sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Raposa ferida, mas não abatida

Na caça à Raposa, o Corinthians até conseguiu feri-la, mas não foi capaz de abatê-la. Vencendo de dois a zero, tomou um gol bobo, após uma vacilada da zaga, em especial do Balbuena, que não conseguiu cortar uma reposição de bola do Rafael, dando uma sobrevida à Raposa. Analisando no conjunto, o Corinthians fez um bom jogo, com boa organização tática, boa movimentação e bom entrosamento, resultado da repetição da escalação. Mesmo assim, continuamos pagando o preço do desmanche e da reposição de jogadores sem as qualidades técnicas daqueles que saíram. E apesar da determinação dos jogadores, continuamos errando nos principais fundamentos. Erramos 45 passes, 17 cruzamentos, (apenas 7 certos), 21 lançamentos, (10 certos) e 11 finalizações. Finalizamos 16 vezes e acertamos apenas 5, contra 10 finalizações do Cruzeiro, 6 certas e 4 erradas. E para complicar, com um elenco limitado, agravado pelas contusões, nosso banco de reservas não oferecia opções capazes de fazer a diferença. Com pouca força no ataque, perdemos inúmeras oportunidades de obter um resultado mais amplo. 
Gols
Merece destaque a atuação impecável do Walter, que pela sua técnica, habilidade com a bola nos pés, segurança e agilidade não pode ser reserva do Cássio, que hoje está longe de ser aquele goleiro que brilhou em 2012. Carille precisa repensar sua posição, pois o Cássio está sem agilidade, pesadão, inseguro, têm dificuldade para jogar com os pés e, quando não caça borboletas, espalma a bola nos pés do adversário. Camacho é outro que foi muito bem e, embora sua posição de origem seja 2º volante, vem melhorando a cada jogo e passando muita segurança na cabeça de área. Romero consegue superar suas limitações técnicas pela raça e entrega. Teve participação efetiva no gol contra do Léo e foi premiado ao voltar a marcar após 85 dias e se igualar ao peruano traíra como artilheiro de Itaquera. Guilherme Arana, a cada dia que passa prova ser a melhor opção para a lateral esquerda e Rodriguinho, apesar de perder dois gols, foi importante na transição para o ataque. Marlone foi bem, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel continuam devendo, Yago abusou dos chutões a esmo e Fagner parece estar com a maldição da seleção, pois depois que foi convocado deixou de ser o jogador decisivo de antes. 
Infelizmente, com o gol do Cruzeiro, nossas chances diminuíram e poderemos ter dificuldades no jogo de volta no Mineirão. O pior é que o gol só saiu por erro de nossa defesa. Mas, se não tem nada ganho, também não tem nada perdido e ainda temos possibilidades de classificação.
Mas, o que mais temos a lamentar, é a baixa presença da torcida, que bateu o record negativo de público na Arena. Obviamente que a crise afeta o bolso do torcedor, principalmente das camadas mais populares e ao final do mês, a grana está curta. Com os preços aviltantes cobrados, fica impossível a presença do torcedor que tem seu salário quase que totalmente comprometido com a sobrevivência da família. E o torcedor modinha, o torcedor de Libertadores, o cliente, não acompanha nem apoia o time quando ele está mal. Como cliente, vai ao estádio para ver o jogo e não para apoiar e cantar os 90 minutos. E como cliente, se não gosta do produto, sente-se no direito de reclamar e, qual criança mimada bate o pé quando contrariado, vaiando jogadores e técnico durante o jogo, sem analisar a situação, as causas das mudanças e não se importando se sua atitude vai prejudicar o desempenho do time em campo. 
Entrevista do Carille
A substituição contestada por parte da torcida não foi por problemas táticos ou técnicos, mas sim porque o Rodriguinho sentiu dor na perna. Sem nenhum meia no banco, Carille chamou Willians para a cabeça de área e adiantou o Camacho. Com limitações no elenco, agravado por contusões, era a opção possível. Mas, os clientes, não torcedores, nem sequer analisaram a situação e partiram para a contestação, mesmo correndo o risco de desestabilizar o time. Estes não são fiéis nem podem serem chamados de torcedor, pois não têm a mínima sintonia com o Corinthians.
Sabemos que o time não está bem, mas não vai ser vaiando e xingando jogadores e técnico que as dificuldades irão desaparecer. A cobrança tem que ser direcionada à diretoria, a principal responsável pelos problemas que estamos enfrentando. E o maior problema não é tático, não é o técnico nem os jogadores, mas quem os contratou. Carille em apenas 7 treinos, e mais na base da conversa, porque 3 deles foram regenerativos, conseguiu organizar e compactar o time, que deixou de ser um amontoado de jogadores à deriva em campo. Com o elenco limitado, técnica e fisicamente, não dá para ter um time brilhante. Com os ingredientes que tem, não dá pra fazer um banquete, mas, está se esforçando para preparar uma refeição nutritiva. E, até conseguiu motivar o time, que, em campo está demonstrando mais vontade e determinação, está correndo mais, está buscando o jogo. Por mais que lamentemos, não dá para ser tão impaciente com um time que perdeu na temporada mais de 20 jogadores, boa parte de sua comissão técnica e que é refém de um péssimo planejamento. 
Quero muito o meu Corinthians de volta, mas isso só ocorrerá com o apoio e o incentivo da torcida. O comportamento de uma boa parcela dos frequentadores da Arena Corinthians, dos clientes, não dos torcedores, em nada ajuda, pelo contrário, só atrapalha o time. Essa turma, que tanto nos envergonha, não aguentaria os anos do jejum nem fazem parte da Fiel. 
Melhores momentos
Ficha Técnica - Corinthians 2 X 1 Cruzeiro
Local: Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)
Data: 28 de setembro de 2016, quarta-feira
Horário: 21:45 horas (de Brasília)
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão
Árbitro assistente 1: Fabrício Vilarinho da Silva
Árbitro assistente 2: Bruno Raphael Pires
Quarto árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Público: 18.796 pagantes (total de 19.180)
Renda: R$ 961.342,00
Cartões amarelos: não houve
Gols: Corinthians: Léo (contra), a 1 minuto, e Romero, aos 8 minutos do segundo tempo; Cruzeiro: Robinho, aos 32 minutos do segundo tempo
Corinthians: Walter; Fagner, Yago, Balbuena e Guilherme Arana; Camacho, Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel, Rodriguinho (Willians) e Marlone (Rildo); Romero (Lucca); Técnico: Fábio Carille
Cruzeiro: Rafael; Lucas, Manoel, Léo e Edimar, Henrique, Ariel Cabral (Arrascaeta), Robinho, Rafinha e Rafael Sóbis (Ábila); Willian (Alisson); Técnico: Mano Menezes
Bastidores

Créditos e fontes de imagens e vídeos 
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