segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Após um bom começo, um tropeço

Contrariando o adágio "em time que está ganhando não se mexe", Fábio Carille mexeu e mexeu errado, quebrando a espinha dorsal do time que goleou o Vasco e tornando o Corinthians muito parecido com o vacilante time de 2016. Consequentemente, tivemos um 1º tempo horrível, em que não jogamos nada, com o time preso e aceitando a marcação tricolor. O time não armou, não chutou e não ameaçou a meta adversária. Com um meio campo mau posicionado, deu muito espaço para o adversário e só não tomou gol porque faltou qualidade ao ataque tricolor. Guilherme foi um zero à esquerda e a atuação da dupla Kazim/Jô foi prejudicada pela expulsão do primeiro, que mostrou ser bom de briga, mas ainda não descobriu que a melhor maneira de defender o time é ficar em campo e fazer gol e não ser expulso. Na etapa final, Carille procurou corrigir os erros da escalação inicial e, com as entradas de Marlone e Felipe Bastos, o time melhorou, criando algumas oportunidades de gol, todas perdidas por erros no arremate final. 
Terminando em 0 a 0, a decisão foi para os pênaltis. E aí já entramos em desvantagem. O goleiro Sidão é um bom pegador e o Cássio dos últimos anos, mais pesado que um paquiderme, sem mobilidade e, aparentemente sem muito entusiasmo, tem apresentado dificuldades nas defesas de penalidades. Assim, deu o esperado: Sidão brilhou, Cássio ainda pegou um e o São Paulo ficou com o título do torneio do Mickey, ao nos derrotar nos pênaltis por 4 a 3. 
Lamentável foi a atuação da arbitragem, despreparada e/ou tendenciosa, incapaz de conter os ânimos e ignorando regras básicas do futebol. 
Apesar do tropeço, a comissão técnica pode tirar algumas conclusões desses dois jogos disputados. Uma delas é que alguns jogadores voltaram com a mesma tiriça de 2016 e que devem ceder lugar no time para aqueles que tem vontade, inclusive para alguns que estão chegando e garotos da base. Marlone não pode ficar na reserva, Kazim precisa dar mais importância ao futebol que ao MMA, Jô é centro avante e não ponta. E é preciso treinar, à exaustão, cobranças de faltas, de pênaltis e finalizações. Gostei da atuação do Felipe Bastos e Paulo Roberto parece não ser tão ruim quanto pensávamos. Bem treinado, poderá ser muito útil. 
Ficha Técnica - Corinthians 0 (3) X 0 (4)
Local: Estádio Bright House Networks, em Orlando (EUA)
Data: 21 de janeiro de 2017, sábado
Horário: 21:00 horas (de Brasília)
Árbitro: Jonathan Weiner (EUA)
Assistentes: Abdel Kuttaineh e Alexander DeRostaing (ambos dos EUA)
Cartões Amarelos: Camacho, Gabriel, Fagner e Moisés (Corinthians)
Cartões Vermelhos: Kazim (Corinthians) e Maicon (São Paulo)
Pênaltis: Corinthians: Giovanni Augusto, Paulo Roberto e Marlone; São Paulo: João Schmidt, Cícero, Junior Tavares e Gilberto
Corinthians: Cássio; Fagner (Léo Príncipe), Pedro Henrique (Vilson), Balbuena (Yago) e Moisés (Marciel); Gabriel (Paulo Roberto), Camacho (Fellipe Bastos), Jô (Ángel Romero), Guilherme (Marlone) e Marquinhos Gabriel (Giovanni Augusto); Kazim; Técnico: Fábio Carille
São Paulo: Denis (Sidão); Maicon, Douglas (Lucão) e Rodrigo Caio; Bruno (Junior Tavares), Thiago Mendes (Neilton), Cueva (Cícero) e Buffarini (Araruna); Wellington Nem (Wesley), Luiz Araújo (João Schmidt) e Andres Chavez (Gilberto); Técnico: Rogério Ceni

Créditos e fontes de imagens
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