segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sobrou apito amigo, mas faltou postura de vencedor

Óbvio que o árbitro decidiu o jogo e o apito amigo influiu no resultado, mas isso não anula o mau desempenho do Corinthians nem justifica a postura dos jogadores em campo. Como afirmei no pré jogo. mais do que as condições técnicas e o esquema tático, o que decidiria o jogo seria a postura dos times em campo, que venceria aquele que apresentasse maior determinação, mais garra e maior equilíbrio. E foi justamente isso que aconteceu. Venceu o time que encarou o clássico como o jogo da vida, como uma decisão, e infelizmente, esse time não foi o Corinthians, que entrou morno em campo e permitiu que o adversário mandasse no jogo. 
Com maior volume de jogo e mais posse de bola, 59%, com forte marcação, limitando os espaços dos corinthianos e com um ataque rápido, o Palmeiras não deixou o Corinthians jogar e nas poucas oportunidades que tivemos, para não variar, erramos ao finalizar. Contra 13 finalizações alviverdes, tivemos apenas seis e não soubemos aproveitá-las. Além disso, jogamos sem criatividade e, em alguns momentos, sem a organização necessária para enfrentar a forte marcação e o ataque rápido do rival. Com um time lento, fizemos um jogo burocrático, com muitos erros de passes e de finalizações. Vimos em campo jogadores sem alma e sem combatividade e um time que parecia satisfazer-se com o empate. Com a saída de Cristian, perdemos muito no meio campo e nosso segundo tempo foi tétrico. 
Tivemos uma atuação abaixo da média, o que foi reconhecido pelo Tite na entrevista pós jogo. Dessa vez o técnico não soube mexer no time e fez substituições equivocadas. Deveria ter colocado jogadores mais rápidos e que fizessem o contraponto à correria palmeirense. Mesmo com os erros da arbitragem, que usou critérios diferentes nas faltas e cartões, além de anular um gol legítimo, poderíamos ter um melhor resultado se o time tivesse apresentado uma postura mais propositiva. A realidade é que o Tite levou outro nó tático do Cuca e que estamos virando freguês da porcada, o que é lamentável. 
Já passou da hora de Tite, os jogadores, a diretoria e o próprio Corinthians entenderem o significado de um Corinthians e Palmeiras. Seria aconselhável que ouvissem uma palestra do Filipe Martins Gonçalves, apresentador da Rádio Coringão, que fizessem uma visita monitorada ao Memorial do Corinthians, no Parque São Jorge e que assistissem ao filme do Mazzaropi, o Corinthiano. Aí, devidamente informados, poderiam saber o que significa um Corinthians e Palmeiras. 
Ficha Técnica - Palmeiras 1 X 0 Corinthians
Local: Allianz Park, em São Paulo (SP)
Data: 12 de junho de 2016
Horário: 16:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus – SP (FIFA)
Árbitro assistente 1: Emerson Augusto de Carvalho – SP (FIFA)
Árbitro assistente 2: Rogerio Pablos Zanardo – SP (ASP-FIFA)
Quarto árbitro: Thiago Duarte Peixoto – SP (ASP-FIFA)
Público: 39.935 pagantes
Renda: R$ 2.763.659,36
Cartões amarelos: Giovanni Augusto, Cristian, Felipe e Fagner (COR); Jean, Zé Roberto, Edu Dracena e Moisés (PAL)
Gol: Palmeiras: Cleiton Xavier, aos 2 minutos do segundo tempo
Palmeiras: Fernando Prass; Tchê Tchê, Thiago Martins, Edu Dracena e Zé Roberto; Thiago Santos e Jean; Roger Guedes (Cleiton Xavier), Moisés (Matheus Sales) e Dudu (Rafael Marques); Gabriel Jesus; Técnico: Cuca
Corinthians: Walter; Fagner, Felipe, Yago e Uendel; Cristian (Maycon), Bruno Henrique, Giovanni Augusto, Guilherme (Danilo) e Marquinhos Gabriel; Luciano (André); Técnico: Tite 

Créditos e fontes de imagens 
globoesporte.globo.com-facebook.com/André Sanches Boêmio-MAON 

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