sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vexame na estreia da Copa do Brasil

Melhores momentos
Raiva, vergonha, indignação. Estes foram os sentimentos predominantes da maioria dos torcedores corinthianos após a derrota do Corinthians na sua estreia na Copa do Brasil. Tal como aconteceu em muitos jogos do campeonato Paulista, quando levamos sufoco e fomos derrotados por times de 3ª divisão, perdemos do Luverdense, um time com uma estrutura deficitária e cuja folha de pagamento mensal, R$250,00, é menor que o salário dos principais jogadores do Corinthians. 
Não se trata de desrespeitar o Luverdense, pois, o que esse time, limitado tecnicamente e com uma estrutura deficitária mais merece é respeito.
Respeito pela sua luta em campo, pela sua coragem, pela sua garra, pela sua determinação, pela sua ousadia, pela sua alegria, pela superação de suas dificuldades. Respeito por não ter se encolhido e por não ter ido a campo para tietar os campeões mundiais, mas para jogar futebol e enfrentar de igual para igual medalhões famosos  e estrelas do futebol mundial.
Coragem, garra e determinação que o Corinthians não teve em campo. Ousadia que faltou ao time que apresentou um futebol medíocre, uma tática mais que manjada, sem variação, sem jogada ensaiada, sem garra. Perdidos em campo, desarticulados, nervosos e desastrados, nossos jogadores não conseguiram manter a posse de bola, (57,72% para o time da casa), finalizou apenas 4 vezes e 3 erradas e a defesa permitiu que o Luverdense finalizasse 12 vezes. Respeito que faltou com a Fiel que pagou R$120,00 o ingresso, fora as despesas com locomoção e alimentação. Custo muito caro para ver um espetáculo de horrores.
Muitos vão dizer que a arbitragem foi muito ruim e que o gol foi irregular, o que é verdade. Mas, muito pior que a arbitragem foi o futebol apresentado pelo Corinthians. O time foi tão mal que não dá nem pra xingar o juiz.
Repetimos nacionalmente o vexame Tolima de 2011. E não dá para o Pato pagar o pato, embora ele não tenha jogado nada. Com exceção de Gil, Ralf e Guerrero, o time foi um fiasco.
Na defesa, Cássio caçou borboleta e bateu roupa, Igor teve seu pior desempenho, Alessandro ressentiu a falta de ritmo e Felipe errou em demasia, inclusive no lance do gol. Só salvou o Gil.
No meio campo, só o Ralf jogou pra valer. Ibson é péssimo e ainda não entendi porque foi contratado, Danilo não criou nada e sem o apoio dos laterais, os atacantes, além de terem que cobrir os laterais, precisavam voltar pra marcar e para buscar a bola que não chegava. E o esforçado do Guerrero pegava a boa no meio campo e não tinha pra quem passá-la, pois seria ele, pela lógica, quem deveria recebê-la. Romarinho, de Jorge Henrique cover, não tem a mesma qualidade técnica do original, que por suas habilidades, conseguia ser atacante, volante, zagueiro e lateral. Como atacante não sabe marcar, faz faltas bobas e desnecessárias, levando muitos cartões. É o que dá jogar fora da posição. Aumenta o risco de expulsões. E o Émerson, esquentadinho e descontrolado, depois das confusões em que se meteu, perdeu a chance de se recuperar com a torcida e com o técnico e acabou sendo expulso por brigar em campo.
Mas, não dá para por tudo na conta dos jogadores. Quando os músicos de uma orquestra desafinam, o maestro é o maior responsável. E o regente de um time de futebol é seu técnico. E, assim como o maestro tem que variar o repertório e cuidar da afinação dos instrumentos, o técnico tem que buscar novas variações táticas e não repetir sempre as mesmas jogadas. E treinar os fundamentos a exaustão, para que o jogo não seja comprometido por lances que desafinem a harmonia do conjunto. E isso não deve estar sendo bem feito pelo Tite, porque se fosse uma orquestra o time do Corinthians seria um conjunto desafinado e de repertório monotemático, cuja atuação impediria que os talentos individuais pudessem se manifestar. E isso é evidente no ataque que não faz gol e nos meias que não criam porque precisam marcar. Isso sem falar no descarte de jogadores que faziam a diferença e na contratação de outros que beiram a mediocridade. E muitos dos descartados estão fazendo a diferença e gols, atuando em times rivais.
O que precisamos é de um choque de gestão capaz de sair da mesmice que nosso Corinthians está se tornando, de recuperar a raça perdida, de reciclar estratégias e posturas e de um maior comprometimento. E de coragem para mudar, inclusive pessoas nos cargos e posições. E não falo isso pelas derrotas, pois perder e ganhar fazem parte do jogo, mas pela falta de empenho, de atitude, de responsabilidade e de comprometimento.
Vive a época do jejum e nos 23 anos em que não comemoramos títulos não vimos nada semelhante ao que vemos hoje. Se faltavam títulos, não faltavam empenho e comprometimento e por isso a torcida crescia e se multiplicava.
E a torcida atual precisa acordar e resgatar as lutas do passado. Apoiar sempre, mas criticar os erros e exigir que sejam corrigidos. Cobrar compromisso, postura, atitude e seriedade de todos os profissionais. E exigir respeito com a nossa camisa e com a instituição Sport Club Corinthians Paulista.
Resumo do jogo
Ficha Técnica - Luverdense 1 X 0 Corinthians
Local: Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde (MT)
Data: 21 de agosto de 2013, quarta-feira
Horário: 21:50 horas (de Brasília)
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES)
Assistentes: Fabiano da Silva Ramires (ES) e Adson Márcio Lopes Leal (BA)
Cartões amarelos: Braga e Carlão (Luverdense); Alexandre Pato (Corinthians)
Cartões vermelhos: Romarinho e Emerson (Corinthians); Zé Roberto (Luverdense)
Gol: Misael, aos 44 minutos do segundo tempo
Luverdense: Gabriel Leite; Raul Prata, Zé Roberto, Braga e Edinho; Julio Terceiro (Carlão), Gilson, Washington e Rafael Tavares (Samuel); Misael e Tozin (Tatu). Técnico: Júnior Rocha
Corinthians: Cássio; Edenílson, Felipe, Gil e Igor (Edenílson); Ralf e Ibson; Romarinho, Danilo e Alexandre Pato (Emerson); Guerrero. Técnico: Tite

Créditos e fontes de imagens
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