sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Afundando no Pantanal

Tínhamos tudo para fazer uma linda festa e trazermos um bom resultado para o jogo de volta em nossa casa. Time mais técnico, jogadores com nível de seleções, maior tradição, melhores recursos e a torcida a nosso favor. Nem o corinthiano mais pessimista acreditava que levaríamos tamanho sufoco e que perderíamos o jogo de um time virtualmente rebaixado para a Série C do Brasileirão. Mas, deu tudo errado e o que começou em clima de festa acabou em clima de velório. Perdemos o jogo, a vantagem, perdemos jogador e temos que correr atrás do prejuízo com um time desfalcado, desfigurado e remendado, pois, no jogo de volta,  não teremos cinco jogadores do time titular.
Na realidade jogamos com um time desorganizado, desequilibrado e desestruturado. Com um esquema tático confuso e atrapalhado, fomos pra cima na base do "bumba meu boi", com muita correria e nenhuma objetividade.
Elias jogando de cabeça de área e Ralf mais avançado, centro avante jogando de ponta, meia sem conseguir criar, lateral sem conseguir cruzar, todos voltando pra marcar e ninguém na área pra poder finalizar. Consequentemente, atacantes fazendo faltas desnecessárias na hora de marcar, defensores errando ao finalizar e ninguém se entendendo dentro do campo.
Elias reclamou que faltou acabamento, mas faltou também o que ter para acabar. Se o Bragantino estava fechado e aproveitando pra contra atacar, o Corinthians pouco criava, não aproveitava as oportunidades de bola parada e nem chutava de fora da área. 
Pra complicar mais ainda, Mano, muito pilhado, ao invés de orientar as jogadas e corrigir o posicionamento em campo, só gritava e reclamava, deixando o time ainda mais descontrolado. Sem a articulação das jogadas, sem uma armação efetiva, a transição não existia e até parecia, pelo jeito que jogava, que o Corinthians era o time pequeno e pelo nervosismo do técnico e dos jogadores, que o adversário era o Barcelona ou o Real Madri ou o Bayern de Munique. 
Neste jogo, Mano perdeu a mão, os jogadores perderam o pé, todos perderam a cabeça e nós, torcedores, estamos perdendo a paciência.
Está certo que para não variar, a arbitragem foi péssima, a expulsão do Ferrugem foi injusta e outros erros foram cometidos. Mas, time de qualidade supera a má arbitragem com jogadas efetivas e com suas próprias habilidades. O Corinthians atuou tão mal que nem me sinto á vontade de reclamar da arbitragem.
O esquema tático ou a falta dele, prejudicou e muito o desempenho individual dos jogadores e o baixo padrão coletivo impediu que as qualidades individuais se sobressaíssem. 
Apenas ressalto a garra do Guerrero e a boa atuação do Ferrugem. Elias recuado pouco produziu, ao invés de atuação dos meias, tivemos uma atuação meia boca, Luciano me fez pensar que seus três gols contra o Goiás foi o voo da galinha e Romarinho perdeu gol imperdível para um atacante.
Agora só nos resta correr atrás do prejuízo e rezar pra São Jorge entrar em campo 4ª feira próxima na Arena Corinthians.
Ficha Técnica - Bragantino 1 X 0 Corinthians 
Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Data: 27 de agosto de 2014, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) e Vicente Romano Neto (SP)
Público: 28.820 pagantes e R$ 1.630.540,00
Cartões amarelos: Sandro e Bruno Recife (Bragantino); Luciano e Ralf (Corinthians)
Cartão vermelho: Ferrugem (Corinthians)
Gol: Sandro, aos dez minutos do segundo tempo
Bragantino: Marcelo Henrique; Samuel Santos, Leonardo, Guilherme Mattis e Bruno Recife; Geandro, Jackson Caucaia (Marcos Paulo), Sandro e Luisinho (Magno); Nunes (Lincom) e Cesinha; Técnico: Paulo César Gusmão
Corinthians: Cássio; Ferrugem, Gil, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf e Elias; Luciano (Romero), Renato Augusto (Jadson) e Lodeiro (Romarinho); Guerrero; Técnico: Mano Menezes

Créditos e fonte de imagens
meutimao.com.br
Cristian Guimarães/globoesporte.globo.com
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