sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Empatando e despencando

Tinha até desistido de escrever sobre o jogo no Paraná. Mas, não vou seguir o mau exemplo da tiriça do time nem da covardia da comissão técnica diante de um adversário limitado mas guerreiro e brigador. Até agora tento entender a falta de ousadia e a não correção dos erros de escalação, sendo que a permanência de ex jogador em atividade na cabeça de área durante os 90 minutos anestesia qualquer equipe. Só que não dá para responsabilizar só o Cristian pelo mau futebol apresentado, apesar dele ter sido ausente e inoperante. Com raríssimas exceções, o time foi mal, com muito erros de passes e de finalizações, além da imprudência do Fagner, cometendo um pênalti juvenil e desnecessário. Com um futebol morno, o Corinthians não conseguiu superar a garra dos paranaenses que lutaram incansavelmente na busca da vitória. 
Até poderia ser tentado algo diferente para dinamizar o jogo morno e lento do Corinthians, mas mesmo com um jogador a mais no final do jogo, Cristóvão não mexeu no time. Poderia ter tirado o Cristian, colocado o Camacho, um dos melhores em campo, na cabeça de área e promovido a entrada do Romero ou do Marquinhos Gabriel, o que daria mais movimentação e velocidade ao time. Faltava a transição e a bola não chegava no Gustavo, isolado na frente. Ainda carecemos de um meia de criação. 
Não entendi porque o técnico, precisando vencer, abriu mão de duas modificações a que tinha direito e, pelo menos, tentasse algo diferente. E fiquei pasma ao ouvir na entrevista que ele não mudou o time porque seus comandados estavam em um bom momento dentro de campo e uma substituição, ainda que pudesse dar-lhe mais ofensividade, poderia também desarrumar a equipe.
“Tem momentos. A equipe estava bem, o jogo estava fluindo, desenvolvendo bem, conseguindo as alterações de jogo que a gente precisa. Às vezes uma alteração assim pode desarrumar a equipe, desarrumar o que já estava arrumado. Por isso eu deixei”, justificou o técnico. 
Só entendi o que ele quis dizer com a afirmação de que "o jogo estava fluindo" ao encontrar no dicionário os significados do verbo fluir como escorrer e reduzir de tamanho, força ou intensidade. Nesse sentido, concordo com Cristóvão. O jogo estava fluindo, isto é, reduzindo de tamanho, força e intensidade e o futebol jogado estava escorrendo abundantemente para o ralo. 
Creio que depois de ter substituído mal contra o Santos e permitido que o Peixe virasse o jogo, ele ficou com medo da reação da torcida e errou pela inércia. Foi covarde e covardia não combina com o Corinthians. 
Tão ruim quanto o jogo foi o horrível uniforme dos jogadores, que, além do mal gosto, nada tem a ver com a nossa história e com a nossa tradição. A camisa parece uniforme de treino, o conjunto com o calção parece pijama de criança. Será que porque jogaram de pijama, alguns jogadores acharam que era para dormir em campo? 
Com o resultado, o Corinthians caiu para a 5ª posição e saiu do G4. O próximo compromisso é com o líder Palmeiras, sábado, 17/09, às 16:00 horas na Arena Corinthians, com torcida única do mandante.
VAMOS JOGAR BOLA

Créditos e fontes de imagens
globoesporte.globo.com-twitter.com/@RIBEIROGABRIELA-MAON 

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