segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Corinthians+Fiel 2 Avaí+Leandro Vuaden 1

Vencemos mais uma batalha. Começou com festa, virou uma guerra e só com muita luta e labuta conseguimos a vitória. Vitória sofrida e de virada, vitória da raça e da superação. Vitória com a marca de um time que quer ser campeão.
O começo foi pomposo, com muitas homenagens, entusiasmo e saudações. O Timão entrou em campo homenageando seu mais ilustre torcedor, Luiz Inácio Lula da Silva, que inicia uma nova luta, agora contra o câncer. 
Carregando uma faixa com a mensagem #ForçaLULA, o time manifestou sua solidariedade, vibrando intensamente pela sua recuperação, enquanto nas arquibancadas, faixas com o seu retrato e palavras de incentivo demonstraram o carinho da torcida para com o ex presidente do país. 
A Copa do Mundo, também foi tema do jogo do Pacaembu. Faixas e bandeirões referentes à participação do Estádio do Corinthians no próximo mundial de Futebol foram exibidas antes da partida. Uma delas, medindo 50 metros de largura por 80 metros de comprimento, feita pela Sony, patrocinadora oficial da Copa do Mundo na cidade, exibia o logotipo de São Paulo e a expressão "Bem-vindo" em seis idiomas.
O jogo iniciou com o timão indo pra cima, mas de maneira um tanto atabalhoada, revelando ansiedade e afobação por parte dos jogadores. Aos 12 minutos o Avaí abriu o placar, num lançamento de William, que estava impedido, para Robinho, que livre, mandou para o gol uma bola indefensável para o Júlio César. Mais uma bobeada da zaga no campeonato. Depois do gol, nosso time se descontrolou, tentando, a todo custo, buscar o empate e reverter o resultado, mas de forma desorganizada, atabalhoada e sem objetividade. 
Diante da forte marcação do Avaí nossos jogadores, nervosos, erravam muitos passes no setor ofensivo, o meio campo não conseguia se articular com o ataque, deixando Liedson encaixotado entre os zagueiros adversários e Paulinho, totalmente marcado, não conseguia avançar. Aos 30 minutos Jorge Henrique se contundiu e, após uma verdadeira conferência no banco corinthiano, Émerson entrou em campo, dando outra dinâmica ao jogo. No 1º tempo, as nossas finalizações ou foram para fora ou foram defendidas pelo goleiro deles que, apesar de ser meio mão de manteiga, estava numa tarde inspirada.
No 2º tempo o Corinthians voltou diferente, mais centrado, mais organizado e objetivo, Tite conseguiu acertar o time e principalmente, transmitir aos jogadores o equilíbrio psicológico que faltou na etapa inicial. Com uma nova postura, com Émerson contagiando os companheiros com seu entusiasmo e determinação, o time foi se ajustando e engrenando, demonstrando, já nos primeiros minutos, sua capacidade de reação. Mas, eis que, novamente, entra em campo, o 12º jogador do Avaí, a arbitragem. O auxiliar já havia validade um gol impedido, faltas a nosso favor não foram marcadas, mas outras contra nós foram inventadas e apesar disso, passamos a mostrar possibilidades reais de reação e de reverter o resultado. Se nossa desorganização na etapa inicial permitiu ao adversário segurar a vantagem, no 2º tempo a situação começou a se inverter. Aí Leandro Pedro Vuaden acionou sua arma, ou seja, seu apito, para, descaradamente nos prejudicar.
E, num lance, que nem foi falta, deu o cartão vermelho para o Castán, que nem amarelo tinha, deixando-nos com 10 jogadores em campo. O árbitro considerou que nosso zagueiro interrompeu com falta uma situação clara de gol na intermediária da área quando nosso goleiro já estava com a bola dominada. É incrível como o Corinthians vem sendo sistematicamente prejudicado pela arbitragem na proporção em que os times cariocas vem sendo beneficiados. Só para exemplificar, nos três últimos jogos fomos vítimas da arbitragem com um pênalti inventado no jogo contra o Cruzeiro e com expulsões de jogadores que não tinham nem amarelo nos jogos de Porto Alegre e no do Pacaembu



Novamente, cartão vermelho para a arbitragem.




Com a expulsão de Castán, o time teve que se remontar em campo. Ao invés de promover substituições, Tite optou por redefinir as funções dos que estavam no jogo. Ralf virou zagueiro, com Paulinho recuado para a função de 1º volante, Danilo e Émerson foram colocados mais para trás, permanecendo William e Liedson no ataque. E, cada jogador em campo se dou e correu mais para suprir a ausência do Castán. E a torcida continuou fazendo a sua parte, apoiando o time sem parar.
Mesmo com um jogador a menos, o Corinthians continuou atacando e após várias tentativas, aos 16 minutos, após receber um passe de William, Émerson invadiu a área e com um belo gol, empatou a partida. 
O Timão continuou pressionando, até que aos 32 minutos, Liedson fez o gol da virada e o Pacaembu explodiu de alegria. O Avaí tentou desesperadamente o gol de empate, mas o Corinthians, valentemente, segurou o resultado. Após a virada, Tite, aos 34 minutos substituiu Liedson, que saiu aplaudidíssimo, por Wallace, reforçando a defesa e aos 38 minutos, Edenilson substituiu William, reforçando a marcação.
A entrada de Émerson, bem como a orientação de Tite no intervalo, foram determinantes para nossa vitória e Júlio César não teve culpa pelo gol sofrido e fez boas defesas. Émerson foi o melhor jogador em campo, demonstrando espírito de luta e liderança, incentivando e time e fazendo valer sua experiência e malícia, embora tenha exagerado no final da partida, o que lhe custou um cartão amarelo. Mas, todo o time doou-se muito em campo e tudo foi feito para compensar a inferioridade numérica.

sábado, 29 de outubro de 2011

Corinthians X Avaí - Pré-jogo

Vamos para a 32ª batalha da guerra pelo pentacampeonato pressionados pela necessidade de retomar a liderança o mais rápido possível e em manter a distância dos concorrentes que estão se aproximando. 
Botafogo e Fluminense já jogaram e venceram suas partidas. Flamengo e Vasco jogam domingo e, se ganharem, deixarão o campeonato ainda mais embolado. Para o Corinthians só interessa a vitória. Vamos jogar contra o Avaí, o penúltimo colocado na tabela de classificação, que, com 29 pontos, precisa da vitória para sair da zona da degola. Enquanto nós buscamos o título, o adversário busca a sua permanência na Série A. Eles vem embalados e esperançosos depois da vítória conquistada no último jogo contra o Botafogo.
Toninho Cecílio, o técnico do Avaí, relacionou 19 jogadores e não quis revelar a escalação, mas o time provável deverá ter os seguintes jogadores: Felipe; Daniel, Gian, Fernandinho e Cássio; Pedro Ken, Júnior Urso, Robinho, Cláudio Caçapa e Lincoln; William. Também foram relacionados o goleiro Fernando, os volantes Acleisson, Diogo Orlando e Fabiano, os meias Cléverson e Leandrinho e os atacantes Rafael Coelho e Robert.
O Corinthians deverá iniciar o jogo com Júlio César; Welder, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique, Liedson e William. Welder entra no lugar de Alessandro, suspenso e Jorge Henrique substitui Alex, lesionado. No banco, as novidades são Wallace, no lugar de Chicão, que se encontra doente e Émerson, que de acordo com o Tite, tem condições de jogar 30 minutos. Teoricamente o esquema tático será 4 4 3, com Ralf e Paulinho mais defensivos, dando proteção à zaga, mas com liberdade para sair para o ataque; com William pela direita e Jorge Henrique pela esquerda, incumbidos de marcar os laterais e ajudar na frente; com Danilo atuando centralizado sem muita responsabilidade de marcar, armando as jogadas e Liedson, com a responsabilidade de atuar no meio dos zagueiros e fazer os gols. O time foi armado com a mesma formação tática, estilo e jogadores do início do campeonato, quando o time disparou na liderança.
Quanto a escalação considero que Alessandro suspenso é um bom reforço e que no lugar de Jorge Henrique deveria ter sido escalado Edenilson ou Luiz Ramires, por serem mais ofensivos e objetivos. Na prática, JH atua mais como volante, ficando mais preso à marcação, o que pode dificultar o desenvolvimento do esquema tático, transformando-o num 4 4 2.
Nos últimos treinamentos foram realizadas atividades de bolas paradas ofensivas, partindo da cobrança de escanteios e de bolas lançadas da lateral. Foram ensaiados lances com a presença de Paulo André e Castán na área e com Danilo desviando de cabeça para trás os arremessos efetuados por Welder. No treino de sábado, além do trabalho físico, ocorreu um trabalho tático com três escalações, sendo que cada atleta só podia dar dois toques na bola.
Tivemos uma semana para recuperar as forças, para corrigir os erros, aperfeiçoar fundamentos e ensaiar novas jogadas. Vamos jogar no Pacaembu, com a casa lotada e com o apoio da torcida. Já foram vendidos mais de 31500 ingressos. Nosso elenco é tecnicamente superior ao do Avaí, além de termos uma infraestrutura de 1º mundo. Mas, precisamos estar atentos, concentrados e emocionalmente equilibrados. Cuidado com as faltas e cartões bobos, pois tem muita gente pendurada: Paulo André, Ralf, Paulinho e Danilo e vamos precisar do time inteiro para as partidas restantes. Nada de afobação e de chutões. É preciso ter paciência, trabalhar a bola, construir as jogadas e muita atenção com o William deles, um atacante oportunista e perigoso. Felizmente Bruno Sena, seu melhor volante está suspenso.
Estamos em casa e temos a obrigação de chamar a responsabilidade do jogo e de não deixar o Avaí se animar. Vamos buscar a vitória, os três pontos e, dependendo da combinação de resultados, a liderança. Não podemos deixar os outros se aproximarem. Vamos com tudo pra cima deles. Vamos jogar como time que quer ser campeão. Vamos jogar com raça, com garra, com determinação. Vamos jogar com Corinthians.



Créditos e fontes de imagens
radiocoringao.com.br
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mais uma Falha do Grupo Folha

Enquanto a Nação Corinthiana  e Itaquera festejam a construção do Estádio que sediará a Copa do Mundo, a imprensa elitista e tendenciosa tenta desqualificar o Sport Club Corinthians Paulista e o bairro de Itaquera. Não bastasse jornalistas esportivos e blogueiros anti corinthianos, não é que a Folha de São Paulo, do mesmo grupo do UOL, que hospeda blogueiros inimigos do Timão, resolveu dar uma força pra campanha de desqualificação, veiculando um vídeo onde, a partir do seu título, exala preconceito, ao vincular nosso estádio e Itaquera ao problema do vício do crack.

Com o título: "O palco da abertura da Copa do mundo de 2014 está cercado pelo crack" o vídeo foi motivo de indignação e protesto de corinthianos, com manifestações em blogs, no twitter e em cartas dirigidas àquele periódico. Para a surpresa de muitos, a resposta da ombudsman foi simplória e padrão:
  
... "foi um erro, sem dúvida, chamar o que ocorre ali de “crackerão”, mas a reportagem visa mostrar que há um problema humano nos arredores de onde está sendo erguido o estádio que merece atenção das autoridades. Nesse sentido, a matéria é válida."

Atenciosamente,

Suzana Singer
Ombudsman – Folha de S.Paulo
Al. Barão de Limeira, 425 – 8o. andar
01202-900 – São Paulo – SP
Telefone: 0800 159000
Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br

@folha_ombudsman

http://www.folha.com.br/ombudsman/


Como cidadã brasileira e como corinthiana, duplamente indignada, com a matéria e com a resposta da ombudsman, também fiz o meu protesto, que transcrevo a seguir:


Indignada que estou, como cidadã brasileira, com mais uma reportagem tendenciosa e parcial dessa empresa, não poderia deixar de protestar contra essa matéria bem como pela resposta padrão dada pela ombudsman a todos aqueles que me antecederam em semelhante protesto.
A matéria aborda o grave problema de viciados em crack como se o descaso pelo mesmo estivesse vinculado à construção do estádio do Corinthians, ignorando que tal problema está presente em todos os locais, inclusive nas imediações da sede da Empresa Folha de São Paulo e do call center do UOL. Assim, se a intenção da reportagem fosse chamar a atenção para o problema e se fosse fruto da preocupação com a questão social vinculada ao vício, a abordagem seria mais ampla e não focada apenas em Itaquera. E não precisaria ir tão longe. Bastaria olhar pelas janelas das empresas Folha de São Paulo e UOL, escolher quem entrevistar e descer para realizar a matéria. Poderia ampliar mais ainda o tema e focalizar a prostituição, o lenocínio, o tráfico de drogas, os assaltos e outro males sociais que correm solto em todas as regiões de São Paulo, inclusive na Alameda Barão de Limeira e imediações. E a reportagem poderia receber o nome sugestivo de ”O palco do Grupo Folha está cercado pelo crack, pelo tráfico de drogas, pela prostituição, por assaltantes e outros males sociais.” Longe de mim querer vincular o Grupo Folha às causas dessa situação, muito menos os profissionais que nela trabalham. Apenas pretendo mostrar o absurdo do enfoque da reportagem sobre o crack em Itaquera, que, explicitamente, a partir do seu título, vinculou o problema do crack ao futuro estádio do Corinthians, palco da abertura da Copa do mundo de 2014.
 

De antemão já aviso que se for para me enviar a resposta padrão Ctrl C Ctrl V, que a ombudsman poupe seu tempo, pois eu já li tal resposta em vários blogs.
O intuito deste é deixar público o meu protesto e a minha indignação contra uma matéria preconceituosa, tendenciosa que ao invés de informar e debater um assunto tão grave com seriedade, preocupou-se apenas em desqualificar o estádio do Sport Club Corinthians Paulista e o Bairro de Itaquera.
Mas, sinceramente, tal reportagem não me causou surpresa, apenas indignação. Não me causam mais surpresas matérias veiculadas por um jornal que, desrespeitando parentes e amigos daqueles que foram torturados, mortos e/ou desaparecidos nos porões dos órgãos repressores, considera que no Brasil a Ditadura foi, apenas, uma Ditabranda.

Maria Angélica de Oliveira Nascimento

Entorno do Estádio do Corinthians
Mas, como diz um velho ditado "enquanto a caravana passa, os cães ladram..."  Portanto, continuemos nossa caminhada na construção, não apenas do nosso estádio, a futura Meca do futebol Mundial, mas de toda a grandeza do nosso Corinthians, não só no futebol, mas em inúmeros outros esportes terrestres e aquáticos. E, para contrapor ao lixo dos pseudo jornalistas e pseudo blogueiros, assistam um vídeo que testemunha o trabalho realizado na construção do templo sagrado do futebol corinthiano.





Créditos e fontes de imagens
corinthians.com.br
rodadecorinthianos.blogspot.com
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josiannebezerra.blogspot.com
sejaditaverdade.net
Masterplan
Odebrecht/ youtube.com

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Com o gol de Alex, o chimarrão virou tererê




Fomos buscar três pontos, mas só conseguimos um. Mesmo assim, considerando-se as circunstâncias do jogo, o resultado não chegou a ser um desastre, pois, mesmo jogando um tempo inteiro com um jogador a menos, eliminamos um concorrente direto ao título. Perdemos a liderança, pois o Vasco venceu o Bahia e, agora, está dois pontos à nossa frente, mas temos condições de recuperá-la, pois ainda estão em disputa 21 pontos. Como prevíamos, não foi um jogo fácil. Hoje somos para o time do DVD um rival maior que o Grêmio. A cada peleja seus velhos traumas vêm à tona e os velhos fantasmas voltam a assombrá-los. Já é um caso para psicoterapeuta. A torcida compareceu em massa e tudo fez para nos provocar, os jogadores entraram com sangue nos zóios e ainda contaram com um árbitro gaúcho para ajudar. Não vou descrever o jogo. Passou na TV aberta e todos puderam a partida acompanhar. Vou apenas comentar, apontar o que foi relevante e as razões que nos fizeram neste embate, sair de lá só com um empate. 
E aqui vai a primeira razão: Na hora de fazer valer o equilíbrio emocional e a determinação, não é que o nosso capitão, numa atitude desequilibrada fez uma falta dura no meia do Inter e foi expulso aos 40 minutos do 1º tempo. Talvez o desespero, por saber que não alcançaria o Andrezinho na corrida, tenha levado o Alessandro a tentar pará-lo no momento em que saia com a bola em direção ao campo de ataque. Em más condições física e técnica, nosso lateral direito titular vem levando bolas nas costas, perdendo as divididas, ficando pra traz nas corridas e abrindo imensas avenidas. Está muito longe de ser o guerreiro que já foi um dia, além de não demonstrar mais equilíbrio e segurança no desempenho de suas funções. Seu desequilíbrio tornou-se mais evidente quando, ao ser expulso pelo carrinho violento e desnecessário, descontrolado, atirou ao chão a braçadeira de capitão. Até o momento da expulsão, com a ajuda de William na marcação, o jogo estava equilibrado e tínhamos tudo para, a qualquer momento, abrir o marcador. 
Tite esperou o intervalo para mexer no time e, mais uma vez, equivocou-se nas mudanças. Na tentativa de recompor o sistema defensivo, tirou William, atacante, e colocou Welder, lateral direito, desarticulando totalmente o esquema do ataque ao deixar Liedson sozinho, além de, com a saída de William, perder uma alternativa de contra ataque. Liedson, sem férias e vindo de lesão, jogando no sacrifício, além de ser fortemente marcado pelos zagueiros, teve sua produtividade, ainda mais prejudicada. Para corrigir o erro da saída do William, Tite foi obrigado a queimar uma substituição, colocando Jorge Henrique no lugar do Levezinho. Só no final, resolveu substituir o Danilo, que não estava bem, pelo Edenilson. O ideal seria, já na volta do intervalo, ter substituído Danilo, que não atuava tão bem como em jogos anteriores, por Welder e Liedson por Edenilson, que tem sido mais ofensivo e objetivo que Jorge Henrique. Com um jogador a mais. o adversário criou mais chances que no 1º tempo e, aos 21 minutos da etapa final, num cruzamento de Kleber, Nei abriu o placar, num lance em que a zaga bobeou e Fábio Santos, vindo de lesão e sem ritmo de jogo, não conseguiu acompanhar a jogada. Com o placar favorável, o time gaúcho passou a administrar a vantagem e tirou o pé. 
E o Timão continuou tentando, pelo menos chegar no empate, apesar do árbitro, que deveria estar com a camisa do Inter debaixo do uniforme, continuar atrapalhando. Faltas a nosso favor foram invertidas e Nei, que já havia recebido o cartão amarelo, ainda antes de fazer o gol matou uma bola no braço e, em outro lance, atropelou Jorge Henrique, mas não recebeu o 2º amarelo, que o tiraria do jogo. Mas, quando Paulinho caiu na área foi advertido por simulação. Aos 43 minutos Alex foi derrubado por D'Alessandro, que já estava amarelado. Com o Inter em vantagem e nos últimos minutos do jogo, a falta foi marcada e o Argentino recebeu o 2º cartão e foi expulso. 
Na cobrança da falta, Alex, usando sua experiência e seu conhecimento do campo, do goleiro e da direção do vento, mandou uma bomba indefensável para as redes do Inter e empatou a partida, calando a torcida gaúcha. Assim, a torcida, que fervia como a água do chimarrão, levou uma ducha de água gelada que fez o chimarrão virar tererê e a gauchada, que já cantava vitória, sair do Beira Rio com cara de acompanhante de velório. E não poderia ser diferente. O gol de Alex acabava de sepultar a esperança do Inter continuar na briga pelo título do Brasileirão.
Nesta reta final do campeonato, após 31 rodadas, algumas situações são evidentes e devem servir de lições para melhorar o desempenho do time nas últimas partidas.
Entre elas, a mais explícita e contundente é o fato de Alessandro não apresentar a mínima condição de ser titular e muito menos capitão do Corinthians. Fora de forma física e técnica e sem ritmo de jogo, apesar de sua experiência, ele pouco tem contribuído e, até mesmo comprometido a atuação do time. Basta lembrar que na melhor fase do Corinthians no campeonato,  o garoto Welder foi titular na maioria dos jogos. Além disso, seu desequilíbrio emocional agrava a situação. Neste ano foi expulso duas vezes por jogo violento, uma no Paulistão, contra o São Paulo em Barueri e outra no último jogo. Se não serve pra titular não pode ser capitão. A função de capitão implica em liderança, em capacidade de comandar pelo exemplo e através de atitudes motivadoras, equilibradas e seguras, qualidades que, neste momento, Alessandro não vem demonstrando. Aliás, quando, num gesto desvairado, atirou a braçadeira de capitão ao chão, simbolicamente, ele já demonstrou não ter condições de assumir o posto.
Outro jogador que caiu muito de rendimento e, hoje, serve apenas para compor elenco, é Jorge Henrique. Perdeu muito da antiga ofensividade e objetividade, talvez pelo fato do técnico tê-lo escalado em posições equivocadas e lhe atribuído múltiplas e variadas funções. Creio que o mais racional no momento seria deixá-lo na reserva, substituí-lo pelo Edenilson ou pelo Ramires, até a recuperação do Émerson e do Adriano e na próxima pré- temporada tentar recuperá-lo, juntamente com o Alessandro e o Chicão. Tal medida poderá ter êxito, desde que o problema deles não seja prazo de validade vencido nem fadiga de material. 
Sobre a arbitragem é necessário que a diretoria se posicione de maneira propositiva junto aos órgãos competentes e à própria mídia para sustar os abusos dos quais temos sido vítimas em todos os jogos. Os outros times têm pressionado a arbitragem com maestria, enquanto nossa diretoria sequer reclama das arbitrariedades que sofremos sob os aplausos da mídia anti corinthiana. O apito amigo, dos outros times, já nos roubou outros títulos, inclusive o do Brasileiro de 2010 e, se ficarmos calados e coniventes com os desmandos da arbitragem, roubará mais um.
Que estes problemas e outros sejam devidamente equacionados e sanados, porque, mais do que nunca, estamos no páreo. O empate heróico que calou o Beira Rio mostrou nossa capacidade de superação e deverá ter, no final do campeonato, um efeito psicológico favorável, do qual precisamos saber tirar proveito. É essencial que o time mantenha a concentração, o equilíbrio emocional e a frieza necessária para enfrentar a pressão dos últimos jogos. Neste momento, tão importante quanto a técnica e a tática é a auto confiança, o entusiasmo, a vontade, a coragem, a garra, a raça, o amor à camisa, a atitude de vencedor... E, nada melhor para quem quer ser campeão do que acatar o conselho de quem já é um campeão consagrado:
  "Muita raça, nada de night e muita vontade." 
                                     (Anderson Silva)



Fontes de imagens
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domingo, 23 de outubro de 2011

Internacional X Corinthians - Pré-jogo


Na guerra pelo pentacampeonato lá vamos nós para Porto Alegre, em busca de mais três pontos e da manutenção da liderança. O jogo será realizado no Estádio Beira Rio, às 16 horas, com transmissão ao vivo para São Paulo pelas TVs Globo e Bandeirantes. Com 7 pontos de vantagem sobre o adversário, que precisa da vitória para ficar entre os primeiros colocados e garantir vaga  na Libertadores, o Corinthians necessita vencer para continuar a depender apenas de si mesmo no Brasileirão. É mais uma decisão, onde estarão frente a frente o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato. O Internacional, com 50 gols enfrentará o Corinthians, que com 30 gols, média de um gol por partida, é o time menos vazado da competição.
O Internacional deverá entrar em campo com Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Juan e Kleber; Bolatti, Guinazu, Andrezinho, Oscar e D'Alessandro; Jô. O técnico é Dorival Júnior. Oscar está de volta e Leandro Damião, Índio e Rodrigo desfalcam o time por lesão. 
O Corinthians deverá iniciar o jogo com Júlio César; Alessandro. Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; William e Liedson. Adriano e Émerson desfalcam o time por lesão e Ramon por suspensão, por ter recebido o 3º cartão amarelo. Também foram relacionados para o jogo e viajaram para Porto Alegre o goleiro Danilo Fernandes, o zagueiro Chicão, o lateral direito Welder, os volantes Moradei e Nenê Bonilha, os meias Edenilson e Luiz Ramires e os atacantes Jorge Henrique e Taubaté, sendo que dois deles deverão ser cortados do banco. 
Fábio Santos, que havia se contundido no jogo contra o Botafogo e que tinha sua volta prevista para 20 dias, num processo surpreendente de superação, volta ao time. Apesar de não poder ser considerado um craque, o lateral esquerdo, pela sua qualidade defensiva e saída de bola, tem sido uma peça chave nos jogos em que atua. Sem outro lateral esquerdo relacionado, se houver necessidade de substituição, Tite terá que improvisar, com Welder, Castán ou Jorge Henrique. Já pela direita, Alessandro, que ainda não recuperou suas melhores condições, deverá ter dificuldades com D'Alessandro, que se encontra em boa fase, e Kleber. Danilo e Alex, como em jogos anteriores, deverão se revezar na armação, tendo liberdade para avançar, o que deverá ocorrer, também, com o volante Paulinho. William e Liedson não se encontram em condições físicas ideais, razão pela qual vêm sendo poupados de alguns treinos e Jorge Henrique, no ataque, tem deixado muito a desejar, enquanto Taubaté, que não tem a confiança de Tite, possivelmente será cortado e não deve ficar nem no banco. Como William volta muito para marcar e Liedson sempre fica muito marcado pelos zagueiros, uma das alternativas de gol é a infiltração dos meias e Paulinho chegar de surpresa na área. No último treino tático, Tite aprimorou a movimentação dos jogadores e exercitou a bola aérea defensiva. 
Precisando do resultado para se manter vivo no campeonato, o Internacional deverá vir pra cima e nossa defesa não pode vacilar. Mas, tão importante como não tomar gols é a necessidade de fazê-los para não ficarmos na dependência de outros times. O festival de entregadas é uma bala no gatilho que será disparada pelos nossos rivais, que tudo farão para impedir que sejamos campeões. No jogo de domingo teremos contra nós a torcida que, depois do Grêmio, considera-nos o grande rival. Não só a torcida, mas o próprio clube, que sempre ressuscita jogos do passado, pousando de vítima para pressionar a arbitragem a seu favor. Neste jogo não foi diferente e, mesmo antes do sorteio dos árbitros, já começou o chororô, do qual a entrevista do Tinga foi a expressão mais patética e ridícula. E por falar em arbitragem, o homem do apito da partida é o mesmo que expulsou o Émerson no jogo contra o Bahia, expulsão que se originou em algo que neste campeonato só aconteceu com o Corinthians, demora para sair de campo na substituição e simulação de lesão. Só que a lesão "simulada" tirou o atacante do time em quatro jogos e, hoje, vai tirar de mais um. Portanto, mais um fator contra nós, a arbitragem, que já nos prejudicou no passado e vai entrar pressionada pelo chororô do Chorolado, o time do DVD. Os desfalques em nosso ataque e o fato de William e Liedson estarem jogando no sacrifício, também são para nós, motivos de preocupações. 
Mas, o time teve toda a semana para treinar e recuperar fisicamente os atletas e a surpreendente volta do Fábio Santos é um belo reforço defensivo. Por sua vez, os jogadores estão motivados e esperançosos na vitória. Acredito que tudo farão para voltarem do Sul com os três pontos. Para isso deverão entrar concentrados, controlando a ansiedade Será um jogo de muita paciência e atenção, em que o sangue frio fará a diferença. Portanto, nada de afobação e nervosismo. Nada de aceitar provocações e entrar na pilha do adversário e de sua torcida. É hora de fazer valer o equilíbrio emocional e a determinação de um time que quer ser campeão.







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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Itaquera: a Copa do Mundo começa aqui


Nas palavras de seu 1º presidente, Miguel Batáglia, "O Corinthians é o time do povo e o povo vai fazer o time."  Portanto, nada mais justo que a casa do time do povo esteja sendo construída num bairro popular, num bairro onde o povo vive na luta pela sua sobrevivência na selva de pedra, onde não faltam feras para devorá-lo, para sugar seu sangue e seu suor e expoliar sua força de trabalho. Povo explorado pelas elites, pelos detentores do capital, desvalorizado pelo poder público que por décadas não investe o que é devido às regiões populares, transformando a periferia em bairros dormitórios desprovidos da infra estrutura mínima para a vida da população. 
Povo que luta contra tudo e contra todos para ter uma vida digna, que luta contra o preconceito, a discriminação, o descaso dos políticos e daqueles que habitam os condomínios de luxo, os bairros planejados, os palacetes... Povo moreno, da pele queimada, povo provindo de todas as regiões do país, fruto da mistura de raças, originário de nacionalidades diversas, povo miscigenado, gente diferenciada... Diferenciada na têmpera, na resistência, na luta, na coragem, na capacidade de enfrentar e resolver seus problemas. Parte dessa gente reside em Itaquera, na Zona leste da cidade de São Paulo, jocosamente chamada pela elite burguesa de Zona Lost, em mais uma tentativa de desqualificação das camadas populares.
Permitiu a Providência Divina, que passados 101 da sua fundação, o time do povo construisse sua casa em Itaquera, um autêntico bairro do povo e através de seu estádio, viesse alavancar o progresso do bairro e da região. Como o povo corinthiano fez muito mais que um time, formou uma Nação dentro do Brasil, a Nação Corinthiana, a República Popular do Corinthians, que hoje já se espalha por todos os continentes, fez, também, da popular Zona Leste o seu centro de irradiação, não só do futebol que lhe deu origem, mas da maioria dos esportes terrestres e aquáticos. Hoje o Corinthians brilha nos campos, nas quadras, nas pistas de atletismo, nas piscinas e até em alto mar. Partimos da Zona leste para o mundo, levando o nome do Corinthians e do Brasil. Parque São Jorge, nossa querida Fazendinha, no meu querido Tatuapé, bairro que adotei para morar; Itaquera, onde nossos garotos eram treinados e onde hoje está sendo construído nosso Estádio, a futura Meca do Futebol Mundial; Engenheiro Goulart, onde está sendo concluído o melhor CT da América Latina. Tudo Na Zona Leste, região onde teve inicio o nosso parque fabril e foi tão importante para a economia nacional.
Portanto, nada mais justo que o Sport Club Corinthians Paulista, time do povo, forjado na luta desde os seus primórdios, contra o preconceito dos times elitistas da época, que tudo fizeram para que um time fundado por dois pintores de parede, um sapateiro e um motorista não participassem dos torneios oficiais, fizesse de uma região que tem o povo em suas raízes, o local privilegiado de suas sedes social e esportiva.
Assim como no passado, o Corinthians teve que lutar muito para conquistar o seu lugar, também hoje, para a construção de seu novo estádio, (uma vez que a Fazendinha tornou-se pequena para abrigar nosso bando de loucos), muitos foram os obstáculos a vencer, principalmente quando se vislumbrou a possibilidade da Arena Corinthians sediar a abertura da Copa do Mundo. Obstáculos colocados por preconceitos contra o próprio Corinthians, por aqueles que até hoje não engoliram o time do povo na elite do futebol, por preconceitos contra Itaquera  e a Zona Leste, obstáculos colocados pelo próprio poder público, que só se curvou ao estádio do Corinthians quando este se tornou a única opção para São Paulo poder sediar a Copa do Mundo, além das paixões clubistas da maioria da mídia que tudo fez para desqualificar nosso clube e sua diretoria.
Mas, como diz a letra de um samba enredo da Escola de Samba Nenê da Vila Matilde "Zona leste somos nós, lutando com galhardia. Zona leste somos nós, o lirismo e a poesia. Salve o Corinthians, campeão dos campeões..." E foi, lutando com galhardia que vencemos os obstáculos, os preconceitos e iniciamos a construção do estádio do Corinthians. E, assim, será no estádio da República Popular do Corinthians, gentilmente cedido para a República Federativa do Brasil pela Nação Corinthiana, que terá inicio a Copa do Mundo de Futebol Masculino - FIFA, no bairro de Itaquera, na Zona Leste da cidade de São Paulo.
Mais do que um evento esportivo, a cerimônia de abertura e os seis jogos que serão realizados em nosso estádio será um canal de desenvolvimento e progresso, movimentando financeiramente a cidade e região e obrigando o poder público a investir em infra estrutura, realizando benfeitorias urbanas que permanecerão após o término da competição. Tais benefícios, principalmente na área de transportes e melhorias do sistema viário, aliados aos incentivos fiscais para quem investir na região, serão para Itaquera e bairros vizinhos, um estímulo para novos investimentos e criação de empregos para os moradores, que hoje trabalham longe de seu local de moradia.
Um século após a profética declaração de Miguel Batáglia "o Corinthians é o time do povo e o povo é que vai fazer o time." constatamos que se o povo fez o time, o Corinthians, o time feito pelo povo, com a sua expansão na região e, hoje, principalmente com a construção do seu estádio, estará, cada vez mais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida do povo, ao alavancar a realização de benfeitorias e a criação de empregos na região.
A Nação Corinthiana agradece a todos aqueles que contribuíram para que o nosso sonho, de uma casa própria capaz de suprir nossa grandeza, possa estar sendo realizado, do presidente Andrés Sanches ao mais humilde operário da construção do nosso estádio. E parabeniza todos aqueles que não mediram esforços para superar os obstáculos, principalmente os preconceitos de classe e as maledicências movidas por interesses clubistas e assumidos por representantes da mídia, colocados a serviço das elites e desses interesses.
O olhar e o sorriso do povo de Itaquera é o testemunho da esperança de um futuro promissor para os moradores da região. O semblante do(a) corinthiano(a), por sua vez, testemunha nosso orgulho de fazer parte dessa imensa Nação, de sermos um(a) louco(a) do bando, de sermos cidadãos(ãs) da República Popular do Corinthians. Forjados na luta, somos forte porque a luta nos fortalece. Nascemos do povo para dar voz e vez ao povo. No passado, vencemos a elite do futebol. Hoje, através do futebol, junto com o povo de Itaquera, empreendemos e estamos vencendo os preconceitos e a discriminação das elites. Não fugimos da luta porque


Arena Corinthians
 


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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quiseram atrapalhar, mas não deixamos a raposa escapar


Na caça à raposa conseguimos fazê-la cair na armadilha e prendemos o bicho na jaula. Aos anti que diziam que a raposa ia devorar o galinheiro e aos que escreveram que na Arena do Jacaré os mineiros não iriam perder, só resta trocar a bola de cristal comprada no camelô, enfiar a viola no saco e ir cantar em outra freguesia. E levar uns pães de queijo pra comer pelo caminho. 
Esqueceram-se que Gavião é predador e caíram nas nossas garras, apesar do árbitro, descaradamente, ter prejudicado o Timão. Como somos mosqueteiros, fomos forjados na luta, por isso não nos rendemos  e derrotamos os mineiros.
Sobre o jogo, surpresa na escalação. Liedson começou jogando, contrariando o anunciado pelo Tite de que iniciaria no banco. O jogo começou pegado e no 1º tempo o Cruzeiro teve mais controle de bola, com grande atuação da Montillo, mas com as jogadas desperdiçadas por Wellington Paulista e Keirrison. Mas, aos 31 minutos, Paulo André quase abre o placar num belo cabeceio, que o goleiro Fábio mandou para escanteio. O adversário atacava, mas o Corinthians estava firme na defesa. No ataque, Liedson sentiu a falta de ritmo, William movimentou-se bem até cansar e pareceu-me um tanto afobado, enquanto Danilo e Alex, revezavam-se nas infiltrações e nos cruzamentos. 
Em dois desses lances, quase que Liedson abre o placar. Ainda na etapa inicial, o árbitro, que parecia atuar com a camisa do Cruzeiro debaixo do uniforme, deixou de assinalar dois pênaltis a nosso favor, numa dividida de Fábio com Liedson e com Paulinho derrubado dentro da área. Na etapa final, marcada por erros de passes dos dois lados, o Cruzeiro teve maior volume de jogo, mas suas investidas pararam na defesa corinthiana, numa tarde brilhante de Castán e boa atuação do Júlio César. Precisando da vitória para exorcizar o fantasma da série B, o Cruzeiro continuou atacando e mantendo maior volume de jogo. Montillo continuou carregando o time nas costas, mas o Cruzeiro não conseguiu manter o ritmo anterior. Por sua vez, o Corinthians passou a cadenciar o jogo, fazendo-o perder velocidade. Ocorreram oportunidades de gols dos dois lados, mas a bola parava nas defesas dos goleiros ou eram tiradas pelos zagueiros.
Aos 19 minutos Edenilson substituiu William e, na 1ª bola que recebeu, arrancou em direção ao ataque e passou para Alex, quando Paulinho, infiltrando-se na área, recebeu a bola e finalizou para o gol. A partir do gol, o time passou a administrar o resultado e aos 25 minutos o lateral Ramon, que não fez uma boa partida e deu muito espaço para o lateral Vitor, foi substituído pelo zagueiro Wallace. O jogo parecia controlado quando numa disputa de bola na área entre Edenilson e Élber, este desaba e, apesar dele não ter sido tocado pelo nosso jogador, o árbitro marcou pênalti. Felizmente, São Jorge resolveu entrar em campo, Montillo fez a cobrança a la Elano e a bola foi para as nuvens.
Tite, inconformado com a marcação do pênalti inexistente e com os erros da arbitragem, apontando para a arquibancada, gritou:
"Todo estádio viu que não foi pênalti, que foi falta no meu jogador"
Aí o árbitro resolveu completar o serviço sujo e expulsou o técnico que, antes de sair, substituiu Liedson por Luiz Ramires. Nos minutos finais do jogo, Ramires, em direção ao gol foi parado pelo árbitro com um impedimento inexistente, Alex teve oportunidade de ampliar e desperdiçou, Júlio César fez uma defesa espetacular num cabeceio de Anselmo Ramon, livre na área, e Wellington Paulista, que já tinha um cartão amarelo, tentou agredir nosso goleiro. Mas, o árbitro, para não expulsar o agressor, não deu cartão.
Durante o jogo, torcedores mineiros agrediram o Tite com xingamentos e cusparadas e o árbitro nada fez para coibir os abusos. Tal omissão, aliada aos erros cometidos dentro do campo, pênaltis e faltas a nosso favor não marcados, pênalti inexistente do clube mineiro, impedimento do Ramires marcado indevidamente, ausência do 2º cartão para o Wellington Paulista, entre outros erros, são indícios suficientes de uma arbitragem, no mínimo, incompetente e equivocada, mas, possivelmente tendenciosa. 
Cartão vermelho para o árbitro.
No balanço geral da partida, saímos no lucro. Vencemos o calor, a torcida, o talento, a garra e a habilidade do Montillo e nosso principal adversário no jogo, a arbitragem. Se no time mineiro, Montillo foi o nome do jogo, no Corinthians Júlio César e Leandro Castán foram os melhores em campo. Alessandro continua devendo, Ramon deixou muito a desejar, Liedson e William jogaram no sacrifício, Alex criou boas jogadas, mas, o novo chuta-chuta pouco acerta e Ralf, felizmente, não voltou contaminado pelo vírus da seleção. Paulo André foi bem na defesa e quase fez um gol de cabeça, Danilo não foi tão bem como em jogos anteriores, Paulinho salvou sua atuação com o gol, aparecendo de surpresa na área, Wallace cumpriu seu papel reforçando a defesa, Ramires não teve muito tempo, mas poderia ter feito o 2º gol se não fosse a mancada do árbitro e Edenilson ajudou na marcação, avançou pro ataque, iniciou a jogada do gol, não fugiu das divididas e já está merecendo a titularidade. Foi um jogo feio, principalmente na etapa inicial, pegado, sofrido, com entradas duras e com muitos erros de finalizações. A vitória veio no sufoco e a parcialidade do árbitro potencializou a dureza do jogo e o sofrimento da torcida.
Cometemos erros que não poderiam ocorrer. Fomos salvos pela ruindade dos atacantes rivais e pela nossa defesa, tanto que nossos melhores jogadores foram Júlio César e Castán. E, quando o melhor em campo é o goleiro e o 2º melhor o zagueiro é sinal de que tem muita coisa a ser corrigida no time. Ainda bem que para isso, temos uma semana inteira para trabalhar.




Créditos e fontes de imagens
republicadocorinthians.wordpress.com
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Agência Lance/terra.com.br
Juliana Flister/globoesporte.globo.com.br
Agência Lance/globoesporte.globo.com.br
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lanceactivo.com.br