sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Em queda livre - ACORDA TIMÃO

Se a lei da destruição é uma lei natural, se é preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar, se a destruição é uma transformação voltada para a renovação e o melhoramento dos seres vivos, está na hora do Corinthians começar a melhorar, pois, já estamos chegando ao fundo do poço.
Como o Corinthians não foi capaz de se reformular quando os primeiros sintomas de sua queda começaram a aparecer, foi necessário a ocorrência de flagelos destruidores para acelerar as mudanças necessárias para retomada de sua rota com destino à sua evolução. 
Mas, tudo poderia ter sido diferente, se nossos dirigentes fossem mais espertos e previdentes e a reformulação necessária, com a limpa dos cansados, dos acomodados e dos desmotivados tivesse tido início no momento oportuno. Mas, quando não se aprende por amor, a dor aparece como professora e faz, rapidinho, aprender a lição.
Assim, depois de muitos fracassos em campo, ocupação do CT por torcedores, ameaças aos jogadores e aos dirigentes, desentendimento entre torcedores, manifestos e ameaças de greve, teve início a necessária reformulação do elenco. É lamentável como essa diretoria só trabalha sobre pressão. Não teria sido mais fácil e menos doloroso prevenir do que remediar? Desde o final da Recopa que o time estava ruim e só ganhou o Paulistão e a Recopa Sul Americana porque os adversários não ofereceram grandes dificuldade. Mas, depois disso, nada mais produziram. A quem interessava esperar o time desandar de vez, ficar desacreditado, passar vexames e acabar a paciência da torcida para tomar as providências necessárias?
No último jogo, como vem ocorrendo ultimamente, o time foi a cara e o reflexo da forma como a diretoria vem atuando no Corinthians. Desorganizado, desentrosado, desnorteado e perdido em campo.
A defesa reserva, como a titular, estava pior que um queijo suíço. Com a zaga mal posicionada, desatenta e desentrosada, deu os dois gols de presente para o adversário. Os laterais pouco ajudaram e o Ralf fez o que pode, mas, sozinho, com o Guilherme perdido e escondido, não dá pra fazer milagre.
De bom, a volta do Ramires, que apesar da falta de ritmo, buscou o jogo e incomodou o adversário e a estreia do Zé Paulo. Embora tenha se ressentido da falta de entrosamento e com a nova forma de jogo, diferente do time da Copinha, o garoto não se intimidou, movimentou-se bem e fez boas jogadas. Ainda tem muito que aprender e amadurecer, mas tem um grande potencial.
No entanto, o ataque desperdiçou tudo. Romarinho, depois de um bom começo, já deve ter esquecido a bronca da mãe e está precisando de novos puxões de orelha, Guerrero, isolado no ataque e meio perdido em campo, Émerson até mostrou vontade, foi caçado pelo ataque, sofreu faltas e errou finalizações. Muito corre corre e nenhum resultado. Enfim, continuamos na mesma e ataque, só de nervos.
Danilozzzzzzzzzzzzzzzzzzzz ainda não voltou do Japão e cada vez mais previsível, nada produziu.
Gostei da entrada do Jocinei, que não foi mal na marcação, arriscou chutes de fora da área e mostrou vontade. 
Apesar do bom desempenho do Ralf, Ramires e Zé Paulo e da boa entrada do Jocinei, nem com um a mais conseguimos empatar o jogo.
Desde 2007, o Corinthians não sofria quatro derrotas consecutivas. A situação do time está péssima, obrigando a diretoria começar a se mexer. Caiu por terra o discurso do bom elenco, pois mudou-se o técnico, permaneceu a mesma base, mas os resultados continuaram péssimos. Ibson, Pato e Douglas já saíram, garotos da base estão tendo oportunidades, vieram reforços para as laterais e um novo meia está chegando.
Mas, ainda é insuficiente. Ainda tem jogador que não mais se encaixa no time e precisamos reforçar o ataque. Já passou da hora de escalar jogador pelos gols do passado. 
Para estes. muito obrigado pela sua participação, totem no Memorial e tchau.
Quem ficar tem que se aplicar, lutar e saber que um presente acomodado não constrói um futuro de glórias e ofusca as conquistas do passado. 
Tem que saber e entender que

Ficha Técnica - Corinthians 0 X 2 Bragantino
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 5 de fevereiro de 2013, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima (SP)
Assistentes: Miguel Caetano Ribeiro da Costa e Gustavo Rodrigues de Oliveira (ambos de SP)
Público: 10.094 pagantes (total de 10.504)
Renda: R$ 267.267,50
Cartões amarelos: Guilherme (Corinthians); Léo Jaime (Bragantino)
Cartão vermelho: Francesco (Bragantino)
Gols: Bragantino: Felipe (contra), aos 25, e Tássio, aos 39 minutos do primeiro tempo
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Cleber e Uendel (Jocinei); Ralf (Emerson), Guilherme, Cachito Ramírez e Zé Paulo (Danilo); Romarinho e Guerrero; Técnico: Mano Menezes
Bragantino: Rafael Defendi; Guilherme, André Astorga e Alexandre; Geandro, Francesco, 
Gustavo, Magno Cruz (Mateus) e Léo Jaime (Elias); Cesinha e Tássio (Alex Barros); Técnico: Marcelo Veiga
Resumo do jogo

Créditos e fontes de imagens e vídeos
meutimao.com.br
esporte.uol.com.br/MAON
esporte.uol.com.br

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