terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Empate com sabor de derrota

Melhores momentos
Tinha tudo para ser uma festa. Time campeão do mundo quase completo, estádio lotado, torcida animada e, do outro lado, um adversário bi rebaixado, que perdeu seus principais jogadores, com um time desentrosado e que, recentemente, perdeu até do Penapolense. 
A expectativa era de um show de bola e até de uma goleada. Apesar do discurso de respeito ao adversário e do manjado "clássico é clássico", o Timão era o franco favorito. Com um time mais técnico, mais experiente, mais organizado e com um banco que seria titular em qualquer outro time, jogando no Pacaembu lotado pela Fiel, ninguém poderia imaginar que os alvinegros levariam um sufoco e sairiam do campo com um empate arrancado a fórceps. 
O Corinthians até que começou bem, foi pra cima como era de se esperar, mandou bolas na trave, abriu o placar e parecia que ia golear. Mas, a marcação afrouxou, sem nenhuma criação a transição para o ataque patinou e a defesa, mais uma vez, bobeou. Tomamos o empate e o time sofreu um apagão geral. E, superando a inferioridade com muita raça, o time verde virou o jogo. 
Tirando leite de pedra, Gilson Kleina, que já nos eliminou do Paulista em 2012, que não é bobo, estudou bem o adversário e conseguiu, novamente, dar um nó tático no Tite.
Eventos
No Tite que, mesmo vendo o time sofrer um apagão, esperou levar a virada para fazer as substituições. Substituições que acordaram o time com as entradas do Romarinho, Renato Augusto e do Pato.
Entrevista de Romarinho
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E, mais uma vez brilhou a estrela do Lobo Mau, Romarinho, o exterminador de porquinhos, que numa bela jogada com o Pato, nos livrou de passar o maior vexame e garantiu a manutenção do tabu de 17 anos sem perder do time verde no Pacaembu.
Intrigada com esse empate com sabor de derrota e tentando entender o ocorrido, levanto várias hipóteses:
Teria havido excesso de confiança, salto alto e o sentimento de que se poderia ganhar o jogo a qualquer momento?
Jogadores com a cabeça na Libertadores?
Tática manjada e facilmente anulada por um técnico perspicaz, que estudou o adversário?
Desconcentração e desmotivação com um campeonato, cujo regulamento exige pouco para classificar para a fase seguinte?
Uma certa soberba pintando na área?
Ou, tudo junto e misturado?
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Ainda não entendi porque, tendo no banco de reservas jogadores de muita qualidade, alguns titulares continuam imexíveis e os reservas só entram com o time perdendo? Depois de três empates para times pequenos, não estaria na hora de dar chance para quem tem entrado para apagar os incêndios?
Mas, se os gols não saiam, sobraram gracinhas. Chapéus, pedaladas, dribles, rolinhos e canetas animaram a galera. Mas, não impediram de levarmos um sufoco de um time limitado, mas raçudo. Sinceramente, preferia mais gols e menos show.
Se na Bolívia nosso inimigo será a altitude, no dérbi de domingo, foi a atitude que quase nos derrotou. Desconcentração, displicência e pouca seriedade aliadas a uma certa soberba por alguns jogadores destoaram do discurso de humildade que antecedeu o clássico. Se o resultado não foi o esperado, o desempenho foi ainda pior.
E o mais preocupante é que foi o 3º empate seguido com times muito fracos: Botafogo-SP, São Caetano e Palmeiras. Será que não estamos sabendo aproveitar os jogos treinos para a Libertadores?
Entrevistas: técnicos e jogadores
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Sim, somos campeões da Libertadores 2012 e bi Mundiais. Mas, quem entra em campo não são os títulos nem as taças, mas sim os jogadores comandados pelo técnico. 2012 foi um ano vitorioso, glorioso, esplendoroso. Mas já foi, pertence ao passado. 2013 está sendo construído e será o que nele formos capaz de edificar com muito trabalho, garra e vontade. Temos como desafio títulos para defender e uma camisa para honrar. É hora de acordar.
Ficha Técnica - Corinthians 2 X 2 Palmeiras
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 17 de fevereiro de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Rogério Batista do Prado (SP)
Assistentes: Anderson José Coelho e Ricardo Pavaenelli Lanutto (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Flávio Rodrigues Guerra (ambos de SP)
Público: 34.010 pagantes (total de 36.072 )
Renda: R$ 1.139.287,50
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Emerson e Romarinho (Corinthians); Mauricio Ramos (Palmeiras)
Gols: Corinthians: Emerson, aos 18 minutos do primeiro tempo, e Romarinho, aos 27 minutos do segundo tempo; Palmeiras: Vilson, aos 29 minutos do primeiro tempo, e Vinicius, aos 8 minutos do segundo tempo
Corinthians: Cássio; Alessandro (Romarinho), Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Jorge Henrique e Danilo (Renato Augusto); Emerson e Guerrero (Alexandre Pato). Técnico: Tite
Palmeiras: Fernando Prass; Weldinho, Henrique, Mauricio Ramos e Marcelo Oliveira; Vilson e Márcio Araújo; Souza, Wesley (Caio), Patrick Vieira (Charles) e Vinicius (Ronny). Técnico: Gilson Klein
Estatísticas

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