quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Por quê parou?

O que sobrou de planejamento no time principal, faltou na base do Corinthians. Em menos de um ano, três técnicos diferentes, sendo que o último chegou às vésperas do início da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Nenhum dos titulares campeões de 2012 permaneceu na equipe. A idade limite era 20 anos, mas jogamos com o sub 18. E ainda abrimos mão de um bom e experiente goleiro, o Ravi, emprestando-o para o parceiro Flamengo de Guarulhos.
O resultado final, foi o esperado. Quando o campeonato começou pra valer, a defesa bobeou, o Maestro se machucou, a dupla de ataque desafinou e o Timãozinho se ferrou. Ou seja, além de não revelarmos ninguém, fomos eliminados. 
De início, com todas as intercorrências, não botava fé no título e duvidava que passaríamos da fase de grupos, mas, após o 2º jogo, achei que poderíamos avançar um pouco mais, o que, de fato, aconteceu. Mas, hoje fomos eliminados por nossas próprias deficiências, em que pese termos jogado num pasto que com a chuva virou um brejo e duas bolas na trave que, se tivessem entrado, teriam mudado o resultado do jogo.
A verdade é que depois do octacampeonato da Copinha, não ganhamos mais nada com o sub 20, nem com o Narciso nem com o Zé Augusto e Rodrigo Leitão teve pouco tempo para acertar um time renovado, com jogadores muito jovens e com a maioria pouco experiente em campeonatos. Alguns jogadores mais velhos e experientes não foram convocados porque estão treinando com o time principal que domingo estreia no Campeonato Paulista e outros foram cedidos para o parceiro Flamengo de Guarulhos.
Escalação
Durante esses 4 jogos foi possível perceber que o problema não foi somente técnico ou tático. Aliás, quanto a este aspecto, gostei da postura ofensiva do time. Mas, além das deficiências técnicas, faltou tranquilidade, frieza, segurança e equilíbrio emocional, o que também explica tantos erros de passes e de finalizações, bem como atitudes "fominhas" e individualistas nas jogadas terminais.
A Copinha é uma vitrine e mais do que vencer o campeonato, embora sempre queremos vencer, seu grande objetivo é revelar jogadores e descobrir talentos para serem burilados. Mas, as individualidades só sobressaem no coletivo e com um time meio desarranjado, quando o adversário está no mesmo nível, as individualidades desaparecem.
Eventos
Mas, apesar dos deslises foi possível vislumbrar alguma esperança. Numa defesa ruim, ainda mais fragilizada pela perda por contusão de um zagueiro titular, os laterais PC e Lucas Roncato, se bem trabalhados, poderão ser aproveitados no futuro. No meio campo, Aírton e Paulinho têm possibilidades de evoluir e a dupla de ataque, Leandro e Leonardo é a grande promessa pro futuro. Obviamente, não se trata de previsões e sim de possibilidades, pois uma ideia mais precisa só será possível após um tempo maior de trabalho com esses jogadores. Além disso, temos exemplos de jogadores que brilharam na base e desapareceram no time principal.
Minha grande esperança é que com a construção do CT da base, ao lado do CT Dr Joaquim Grava, com os garotos melhor alojados e com uma boa estrutura, ocorra um planejamento mais adequado. Mas, bons resultados não dependem só de boas condições físicas e o Terrão é a prova disso. Mais que uma estrutura adequada, necessitamos de uma direção competente e comprometida com o Corinthians, capaz de evitar a influência perniciosa de empresários dos jogadores.
Autonomia e liberdade de trabalho, aliados à competência e ao profissionalismo, são requisitos essenciais para uma boa atuação dos responsáveis pela formação dos jogadores das categorias de base. Somente assim seremos capazes de descobrir e burilar talentos, vencer campeonatos e formar craques.

Créditos e fontes de imagens
globoesporte.com
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