terça-feira, 10 de abril de 2018

Campeão na raça e na competência

Sei que estou atrasada com o post do título, mas a emoção foi tamanha, que nem consegui raciocinar e explicitar em palavras tudo o que senti com essa conquista. Já na sexta feira, fiquei embasbacada com o apoio da Fiel em Itaquera. Não que me surpreendesse, pois não foi a primeira nem será a última vez em que a Fiel Torcida nos emociona com sua devoção ao nosso Timão. Mas a forma utilizada nesse apoio, em que, mesmo de longe era possível sentir a troca de energia entre a Torcida e seu Time, foi algo tão esplendoroso que, sem dúvida, foi ali que o Corinthians começou a ganhar o jogo que lhe garantiu o 29º título no campeonato paulista. 
Não vou me deter sobre o jogo em si, pois toda a mídia já tratou do assunto à exaustão. Prefiro focar na grandeza do Corinthians e na sua capacidade de superar limites, protagonizadas, principalmente, pelo Carille, sua comissão técnica e pelos jogadores. 
Carille, o grande comandante, em pouco mais de um ano conquistou seu terceiro título consecutivo, com um time sem grandes astros, com um elenco considerado inferior e desacreditado pela imprensa, sem centro avante e com perdas de jogadores decisivos do elenco de 2017. No entanto, foi suficientemente competente para tirar de cada atleta o seu melhor e tudo o que cada um fosse capaz de dar, nos gramados e fora de campo. Foi capaz de mudar o time conforme a necessidade e as características de cada adversário, de manter a motivação e o alto astral mesmo em situações adversas, de manter o grupo unido e coeso, de garantir a esperança e a confiança. Carille e sua comissão técnica acreditaram sempre, não desistiram nem mesmo quando tudo parecia difícil, mostrando que não existe o impossível para um time de guerreiros e que a perda de algumas batalhas, necessariamente, não significa que a guerra esteja perdida. E foi esse espírito de grupo, aliados à garra, à raça e à mística corinthiana que garantiu mais uma conquista alvinegra. Ouso afirmar que Carille fez o "milagre" de, mesmo sem estrelas, fazer brilhar uma constelação. 
Mas toda a competência e habilidade da comissão técnica seriam inúteis se os jogadores não tivessem feito a sua parte e seguido suas orientações. A disciplina tática e a entrega estiveram presentes em todo o campeonato. Acataram as determinações do técnico, alguns jogaram improvisados ou no sacrifício, superando desgastes e o curto prazo de recuperação entre os jogos, e o time foi guerreiro e determinado. Obviamente, falharam em alguns momentos, mas na hora decisiva foram além dos limites individuais, superando as dificuldades e vencendo os obstáculos. Cada um, dentro de suas características, deixou a sua marca. Na conquista do título, valeram a experiência do Danilo, do Ralf, do Emerson e do Jadson, a segurança do Cássio, a energia juvenil do Maycon, Matheus Vital e Pedrinho, a liderança do general Balbuena, a habilidade do Rodriguinho, a garra do Clayson e do Romero, a marcação do Fagner, do Gabriel, do Henrique e do Sidcley ... De formas diferentes, cada jogador deu o seu melhor, mas foi o coletivo, a força do conjunto que foi capaz de formar o todo harmonioso e, como fiéis mosqueteiros, "um por todos e todos por um", garantiram mais um troféu para o Coringão. 
Fomos campeões na raça, superando times caros e recheados de estrelas, e testemunhando, mais uma vez, que se o dinheiro ajuda na contratação de jogadores caros e badalados, ele, sozinho, não é capaz de formar um time vencedor.

Créditos e fontes de imagens
twitter.com/@Corinthians 

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