sexta-feira, 18 de março de 2016

Na arquibancada, o bando de loucos. No gramado, o bando do Lucca.

Lá no Paraguai, com a ajuda da arbitragem, eles venceram, mas aqui nem respiraram. Encurralado no campo de defesa, o Cerro Porteño foi prensado e pressionado por um Corinthians elétrico, que dentro e fora do campo mostrou intensidade, equilíbrio, inteligência e maturidade. Nas arquibancadas, o bando de loucos fez da Arena um caldeirão. No gramado, o bando do Lucca sufocou os paraguaios, não dando aos visitantes a menor chance de ação e reação. E à beira do gramado estava o Tite regendo a banda magistralmente ensaiada e afinada, tocando a mais bela melodia. Melodia que pôs o visitante pra dançar e rebolar, enquanto o anfitrião bailava na maior harmonia. 
Foi o melhor jogo do Timão na temporada. Óbvio que ninguém gosta de perder, mas tudo indica que as derrotas para o Santos e para o Cerro no Paraguai, ao evidenciarem nossas fragilidades, permitiram a correção das falhas recorrentes além de chamarem aos brios a boleirada que, parecia não estar muito focada no próprio desempenho. As lideranças no Paulistão e na Libertadores, bem como a invencibilidade, talvez estivessem mascarando a real condição do time. Cobrados pela torcida e chamados à responsabilidade, o Corinthians voltou com força total, demonstrando muita raça e determinação, além de disciplina tática, equilíbrio e bom desempenho físico e técnico. Ainda não é um time pronto, perfeito, ainda tem muito que evoluir e melhorar, principalmente nos passes e no arremate final, mas nos últimos dois jogos já demonstrou grande progresso tático e uma nova postura em campo. 
Contra o Cerro Porteño na Arena, à medida que a Fiel empurrava o time em campo, nossa equipe empurrava os paraguaios para as cordas. Nossos jogadores adiantaram a marcação, dificultando a saída de bola do adversário. Com uma defesa compacta, segura e precisa, marcando a saída de bola paraguaia, com muita movimentação, boas trocas de passes no meio campo, triangulações e transição rápida, o Corinthians teve o domínio total do jogo e Cássio teve pouco trabalho. As transições rápidas do Maycon e a troca de posições dos jogadores mais ofensivos confundiram a defesa paraguaia. Se não fossem os erros de finalizações e as defesas do goleiro Silva, o resultado teria sido uma goleada. 
Gols
Lucca foi o protagonista dos dois gols. No primeiro, aos 22 minutos do 1º tempo, Fagner fez boa jogada pela direita, tocou para Bruno Henrique dentro da área, que bateu travado, a bola sobrou para Lucca, que mandou para o gol, abrindo o placar. No segundo gol, aos 16 minutos da etapa final, Lucca recebeu a bola na esquerda, ajeitou e cruzou, Mareco pulou e desviou de cabeça direto para o gol do Cerro. 
Embora tenha prevalecido o jogo coletivo e o time, no seu todo, tenha apresentado um atuação de gala, merecem destaque as atuações de Lucca, Maycon e Giovanni Augusto. Lucca sobressaiu-se, não apenas pela participação nos gols, mas pelo oportunismo, técnica, disciplina tática e raça. 
O garoto Maycon, de apenas 18 anos não sentiu o peso da camisa na sua estreia na Libertadores. Com uma atuação consistente, foi efetivo na marcação e no ataque, chegando a carimbar o travessão. Demonstrou muita maturidade, equilíbrio, intensidade e raça.  Giovanni Augusto foi muito participativo e eficiente tática e tecnicamente, além de raçudo, permanecendo em campo mesmo após torcer o tornozelo. 
Com o resultado, o Corinthians foi a 9 pontos e reassumiu a liderança do Grupo 8 da Copa Libertadores, seguido pelo Independiente Santa Fe e pelo Cerro Porteño, ambos com 7 pontos. O Corinthians volta a jogar pela competição sul-americana no dia 6 de abril, contra o Santa Fe, no estádio El Campin, em Bogotá, na Colombia. 
Melhores momentos
Ficha Técnica - Corinthians 2 X 0 Cerro Porteño
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 16 de março de 2015, quarta-feira
Horário: 21:45 horas (de Brasília)
Árbitro: Patricio Loustau (Argentina)
Assistente 1: Hernán Maidana (Argentina) 
Assistente 2: Lucas Germanota (Argentina)
Quarto árbitro: Diego Abal (Argentina)
Público: 42.403 pagantes (total de 42.858)
Renda: R$ 2.751.709,00
Cartões amarelos: Luciano e Fagner (Corinthians); Mareco (Cerro Porteño)
Gols: Corinthians: Lucca, aos 22 minutos do primeiro tempo, e Mareco (contra), aos 16 minutos do segundo tempo
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique (Willians), Giovanni Augusto (Alan Mineiro), Guilherme, Maycon e Lucca; Luciano (Danilo); Técnico: Tite 
Cerro Porteño: Silva; Bonet, Mareco, Valdez e Alonso; Jorge Rojas, Rodrigo Rojas, Oviedo e Estigarribia (Beltrán); Díaz (Fabbro) e Leal (Ortigoza); Técnico: César Farías

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