segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Uma tragédia anunciada

Houve quem acreditasse na classificação para a Copa Libertadores. Mas, isso deve ter sido muito mais desejo do que esperança. Após os últimos jogos do Corinthians, ficou difícil, quase impossível, botar fé nesse time. Em campo e fora dele, muitos erros e decepções. E no último jogo, o desempenho foi igual ao do 2º turno, um fiasco, rendimento de time rebaixado. Se não fosse a gordurinha do início do campeonato, estaríamos ferrados. Nossa incompetência foi tanta, que mesmo estando na frente duas vezes, deixamos o Cruzeiro sambar como quis em nossa área e tomamos a virada. 
Contra os mineiros, faltou tudo no time do Corinthians: condições físicas e técnicas, padrão tático, organização, entrosamento, comprometimento, vontade e vergonha na cara. Não houve respeito à camisa e os profissionais sequer honraram seus salários. Mas, o que faltou de competência, sobrou de desculpas dos jogadores e do técnico. E, para confirmar a omissão dessa diretoria, o presidente não se manifestou nem assumiu a responsabilidade pelos seus erros. 
Embora tenha tido maior posse de bola, (54,1%) os jogadores não sabiam o que fazer com ela. E, para não variar, deram apenas 4 chutes a gol, 2 certos e 2 errados, contra 17 finalizações do Cruzeiro, 6 certas e 11 erradas. Nossos jogadores pareciam estar perdidos em campo, nossa defesa era uma peneira e nosso ataque, novamente, um ataque de nervos para a Fiel e um ataque de risos para os adversários. A partida estava mais para uma pelada de casados X solteiros, após o churrasco de fim de semana, do que um jogo decisivo do Campeonato Brasileiro. 
Após o jogo, só desculpas e justificativas. Desculpas descabidas para um time descompromissado e omisso, mau formado, mau estruturado e desorganizado. E, com raríssimas exceções, com jogadores sem a menor garra e respeito ao time que lhe paga os polpudos salários. 
Oswaldo de Oliveira, que ao vir para o Corinthians salvou o Sport do rebaixamento, teve o pior desempenho entre nossos 4 técnicos do ano. Em 9 partidas, venceu duas, empatou 4 e perdeu 3. Dos 27 pontos disputados, conquistou apenas 10. Teve 37% de aproveitamento, contra 67,6% do Tite, 54,1% do Carille e 48,1% do Cristóvão. Com ele, o Corinthians teve sua pior defesa, com 15 gols contra, e o pior ataque, com apenas 11 gols. E, por incrível que pareça, a intenção do presidente corinthiano, é mantê-lo em 2017.
Diante da fragilidade atual do time, não ter se classificado para a Libertadores pode ter sido o melhor para o Corinthians. Com esse time e com essa comissão técnica, passaríamos vergonha. E a incompetência e a ruindade do time seriam mascaradas por uma classificação na bacia das almas. Espero que esse resultado dê um choque de realidade capaz de acordar essa diretoria omissa, pois caso contrário, em 2017, teremos uma temporada muito ruim. Precisamos de reforços na defesa, no meio campo e no ataque. Precisamos, no mínimo, de um zagueiro experiente para comandar a defesa, de um volante que marque como um pitbull, de um meia armador e de atacantes que façam gols. E de um técnico competente e atualizado capaz de organizar o time. Se isso não ocorrer, passaremos vergonha em tudo o que disputarmos e corremos o risco de ter um 2017 pior que 2016.


2 comentários:

  1. Parabéns por suas matérias, em meu trabalho a internet tem acesso restrito porém consigo visualizar seu blog e sempre acompanho suas postagens, há mais ou menos um mês. Quem disse que mulher não entende de futebol? Parabéns acaba de ganhar um fã.

    ResponderExcluir
  2. Nós que estamos acostumados com bons times nos últimos anos, nos deparamos com esse time horroroso, jogadores omissos que não honram o manto que vestem, não correm, não dão um carrinho, não fazem força para mudar o placar, sem contar nosso treinador que usa de pressupostos que não cabem mais no futebol para treinar a equipe. Vendo Cruzeiro e Corinthians jogar, tivemos a certeza que contratamos o treinador errado, graças ao nosso ilustríssimo Presidente Patético de Andrade.

    ResponderExcluir