sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Quem, perde lá na Vila, é porque vacila...

E bota vacilo nisso. Até pensei que os jogadores do Corinthians tivessem sido sequestrados na Imigrantes e substituídos por clones, mas, depois percebi que, sequestrados mesmo tinham sido o futebol dos jogadores, a raça, a garra e a vergonha na cara. E que esse sequestro foi feito aos poucos. Começou em 2013, desenvolveu-se no Brasileirão e se intensificou-se no 2º turno daquele campeonato. E os sequestradores pertencem a uma gangue perversa, dirigida pelo orgulho e assessorada pela soberba, pela vaidade, pelo descompromisso, pela irresponsabilidade e pela petulância.
Sim, depois que ganharam tudo e foram donos do mundo, atuaram como se a posição fosse eterna e teve até jogador dizendo que não poderiam ser cobrados nem criticados, porque eram os campeões mundiais. Não atinaram que para serem donos do mundo, teriam que defender a propriedade. Baixaram a guarda, acomodaram-se, dormiram sobre os louros da conquista e hoje, já não são donos de nada, nem do seu próprio corpo, pois precisam de seguranças para manterem uma pseudo tranquilidade, pois, no campo e com a bola nos pés, têm dado vexames e perdido até do ninguém futebol clube.
O pior da história, é que tem jogador que não mais acham o futebol, mas, continuam se achando. Achando-se o máximo, achando-se craque...
Claro que não são todos, mas é a maioria dos remanescentes dos títulos da Libertadores e do Mundial, mesmo que alguns tenham se despedido do bom futebol com aqueles títulos e, hoje, só joguem com o nome.
E tudo acontecendo com a conivência da diretoria e da comissão técnica, que perderam o juízo e a mão, enquanto os jogadores perderam o pé.
Um planejamento furado, gastando perdulariamente sem muito critério, resultaram em problemas que culminaram com o time despencando ladeira abaixo em 2013. Gastaram muita grana para trazer jogador bichado que quase não joga e que quando entra sai contundido, jogador que até se recuperou fisicamente, mas que depois de um ano no clube, ainda não entendeu o que é Corinthians e apenas um que vingou. E pra aumentar a desgraça, chegaram dois cones pro meio campo. Ops... desculpa cone.
No campo, a eterna gratidão aos heróis da Libertadores e a panela dos intocáveis, um futebol, em alguns momentos, similar ou pior que o varzeano, muitas desculpas e justificativas e resultados deixando a desejar. E um final de ano, com todo mundo rezando para acabar.
E a torcida, também inebriada com as conquistas, deixou de cobrar e muitos, jogadores e o técnico, passaram a idolatrar. E, ai de quem ousasse, abrir a boca pra criticar. Era taxado de xiita, ingrato e corneta.
Quando a situação tornou-se insustentável, a omissa diretoria prometeu reformular o time e trocou o técnico. Mas, parou por aí. Os medalhões improdutivos não tiveram mercado e com os cofres vazios, chegaram apenas dois reforços, nenhum top de linha. Com altos salários, contratos longos e indevidamente renovados, com altas multas rescisórias, saiu o cozinheiro, mas a panela permanece, bem como os ingredientes com prazo de validade vencida.
O novo técnico, que já foi chamado até de sargentão, está engessado, com um time cujos jogadores não escolheu e que parecem não estarem muito dispostos a trocarem os rachões e os treinos contra os fantasmas, pela caixa de areia e treinos de finalizações. 
De início, até parecia que ia engrenar e que todos iriam se esforçar. Se os dois primeiros jogos não foram tão bons, as vitórias deram até uma esperança de que com o decorrer do campeonato a coisa iria melhorar. E até deu para acreditar. Mas, temo que tudo tenha sido a melhora que precede a morte, pois o time, novamente, começou a degringolar. Perdeu do São Bernardo, time que em 2014 tem como principal objetivo garantir uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro e foi massacrado pelo Santos, numa vergonhosa goleada.
Deste jogo, falar o quê, se nem jogo existiu. O que se viu foi um time mesclado, onde a ambição e a garra dos jovens santistas contagiou os veteranos que com sua experiência deram segurança aos garotos. E todos cresceram em campo, todos jogaram com garra e o jogo ficou fácil. E do nosso lado, um bando de veteranos acomodados, desorganizados, um amontoado de jogadores, que conseguiram desestabilizar os jovens e inseguros que estão iniciando-se nas lides corinthianas. E quando falo de veteranos, não me refiro à idade cronológica e sim ao elenco herdado do ano anterior. 
Defesa, sem os atacantes voltando para marcar, mais furada que um queijo suíço, meio campo sem criação e ataque? Só de nervos. Danilo e Guilherme foram os que tentaram algo mais, mas aí, como diz o homem de 40 milhões, ninguém joga sozinho. 
Não vou perder tempo em falar em tática, estratégia, nem em analisar os jogadores. O vexame foi mostrado ao vivo pela tv aberta e todo mundo viu o desastre corinthiano. Um vexame.
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A única coisa não decepcionante foi o técnico ter enfrentado a coletiva, sem precisar ser substituído nem blindado por jogador nem por dirigente. Deu a cara a tapa. E não aliviou, não se justificou nem desculpou ninguém. 
Admitindo que o Corinthians foi muito mal e que o que ocorreu é inadmissível, afirmou que “Quando você perde de 5 a 1 um clássico como esse, é porque o adversário fez quase tudo bem e a gente fez quase tudo mal. Foi muito ruim, abaixo, inadmissível para uma equipe do porte da nossa, com a capacidade que temos. Mas aconteceu. Vamos reunir as nossas forças, fazer as nossas análises internas e tomar as atitudes que precisamos tomar”.
A situação do Corinthians pós conquista da Libertadores e o início da era Mano nos indicam que mudar técnico sem renovar o elenco é como mudar o cozinheiro e continuar cozinhando os mesmos ingredientes na mesma panela. Quando os ingredientes são de má qualidade ou estão com o prazo de validade vencido, é impossível fazer uma comida que preste.
Os maiores problemas do Timão são decorrentes de uma diretoria omissa e inoperante. Presidente omisso, diretor de futebol que larga o time pra fazer campanha, outro que sai pra farrear com jogadores, técnico anterior que permitiu a formação de panela de jogadores e a acomodação, com cadeiras cativas no time, jogador que manda no time, contratações equivocadas, herança maldita de 2013, etc., etc.
Se perdemos de 5 a 1 do Santos com o Mano, com o Tite, perdemos de de 4 a 0 da Portuguesa, com a diferença da Portuguesa, na época em que nos derrotou, ter um time pior que o atual do Santos. Portanto, o problema não é o técnico. E o Mano está chegando e trabalhando com o time base montado pelo Tite. Já os jogadores, na sua maioria, e o presidente, são os mesmos.
Não sou Mana do Mano, não gosto do jogo de técnicos gaúchos, mas, se mudou uma variável e o time não engrenou, tem que mudar as outras variáveis.
A postura da maioria dos jogadores tem sido uma lástima. Isso é herança da era Tite/Gobbi. Não dá para culpar o Mano, que tem só 1 mês de técnico. E acho estranho, que quem está tão revoltado com o Mano pela goleada do Santos ter ficado quietinho quando perdemos de 4 a 0 da Portuguesa, com o Tite de técnico e com a pífia campanha do 2º turno?
Mas, o mais deprimente nesta situação é ver viúvas(os) do Tite tendo orgasmos múltiplos de felicidade com a última goleada e responsabilizando apenas o treinador pelo vexame. E são os mesmos que, nos vexames da era Tite, responsabilizava apenas os jogadores pelos fracassos.
Ninguém no Timão é, nem pode ser maior que o Corinthians. Estamos num momento difícil, agravado por ser um ano de eleições da diretoria. E nós, torcedores, temos nossa responsabilidade e não podemos nos omitir. Parte da torcida virou "modinha", torcida de Libertadores, idolatrando jogadores e técnico. Em 2013, presenciei torcedores gritando nome de jogador e não do time. E não eram torcedores isolados e nem só das numeradas. Mesmo as organizadas, deixaram de cobrar, de apontar erros e exigir soluções, exigir uma nova postura, exigir garra, vontade e bom desempenho.
Não estou pedindo que se agrida jogadores, nem que se destrua o patrimônio. Há formas pacíficas de reivindicar e se formos criativos e inteligentes, iremos saber utilizá-las. E que se cobre quem deve ser cobrado, que se eliminem as causas e não apenas os sintomas da crise que está se instalando no Corinthians.
Tomara que esse vexame acorde os acomodados e sirva de lição para todos. E que o técnico aproveite a oportunidade para mudar o que tem que ser mudado, mesmo que tenha que subir mais gente da base e colocar os vagals para treinarem em separado e mofarem fora dos jogos até criarem vergonha na cara. Agora é a hora do sargentão por a tropa em movimento. Fazer o elenco treinar em dois períodos, aperfeiçoar o esquema tático, treinar finalizações e os demais fundamentos à exaustão e se livrar daqueles que fizerem corpo mole ou forem muito ruins.

Créditos e fontes de imagens e vídeos
meutimao.com.br
globoesporte.globo.com
globoesporte.globo.com
gazetaesportiva.net
sportv.globo.com
manicomio.com.br/marco.a.pires.blog.uol.com.br/MAON

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