quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Apertem o cinto. O Corinthians sumiu.

Por onde anda aquele time organizado, raçudo, que marcava bem, criava oportunidades e fazia gols? Parece que aquele Corinthians sumiu, foi abduzido e evaporou. O que temos visto nos últimos jogos é um arremedo de time, um bando de zumbis, um catadão desorganizado, sem raça e sem graça, desconcentrado e sem vontade, que não consegue vencer times abaixo de medianos, apresentando desempenhos ridículos e péssimos resultados. Um time que não marca, não cria, que pouco finaliza e que nas poucas vezes que tenta, chuta errado, chuta fraco e não faz o gol. Um time com jogadores amorfos, sem fome de bola, repetitivo, sem repertório de jogadas e que, com raríssimas exceções, sua a camisa. Se estamos em início de temporada, é início para todo mundo e isso não justifica o fraco desempenho alvinegro. 
Perdemos jogadores importantes sem reposição à altura. Juninho Capixaba pode ter muito potencial, mas hoje não passa de um garoto assustado que não aguenta o peso da camisa do Corinthians. René Dutra, além de não ser centro avante, não está tão à vontade como quando atuava no Avaí e por opção técnica do treinador estamos com laterais reservas improvisados. Taticamente o time não se reencontrou no 4-1-4-1 e Carille ainda não sabe se o problema é na formação tática, nos jogadores ou nos treinamentos. Parece estar perdido e sem a segurança de 2017. 
Analisando os últimos jogos percebemos a necessidade urgente de reencontrar o time e do time reencontrar-se com o futebol. Os dois últimos jogos foram péssimos quanto ao desempenho e resultados. É visível que no atual esquema tático, o volante Gabriel fica sobrecarregado, a zaga fica desprotegida e os meias, não dando conta de criar e marcar, não fazem uma coisa nem outra. E com a defesa fragilizada pela inoperância na marcação dos laterais, são 90 minutos de sufoco. Na frente, quando a bola chega, os atacantes desperdiçam. Para complicar mais ainda, continuamos falhando nas bolas aéreas defensivas e tomando gols de bola parada. Apesar da violência urbana, hoje, o torcedor corinthiano tem mais medo de escanteio do que de assalto. 
Estamos próximos de um clássico e da estreia na Copa Libertadores e o time sumiu. Mesmo com deficiências no elenco, é preciso resgatar a organização da equipe, mesmo que para isso tenha que mudar o esquema tático. Não basta mudar as peças, tem que mudar a forma de jogar e a atitude em campo. Melhorar as condições físicas e técnicas dos jogadores, aumentar o nível de concentração, resgatar a raça, a garra e a vontade, que sempre foram os diferenciais do Corinthians, criar novas estratégias e escalar os melhores, eis algumas medidas que precisam ser implementadas com a máxima urgência para o sucesso do time na temporada. 

Créditos e fontes de imagens 
globoesporte.globo.com-Marcos Ribolli/globoesporte.globo.com 

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