sexta-feira, 21 de abril de 2017

Bola pra frente

Aconteceu o inesperado e o indesejado. Eliminação é sempre ruim. Eliminação em casa e nos pênaltis é ainda pior. Ainda mais quando o time é um freguês. Mas aconteceu. E nem dá tempo de lamber as feridas e já tem outra decisão pela frente. Portanto, só nos resta enxugar as lágrimas, erguer a cabeça e nos prepararmos para o novo desafio que bate às nossas portas. Isso implica, primeiramente em tirar desse insucesso a sua lição. Onde erramos, o que faltou, onde e por que falhamos? E, principalmente, corrigir as falhas e não errar mais. 
Parar de errar passes e de perder gols, trabalhar melhor as jogadas, aumentar e manter a concentração, não errar nas substituições, treinar pênaltis e não pipocar. Na realidade, perdemos para nós mesmo. Nosso gol saiu logo, achamos que o jogo estava ganho, nos desconcentramos e levamos o empate. Aí, no abafa, tivemos que correr atrás do prejuízo e, por erros nossos, deixamos o jogo ir para os pênaltis, o que há muito tempo, deixou de ser a nossa praia. Nossos 48% de posse de bola foi, predominantemente, no campo defensivo, de 383 passes, erramos 59, de 16 cruzamentos, só acertamos cinco, e de 44 lançamentos, erramos 14. Das 16 finalizações realizadas, só 4 foram certas e só uma resultou em gol. Perdemos gols imperdíveis: dois no primeiro tempo (Jô e Romero) e três na etapa final (Pablo, Rodriguinho e Clayton). Carille substituiu mal, ao colocar o Mortinho Gabriel. ops, Marquinhos, e o estabanado Clayton. Tinha opções melhores no banco: Camacho, Pedrinho, Léo Jabá e Kazin. E nas cobranças de pênalti um experiente pipocou e outro foi displicente e errou. 
Se eu, que sou apenas torcedora, consegui enxergar esses erros, acredito que a comissão técnica, a quem compete corrigi-los, também deve ter detectado essas e outras possíveis falhas. Sei que o tempo de treino é curto, mas como a maioria dos erros foram de postura e de falta de concentração, uma conversa séria e contundente com o elenco é fundamental para o êxito do próximo desafio. 
Excesso de confiança e salto alto são atitudes soberbas e sempre levam ao fracasso. Por isso, apesar da vantagem, temos que encarar o jogo contra o São Paulo com a maior seriedade e não cometer os erros do último jogo. Humildade, concentração e comprometimento são as palavras chaves da disputa da semifinal do Paulistão. 

Créditos e fontes de imagens
esporte.uol.com.br 
twitter.com/@Corinthians 

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