento para o próximo ano, pois tudo se definirá em função da classificação ou não para a Copa Libertadores. E que São Jorge nos ajude e elimine o Dragão da incompetência e da omissão da nossa diretoria. 
QUERO MEU CORINTHIANS DE VOLTA

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Parabéns Corinthians, campeão da Liga Paulista de Futsal

Pelo segundo ano consecutivo, o Corinthians conquistou o título da Liga Paulista de Futsal. É o 11º título da equipe alvinegra, a maior vencedora da competição. No jogo de ida, em Sorocaba, o Corinthians venceu por 4 a 2 e dependia de um empate para sagrar-se campeão. Mas, jogando em casa, com o Ginásio Wlamir Marques lotado, o Timão goleou o rival por 4 a 0, com gols de Leandro Lino (2), Vander Carioca e Rocha. 
O jogo foi precedido de homenagens ao Chapecoense, dentro e fora da quadra. A Fiel compareceu em peso, lotou o Ginásio e deu um show, apoiando o time e vibrando muito.
Com domínio total da partida, os comandados de André Bié, com muita garra e técnica, honraram a camisa e protagonizaram mais uma conquista do nosso glorioso Futsal.
PARABÉNS CAMPEÕES

Créditos e fontes de imagem
Fernando Dantas/Gazeta Press/gazetaesportiva.com

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Não era só futebol

Não era não. Para muitos era uma profissão, seu ganha pão. Para outros uma promessa de vida, a busca de uma carreira vitoriosa, a busca do sucesso, a garantia de um futuro melhor, a sua realização pessoal e profissional. Era o sentimento do dever cumprido e o coroamento do esforço, do trabalho, da dedicação. Para todos, a realização de um sonho. O sonho do pequeno que se agigantou e que, degrau a degrau, chegou à final de um torneio continental. O sonho de mais um título, do seu maior título. 
Não era só futebol. Era um sonho. O sonho de um time, de uma torcida, de uma cidade, de uma população.
Um sonho que virou pesadelo com ingredientes de um filme de terror. Vidas ceifadas, famílias desesperadas, filhos sem pais, esposas sem maridos, pais e mães sem seus filhos, só tristeza, muitos ais. 
O que falar neste momento de tanta dor e desespero? Palavras de consolo fogem-me como as vidas que se foram. Dói o peito, lágrimas lavam-me a face. Não sei o que fazer, não sei o que falar. Apenas chorar as lágrimas sentidas de uma dor que atinge meu coração com a partida desses irmãos, que não são irmãos de sangue, mas irmãos de Humanidade criados por um mesmo Pai. E diante da tristeza que minh'alma invade, sinto-me parte dessas famílias enlutadas. Coloco-me no lugar de cada parente, faço por eles uma vibração envolvendo-os no carinho e na solidariedade, pedindo que esses irmãos, os que partiram e os que ficaram, sejam acolhidos, amparados e confortados. 
Já não existe mais rivalidade, já não vejo mais adversários. Vejo apenas irmãos necessitados de um abraço, de um carinho... Ao invés do canto da torcida, entoo um canto de solidariedade a esses irmãos de Humanidade. 
Analisando as notícias e as mídias sociais, constato que não estou sozinha nesse sentimento. A solidariedade se multiplica, os rivais se irmanam e se mobilizam para todo o tipo de ajuda. A fraternidade extrapola os limites da cidade, do estado, do país, ultrapassa o mundo da bola. Em cada rosto solidário uma lágrima rola, fazendo emergir em cada um, o humano que ainda não perdemos e o divino que nem sempre reconhecemos. 
E, no meio de tanta dor que nos machuca o coração, as tragédias chamam a atenção para os verdadeiros valores e o sentido da vida. Fazem emergir o divino que temos guardado, muitas vezes escondido e ignorado até mesmo por nós que o possuímos. E assim como o lírio brota no lodo, nasce a esperança de que a semente da solidariedade possa renascer nos corações endurecidos pelo rancor e que a rivalidade não seja, jamais, maior do que o amor e a compaixão.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Que ataque de nervos

Mais um jogo sem fazer a lição de casa. E a lição nem era tão difícil. Bastava ao Corinthians fazer a sua parte, vencer o 2º pior visitante do campeonato e, das 21 bolas que chutou ao gol, encaixar uma. Mas, para o Corinthians, fazer gol parece ser uma missão impossível. O time paranaense pouco ameaçou. Das 7 vezes que chegou ao gol, só acertou uma. E o Walter salvou. Tivemos 54,9% de posse de bola, criamos algumas boas chances e desperdiçamos todas. Tivemos volume de jogo, criamos mais que em outros jogos e erramos o arremate final. Como o que manda é bola na rede, empatamos o jogo, perdemos a chance de ir para o G6 e agora não mais dependemos só de nós. Além de precisar vencer o Cruzeiro em Belo Horizonte, é necessário que Atlético-PR ou Botafogo, perca seu jogo.
Embora o jogo tenha sido um pouco melhor que os anteriores, o time continua devendo futebol. Nosso volume de jogo foi enganoso, um verdadeiro latifúndio improdutivo. Nossa defesa pareceu segura, mas não foi ameaçada. O meio campo criou, mas ninguém aproveitou e o ataque foi a mesma lástima de sempre. Além disso, continuamos errando os fundamentos básicos. O time finalizou 21 vezes, 6 certas, 15 erradas e nenhum gol. E errou 55 passes, 34 cruzamentos e 24 lançamentos. Fora alguns lances bizarros, como o protagonizado pelo Marquinho Gabriel. 
Rodriguinho foi o melhor em campo, Camacho e Marlone foram bem, Cristian, mesmo não sendo brilhante, fez seu melhor jogo depois que voltou para o Timão. Romero, apesar da raça, nada produziu, e Marquinhos Gabriel, após ter feito uma boa partida contra o Internacional, fez outro jogo medíocre. 
Com o resultado, o Corinthians ficou com 55 pontos, um a menos que o Furacão e Botafogo, quinto e sexto colocados, respectivamente. Assim, terá de vencer na última rodada, pois perde em todos os critérios de desempate, e torcer para que um dos dois rivais perca seu jogo.
Na próxima rodada, a última da competição, os alvinegros enfrentarão o Cruzeiro, no próximo domingo, 04/12, às 17:00 (de Brasília), em Belo Horizonte. E no mesmo horário, o Atlético-PR enfrentará o Flamengo, na Arena da Baixada, em Coritiba.
Melhores momentos
Ficha Técnica - Corinthians 0 X 0 Atlético-PR
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 26 de novembro de 2016, sábado
Horário: 21:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden - RS (FIFA)
Assistente 1: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior - RS (CBF-1) 
Assistente 2: Lúcio Beiersdorf Flor - (CBF-1)
Quarto árbitro: Márcio C. Brum Coruja - RS (CBF-2)
Público: 24.701 pagantes
Renda: R$ 1.291.293,00
Cartões amarelos: Rodriguinho, Vilson (Corinthians); Lucho González, Thiago Heleno (Atlético-PR)
Corinthians: Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian (Giovanni Augusto), Marquinhos Gabriel (Gustavo), Camacho, Rodriguinho e Marlone; Romero (Lucca); Técnico: Oswaldo de Oliveira
Atlético-PR: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani (Matheus Rosseto), Lucas Fernandes (Nikão), Lucho González (João Pedro) e Pablo; André Lima; Técnico: Paulo Autuori

Créditos e fontes de imagens e vídeo
globoesporte.globo.com-Fernando Dantas/Gazeta Press/gazetaesportiva.com-MAON
youtube.com/Soccer Play-globo.com

domingo, 27 de novembro de 2016

Eu choro por ti Corinthians

Te maltrataram, te vilipendiaram, te exploraram, te usaram, te abusaram, te estupraram. E num grande complô, te transformaram no paraíso dos gigolôs, de empresários mercenários, de diretores coniventes que te venderam, te liquidaram e te alijaram de teu bem maior.
Tentaram te asfixiar e te matar, te isolaram num palácio de mármore frio e sem vida, de onde tentaram expulsar sua torcida, que de torcer se vê impedida por regulamentos imbecis, criados por um mercado vil. Por aqueles que só vêm cifrão onde mora a paixão, transformando as arenas na tumba do futebol, no sepulcro da alegria que a cada dia que passa vai perdendo seu encanto, vai perdendo sua magia.
Corinthians amado, Corinthians idolatrado! O que fizeram pra ti? O que fizeram de ti?
Mas, mesmo com o coração sangrando, de tristeza e de dor, continuamos te amando com o mesmo ardor. 
E buscamos na lembrança de teu passado vencedor a flama da esperança de um novo porvir, de um futuro glorioso que faça jus à tua grandeza e que resgate teu esplendor. 
Tentaram matar tua alma, mas, a alma é imortal. Ela permanece e vive na paixão do torcedor, que ao interesse do empresário e à omissão do diretor contrapõe todo o seu amor. 
Amor à camisa, amor ao brasão, amor ao Corinthians: eterna PAIXÃO
Choro por ti Corinthians. Um pranto de dor mas, também um pranto de amor.
Mas, não ficarei inerte. Engulo o choro, enxugo as lágrimas e parto pra batalha. A batalha da sua libertação daqueles que de ti querem o bônus sem a contrapartida do ônus, daqueles que te usam, te abusam, que querem sorver o suco e te transformarem em bagaço, no bagaço da laranja chupada por quem só te vê como objeto de uso, de lucro e de poder. De quem te explora e na mídia te calunia, de quem te usa como trampolim, de quem te usa para auferir lucros em negociatas sem fim.
Quem sou eu para desafiar os poderosos que hoje te dominam? Para desafinar o coro dos contentes que vivem às custas de seu suor? Onde buscar munição para vencer o exército que te domina e que te escraviza?
Eu sou muitos, eu sou milhões, eu sou seu dono, o seu tutor. Eu sou seu eterno torcedor e minha arma é o amor. 
Eu sou a torcida, eu sou a arquibancada, eu sou o velho que torce no sofá.
Aparento estar amortecida por tantos golpes e sacanagens, mas, estou viva e não vou me calar diante de medidas abusivas.
Eu sou o teu resgate, a tua libertação, a libertação do jugo do ambicioso empresário e do diretor conivente. A libertação de quem não soube te amar, a libertação daqueles que apenas te usaram e te abusaram.
Eu sou tua torcida aguerrida, eu sou a Fiel das quebradas, da raiz da arquibancada.

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Gabriel Uchida/ fototorcida.com.br

sábado, 26 de novembro de 2016

Corinthians X Atlético-PR

Pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians receberá o Atlético-PR, neste sábado, 26/11, às 21:00 horas, em sua Arena em Itaquera. Será um confronto decisivo para a classificação para a Pré Libertadores. Em 7º lugar na tabela de classificação, com 54 pontos, 15 vitórias, 9 empates, 12 derrotas e 50% de aproveitamento, o Timão terá por adversário o 5º colocado com 55 pontos, 17 vitórias, 4 empates, 15 derrotas e 51% de aproveitamento. Em 6º lugar está o Botafogo também com 51 pontos. Faltando apenas dois jogos para o término do Brasileirão, o time que vencer terá a chance de permanecer no G6. 
Ficha Técnica - Corinthians X Atlético-PR
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 26 de novembro de 2016, sábado
Horário: 21:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden - RS (FIFA)
Assistente 1: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior - RS (CBF-1) 
Assistente 2: Lúcio Beiersdorf Flor - (CBF-1)
Quarto árbitro: Márcio C. Brum Coruja - RS (CBF-2)
Corinthians: Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian, Marquinhos Gabriel, Camacho, Rodriguinho e Marlone; Romero; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Atlético-PR: Weverton; Léo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani, Lucas Fernandes, Lucho González e Pablo; André Lima; Técnico: Paulo Autuori
Além dos possivelmente escalados, também foram relacionados
No Corinthians, o goleiro Cássio, os laterais Guilherme Arana e Léo Príncipe, os zagueiros Léo Santos e Pedro Henrique, os volantes Jean e Marciel, os meias Giovanni Augusto e Guilherme, e os atacantes Gustavo, Lucca e Léo Jabá.
No Atlético-PR, o goleiro Santos, os laterais Rafael Galhardo e Renan Lodi, os zagueiros Marcão e Wanderson, os volantes Deivid e Mattheus Rosseto, os meias João Pedro, Marcos Guilherme e Nikão, e os atacantes Luan e Yago.
Estão fora, no Corinthians: Rildo, Yago, Danilo, no Departamento Médico; e no Atlético-PR: Lucas Macanhan, Cleberson, Juninho e Nicolas, no Departamento Médico.
Estão pendurados com dois cartões amarelos, No Corinthians: Giovanni Augusto, Guilherme e Uendel; e no Atlético-PR: Weverton, Marcão, Hernani, Nikão, Pablo, Luan.
No Corinthians, com o retorno de Rodriguinho que cumpriu suspensão no último jogo, Wendel volta para a lateral esquerda e o meia assume a armação do time. Desejando um time mais rápido, Oswaldo optou pela mesma formação do jogo anterior, com Marlone e Marquinhos Gabriel pelos lados e Romero de falso 9. No último treino, o técnico enfatizou as bolas paradas ofensivas e defensivas.
O que esperar desse jogo decisivo para salvar a temporada? Apenas a vitória. Jogando em casa, contra o pior mandante do campeonato, qualquer outro resultado será um desastre, não só pela perda da vaga na pré Libertadores, mas pelo conjunto da obra. Se não fossem os vacilos, estaríamos numa situação mais confortável. Agora o time tem que correr atrás do prejuízo e o mínimo que se espera é que joguem com raça e determinação, que coloquem o coração na ponta das chuteiras e que encarem o jogo como uma decisão. A classificação só depende do Corinthians, que se fizer sua parte, vencendo os dois jogos que faltam, conseguirá acabar a temporada com um mínimo de dignidade.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O corinthianismo se expressa no futsal

Futsal, a expressão do Corinthians e do Corinthianismo. Também teve desmanche. Também perdeu seu técnico. Mas, ao contrário do campo, teve inteligência e competência para superar suas dificuldades. Mesclando jogadores experientes e garotos da base, deu a volta por cima com muita técnica, raça e comprometimento. É hoje a expressão máxima da raça corinthiana. Os jogadores suam a camisa, jogam com paixão, transbordam emoção. E nos emocionam. 
E jogando bonito, com muita raça e competência, chegaram, às finais da Liga Paulista e da Liga Nacional de Futsal. 
Parabéns aos jogadores! Parabéns ao técnico Bié, o grande comandante desse time!
Obrigada futsal do Timão por não deixar o corinthianismo morrer.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

"Ai, CORINTHIANS, Quando és o vencedor, Pobre fica milionário Rindo da própria dor".

Reafirmo que Corinthians é PAIXÃO que desafia qualquer indício de racionalidade. Em alguns momentos até consigo ser racional, fazer análise tática, técnica e que tais, questionar o time, sugerir estratégias, questionar jogador... Geralmente isso acontece quando o time vai mal, acumulando insucessos e fazendo meu coração sangrar. Talvez, no desespero e na ânsia de ajudar, procuro ser racional. Mas, basta uma vitória para emergir a paixão, ressuscitar a alegria, a emoção e reabastecer-me de esperança. Para fazer sentir-me feliz, alegre e contente. Nessas horas fico embriagada de amor e sinto todo o efeito da cachaça do torcedor. Saio do inferno e mergulho no céu, em todo o seu esplendor. A felicidade me visita e a alegria contagia. Digo adeus à racionalidade, distancio-me dos problemas e procuro apenas usufruir o momento, vivenciando integralmente sua magia. Se é provável que ele pode não perdurar pra sempre, procuro potencializá-lo ao máximo, para não perder nem um segundo dessa onda de euforia. Tudo se ilumina, a felicidade me afaga e tento vivê-la intensamente. Com a esperança resgatada, passo a vislumbrar novas vitórias, novas conquistas, novos momentos de glória. Esqueço os problemas, minimizo as dificuldades, sinto-me milionária e como diz a canção, rio da própria dor.
Num piscar de olhos, passo da água ao vinho, do inferno ao céu, da tristeza à alegria, inebriada de amor e de magia. A razão não explica. Mas, quem disse que a paixão é racional? A paixão é o tempero da vida nos momentos sem sal. Ela faz pulsar forte o coração. Só a paixão explica o que sinto pelo Coringão.
Se todos aqueles que atuam no Corinthians conseguissem entender essa paixão do torcedor, e também por ele se apaixonassem, todos seríamos mais felizes. Muitos do que nele atuaram a sentiram intensamente, como o nosso ídolo Sócrates Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Doutor da bola e da Democracia. 

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Corinthians X Internacional

Pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentará o Internacional nesta segunda feira, 21/11, em sua Arena em Itaquera. Com as vitórias do Atlético-PR, Grêmio e Chapecoense, o Corinthians perdeu duas posições e no último jogo da rodada o Corinthians tentará recuperá-las. Em 9º lugar na tabela de classificação, portanto sem chances de chegar ao G6 nesta rodada, com 51 pontos, 14 vitórias, 9 empates, 12 derrotas e 49% de aproveitamento, o Timão terá por adversário o 17º colocado, com 39 pontos, 10 vitórias, 9 empates, 16 derrotas e 37º de aproveitamento. 
Se a situação do Timão está complicada, a do Internacional foi agravada pela vitória do Vitória sobre o Figueirense, que manteve o time gaúcho na zona da degola. Com a dispensa do técnico Celso Roth, após o empate em casa com a Ponte Preta, o clube gaúcho contratou o Lisca, treinador respeitado no Ceará após evitar o rebaixamento do Vozão em 2015. Com apenas três dias de trabalho, ele espera motivar os jogadores a sair da atual situação. “Não sou herói, mas, na base da conversa, a gente tenta passar uma mensagem positiva para o elenco”, declarou o novo técnico.
Ficha Técnica - Corinthians X Internacional
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 21 de novembro de 2016, segunda-feira
Horário: 20:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques – PR (ASP-FIFA)
Árbitro assistente 1: Bruno Boschillia – PR (FIFA)
Árbitro assistente 2: Ivan Carlos Bohn –PR (ESP)
Quarto árbitro: Rafael Traci – PR (ASP-FIFA)
Corinthians: Walter; Fagner, Vilson, Balbuena e Guilherme Arana; Cristian, Marquinhos Gabriel, Camacho, Uendel e Marlone; Romero; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Internacional: Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Geferson; Rodrigo Dourado e Anselmo; Anderson, Eduardo Sasha e Valdívia; Vitinho; Técnico: Lisca
No Corinthians, além dos escalados, também foram relacionados os goleiros Cássio e Matheus Vidotto, o lateral Léo Príncipe, os zagueiros Pedro Henrique e Léo Santos, os volantes Jean, Marciel e Warian, o meia Guilherme, e os atacantes Gustavo, Isaac e Léo Jabá.
Estão fora, Giovanni Augusto, Rodriguinho, Lucca, suspensos, Rildo, Yago e Danilo, no Departamento Médico, Bruno Paulo em transição para o campo, e Willians, dispensado após ter discutido com um torcedor.
Estão pendurados, com dois cartões amarelos, Giovanni Augusto, Guilherme e Uendel. 
O Corinthians irá para o jogo com seis mudanças em relação ao time que empatou com o Figueirense. A mais surpreendente é a escalação do lateral Uendel, recuperado de lesão, improvisado no meio campo, e a manutenção de Guilherme Arana na lateral esquerda. Balbuena e Vilson comporão a dupla de zaga, Cristian atuará de 1º volante, Marlone ganha nova oportunidade, substituindo o suspenso Giovanni Augusto, e Romero atuará como falso 9. Guilherme, recuperado de lesão, voltou a ser relacionado.
O último treino, que durou mais de uma hora, teve por foco as bolas paradas: cobranças de faltas e de escanteios e cabeceios. 
No Internacional, o novo técnico fechou o treino e não divulgou a escalação.
O que esperar desse jogo? Em situação normal, pela fragilidade do adversário e, principalmente por jogar em casa, com o apoio da sua torcida, o Corinthians seria franco favorito. Mas, depois de tantos vacilos, com um time remendado e com a pouca vontade que os jogadores vem demonstrando em campo, o jogo é uma incógnita. E ainda, para complicar, o Timão tem a triste mania de ressuscitar defunto e ajudar os pequenos. Ao Corinthians só interessa a vitória. Confesso que estou bastante apreensiva e temo por um mau resultado, pois, infelizmente, as últimas atuações alvinegras foram decepcionantes e nosso técnico, que parece viver num universo paralelo, nem sequer percebeu que o time foi mal. Mas, vou torcer muito e vibrar para o time superar suas dificuldades e fazer a sua parte. Precisamos, no mínimo, independentemente de atingir o G6 ou ajudar rebaixar o Internacional, terminar a temporada com um mínimo de dignidade.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Uma noite de terror

O que vimos na quarta-feira à noite no estádio Orlando Scarpelli em Florianópolis foi um espetáculo grotesco de dois times praticando o anti futebol. Nem no catadão após o churrasco de domingo, regado a muitas brejas, a bola é tão maltratada em campo. O jogo mais parecia uma pelada de final do ano e não a disputa entre dois times profissionais num campeonato oficial. De um lado, um time brigando para permanecer na Série A do Brasileirão. Do outro, um time que diz querer se classificar para o torneio continental. Comum a ambos, um baixo nível técnico, uma bagunça tática, desorganização e jogadores apanhando da bola. E uma arbitragem caseira, errando muito, não coibindo a violência dos anfitriões, que bateram sem dó, invertendo faltas, ignorando pênalti e validando gol impedido. Mas, embora as reclamações contra a arbitragem sejam pertinentes, elas não anulam o mau desempenho técnico e tático do Corinthians, que se tivesse aproveitado as poucas oportunidades criadas, teria vencido o jogo e o homem do apito, cujos erros contra o Timão têm sido recorrentes. Só para lembrar, esse apitador validou três gols impedidos contra o Corinthians nos jogos com o Fluminense, Flamengo e Figueirense. 
Ultimamente, cada vez que vejo um jogo do Timão declaro ser o pior jogo que assisti. Infelizmente, no jogo seguinte, o time consegue superar sua ruindade, para a decepção da Nação Alvinegra. Neste último jogo faltou tudo: futebol, organização tática, qualidade física e técnica dos jogadores, compactação, acerto de passes, criatividade, precisão no arremate final, raça e vibração. Com raríssimas exceções, faltou alma, faltou ser Corinthians. O time não trabalhou a bola, abusou dos chutões, vacilou no gol adversário, recuou no 2º tempo e foi castigado nos acréscimos com um gol impedido validado pelo Amarilla brasileiro.
Mas, o pior ainda estava por vir: a entrevista do Oswaldo de Oliveira. O treineiro teve o desplante de declarar que o time teve boa atuação e atribuiu o resultado exclusivamente à má arbitragem, ignorando as falhas gritantes e escandalosas apresentadas pelo time. Acho que vimos jogos diferentes ou o Oswaldo deve estar com graves problemas visuais. Ou fazendo o jogo do contente, tal como fazia a garota Pollyanna, no romance escrito por Eleanor H. Porter. Além de subestimar nossa inteligência, sua falta de objetividade e autocrítica atrapalha o time. Incapaz de diagnosticar os problemas da equipe, nem sequer de enxergá-los, ele jamais poderá resolvê-los e o time continuará jogando do mesmo modo e cometendo os mesmos erros. E ficaremos na dependência de lampejos ou da habilidade individual de um jogador, (como aconteceu no gol do Camacho) para obter um bom resultado. Com um desempenho pífio nesta sua passagem pelo Corinthians, com apenas uma vitória em 6 partidas e com o aproveitamento de apenas 33% dos pontos disputados, a atuação do Oswaldo ainda tem o agravante de que quanto mais tempo ele tem para treinar, pior é o desempenho do time. Se numa orquestra com músicos limitados, um bom regente dificilmente consegue uma boa sinfonia, imagine o desastre que ocorre quando o maestro não percebe as notas dissonantes nem identifica os instrumentos desafinados? O mesmo acontece num time de futebol, quando o técnico não percebe os erros cometidos nem é capaz de identificar as falhas dos jogadores. Infelizmente, esta é a realidade atual do Corinthians, o que nos faz temer novas tardes e noites de terror.
Como o Oswaldo achou que o jogo estava bom, ele demorou para fazer as substituições. Preferiu deixar o Willians mancando em campo, o Marquinhos Gabriel andando e errando tudo o que tentou fazer, o Giovanni Augusto apagado, o Lucca perdido de falso 9 e todos desperdiçando o pouco que o Rodriguinho conseguia criar. Deve ter alguma cláusula no contrato do Fraquinho Gabriel que obriga sua escalação permanente, pois ele não cria nada, erra passes, perde a maior parte dos lances individuais, não acerta o gol, além da apatia demonstrada em campo, mas não sai do time. Tem sido o pior jogador nos últimos jogos. Apesar do mau desempenho dos jogadores, Oswaldo só mexeu no time no finalzinho, talvez só para ganhar tempo, já que para ele o time estava bem. 
Rodriguinho e Camacho foram os melhores em campo, a defesa foi pouco testada, mas errou no lance do gol e o ataque continua o mesmo ataque de nervos. 
Além da má atuação, perdemos três jogadores para o próximo jogo. Lucca e Rodriguinho levaram o 3º cartão amarelo e Giovanni Augusto levou o vermelho direto por arrumar confusão em campo no final do jogo.
Com o empate o Corinthians perdeu a oportunidade de subir para o G6 e só não perdeu mais posições porque os que poderiam nos ultrapassar, também falharam em seus jogos. Dependendo de si mesmo, o Timão ainda poderá reagir, pois ainda faltam três jogos para o término do Brasileirão, sendo dois na Arena, um deles confronto direto contra o Atlético-PR, o atual 6º colocado na tabela. Mas, para que isso ocorra, é necessário que as falhas sejam diagnosticadas e corrigidas e que Oswaldo tenha um choque de realidade e abandone o mundo de fantasia em que se encontra. Mais do que classificar-se para a Pré Libertadores, é fundamental que se termine a temporada com um mínimo de dignidade. 

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Figueirense X Corinthians

Pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians foi para Florianópolis onde enfrentará o Figueirense nesta 4ª feira, 16/11, às 21:45 horas, no estádio Orlando Scarpelli. Sétimo colocado no torneio, com 50 pontos, 14 vitórias, 8 empates,12 derrotas e 49% de aproveitamento, o Timão terá por adversário o 18º colocado, com 33 pontos, 7 vitórias, 12 empates, 15 derrotas e 32% de aproveitamento. Por razões diversas, ambos os times precisam da vitória. O Corinthians para entrar no G6 e garantir uma vaga na Pré Libertadores, e o Figueirense para manter a esperança de fugir da degola para a Série B. 
Com o empate entre o Atlético-PR e Fluminense, o Corinthians, se vencer o Figueirense, volta para o G6 e só depende dele para permanecer entre os 6 primeiros colocados. Já a situação do Figueirense é mais dramática. Há 7 jogos sem vencer, com o 2ª pior ataque do torneio, com apenas um gol marcado nos últimos 7 jogos, o time de Floripa, mesmo se vencer o Corinthians, ficará na dependência de uma improvável combinação de resultados para não cair para a Série B. Segundo os matemáticos, ele tem apenas 2% chances de permanecer na Série A. 
Ficha Técnica - Figueirense X Corinthians
Local: estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 16 de novembro, quarta-feira
Horário: 21:45 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco - RS (FIFA)
Assistente 1: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior - RS (CBF-1)
Assistente 2: Jorge Eduardo Bernardi - RS (CBF-1)
Quarto árbitro: Rafael Traci - PR (ASP-FIFA)
Figueirense: Gatito Fernandes; Ayrton, Werley, Marquinhos e Jeferson; Josa, Jackson Caucaia, Renato e Ferrugem; Lins e Rafael Moura; Técnico: Marquinhos Santos
Corinthians: Walter; Léo Príncipe, (Fagner) Léo Santos, Pedro Henrique e Guilherme Arana; Willians, Rodriguinho, Camacho, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel; Lucca; Técnico: Oswaldo de Oliveira
No Corinthians, além dos possíveis escalados, também foram relacionados os goleiros Cássio e Matheus Vidotto, o lateral Mantuan, o zagueiro Vinicius Del'Amore, os volantes Cristian, Jean e Marciel, o meia Marlone, e os atacantes Gustavo, Isaac e Léo Jabá.
Estão fora: Uendel, Rildo, Guilherme e Danilo, no Departamento Médico, Vilson, suspenso, Balbuena e Romero, com a seleção paraguaia, Yago e Bruno Paulo, em transição para o campo, após recuperação de cirurgia.
Estão pendurados com dois cartões amarelos, Lucca, Giovanni Augusto, Guilherme, Rodriguinho e Uendel.
O técnico do Figueirense fechou o penúltimo treino para a imprensa, mas deverá escalar o que tem de melhor disponível. Para o jogo, o técnico Marquinhos Santos não poderá contar com os suspensos Bady, Marquinhos Pedroso e Rafael Silva.
No Corinthians teremos novidades entre os titulares e no banco. Na defesa Walter volta para o gol, a dupla de zaga será formada pelos garotos Pedro Henrique e Léo Santos, em substituição ao Balbuena e ao Vilson, na lateral esquerda Guilherme Arana ocupará o lugar de Uendel e no ataque, Lucca, entrará no lugar de Guilherme, atuando como um falso 9. Se Fagner, que voltou hoje da seleção brasileira, não tiver condições de jogo, Léo Príncipe o substituirá na lateral direita. Com a ausência de Romero, Camacho volta a jogar em sua posição de origem, com liberdade para avançar. Teremos um time bastante modificado em relação ao que vem atuando e espero que Oswaldo de Oliveira tenha aproveitado os 9 dias de treino para corrigir os erros e dar um padrão tático à equipe. No banco, as novidades são o zagueiro Vinicius Del'Amore, o lateral Mantuan e o atacante Léo Jabá, recém promovidos da base. 
Se algumas mudanças foram por necessidade devido aos desfalques, outras foram por opção técnica. Walter, recuperado de lesão, volta ao gol por estar melhor que Cássio, e Lucca no ataque é uma alternativa de velocidade, diante da defesa lenta do figueirense, formada por Werley e Marquinhos.
Apesar de vir de um resultado desastroso diante do São Paulo e de ter que atuar com uma equipe bastante modificada, o Corinthians tem condições de vencer o fraco time do Figueirense, muito mais limitado que o nosso. Aliás, tem a necessidade e a obrigação de vencer para voltar ao G6 e terminar o ano com um mínimo de dignidade.

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domingo, 6 de novembro de 2016

Ali tinha um bando de frouxos

Se a torcida é um bando de loucos, no gramado do Morumbi tinha um bando de frouxos, um time sem vontade, sem alma e sem respeito à camisa do Timão. Um time sem dignidade, como reconheceu um dos jogadores, um time amorfo, desorganizado, desarticulado, atrapalhado e desmotivado. 
Nossa defesa é uma peneira, só tem buracos. Não importa quem atue, o resultado é sempre o mesmo. Parece que estão fazendo rodizio para cometer um pênalti. Não temos um volante de contenção para proteger a zaga. O meio campo não desarma, não arma e não cria e o ataque não passa de um ataque de nervos para nós torcedores e de um ataque de risos para os adversários. Nosso time, atualmente, vive de uns breves lampejos individuais e das falhas dos adversários. Tem jogador que parece estar na passarela, pois desfila em campo. Uns são displicentes, outros afobados e o time todo desorganizado. É um coro desafinado e dissonante. Parece que não tem maestro ou então, tem um maestro sem diapasão. 
O jogo foi pior que um filme de terror, um halloween meio atrasado no qual nossos jogadores mais pareciam meninos assustados tremendo de medo, paralisados e apenas assistindo, sem reação, as bolas entrarem no gol. E após o jogo, não faltaram justificativas, desculpas, xingamentos e até palavrões, como se o que aconteceu fosse um acidente de percurso e não uma situação recorrente na temporada. 
Ao invés de assumir sua responsabilidade, o técnico culpou o juiz pela goleada, afirmando que o gol decorrente de um pênalti que não existiu desestabilizou a equipe. Ao terceirizar o fracasso do time, Oswaldo tentou livrar-se do vexame jogando a responsabilidade, que também é sua, nos outros, ignorando que time bom tem a capacidade de reagir mesmo levando um gol de pênalti que não existiu. Time que tem qualidade reage e mostra que para vencer não precisa da ajuda do juiz. Willians pediu desculpas ao torcedor, Fagner falou que faltou dignidade, no que ele está certo, pois faltou mesmo, e Cássio saiu xingando e soltando palavrões. Saíram do campo lamentando, mas não assumiram seus erros individuais e coletivos. Tanta indignação deveria ser com eles mesmos, protagonistas do vexame. Nós, torcedores não queremos desculpas nem lamentações. Queremos apenas que respeitem a camisa do Timão e no mínimo que façam jus aos seus altos salários e mordomias. Queremos ver jogador se doar em campo e não esse bando de frouxos fazendo tudo errado e se lamentando como meninos mimados e malcriados. 
Mas, reconheço que a responsabilidade não é somente do técnico e dos jogadores. A responsabilidade maior é da diretoria que promoveu os desmanches e não repôs à altura. E de quem permitiu que o time perdesse mais de 20 jogadores e boa parte de sua comissão técnica e na hora da reposição das peças perdidas compraram na xepa da feira e, sem bons cozinheiros, não conseguem nem fazer um sopão. 
Alguns, inclusive a diretoria, talvez para eximir-se de suas responsabilidades, acharam que o problema era o técnico e depois da ida do Tite para a seleção e do segundo desmanche de jogadores do ano, partiram para o troca troca e de nada adiantou. Embora corresponsáveis, os técnicos não são os vilões do nosso fracasso em 2016. Eles são efeitos e não a causa do problema. Nesse time limitado, amorfo e sem vontade, o problema maior não era o Cristóvão, o Carille e, atualmente, não é o Oswaldo. Com esse elenco nem Guardiola, Mourinho e Simeone juntos dariam jeito. 
O time é o reflexo da omissão, da incompetência e do descompromisso da diretoria e do grupo que a bancou. Problemas e escândalos pipocam em todos os setores, no clube social, na Arena, no marketing e no financeiro, em prejuízo da imagem do Corinthians e com reflexos no desempenho em campo. E o futebol, carro chefe e vitrina do SCCP, é o mais prejudicado. 
Temos um elenco que, além de tecnicamente limitado, com raríssimas exceções, atua sem vontade e determinação. Embora tenhamos a base mais vencedora do país, pouco aproveitamos nossas revelações, vendendo mal e precocemente nossas possíveis promessas, favorecendo apenas os empresários dos garotos. Aqueles que sobem para o profissional não ficam nem no banco, enquanto os que subiram de outros times são colocados para jogar e fazem gols, inclusive contra nós. Os nossos garotos, preservados para não serem queimados, só treinam e não jogam. E isso tem sido com todos os técnicos. 
Como contratamos mal, precisamos reconstruir o time. Do elenco que temos, pouco se aproveita. Tem que fazer uma limpa e, como não temos dinheiro para investir em grandes talentos, que se contrate pelo menos três bons jogadores para serem referência na defesa, no meio campo e no ataque e coloque os garotos que vieram da base para jogar. Eles não são piores do que muitos dos que estão no time e atuarão com mais vontade, pois precisam conquistar vitórias para alavancar suas carreiras. A maioria dos jogadores atuais está acomodada, desmotivada e não têm amor nem respeito à nossa camisa. Falta vontade e falta referência para os mais novos e inexperientes. Falta profissionalismo e amor à camisa. 
A ação nefasta da diretoria levou-nos à situação vexatória de termos que agradecer por não corrermos o risco de cair. E de sermos ameaçados de ficar fora da Copa Libertadores, mesmo após a zona de classificação ter passado de G4 para G6. Quanto à possibilidade de classificação eu tenho algumas dúvidas: 
Uma classificação na bacia das almas significa que estamos aptos para o torneio continental? 
Vai ter dinheiro para reforçar o time para garantir uma atuação digna, eficaz e eficiente? 
Ou vamos passar vergonha e cair na fase preliminar? 
Tal classificação não serviria para abafar os desmandos da diretoria, camuflando os problemas que enfrentamos? 
Como torcedora apaixonada quero que o Corinthians participe e tenha sucesso, mas a vontade da torcida será suficiente para alavancar o time? Ou se for para passar vexame seria melhor não se classificar?
O que deverá prevalecer, a paixão ou a razão?
Diante de tantas dúvidas e incertezas, precisamos ter o bom senso de não confundir o Corinthians com seus dirigentes e com os profissionais que nele atuam. E a certeza que o Corinthians é maior que todos eles. Eles passam, o Corinthians fica. Eles desmancham o time, mas jamais conseguirão destruir o Corinthians nem o nosso corinthianismo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

São Paulo X Corinthians

Pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentará o São Paulo neste sábado, 05/11, à 19:30 horas, no estádio do Morumbi. Sétimo colocado na tabela de classificação, com 50 pontos, 14 vitórias, 8 empates, 11 derrotas e 51% de aproveitamento, o Timão terá como adversário o 12º colocado com 42 pontos, 11 vitórias, 9 empates, 13 derrotas e 42% de aproveitamento. Ainda com esperança de classificar-se para a Copa Libertadores, o Corinthians vai em busca da vitória. Já o São Paulo, embora em pior situação no campeonato, busca apagar o mau resultado da última rodada quando perdeu de 1 a 0 do América-MG, afastar-se de vez da Z4 e até, numa combinação de resultados pouco provável, beliscar uma vaga no torneio continental. 
Ficha técnica - São Paulo X Corinthians
Local: estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: 5 de novembro, sábado
Horário: 19:30 horas (de Brasília)
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva – SE (ESP) 
Árbitro assistente 1: Guilherme Dias Camilo – MG (FIFA)
Árbitro assistente 2: Nadine Schramm Camara Bastos - SC (FIFA)
Quarto árbitro: Marcelo Aparecido R de Souza – SP (CBF-1)
São Paulo: Denis; Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes, Wesley, João Schmidt (Kelvin), Cueva e David Neres; Chavez; Técnico: Ricardo Gomes
Corinthians: Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Willians, Romero, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel; Guilherme; Técnico: Oswaldo de Oliveira
Além dos possivelmente escalados, também foram relacionados:
No São Paulo: o goleiro Renan Ribeiro, os zagueiros Lugano e Lyanco, o volante Wellington, os meias Daniel e Jean Carlos, e os atacantes Pedro, Luiz Araujo, Gilberto e Robson.
No Corinthians: os goleiros Matheus Vidotto e Caique, os laterais Guilherme Arana e Léo Príncipe, o zagueiro Pedro Henrique, os volantes Camacho, Cristian e Marciel, o meia Marlone e os atacantes Gustavo, Lucca e Rildo.
Estão fora, no São Paulo: Hudson, Breno, Ytalo e Lucas Fernandes, no Departamento Médico, e Carlinhos e Bruno, aprimorando a forma física. No Corinthians: Walter, Yago, Danilo e Bruno Paulo, no Departamento Médico.
Estão pendurados com dois cartões amarelos, no São Paulo: Chavez, Carlinhos, Denis, Hudson, Kelvin, Lyanco, Mena e Michel Bastos; e no Corinthians: Lucca, Giovanni Augusto, Balbuena, Vilson, Guilherme e Uendel.
No São Paulo Ricardo Gomes fechou o último treino na sexta-feira, no CT da Barra Funda e quando a imprensa foi liberada, 12 jogadores, possíveis titulares, observavam o trabalho dos reservas. Estavam fora da atividade em campo reduzido: Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio, Mena, João Schmidt, Wesley, Thiago Mendes, Cueva, Kelvin, David Neres, Pedro e Chavez. O técnico tem várias opções para o jogo. Pode usar Buffarini na direita, com Wesley no meio, na vaga de João Schmidt, se quiser manter um esquema mais ofensivo, ou no lugar de um dos pontas (David Neres ou Kelvin), caso pense em uma formação mais cautelosa.
No Corinthians Oswaldo de Oliveira não fez mistério e revelou a escalação do time. Cássio substituirá Walter no gol, Balbuena, preservado no último jogo por estar pendurado e poder jogar o clássico, entrará na zaga e Pedro Henrique voltará para o banco, William, com mais pegada, substituirá Camacho na cabeça de área. No ataque, Guilherme está de volta após cumprir suspensão e jogará centralizado, com Marquinhos Gabriel na esquerda e Romero na direita. 
Durante os treinamentos da semana, Oswaldo enfatizou muito as bolas paradas defensivas, a saída de bola da defesa e as triangulações. E para manter o foco no clássico, antecipou a concentração para quinta feira.
Vencer o jogo é imprescindível para se atingir o único objetivo que restou ao time alvinegro, a classificação para a Copa Libertadores. Não será uma tarefa fácil. O adversário vem mordido com sua derrota para o então lanterna e vai jogar com o total apoio de sua torcida nessa excrecência de jogo com torcida única. Embora numa situação mais complicada que o Timão no Brasileirão, clássico é sempre um campeonato a parte e tudo pode acontecer. Será um jogo equilibrado, com os dois times buscando a vitória e precisando vencer. Todo cuidado é pouco e o Corinthians não pode vacilar nem se afobar. Tem que entrar focado, manter a concentração, fechar os espaços, aproveitar as oportunidades que surgirem e não errar ao finalizar. Nem cometer pênaltis e faltas por afobação. E se não for na técnica, que seja na raça.

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