terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O jogo era no Pacaembu, mas a cabeça estava no Japão

No último treino, o Corinthians vacilou e o time se ferrou. Aconteceu o inimaginável. Derrota de virada para um time reserva. Até parece que entramos com a força máxima e a vontade mínima. Na hora, cheguei até a afirmar que se era para se poupar em campo, teria sido melhor ter jogado com um time reserva, mesclando quem não ia para o Japão com os juniores. 
Mas, baixada a poeira e a raiva, considero que, apesar dos riscos, a opção foi acertada. Se eles não jogassem a última partida do Brasileirão, ficariam 18 dias sem treinar e aí, adeus ritmo de jogo...
Com o corpo no Pacaembu e a cabeça no Japão, a bolerada tratou de se preservar. Tirou o pé e o futebol deu WO.
O jogo até que começou bem, mas depois desandou. Tentando entender o que aconteceu, lembrei-me da afirmação de um jogador rival: 
"Eles estão em preparação para o Mundial, vamos deixá-los tristes, viajar tristes, doloridos, chegar um pouquinho mais firme."
Wellington, volante do São Paulo
E, relembrando o desenrolar da partida e revendo alguns lances do jogo, percebi que eles cumpriram à risca o prometido, principalmente no quesito dolorido pois bateram muito, diante de uma arbitragem complacente e parcial e, nas divididas normais, simulavam faltas e nas faltas, teatralmente deitavam e rolavam, fingindo muito. Tanto fizeram que tiraram o Guerrero do jogo. Depois disso, nossa bolerada, que não estava lá para ser sparring de MMA, tirou o pé e passou mais a se preservar do que a jogar. 
Outra hipótese para o mau resultado e o mau desempenho pode ter sido a desmotivação por jogarem contra o time reserva. fato que pode explicar, mas jamais justificar.
O que eu sei é que o time ficou irreconhecível e para complicar, o Wallace resolveu colaborar com o adversário, provando, mais uma vez, que não tem cacife para jogar no Corinthians, o Cássio fez o seu pior jogo e o Jorge Henrique, ao invés de agarrar a oportunidade e mostrar que pode ser titular, resolveu, também lutar MMA.
E pra complicar um pouco mais, a arbitragem só atrapalhou, anulando um gol legítimo e expulsando o Jorge Henrique. Talvez, se fosse um outro jogador, o cartão seria amarelo, mas com o histórico do Jorge, ele foi premiado pelo conjunto da obra. Já passou da hora dele deixar de ser esquentadinho. Não tinha nada que chutar o adversário que, apesar de ter feito uma falta dura, saiu ileso.
O resultado foi lamentável. Perder dos reservas do freguês de virada, é muita incompetência e não vou passar a mão na cabeça e procurar desculpas. Perdemos para nós mesmos e como jogamos mal, perdemos até o direito de reclamar das lambanças do Braghetto e seus comparsas.
Mas, não adianta chorar pelo leite derramado. Vamos limpar o fogão e continuar a caminhada para o bi mundial. E tirar as lições dessa derrota, pois os erros nos ensinam mais que os acertos. 
Mesmo lamentando a contusão do Guerrero, o destempero do Jorge Henrique e a inércia da bolerada, podemos e devemos tirar deste fatídico jogo, algumas conclusões. Ele serviu para mostrar a vulnerabilidade do lado esquerdo na ausência do Paulo André, para baixar a bola e impedir que o time chegue de salto alto no Japão. Essa derrota pode ter sido a injeção de benzetacil contra uma bactéria que que estava se instalando e que poderia por a perder o planejamento do ano, a bactéria da soberba e do excesso de confiança. Agora eles já sabem que se não ralarem o resultado não vem, que não ganham o jogo na hora que quiserem e que se faltar empenho, azeda o desempenho. 
Quanto à comemoração efusiva do time do Jardim Leonor, eles tem mais é que comemorar e muito. Afinal, para eles, ganhar do Corinthians é mais importante do qualquer título que eles já conquistaram.

Créditos e fontes de imagens
meutimao.com.br
globoesporte.com

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