sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A arbitragem derrubou o Corinthians da Ponte

Melhores momentos
Novamente caímos da Ponte, mas desta vez o tropeço teve a participação decisiva da arbitragem de araque, que inventou um pênalti Mandraque. Não bastasse os problemas que estamos enfrentando, com o atraso da apresentação dos jogadores que atuaram no Mundial do Japão, ainda tivemos um adversário extra: uma arbitragem incompetente, confusa e parcial. Está certo que o futebol de ambas as equipes não foi nenhum primor, mas diante do que foi apresentado, o resultado mais justo seria o empate.
O Corinthians continuou com os mesmos problemas do 1º jogo e, apesar de Guilherme ter atuado mais adiantado no meio campo, persistiram os problemas na armação e a bola não chegava ao ataque, obrigando os atacantes a virem buscá-la na intermediária.
Na zaga, apesar do desentrosamento, a estreia de Gil, com sua experiência, deu mais qualidade e o pênalti inventado pelo árbitro não desmereceu o bom desempenho do Felipe.
Danilo no gol foi muito bem e fez, no mínimo duas defesas importantes.
As laterais improvisadas deixaram muito a desejar. Edenilson, volante de origem, após ter substituído muito bem o Alessandro na Libertadores, errou muitos passes e não apresentou nesses dois jogos o mesmo padrão de jogo e Welder, lateral direito de origem, que depois de ter atuado bem na sua estreia contra o Flamengo, nunca mais fez um jogo no mesmo nível, improvisado na esquerda, teve espaço para atacar, mas ficou preso à marcação e pouco rendeu.
No meio campo William Arão e Guilherme Andrade  tiveram um desempenho inferior à dupla dos Guilhermes contra o Paulista e o Guilherme de meia, portanto, também improvisado, apesar de esforçado, não conseguiu fazer a ligação meio campo-ataque. William Arão errou muitos passes e Guilherme Andrade limitou-se a marcar os adversários.
O trio de ataque, a toda hora tinha que vir buscar a bola, revesando-se nas pontas e na função de centro avante, mas ninguém conseguiu fazer o pivô nem acertar o gol. Resultado, apenas 7 finalizações, e nem todas dos atacantes, apenas uma certa e nenhuma gol. E Giovanni e Zizao cansando e sendo substituídos. 
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O chinês, apesar do apoio da torcida, que sempre aplaudia quando ele tocava na bola, não teve o lampejo de craque do jogo em que estreou como titular. Muito esforçado, correu muito, buscou o jogo, mas suas limitações técnicas diante de um time melhor qualificado que o Paulista de Jundiaí, impediram que tivesse o mesmo brilho do jogo anterior.
As substituições não surtiram efeito, até porque foram mal feitas. Precisando de um gol, Tite tirou um atacante e colocou um volante de pouca qualidade, mesmo tendo no banco o atacante Leandro, o artilheiro do Corinthians na Copinha. Aí a coisa piorou, pois, ofensivamente, ficamos com um volante improvisado de meia e com um atacante a menos. Situação agravada pelo baixo rendimento do Romarinho, cujo futebol deve estar voltando de caravela do Japão, pois ainda não chegou.
Na realidade, além de jogarmos com um time reserva, enxertado de jogadores da base, atuamos com uma equipe cheia de remendos e improvisações, com volante (Edenílson) na lateral direita, lateral direito (Welder) na lateral esquerda, lateral (Guilherme Andrade) de volante, volante (Guilherme) de meia e com um volante (Nenê Bonilha) substituindo atacante. Se considerarmos a posição original dos jogadores, terminamos o jogo com 5 volantes.
 
Pênalti inventado pelo árbitro
E para complicar mais um pouco, tivemos uma arbitragem de péssima qualidade, que truncou o jogo, marcando faltas inexistentes, invertendo faltas e laterais, deixando de assinalar faltas que nos favoreciam e assinalando pênalti numa jogada normal de jogo, em que o Cicinho se jogou. Aliás, esbarrão como o do pênalti Mandraque, o Zizao sofreu pelo menos uns três e nada foi marcado. Obviamente, Tite, os jogadores e a torcida do Corinthians saíram revoltados do Pacaembu, e com toda razão.
Apesar do horário impróprio e do preço escorchante dos ingressos, mais de 17 mil ingressos foram vendidos, embora o público anunciado, não tivesse presente no estádio. Muitos que adquiriram o ingresso pelo Fiel Torcedor e que não puderam comparecer devido à mudança de horário, não devem ter pedido o reembolso.
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E por falar em torcida, algo estranho aconteceu no jogo. Zizao causou uma comoção descomunal no estádio e era ovacionado sempre que tocava na bola. Até parecia que tinha um verdadeiro craque atuando, quando na realidade havia apenas um jogador carismático, com alguma habilidade, muito esforçado, disciplinado, mas limitado e em formação. Um entusiasmo exagerado, que pode trazer sérios prejuízos para o próprio jogador, mitificando uma performance, criando uma expectativa  impossível de se tornar realidade e uma pressão muito grande. Muito oba oba e, por parte de muitos torcedores, um tratamento muito próximo ao dado à uma atração circense. E, mesmo se ele fosse esse craque idealizado, não justificaria tanto barulho, porque nenhum jogador foi, é ou será maior que o Corinthians. Essa Zizaolatria poderá resultar em mais ônus do que bônus para a carreira do jogador, prejudicando seu desempenho futuro.
Tite está ciente desse problema e alertou a torcida sobre a necessidade de diminuir as expectativas e a pressão sobre o chinês.
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Apesar das dificuldades Tite elogiou o time e minimizou as falhas, talvez para não desmotivar os jogadores que terão pelo menos mais um jogo pela frente antes da volta dos titulares e que, após o início da Copa Libertadores, deverão atuar em outros jogos do Paulista. 
Mas, nesse time que iniciou o Paulistão, embora tenhamos jogadores de qualidade e jovens promessas, temos outros que não têm a mínima condição de jogar no Corinthians. Seria mais razoável substitui-los por jogadores da base. Não dá para entender como e porquê alguns foram contratados. E por falar nisso, por onde andam o bom volante Gomes e o meia Matheuzinho, que em 2012 subiram para o profissional, foram emprestados para adquirir experiência e não apareceram na relação de jogadores de 2013?
Com a volta dos titulares e com os reforços contratados em condições de jogo, teremos um elenco melhor qualificado, capaz de dar conta dos desafios que temos pela frente. E, espero que alguns jogadores sem a mínima qualidade sejam negociados.
Escalação
Eventos 
Ficha Técnica - Corinthians 0 X 1 Ponte Preta
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 23 de janeiro de 2013, quarta-feira
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e João Edilson de Andrade
Público: 17.663 pagantes
Renda: R$ 473.930,40
Cartões amarelos: Gil e Zizao (Corinthians); Uendel, William, Cicinho, Baraka e Artur (Ponte Preta)
Gol:William, aos 43 minutos do segundo tempo
Corinthians: Danilo Fernandes; Edenílson, Felipe, Gil e Welder; Guilherme Andrade e Willian Arão; Giovanni (Nenê Bonilha), Guilherme e Zizao (Léo); Romarinho. Técnico: Tite
Ponte Preta: Edson Bastos; Artur, Cleber, Ferron e Uendel; Baraka, Bruno Silva, Cicinho (Memo) e Wellington Bruno (Geovane); William e Chiquinho (Ferrugem). Técnico: Guto Ferreira
Estatísticas

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